Observatório de Atenas

sur-europa-podemos

Um novo blogue, Observatório da Grécia, preenchido por conhecidos e reputados blogueiros, propõe-se “disponibilizar mais informação do que a que se pode atualmente encontrar, favorecendo uma leitura informada sobre os acontecimentos” da Grécia. Uma missão inovadora, de que nunca ninguém se tinha lembrado entre nós, que tal como tanto Zé fazia falta.

Acho muito bem. Pela nossa parte é um sossego saber que já não precisamos, no Aventar, de traduzir ou publicar textos como Não há tempo para jogos na Europa (17.154 visualizações), Carta Aberta de Alexis Tsipras aos Leitores do Handelsblatt (16.531 visualizações), Carta aberta de um estudante liceal grego (4.644 visualizações), Petição sobre a dívida da Alemanha à Grécia em reparação pela invasão na II Guerra Mundial (mais de 8.765 visualizações) ou Como um grego ensina a um alemão a História das dívidas (mais de 27.048 visualizações).  Muito melhor que nós a casta, perdão, a nata da nata se encarregará dessa tarefa (ainda podia acrescentar umas legendagens de uns vídeos, mas nem vale a pena) com um alcance muito mais vasto. Por outro lado parece-me que artigos como o do Rui Curado Silva, Paralíticos Gregos vs Donas de Casa da HSBC, se remeterão à simplicidade dos seus 4.146 leitores, o que é preciso é disponibilizar mais informação e comentário de forma a alcançar quem a leia.

É um sossego, a partir de agora a malta de Lisboa (com duas notáveis excepções, eu sei) trata do assunto, nós cá pela província pensaremos, talvez, em divulgar o que de helénico se passa fora de Atenas.

Jorge de Brito, um banqueiro à portuguesa

jorge-de-brito-durante-o-seu-julgamento

Tropeço num grunhido do Henrique Mentiroso, afirmando que os bancos nacionalizados foram roubados. É a velha tese da extrema-direita, que se esquece da forma como na maior parte dos casos as fortunas que deram origem aos bancos foram feitas à pala do estado, sendo o próprio sistema bancário um gamanço institucionalizado.

E lembrei-me desta história contada por Silva Lopes a jornalistas do Público, que em tempos publiquei noutro blogue:

O Banco Intercontinental Português, o BIP de Jorge de Brito, “caiu” na secretária de Silva Lopes em 1974, quando este era ministro das Finanças do II Governo Constitucional. “Agora falamos destas coisas, mas comparado com o que o Brito fazia…”. “Estas coisas” são, como se entende, os casos BPN e BPP que nos últimos meses estão nas páginas dos jornais.

“O Brito utilizava os depósitos para os seus negócios pessoais. Tudo quanto ali se punha era para os seus negócios pessoais. Não emprestava apenas a si próprio. Emprestava também ao jardineiro, que era para ele, claro. Ele comprava de tudo: terrenos, palácios, arte… tudo. Depois, nas compensações do Banco de Portugal [o acerto dos cheques e transferências passados pelos clientes e depositados noutros bancos], o BIP estava sempre a descoberto. E o BdP aparecia-me lá quase todos os dias a dizer ‘mais um descoberto do BIP’. O BdP teve que adiantar nessa altura 10 milhões de contos, que agora corresponde a mais de 100 milhões [500 milhões de euros].” [Read more…]

Custou mas foi

Há anos que designo os neoliberais que tomaram conta do PSD/CDS como extrema-direita. Tenho levado como reacção que é um exagero, onde meto o (inexistente) PNR, etc, etc.

Há anos que coloco o PS na direita, vá lá, centro-direita, como o social-liberalismo à moda de Blair que representa. Insulto, queixam-se uns, é de centro-esquerda, és um exagerado, levei como resposta.

Até que um dia os insuspeitos Abrantes falam de erro de paralaxe: “O que já vinha a acontecer na década anterior, e se aprofundou nestes últimos quatro anos, foi uma transformação do PSD num partido da direita radical, abdicando até de se reclamar da «social-democracia».” E segue-se que, depois de lido o documento macro-neoliberal do PS (austeridade com vaselina, submissão ao euro e à ortodoxia europeia), a extrema-direita lá chega, basta ler o Pedro Romano:

Francisco Louçã tem um excelente texto no Público, que toca mais ou menos nos mesmos pontos, embora de forma detalhada. Lido do princípio ao fim, penso que só divergimos na forma como encaramos a essência do programa do PS: Louçã com repulsa, eu com alívio.

O texto de Louçã realmente desmonta como o PS se prepara para mais do mesmo, pasokismo que o há-de partir ao meio; deixemos o governo grego sair do euro e demonstrar como algum tempo de sacrifício prova  haver alternativa, e valer a pena. A dívida é impagável, o euro é uma moeda alemã, o resto é conversa de treta.

Finalmente, obrigado António Costa, por outras razões, é certo, também fiquei  aliviado.

Da natureza de classe

Leonidas-Bobolas
Leonidas Bobolas, um Ricardo Salgado grego do ramo da construção e dos media, cruzamento com Balsemão, portanto, recusou-se a pagar  1,8 milhões de euros ao fisco. Foi para o xilindró,  e pagou a correr umas horas depois. É a primeira vez que alguém da lista dos 50 mais ricos da Grécia é incomodado, o que diz tudo sobre as anteriores governações, e a forma como encaravam a separação de poderes.

Perante isto, como reage o verdadeiro liberal, versão séc XXI? ai jesus, é a Venezuela,  já andam a arranjar bodes expiatórios.

Um clássico, a defesa da benemérita classe que esconde o que deve na Suiça nunca engana.

São apenas pretos

No episódio 5 do documentário A Guerra de Joaquim Furtado (aquele onde se clarifica a natureza racista e esclavagista do colonialismo português) um enfermeiro moçambicano narra o seu diálogo com um superior hierárquico, a quem questionava por uma sua colega com muito menos habilitações do que ele ganhar o dobro:

– Tens dúvida de que és preto?

– Isso não tenho dúvida

– É isso, ela é branca, ganha mais do que tu, que és preto.

Há por lá mais exemplos do mesmo. Enquanto por estes dias editava o documentário de forma a poder utilizá-lo nas minhas aulas de História, apareciam-me mentalmente no monitor as imagens dos que atravessam o deserto e o Mediterrâneo, e por ali morrem. Vítimas das guerras que homens brancos foram inventar a Sul, vítimas de nem parte da globalização os deixarem ser, vítimas da natureza humana, que tem aquela pretensão, os do costume dirão estúpida, de quererem alimentar-se, vestir-se, habitar, viver. Os do costume explicam: têm dúvidas de que são pretos? E para que não as haja em sacos negros os embalarão.

Leituras

vaselina-pacu
Ando a ler o relatório dos economistas liberais para o PASOK, perdão, para o PS. Uma suavidade.

O humorista do Tejo anda com piadas novas

O piadista João Miguel Tavares, aquele a quem no Governo Sombra cumpre o papel de soltar uma larachas para animar a conversa quando vai mais séria, anda numa estafada campanha contra os que nas universidades não cumprem as suas premissas ideológicas. É uma doença velha da nossa direita, agora impedida de resolver o assunto à Salazar, quando por exemplo Sílvio Lima foi corrido da docência universitária porque lhe deu para arrasar a mediocridade científica do amigo Cerejeira. Encanitam-se porque se faz em Portugal investigação nas ciências sociais e humanas sem a objectividade positivista de um Ramos ou de uma Bonifácio, malta que à força de estudar o séc. XIX acha que as humanidades estagnaram ali, que nestas coisas os ingleses é que sabem.

Ora conta-nos hoje o Tavares ter trocado o doutoramento académico pelo jornalismo, pela família a sustentar, pela casa e pelo carro, que isso de ser bolseiro implica sacrifícios, já sabíamos. O jornalismo esperava pelo João Miguel, e nele singrou. Não é para todos. Quando em 2008 era director-adjunto da Time Out, uma publicação portuguesa embora não pareça, e precisava de mão-de-obra sem casa, sem carro e sem família, saiu este anúncio:

Procura-se Jornalista Estagiário

Se és jovem, sabes a diferença entre “à” e “há”, és lavadinho e conheces Lisboa como a palma da tua mão, junta-te a nós! A Time Out Lisboa procura estagiários que não se importem de trabalhar de borla durante 3 meses, mas num ambiente muito agradável (e onde nem sequer se pede que nos vão buscar café).

Como bolseiros de doutoramento talvez trabalhassem na mesma os três meses usando as poupanças, mas sempre contribuíam para aquela coisa que nem lhe passa pela cabeça ser fundamental num país: a investigação científica. Terminaram por viver o mesmo sacrifício trabalhando numa publicação pateta, mas tenho a certeza que se fartaram de rir com as piadas da tágide do humor luso.

Os maus observadores

observador
Escreve o Filipe Tourais no Facebook:

A malta que se diz “de esquerda” farta-se de partilhar por aqui artigos do Observador, que lhes agradece a publicidade ao seu pasquim trauliteiro-liberal, a malta de direita nunca partilha artigos do esquerda.net ou do Avante, boicotam as fontes de informação “perigosas”.

É isto mesmo. O Observador cumpre duas funções: arranjar um emprego aos blogueiros da direita (coitada da Helena Matos, por exemplo, que viu terminado o contrato da sua empresa com a rádio pública) e avançar no velho projecto do Compromisso Portugal, defendendo este governo e exigindo-lhe que vá ainda mais longe. Haver quem se disponha a, por exemplo, discutir com seriedade um projecto encapotado de regresso à constituição de 1933, só por masoquismo.

O mais longe não é um projecto democrático, como só não percebeu nestes quatro anos que anda com os olhos tapados. Eles matam, seja por falta de assistência médica, seja pela fome e miséria, e uma ideologia que tem como objectivo a desgraça do seu próprio povo só se consegue estabelecer por imposição estrangeira (já temos), domínio quase absoluto da comunicação social (aqui o Observador é uma mera vanguarda) ou golpe militar (falta-lhes, felizmente, a tropa). O neoliberalismo é incompatível com a democracia política, ponto final.

É verdade que se a esquerda não tem patronato que ofereça 3 milhões a fundo perdido para um projecto que já os deve ter esbanjado, não é por isso que não temos, nem online, um jornal assumidamente das esquerdas, e que a direita se entretivesse a boicotar. Nós esbanjamos o bom senso, a capacidade de suprir divergências e de nos unirmos no essencial. E vamos pagar caro por isso, ai se vamos.

Mariano Gago, 1948-2015

mariano-gagoTalvez o único ministro que nos deixou mais obra do que estragos.

A angústia do auto-retratado no momento do penalti

11087717_811738918903537_758006350564333445_o ou Nem vi, mas estava lá, auto-autor desconhecido, encontrada no twitter pelo Marco Santos.

Claro como água

O Observador oficial da extrema-direita pariu uma proposta de nova Constituição. Fui ver. Onde está:

Artigo 1.º

República Portuguesa

Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária.

Riscavam a vontade popular, e o resto.

Ainda não substituíram pela jurisprudência divina ou o voto censitário dos empreendedores, nem assumem que querem uma sociedade presa, injusta e de caridade.

Fica para o próximo sonho erótico, seja com a tropa, ou com um Sebastião vindo e cavalgando seu submarino branco, ou mesmo a América após a vitória de um candidato do partido do chá.

Da ignorância da nossa burguesia

18261013_Zoihj
Descubro pelo José Simões que os nossos parolos, a malta da patronal, andam a viralizar isto, um erro, dizem eles.

No princípio era o verbo, ó analfacoisas.  Isto é um verso, um belo verso, até a poesia popular ultrapassou há muito a fase das quadras. Mas não lhes podemos exigir que lá cheguem, ainda pensam que o hino da mocidade é um poema.

Está tudo controlado

A Merkel já telefonou ao Coelho e o governo amanhã privatiza o FC Porto. Em Munique joga a equipa B, é claro.

O culto da imbecilização no ensino num suposto exame da 4ª classe

Tem feito furor por aí um suposto exame da 4ª classe de 1968, que circula nas redes. Acabo de descobrir que a coisa partiu de um jornal, o Dinheiro Vivo, e circula agora por várias páginas comerciais, daquelas que publicam tudo o que dê cliques. Como qualquer não-idiota pode constatar, isto não é um exame, são páginas de um caderno de exercícios:

cadernos exerfcicios primária

Nem é preciso ter a 4ª classe, ou o 4º ano para lá chegar. Não me daria ao trabalho de escrever aqui uma linha sobre o assunto, não fosse a circulação disto grave pela ideologia, e estupidez, que está a espalhar. Vamos lá ver: [Read more…]

Um cretino é um cretino e é um cretino

“Querem incentivar a natalidade? Permitam o consumo livre de álcool por adolescentes.” – professor Vítor Cunha.

Não se pode tocar

porto bayern
Fotografia: “FC Porto”

Aviso aos filhosdaputa que nos governam

É bom que vejam a reportagem da Ana Leal, que ontem foi exibida pela TVI.  À partida estais-vos na tintas: são hospitais públicos, os privados florescem, é coisa para pobres.

11149261_970914109585880_7286154252443252709_n

Mas há um detalhe, ó filhosdaputa. São serviços de urgência. Ora não há privados que cubram as urgências de um país, pelo simples facto que este lado do negócio apenas dá lucro em Lisboa e Porto e mesmo assim não cobre todas as necessidades. E depois os serviços de emergência médica não vos vão diferenciar se vos estampardes numa estrada, se tiverdes um ticoteco na rua, uma emergência, portanto.  Não estou a ver uma dessas equipas que vai às estradas, também eles trabalhando em péssimas condições, a pedir de imediato um helicóptero porque se trata do sr. ministro, ou a reconhecer no focinho coberto de sangue um secretário de estado. Vai daí, em caso de azar, e ninguém está livre dele, trigo limpo farinha amparo, ireis para estas urgências como os outros. E arriscais-vos mesmo a ficar numa maca entalada entre outras num corredor, a serdes assistidos por um enfermeiro para 30 doentes, a ter o único médico capaz de vos tratar ocupado com outros doentes. De nada valerá, depois, um secretário de estado gritar que os médicos e enfermeiros eram comunistas. De nada valerá para vocês, e muito menos para a vossa família.

Resta-vos, depois da razia feita sobre o Serviço Nacional de Saúde, uma hipótese, é claro: não sair de casa. Mas é aborrecida.

Günter Grass, 1927-2015

O filme tem as suas limitações, mas O Tambor é, de longe, o romance onde se desenhou a nazismo até ao mais delicado detalhe, uma perfumaria de pormenores. Obrigado, Günter Grass.

Como era Portugal antes da Democracia?

Ando há anos a tentar utilizar excelente série da RTP Portugal, um Retrato Social, de António Barreto e Joana Pontes, nas minhas aulas de História.

Sendo objectivo do trabalho sociológico comparar o Portugal dos anos 60 com o do séc. XXI, recolheram excelentes testemunhos de como era a nossa vida antes de Abril de 1974, servindo tanto de fonte primária como de secundária. Um computador mais rapidinho permitiu-me agora editar esses extractos, numa remontagem um pouco longa e não muito bem organizada, mas sempre melhor que utilizar os dvd’s originais. Espero mais tarde completá-la com pequenos vídeos específicos (por exemplo sobre a emigração).

Aqui fica à disposição dos interessados, que podem igualmente efectuar o seu download directo.

Nada que me surpreenda

Francisco Assis declara o seu apoio à eleição de Marcelo Rebelo de Sousa.

Heil, Cristo

iurd coimbra
Muito se tem falado da milícia criada pela IURD no Brasil. Quando se junta religião com posturas paramilitares acabamos em violência, é sabido.

Agora aparece esta imagem no facebook (público) de um bispo da seita, tirada em Coimbra num dos espaços que ocupam. Conheço a fauna. Enchem-me a caixa de correio de lixo, já pensei em acrescentar um autocolante com um demónio qualquer a ver se a espécie desampara a loja.

É certo que as damas não têm o aspecto preocupante dos recrutas brasileiros, mas mesmo assim não estamos no carnaval, e acho mal.

E gostava de ouvir a opinião de Marinho Pinto sobre este assunto, ele sabe muito bem porquê.

Retrato de um país

Conta a TSF: mais telemedicina, poupe-se; não há vacinas para a tuberculose. Parabéns Passos Coelho.

A prova dos nove

Sampaio da Nóvoa faz o pleno: o Valupi também não gosta.

Sampaio da Nóvoa

sampaio novoa

O homem não podia pedir melhor: ainda vai em pré-candidato e já desencadeou o pânico: um boy alcoólatra, o gajo que não acabou a tradução do Capital e agora virou neoliberal, a extrema-direita do costume a berrar que nem banqueiros e latifundiários  nos idos de 1975.

Não faço, nem quero fazer, a mínima ideia de quem terá o meu voto nas presidenciais de  2016, mais que não seja contra o mentiroso mais bem pago de Portugal, que continua em plena campanha esforçando-se agora a TVI por demonstrar que pode escolher um Presidente, porque isto é tudo um espectáculo televisivo onde manda quem tem dinheiro. Mas tanto medinho vindo do lado da casta que nos tem governado é, para já, estimulante. Cliquei gosto na página do facebook, mais que não seja para chatear.

Fenómenos

O Rui Tavares, perdão, Manos Matsaganis deu uma entrevista ao Observador.

O telemóvel e a história é o que o capitalismo quiser

230214_ruust

Dizem que faz hoje 42 anos que se fez a primeira chamada telefónica via telemóvel. Dizem-se muitas coisas, e neste caso omitem-se outras. Por exemplo, o facto de Leonid Kupriyanovich ter patenteado e concretizado muito antes dessa data um sistema em tudo semelhante, não se diz.

Leonid era soviético e faz de conta que nunca existiu, que só o capitalismo americano podia inventar uma coisa destas. Confere.

O teatro português está de luto

Morreu Manoel de Oliveira.

Douro, Faina Fluvial

Versão 1931:

Um filme de Manoel de Oliveira. Ficha IMDB

Calma, isto ainda não acabou

O Alberto João não anunciou os votos das Ilhas Selvagens com que ganha as eleições.

Vieram mais cinco

Pelo estúpido método de Hondt se a CDU tivesse mais cinco votos o PSD perdia a maioria absoluta, fora a estrondosa subida da esquerda ser ainda maior. Alguma vez teria de calhar uma vigarice dar jeito.

Não lemos nada disto na segunda-feira. E é portanto tempo de devolver a toda a direita, não apenas ao PS, o recado: votaram, contrariaram as sondagens (que chatice, Paulo Portas): há ou não que tirar lições daqui para todo o país?

Não abusando, há e não há. O absolutismo madeirense acabou, o que até seria uma vitória liberal se estivéssemos no séc. XIX, a esquerda progride e…

…não volto a assinar este texto porque a malta de esquerda não faz batota. Unam-se, caralho, deixo o repto, agora em versão mais norte.

Adenda: parece que o erro nem estava nos votos nulos, mas numa acta falsificada. O 25 de Abril chegou hoje à Madeira.

Adenda seguinte: afinal o PSD continua com hilaridade absoluta.

Próximas adendas possíveis: O partido do Marinho não concorreu mas ganha por nulidade absoluta. Ronaldo assume a presidência do governo regional da Madeira. Cristiano demite-se, assumindo que não estava preparado para lances de bola parada.