O relógio do CDS para a saída ‘troika’ está errado. O Paulinho, de novo, vai ter de renegar o irrevogável e revogar a hora no Largo do Caldas.
Sempre à frente
Hoje pode ver o Portugal- Coreia de 1966 na TVI24. No Aventar já podia ter visto anteontem.
Eusébio é de Todos
Príncipes de Portugal, suas grandezas e misérias *
Nos últimos dias, por motivo da morte de Eusébio, falou-se muito no Panteão Nacional. A Presidente da Assembleia da República, vários partidos (PS, PSD, CDS, principalmente), vários políticos, o presidente do S. L. Benfica, etc.
Todos estes intervenientes no sentido de serem transladados para o Panteão Nacional os restos mortais de Eusébio.
A comunicação social, na generalidade, deu grande destaque ao tema. Mas deu-me a impressão de que a maioria das pessoas que falou sobre o assunto não sabe o que é isso do Panteão Nacional. E ainda a qual deles se estava a referir. Confusos? A questão é simples. O Panteão Nacional, seja ele o da Igreja de Santa Engrácia, Lisboa, seja ele o do Mosteiro de Santa Cruz, Coimbra, não é um monumento, é um estatuto, uma função. Em 1916, essa função foi atribuída à Igreja de Santa Engrácia, em Lisboa. E aí estão os restos mortais de escritores e ex-presidentes da República. As excepções são Amália Rodrigues e Humberto Delgado. Por outro lado, em 2003, foi atribuído ao Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra o mesmo estatuto/função, o de Panteão Nacional. Esta decisão foi fundamentada pelo facto de aí estarem sepultados D. Afonso Henriques** e D. Sancho I. Outros monumentos há, que também poderiam ter essa função/estatuto. Por exemplo o Mosteiro dos Jerónimos, Lisboa, onde estão os restos mortais de Luís de Camões, de Vasco da Gama ou de Fernando Pessoa.
Quanto à eventual trasladação de Eusébio, e estando uma discussão em aberto, a questão deve ser muito bem ponderada, com a razão e não com o coração. Eusébio foi e será um dos maiores futebolistas de sempre? Sem dúvida! Esse estatuto foi obtido com a camisola da selecção nacional? Não me parece, apesar do Mundial de 66. Foi com a camisola do Benfica que Eusébio se mais notabilizou em todo o lado. E isto não é coisa pouca. O Benfica teve, na altura, uma das melhores equipas do mundo, e em alguns períodos foi mesmo a melhor equipa do mundo!
Mas na altura Portugal era outro país, que felizmente acabou e ao qual não quero regressar.
Se eu fosse adepto do Benfica quereria que ele fosse sepultado no Estádio da Luz.
*Título de um livro de Aquilino Ribeiro (também ele está no Panteão Nacional,Santa Engrácia, com alguma polémica à mistura), cuja leitura recomendo.
**Não há a certeza. Relembro que a investigação prevista sobre esta matéria foi proibida, isto é, não foi autorizada a abertura do túmulo e consequente análise ao seu interior por partes de investigadores da Universidade de Coimbra. Episódio onde pontuaram, entre outros, pela negativa, José Sócrates, 1º Ministro, Isabel Pires de Lima, Ministra da Cultura, Elíso Sumavielle, Director-Geral. Todos de triste memória para a nossa Cultura e para nosso Património Cultural.
Sempre a Bimbar!
“Trás-os-Montes vai ficar deserto em 30 anos”
“Até 2040 o interior do país deverá ter menos um terço da população. Trás-os-Montes é uma das regiões que corre o risco de ficar deserta, caso as taxas de natalidade continuem a baixar.”
“as redes”, diz o SLB
É ainda referido que “todas as insinuações publicadas nas redes sociais não fazem o menor sentido, principalmente depois de tudo quanto vivemos nos últimos dois dias”. A terminar, o Benfica salienta que “a universalidade de Eusébio será sempre preservada” – Comunicado do Benfica.
A polémica do dia nas redes sociais (sobretudo no facebook) foi uma fotografia de um segurança do Estádio da Luz a retirar artefactos do Sporting (sou levado a pensar que os do FCP também tiveram a mesma sorte).
Um coro enorme de protestos. E a coisa foi de tal ordem que o Benfica se viu na necessidade de enviar um comunicado. Reparei com a devida atenção neste pormenor: “…todas as insinuações publicadas nas redes sociais…”.
A comunicação está a mudar, habituem-se. E a que velocidade. A da luz…
Para seres

O Anível diz que tem pareceres. Lembro-me do Vítor Constâncio, quando era Governador do Banco de Portugal, também dizia que tinha recebido “pareceres” que diziam estar tudo bem com o BPN. Isto anda tudo ligado, não anda?
Olha, lá diz o provérbio no programa da Manela Bocas: “à mulher de César não basta ser honesta, é preciso pareceres”.
[imagem: Petros Chrisostomou]
Metes-me nojo Maria
(na foto: Maria manda-me calar porque também lhe meto algum nojo)
A Maria mete-me muito nojo mas proporciona-me excelentes momentos de farta gargalhada. Ora saltita alegremente de conferência de imprensa em conferência de imprensa com o inseparável amigo Paulo, o homem que tomou a decisão “irrevogável” (no sentido “novilinguístico” da coisa) de se demitir quando soube que o Pedro tinha escolhido a Maria para o lugar do Vítor, ora surge na comunicação social, desolada, a dizer que “tal como os portugueses, tem pouca margem para poupar”, qual Cavaco Silva que não sabe como pagar as contas com o seu magro salário de ministra, ao qual acrescem almoços grátis e milhentas ajudas de custo. Em ambos os casos, adoro o ar de monte de merda (no sentido metafórico da expressão, claro) que habitualmente a acompanha nestes momentos.
E mais não digo!
Segundo um estudo de 1998, beber whisky ajuda a prevenir doenças coronárias. Mai nada!
Também não é preciso exagerar
Votem em Manuel Pereira
Portugal tem muita gente boa.
Somos bons em muita coisa e nem sequer estou a falar de todos os que Passos e Portas empurram pelas fronteiras.
Falo de homens que são bons naquilo que fazem. Temos um, Manuel Pereira, que nos tem trazido títulos, uns atrás dos outros. Está na hora de retribuir. Votem!
Elogio Fúnebre

Fernando Pessoa bebia uns copos de manhã, à tarde, à noite.
O maior poeta português do séc. XX era um alcoólico intratável.
A glorificação do passado entre a direita portuguesa
Mário Soares disse o óbvio: Eusébio foi mais um analfabeto num país de analfabetos e bebia uns copos onde Salazar ordenara que se bebesse vinho para dar de comer a um milhão de portuguesas. Nada que o desonre ou lhe apague os golos e as fintas, lhe ofusque a excepcional inteligência que demonstrava onde sabia, no campo; assim viveu, foi um homem do seu tempo.
A direita berra, histérica. Mentir, e aquela hipocrisia avulsa de fazer dos mortos uns heróis como nos romances, está-lhe na alma. Esquecer a verdade desse tempo, também. Isso e o ódio a Mário Soares que, suprema ironia, acaba os seus dias como o último símbolo de Abril que obcecadamente querem enxofrar, ele que foi muito mais de Novembro. O mundo é um lugar estranho, onde se dão muitas voltas mas a direita é sempre a mesma.
Morreu a Marina Ginestà

Podem ler um breve resumo da sua audaciosa vida aqui (em castelhano).
Apelo
Os familiares e amigos deste idoso senil, devem evitar que o cidadão, outrora com responsabilidades na condução dos destinos do rectângulo. perca a escassa dignidade que lhe resta, mantendo o senhor afastado das câmaras. Não é bonito ver alguém exposto a tamanho rídiculo. Ainda há quem perca tempo a ler artigos de opinião ou pretenda ver lucidez nas suas patéticas tomadas de posições políticas.
Incompetência
Não sei se sou eu que tenho menos paciência ou se a incompetência à minha volta está mesmo a aumentar. Até em empresas que eu sempre considerei trabalharem bem e de forma profissional, empresas que deram cartas nas áreas em que trabalham, agora se encontra frequentemente vários exemplos de incompetência.
Creio que é mesmo um sinal dos tempos. Falta brio profissional, falta empenho, falta vontade de fazer mais e melhor. Da mesma forma que as pessoas se acomodam a políticos de chacha, que se limitam a conversas da treta, também se acomodam a ser simplesmente medíocres. As coisas vão-se fazendo sem grande interesse em que sejam bem feitas, afinal ganha-se tão pouco, para quê grandes preocupações? [Read more…]
A lição do Eusébio
Ainda sou do tempo em que vi jogar o Eusébio, essa ruptura geracional que ontem dividiu a pátria. Uns viram, outros não, e quem não viu não percebe, olham para o homem como se fosse um Ronaldo em versão cota, no tempo em que o futebol era fácil e não prestava para nada.

Nessas duas ou três vezes a Académica perdeu, o que somado ao enxovalho na escola em Benfica, conimbricense exilado e isolado perante a turba de alfacinhas, não são exactamente boas recordações. Mas a esses jogos, semente do meu anti-benfiquismo primário, não tinha ido só pelo meu clube numa das suas três visitas anuais mas também para ver jogar o Eusébio, esta parte toda a gente percebe, o Futre e o Figo também conseguiram que os putos os quisessem ver jogar mais do que uma vez por ano na televisão, em diferido.
Porque antes há o jogo da Coreia. Tinha seis anos, é o primeiro jogo que me lembro de ver, o nosso primeiro campeonato do mundo, o único com Eusébio.
O jogo da Coreia ensinou-me umas coisas. [Read more…]
De Moçambique, de Angola, de Portugal, do Benfica.
















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