
Eusébio abandona o estádio após Portugal ser eliminado pela Inglaterra nas meias-finais do Mundial de 1966.
A meia-final
Eusébio da Silva Ferreira
Morreu Eusébio, porventura o melhor jogador de futebol do mundo de todos os tempos. Prisioneiro das circunstâncias do seu tempo, Eusébio não beneficiou da luz dos projectores que iluminaram as carreiras de outros jogadores. Eu, sportinguista desde berço, fui algumas vezes ao Estádio da Luz só para o ver jogar – bem como, reconheço, uma grande equipa, o Benfica do tempo. Questionado sobre a comparação de Eusébio com Pelé, um velho decano do jornalismo desportivo brasileiro respondeu que, “nos seus melhores dias, Pelé é quase tão bom como Eusébio”. Concordo.
1993: Odisseia na RTP Memória
Corria o ano da graça de 1993. Eu tinha 9 anos, o saudoso Mandela recebia o Nobel da Paz, os “amaricanos” (ainda) lançavam mísseis sobre Bagdad, Rabin e Arafat (que esteve em Portugal nesse ano) apertavam a mão, Mário Soares era insultado pelo Jornal de Angola (burro), Fidel anunciava a despenalização da posse de moeda estrangeira em Cuba, a Checoslováquia dividia-se em dois países e o primeiro e falhado ataque ao World Trade Center era orquestrado quando algo de verdadeiramente extraordinário aconteceu.
O Homem que mais sabe sobre ensino da matemática
Escreveu no Público! Finalmente o artigo que eu gostaria de ter escrito!
As árvores ou a vida

Há qualquer coisa de belo e essencial numa velha oliveira. Quem está atento sabe que, pelo nosso país, as há com mais de dois milénios. Sempre vivas, sempre oferecendo os seus frutos aos humanos que transitoriamente junto a elas habitam.
Elas mergulham as raízes nas lonjuras da história. Estiveram na ascensão e queda do Império Romano, eram já antigas quando Cristo terá andado pela terra, são como uma linha de continuidade em que se enleia a nossa identidade como povo, geração após geração. Por isso inspiram a tantos de nós uma espécie de respeito, uma quase veneração.
Mas agora, os selvagens descobriram-nas. Enfastiados do último capricho, procurando novos e exóticos luxos, viraram-se agora para a compra de oliveiras milenares. Vendidas por dezenas de milhares de euros, elas vão partindo. Há uma profunda tristeza em tudo isto. E sordidez no tom de orgulho com que se noticia esta emigração vegetal.
“As nossas oliveiras milenares têm muita procura e vendem-se a abastados compradores dos países Árabes e da Alemanha” dizia, mais palavra menos palavra, uma notícia ouvida há pouco. Não quero julgar os que, quantas vezes em desespero de causa, as vendem, já que não encontram ajuda nem outro caminho. Mas não consigo evitar esta sensação de que alguém, em nosso nome, está a vender-nos a alma ao diabo.
Associativismo
A malta mais liberal do género, deixa comer o dinheiro ao povo para fazer crescer a minha fortuna, tem sublinhado que as crises são momentos para novas oportunidades. No caso deles, dos ladrões, a crise é uma excelente forma de experimentar novos tipos de caviar, para fazer novas viagens e outro tipo de coisas manifestamente de pobre.
Para o resto das pessoas, para o cidadão contribuinte, sobra a fila do desemprego ou a caridade da sopa quente na noite fria.
Neste contexto, tenho assinalado com agrado o desenvolvimento de estruturas sociais de respostas múltiplas às dificuldades, cada vez mais generalizadas. A caridade à volta da Igreja tem sido a mais visível por atender às necessidades mais básicas, nomeadamente a alimentar, mas há outras respostas a crescer de forma sustentada.
Os clubes e as associações são um bom exemplo. Descobri, há pouco tempo, em Canelas, a freguesia mais central do concelho de Gaia, uma associação fantástica e que serve de exemplo para o que vos quero transmitir: a Associação Desportiva e Cultural de Santa Isabel. [Read more…]
Faccioso e Intelectualmente Desonesto
“(…) os investimentos em autocarros ou metro não têm quase efeito no número de quilómetros percorridos por carros numa zona metropolitana.”
A prova já era
Vamos lá ser pragmáticos: a prova para os professores contratados está morta e enterrada e com ela, Nuno Crato.
Vejamos:
– Maria de Lurdes abriu a porta;
– Nuno Crato meteu na cabeça que ia levar a cabo esta trapalhada. Segundo ele, a prova era o alfa e o omega da qualidade da Escola Pública;
– Depois, a prova era só para alguns, porque a FNE apareceu a fazer o jeito. A qualidade deixou de ser necessária aos professores com mais de 5 anos. Era coisa para os desgraçados, ou antes para parte deles, porque dos 13 mil implicados na palhaçada, só 500 estavam de facto a trabalhar.
– No dia da PROVA, milhares de Professores dos quadros fizeram GREVE. Terá sido, com os números hoje disponíveis, uma das maiores greves de sempre com taxas de adesão acima dos 90%. Será um dia histórico, até pelas confusões que Nuno Crato gerou um pouco por todo o país.
Acontece que estava ainda por fechar uma parte crucial de todo o processo: a frente jurídica. [Read more…]
Concerto de Aranjuez – 2º Andamento
Arranjo original do 2º andamento “Adagio” do Concerto de Aranjuez para guitarra e orquestra de Joaquin Rodrigo, interpretado pelo solista Eudoro Grade e Orquestra de Bandolins da Madeira sob a direcção do maestro Eurico Martins no Teatro das Figuras em Faro, Algarve. (Outra versão, com metais, aqui).
Campeões da incompetência
Orçamento com 3 dias de vida já precisa de rectificativo. Quem tivesse vergonha na cara já se teria demitido.
Cristiano Ronaldo: pelo teu país
Pelo TEU povo, Recusa receber esta condecoração.
(carta aberta disponível no facebook) [Read more…]
Os bombeiros, o calendário, um Escarrador…
Os bombeiros de Setúbal fizeram um calendário que se tornou rapidamente num sucesso de vendas e ainda bem, na medida em que o objectivo do corpo dos de bombeiros era meritório.
Ora, fartinho de ser roubado, resolvi tornar-me um jovem empreendedor e acho que descobri um negócio com pernas para andar e não estou a pensar nas pernas de ninguém em especial.
Caro leitor (peço desculpa às meninas que nos acompanham, mas vão rapidamente perceber o sentido de género do resto da prosa):
– recorda-se dos cafés do Porto nos anos sessenta? Eu também não, mas ouvi dizer.
Algures em cima das mesas existia um objecto que permitia o depósito de matéria viscosa da parte alta do sistema respiratório.
O chave do sucesso desta ideia está no target – o uso de palavras em inglês no meio do texto dá sempre a ideia de elevação intelectual.
Haverá algum português que consiga evitar expelir saliva na presença de Passos Coelho, sobretudo acompanhada por mais matéria viscosa?
E, se pela frente aparecer Paulo Portas? O João Almeida ou…
Estou absolutamente convencido do sucesso deste objecto que poderá, inclusive, vir a ser exportado porque me parece que não faltarão tugas por esse mundo fora com vontade de cuspir nesta gente.
Cada família terá o seu e para além das mensagens de ano novo podem dar uso quase diário a esta nova ideia, desde que sintonizem o telejornal das oito…
Basicamente é assim: estou rico!
Recalibrar (definição)

Imagem n.º 1 do manual para matar esta mania da novilíngua laranjiniha. Instruções de uso: basta partilhar.
Recalibrar
A nova palavra laranjinha para aumento de impostos. São merdas que chateiam, ser roubado e tomado por parvo em simultâneo.
CES e os discursos martelados do ‘Bloco Central’
Seguro (PS)
PS não é confiável como partido de oposição, como argumenta e bem JPP no ‘Abrupto’. O principal embaraço socialista na coerência e consistência de opositor reside em Seguro e equipa próxima; curiosamente à falta de predicados associa uma ambição de poder que, se alcançado, não se distinguirá substantivamente das políticas de Passos Coelho e Portas.
A displicência com que se submeteu ao acordo do IRC com os partidos da coligação retirou a Seguro capacidade de agir com estratégia própria, se é que existe e jamais foi revelada aos portugueses – os números do PS nas sondagens são a prova da vacuidade do líder e sua falta de ideias.
Seguro, no habitual estilo de padre da paróquia provinciana, e imaginando-se a falar para iletrados e analfabetos, atirou-se ao aliado na baixa do IRC, para criticar o aumento da incidência da Contribuição Extraordinária de Solidariedade – tal Contribuição, diz-se, passará a ser cobrada sobre reformas da função pública a partir de 1.000 euros, em vez do limite mínimo actual de 1.350.
Alternativas, alternadeiras e alternadores
Imaginemos alguém numa sala completamente às escuras. Na mão tem uma lanterna acesa. Mas essa lanterna está apenas a meio centímetro da parede. Como se pode adivinhar, esse alguém não vê a ponta de um corno à frente do nariz apesar de ter uma lanterna na mão. Pois bem, este é um exemplo de alguém que pergunta “qual é a alternativa? Que outro caminho existe para sairmos da crise senão empobrecer, cortar, cortar?”
A resposta é tão simples que até dói. Primeiro: dar uns passos atrás. O círculo de luz da lanterna vai ficando maior. Cada vez maior. A sala começa a ganhar os seus contornos, vemos os objectos, os móveis, quase tudo. E se apontarmos a lanterna para o tecto no meio da sala tudo se revela. Simples, não?
Como o Estado foi desmantelado, destruído, para além dos impostos não tem outras fontes de rendimento. Daí o “colossal aumento”. Mas, como não resultou, tivemos o inconsequente corte nos salários e nas pensões. Qualquer merceeiro faria isto. É o método das alternadeiras. [Read more…]
O Blogometro do ano de 2013

É possível visualizar as estatísticas do Blogometro em versão anual. Os blogues portugueses ordenados de acordo com o número de visitantes em 2013 estão aqui.
Claro que nos referimos apenas aos que quiseram comparar as suas audiências utilizando o Sitemeter, claro que o Sitemeter falhou várias vezes ao longo do ano, e mais a uns utilizadores que a outros, mas é o que se pode arranjar, utilizando o Sitemeter e o código aberto do Blogometro na sua versão actual. Eventualmente podem encontrar uma ou outra página comercial que não é um blogue na definição minimal que utilizamos (ter maioritariamente conteúdos próprios) mas a subjectividade é assim, e o filtro humano também.
Uma distribuição dos blogues por categorias daria outra visão. É complicado, nesta casa sabemos bem como essa é muito mais objectiva, ainda procuramos uma fórmula para dar esse salto sem sobressaltos e também sem muito trabalho. [Read more…]
2014, um ano com perspectivas
O meu melhor em 2013
Aos 22 do 10, engulo da tv e faço (obrigado Helder) um videopost com o João Almeida a mentir.
Ainda no ano passado chegou ao governo.
Do amor do governo pelas criancinhas
A partir dos 6 anos, pagam a taxa total de emissão do Cartão de Cidadão. Poderiam ter desconto ou até isenção? Claro, mas seria habituá-las mal.
O imposto sobre as pensões é inconstitucional?
Não faz mal, cria-se um novo imposto sobre as actuais pensões e ainda um outro sobre os que ainda não têm pensões.
A prova no Porto e no Funchal
Portugal é um país surpreendente. Somos um país que forma Enfermeiros e Engenheiros e depois os exporta com bilhete apenas de ida. Infelizmente, esta fuga, no caso dos professores, é algo já com uns anos. Se os estaleiros de Viana colocaram no desemprego 600 trabalhadores, o Ministério da Educação, nos últimos anos, reduziu o número de professores contratados de 38 mil para 14 mil. Sim. Leram bem – saíram do sistema, para além dos que se aposentaram, 24 mil docentes. Uma parte deles desistiu da profissão, mas há alguns que insistem em correr atrás de um sonho. Só assim se percebe a forma como lutaram contra a Prova que Nuno Crato, estupidamente, decidiu aplicar.
Depois de ter feito um acordo completamente imbecil com a FNE, Nuno Crato manteve a obrigatoriedade da prova para menos de 500 professores, porque os outros 13 mil que têm menos de cinco anos de serviço, não estão a trabalhar. Logo, a qualidade que Nuno Crato quer trazer à Escola Pública reduz-se a 500 dos cerca de 100 mil docentes em exercício. Há números que falam por si.
Mas, esta é a dimensão política onde, no dia 18, os professores deram uma resposta avassaladora. Há uma outra área em plena actividade: a jurídica. Depois do Tribunal do Porto, agora é a vez do Tribunal do Funchal.
Nuno Crato, és o elo mais fraco! Adeus!
O cálculo de probabilidades à moda do Cunha
Cunha, já de si, é palavra de significância negativa – viver à custa da ‘cunha’ não é propriamente uma forma de vida louvável, embora o privilegiado saia ganhador; mas caramba!, o jargão estigmatiza mas não é letal.
O pior de tudo é haver os Cunhas, que pela vida fácil que lhes oferecem, ganham um impulso enorme de auto-estima e, sem a menor consciência do ridículo, manifestam-se em pretensiosos raciocínios e conclusões, para os quais a cunha em nada contribui e a estrambólica petulância desmascara.
O Cunha é favorável ao encerramento da MAC. Tem todo o direito a tal opção. O que não é acto de mínima inteligência é o recurso a cálculos de probabilidades enviesados, para defender a sua dama. Aqui, demonstrando falta de conhecimentos de estatística analítica, questiona:
Qual é a probabilidade de 1 de 5,4% dos bebés nascidos num dado ano acontecer no dia 1 de Janeiro entre as 0h00 e as 0h05, em Lisboa e na Maternidade Alfredo da Costa?











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