Ai aguenta, aguenta.

ai aguenta aguenta - 2

Era Mas É Assim

ASAE processa DECO por usurpação de funções.

Assim é que era

Associação dos Produtores de Azeite processa DECO por publicidade não solicitada enviada para endereços electrónicos.

Do piropo

A minha amada e eu tivemos, e temos, uma complexa troca de piropos, uns meses a esta parte. Complexa por ter eu classificado um dela como piropo de pedreiro da Foz, erro geográfico crasso ao mixordiar a tradicional genialidade poética dos pedreiros com a especificidade urbana do Porto e que deu azo a uma vasta troca de piropos deambulatórios contabilizados numa entretanto desactualizada folha de cálculo, deve e haver no google drive, a ver se equilibrava a troca de piropos, essa forma superior da expressão amorosa no verbal aproximativo ou não, desactualizada por culpa minha; estava a perder 5 a 9, fingi erro informático, a coça que levava já não tinha volta a dar-lhe; ela piropeia muito melhor que eu – um humilde invejoso dos dotes piropoteantes dos pedreiros do Norte -, gajos que pelos vistos não trabalham na Foz.

Fica por aqui a exposição pública da minha vida privada fora da realidade sócio-económica que atravessamos. Entretanto, decorria a época de incêndios, e cai-me isto em cima:

Socialismo 2013: Engole o teu piropo.

Philippe de Champaigne - Anunciação

Socialismo 2013 é o encontro em final de Verão do Bloco de Esquerda, onde Ela Almeida e Adriana Lopera  vão pairar entre isto [Read more…]

Cartoline (questa, musicale*) d’Italia (11) (da Napule)

Elisabete Figueiredo


‘Luntana a Napule nun se po’ sta!’**

Este postal deve ler-se ao som da música mas, sobretudo, das palavras, que são, elas mesmas, música. Mais que música. Uma carícia. Esqueçam tudo o que vos disse. O italiano não é a língua mais bela do mundo…
‘…o napulitan’ e’ a chiu bella lingua o munn’.***
Estou nnamurata di Napule. Bem o sabia mesmo antes de aqui chegar que ia acontecer. Apaixonar-me violentamente por tudo isto. [Read more…]

Era cadeia…

Agora é com o azeite. Ontem com a carne. Amanhã será com o quê?

Uma das amostras nem era azeite, quanto mais extra virgem. E depois é ver a aldrabice, segundo a notícia, reparem bem:  As marcas «Auchan» (DOP Moura), «É» (Continente), «Grão Mestre» e «Naturfoods», que se apresentam no rótulo como «azeite virgem extra», deveriam, segundo a associação de defesa dos consumidores, «ser classificadas como azeite virgem apenas».

É brincar com os consumidores. É brincar com coisas muito sérias. E no final, uma multa resolve tudo e ninguém vai para a cadeia.

Cartoline d’Italia (10) (da Napoli)

Elisabete Figueiredo

A vit e’ nu’ muorz, viratenn bene!*

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Cheguei ao centro ‘della terra del mezzogiorno’. Da terra do meio-dia. Deixo Capri para trás, e o seu mar azul e as suas escarpas longas. Deixo o quartinho branco e o terraço de ver o pôr-do-sol e chego a Nápoles às três da tarde. O calor é insuportável. Assenta bem na terra do meio-dia, é verdade. O mesmo não pode dizer-se das ruas estreitíssimas onde o sol entra com muita dificuldade e onde se pode apanhar a roupa que o vizinho da frente deixou a secar, bastando estender o braço. Estou numa rua dessas e consigo ver perfeitamente a televisão dos vizinhos, tocar os lençóis de flores que têm a secar. Mas prefiro deixar tudo como está e sair do hotel. [Read more…]

Da desigualdade

Agora e na hora da vossa morte.

Ignora o AO90

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Extensão para o Google Chrome que converte páginas escritas ao abrigo do acordo ortográfico de 1990 para o de 1945.

António Borges não era uma pessoa de bem

Porque me ensinaram que se deve respeitar um morto, hesitei antes de escrever este post.
A verdade é que não tenho qualquer respeito por António Borges e pela sua «obra». Sobretudo, não considero que António Borges tenha sido uma pessoa de bem. Quem vem defender a diminuição de salários no auge de uma crise que criou milhões de pobres e de famintos não pode ser uma pessoa de bem.
Portugal perdeu muito, nos últimos dias, com a morte de 3 bombeiros. Esses, sim, deram a vida pelo país. Com a morte de António Borges, Portugal nada perdeu. Pelo contrário, ganhou.
E mais não direi porque, apesar de tudo, foi um ser humano que morreu. Mesmo sendo o ser humano que era.

O Dr. Menezes e o Voto Diabético

A questãozinha caritativa que conspirativamente envolveu Luís Filipe Menezes e gerou essa grande inundação de virginais escandalizados, grau zero da indignação, absurdiza-se mais e mais nas redes sociais. Até farmacêuticos se atiram apaixonadamente ao silogismo, ao cálculo e à conjectura para apurar a coisa — 250 euros em medicamentos — e a sua verosimilhança. Quanto gasta em média um diabético em medicamentos?! Nem o pressuposto de um diabético acamado já não padecer apenas da diabetes, ou putativamente ter acumulado dívidas na farmácia, sustém, por exemplo, a dra. Isaura Martinho no seu choque anafilático psíquico com o caridoso gesto do candidato e seu entorno. Para a dra. Isaura Martinho, um autêntico TIR peremptório sem travões, não bastava o Dr. Menezes ter comprado o voto de todos os acamados e inquilinos pobres do Porto. Teve o desplante de aliciar o voto de todos os diabéticos do Porto. Por que não vai a dra. Martinho fiscalizar pessoalmente, no dia 29 de Setembro, quantos acamados, inquilinos pobres e diabéticos recompensam o Dr. Menezes com o seu voto?!

A Contagem dos Corpos

Custa-me ver portugueses a alegrar-se com a perda de outro português, António Borges, com valor reconhecido internacionalmente, apenas porque viveu as suas convicções a fundo, sem o cínico diplomatismo dos que deslizam no grande trânsito existencial sempre de bem com Deus e com o Diabo.

E em que é que Borges acreditava? Numa sociedade de mérito, na livre concorrência, com uma pitada de darwinismo económico, por oposição ao assistencialismo estatista-socialista alargado, bastante corrupto e decadente, o qual, depois de minar o autonomismo individual e a responsabilidade pessoal, tarde ou cedo, conduz os países à falência.

Então por que fazem festa e atiram foguetes os que, conotados com uma certa Esquerda Primária e Imbecil, se habituaram à contagem festiva de cadáveres adversários?! Vingança? Mas adianta? No limite, não haverá aí, caríssimos camaradas, uma base humanística mínima, sem Esquerda e sem Direita, sem Liberalismo nem Socialismo, que jamais celebre a morte de um adversário ideológico?!

Que os presos políticos e os mortos políticos de Fidel Castro vos perdoem, se puderem. Eu perdoo-vos a sanha perdulária de ir matar os que já morreram.

Este vale a pena chorar

Há 25 anos, morria Carlos Paião. O doutor e a Bailarina, pois claro.

A morte é como o sabão*

Depois da morte de António Borges, e do que já foi escrito aqui e que subscrevo, publico um artigo sobre a morte e José Hermano Saraiva, que se aplica a António Borges. Que a terra lhes seja pesada. [Read more…]

Cartoline d’Italia (9) (da Capri)

 Elisabete Figueiredo

«Il pommeriggio è troppo azzurro e lungo per me»* (Paolo Conte)


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A poesia. Como se a paisagem não fosse suficiente para nos atingir no centro do coração, aí onde acontecem todas as coisas e, tantas vezes, o vazio.
De manhã, a minha manhã, um pouco mais cedo que a minha manhã costumeira resolvo ir ao farol, na Punta di Carena, do lado de Anacapri. Antes de ontem o senhor do hotel disse-me que era imperioso ir… ‘il posto più bello dal mondo’. Uma vez, numa dessas vezes em que o coração se concentra, alguém me disse ‘il tuo sorriso è come um faro sul mare’** e se houve um sítio onde isso poderia ser verdade, quero dizer, um sítio para além do coração, esse sítio será seguramente aqui. Então, não há razões para não ir ao farol, certificar-me que encontro o meu sorriso. Certificar-me que é o lugar mais bonito do mundo.
Caminho devagar desde o hotel até à praça da estação de autocarros. Sempre estão 40 graus, ou mais, e eu já feita água, caminho. Devagarinho. Apanho o autocarro. Um autocarro muito pequenino. Tem oito lugares sentados e talvez uns 10 ou 15 em pé. Este minúsculo autocarro avança então pela estrada do farol, curva e contra curva, e alcança-o. Ao farol. [Read more…]

As elites

não entendem estas emoções.

Cartoline d’Italia (8) (da Capri)

Elisabete Figueiredo

«Una giornata al mare / tanto per non morire/ nelle ombre di un sogno / o forse di una fotografia lontani dal mare/ con solo un geranio e un balcone …»* (Paolo Conte)

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Um dia no mar, o bastante para não morrer na sombra de um sonho… pode dizer-se assim. O mar aqui é o mediterrâneo absurdamente azul que nas mil grutas formadas na rocha toma, por vezes a cor das esmeraldas. Ou de um sonho. É uma água quente, de muitas maneiras. Uma terra quente. 42 graus. Ouço dizer no autocarro e acredito. Encho-me de protetor 50+ mas escapam-me uns bocadinhos de pele nas costas que estão agora da cor das lagostas. Uns quadradinhos vermelhos, nas costas e no meio de dois deles o risco formado pelas alças da blusa a que o senhor do barco chamou ‘una bella gonnina bianca’. 

Somos talvez uns dez no barco que faz a volta completa da ilha, com paragem na Grotta Azurra. Do barco, vejo as atrações todas de Capri, a partir do mar. A Grotta Bianca, a Grotta Verde, os farilhões, a Marina Grande, a Marina Piccola, a Villa Jovis… as praias de cimento ou rochas. Não há praias de areia aqui. O terreno é rugoso, como a pronúncia napolitana. Rugosos e belos, ambos. No barco vai uma família mexicana, mãe e dois filhos. Outra família italiana. Um casal idoso, brasileiro. Um casal coreano, aparentemente muito jovem, uns três ou quatro ingleses, branquinhos como eu, embora sem quadradinhos vermelhos nas costas. [Read more…]

Pena

É cada vez mais o que sinto do Presidente de alguns Portugueses. Morrem três bombeiros (pelo menos) e sua excelência continua de férias. Morre um dos carrascos do nosso presente e sua excelência vem lamentar a sua morte. Tenho pena de um país que tem um presidente assim.

António Borges escapou-se


Fico sempre triste quando morre um homem da Goldman Sachs e recordo logo Simon Wiesenthal e a sua luta de aranha estendendo e esperando o nazi na teia antes que a natureza ou um acidente chegasse.

Estes também terão o seu tribunal de Nurembergue, a guerra lá chegará, e também um Simon que, implacável e metódico, os perseguirá até aos confins do Oriente. Sem justiça a morte não é a mesma coisa. António Borges não aguentou, dommage.
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Hipócritas e Excêntricos: a solidariedade que nos vendem e o mundo real.

Tive finalmente oportunidade de ver a mediática entrevista de Lorenzo Carvalho a Judite de Sousa. Não há muito a acrescentar ao que já tem sido veiculado nos últimos dias: é um miúdo mimado que gasta dinheiro desenfreadamente (culpa dos pais e da educação que lhe deram), Judite de Sousa foi uma péssima profissional (até o professor Marcelo lhe passou um raspanete) e a escolha do entrevistado não admira se tivermos em conta os habituais critérios sensacionalistas da TVI. É a silly season no seu melhor!

Do discurso do jovem Lorenzo, que foi bem mais “articulado” do que era de esperar, principalmente quando confrontado com a agressividade do interrogatório de uma jornalista experiente num dia particularmente “incisivo” não há muito a dizer. Defendeu-se por trás do escudo do livre arbítrio, essa característica tão cara às democracias, e manteve a serenidade num contexto onde muitos explodiriam com facilidade. Houve, porém, algo que reteve a minha atenção: quando confrontado com a sua suposta ausência de intervenção social, o piloto da Ferrari repetiu várias vezes:

“eu nunca vou fazer nada que não seja sincero”

Correndo o risco de estar a fazer uma má interpretação, a ideia que me fica deste “eu nunca vou fazer nada que não seja sincero” equivale ao rapaz dizer que não vai andar por ai armado em altruísta apenas para parecer altruísta, fazendo solidariedade hipócrita para cultivar uma imagem de mecenas desinteressado. É egoísta? Poderá ser. Mas não deixa de ser sincero e contrasta com muita solidariedade hipócrita de alguns “notáveis” da nossa sociedade.

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Uns são outros não

Num post anterior escrevi, sobre Menezes:

“Sendo isto verdade, o que me parece evidente perante os relatos factuais que o Jornal nos apresenta.”

Os elementos que conheço desta história são os do Público e, um ou outro, que vão aparecendo na rede. No entanto, neste caso, a questão não está em saber se temos uma notícia metida por A ou por B – esse é assunto que deixo para a minha condição de leitor e de cliente dos jornais. Uns, o Público, compro. Outros, o JN, não compro. Percebo, também por isso, o texto do Fernando e subscrevo a sua nota sobre o comportamento do Público.

Entendo também a ideia do 31, mas não me parece que a questão seja de quantidade – em Democracia, ou se é, ou …

Ou, o Major por dar notas na feira de Rio Tinto era e Menezes por dar às escondidas e em menor quantidade não é?

É que este senhor, ex-presidente de Gaia e em especial o novo líder do PSD, Marco António, fizeram anos a fio uma pressão estúpida sobre as Juntas de Freguesia que teimavam em votar PS, numa prática quase ditatorial – para as freguesias PSD tudo, para as que se atreveram a votar PS, nada.

Pode haver muita gente que se deixa enganar por marginais, por relvados sintécticos, por Marés Vivas e por pavilhões que se inauguram a uma semana das eleições com concertos do Tony. Também há quem vote no Isaltino ou no Major.

Mas, a Democracia é mais do que isso. Ou, pelo menos, deveria ser.

Poderiam, por exemplo, dar mais atenção ao emprego para que não fosse necessária a esmola.

Cartoline d’Italia (6) (fra Firenze e Napoli)

Elisabete Figueiredo

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‘Napoli non sembra un bucco’.

 

Não sei bem de que mundo sou. O Alfredo Mendéz, no livro que acabei agora de ler, escrevia que ‘todo es real, pero nada es verdadero’. É possível que tenha tido razão.

Sobrevivi ao congresso, aos mosquitos e ao resto (talvez depois tenha de explicar isto). Arrasto de manhã a mala enorme pelo pedaço da Via Nazionale que me separa da estação de Santa Maria Novella, em Florença e espero pelo comboio que me levará a Nápoles. Enquanto fumo um cigarro à espera que no placard apareça o número da plataforma, um rapaz pergunta-me se vou para Pistoia. Que não, digo-lhe eu. É que está um quarto de hora atrasado, continua ele, em italiano, como se eu fosse italiana e quisesse dividir comigo a sua irritação. Digo-lhe que um quarto de hora não é nada. Responde-me que está muito calor na estação. É verdade, está. E acrescenta que quer ir depressa para Pistoia, que ‘Firenze è un bucco’. Concordo vagamente. Pergunta-me de onde sou e para onde vou e eu digo-lhe. Parece ficar contente e diz-me que em Capri não estará tanto calor porque há o mar. Rio-me. E pergunto ‘Capri non è un bucco?’ Ri-se também ele. Entretanto anunciam a minha plataforma e eu despeço-me. Ele diz-me ‘buona fortuna’. Respondo-lhe o mesmo.

A viagem faz-se sem sobressaltos. O comboio pára 10 minutos em Roma onde eu e outros passageiros fumamos um cigarro retemperador. Uma hora depois, chegamos a Nápoles. Alguém solicitamente me tira a mala do comboio, falando num napolitano cerrado que sou incapaz de compreender. Naturalmente, digo ‘grazie mille, lei è molto gentile’ no meu italiano desengonçado e saio para os 39 graus. ‘Napoli non sembra un bucco’.

Cartoline d’Italia (7) (fra Napoli e Capri)

Elisabete Figueiredo

Tudo é real, nada é verdadeiro.

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São três da tarde e, à parte o pequeno-almoço e duas garrafas de água, não tomei mais nada. Pelo que decido comer qualquer coisa, no café da estação antes de decidir como vou para o Molo Beverello apanhar o ferry para Capri. Percebi tarde demais que não tinha procurado saber se haveria autocarros da estação ao porto. Mas entro no café e vejo os gelados. Decido comer três bolas de gelado e mais água. Peço. Pago. Escolho ‘cioccolato, fragola e limone’. Começo a comer antes que derreta. É muito bom, penso. Um homem ao balcão vira-se para mim e queixa-se que o pessoal ali é muito lento. Digo-lhe que tenha paciência: ‘cosa fare?’. Encolhe os ombros e espera. Continuo a comer e a achar que nunca comi um gelado tão bom.

Uma criança do outro lado do vidro olha para mim com uns olhos enormes, verdadeiros e pede-me (percebo pelo movimento dos lábios e das mãos) que lhe compre um gelado. Penso dizer-lhe que não. Mas não sou capaz, principalmente porque aparece um polícia que expulsa a miúda dali e aqueles olhos enormes, cheios de não sei que realidade, ou de que verdade, merecem aquele gelado tanto como eu. Mais ainda, seguramente. Chego à porta e pergunto à menina que sabores quer. Diz chocolate e aquela coisa branca com pedaços de (mais chocolate) (stracciatella? Pergunto. Que sim, responde). Vou de novo à caixa. Pago o gelado, dão-me um copo e eu saio, com a mala gigantesca e o copo de gelado e estendo-o à criança. Agradece-me. Digo-lhe que de nada e adeus. Sorri-me. Acho que ficou contente. Fico contente também eu, mas penso que ontem jantei num absurdo palácio, num palácio ridículo, num palácio onde nunca entraria em nenhuma outra circunstância. Num ostensivamente ridículo palácio, com gente bem vestida e bem nutrida a beber vinho e a comer coisas ‘em cama de…’ e comovo-me com a miúda e digo a mim mesma que foi a última vez que entrei em palácios palermas, para comer jantares pomposos.  [Read more…]

Liberdade de escolha

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Cartoline d’Italia (5) (da Firenze)

Elisabete Figueiredo

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Esta é uma fotografia de uma fotografia. Parece que agora nos congressos se tiram fotografias, como nos casamentos. Esta esteve em exposição desde manhã, de modo que ao longo do dia, em várias línguas, me foram perguntando: ‘já viste a tua fotografia?’

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acabaram por me dar uma cópia. é justo.
Outra coisa bonita foi que em conversa com um grego, ele me estendeu a mão, como um jogador de basquete depois de encestar e exclamou: ‘so, we are comrades!?!‘.

Somos camaradas, pois. No caso concreto, com bastante orgulho.
E mais que isto, só o facto de finalmente a ESRS* ter uma presidência do sul da Europa! E de, à conta disso, termos feito mais um jantar de PIGS. Nunca são demais e esta gente, presidente da ESRS incluído, é de facto boa gente. Já o sabíamos, claro.

Buona notte compagni!

O algodão não engana #5

Não renunciarás à tua liberdade de expressão e de opinião

Encontrei esta citação num blogue que costumo seguir (com quem ultimamente  tenho trocado publicamente opiniões sobre jornalismo). Esta citação serve e bem para o que a seguir vou escrever. O facto de apoiar e pertencer à direcção de campanha de Luís Filipe Menezes/Porto Forte não me deve limitar a liberdade de expressão e de opinião. Para que nenhum leitor venha ao engano e de molde a que esta recusa de renúncia possa ser justa, não escondo ser parte. É uma questão de respeito para com os leitores.

Ontem, fruto de uma notícia (????) do Público e publicada pela jornalista do costume, Margarida Gomes, foi lançada lama sobre LFM. Não vou aqui escrever sobre a versão dos factos apresentada pelo candidato e a opinião dos seus concorrentes, basta clicar no link e ler.

Prefiro deixar aqui uma fotografia que, como dizia o outro, vale mais do que mil palavras. A fotografia da senhora que levou a toda esta polémica e que, além de estar junto a Rui Rio e a Fernando Charrua, trabalhou (não sei se ainda trabalha) com a vereadora Matilde Alves, conhecida apoiante de Rui Moreira. A senhora em causa, Margarida Ribeiro, é uma das duas (???) que supostamente não foi recebida e que falou com o Público.

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São coincidências. De certeza. E este post está ao nível da notícia da Margarida Gomes. Com duas diferenças: isto é um blogue e não um jornal e uma segunda, bem importante e que nos distingue: eu avisei ao que vinha e que sou parte. Ao contrário da Margarida Gomes…

Cartoline d’Italia (4) (da Firenze)

Elisabete Figueiredo

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Prima di tutto il cuore. Dentro di tutto il cuore*.

Buona notte compagni!
 
*Em primeiro lugar o coração. Dentro de tudo o coração.

Lama e Pegas de Cernelha

O que Menezes tem a mais [adesão popular espontânea e mobilização desde as elites aos mais simples] e os outros a menos só pode ser passível de arremesso de lama e pegas de cernelha. Alguns media, ao serviço de quem lhes comanda a agenda e suporta a sobrevivência, não estão nada interessados em denunciar e combater lógicas e práticas com décadas no Portugal Local. Estão, sim, exclusivamente interessados, tal como bloquistas e comunistas, em ajudar a destruir um candidato na secretaria e a dar a ganhar eleições na secretaria àqueles que não excitam nem mobilizam senão menos de 20% de um eleitorado, assassinando o fair play eleitoral numa ficção impoluta venenosa. Pois não conhecem o País em que vivem nem sabem com que gentes se metem. Quanto à CNE, por onde tem andado nos últimos quarenta anos e para que se presta a enunciados hipócritas por encomenda?! As populações querem os mais capazes, os mais competentes, os mais arrojados, os mais fortes, como Menezes. Quem decide é quem vota. Se PS e PSD quisessem clareza na limitação de mandatos ou estivessem realmente interessados em práticas locais salubres, muito acima de qualquer suspeita, teriam segregado condições para uma e outras a tempo e a horas.

Do Gangsterismo Swapista

Toda a matéria que envolve a assinatura de swap tóxicos vai para lá do descuido e das boas intenções ingénuas das duas legislaturas passadas. Chocante a frieza metódica de ataques de carácter em retaliação pelas denúncias da incumbente nas Finanças ou o facto de provas e documentos importantes haverem tido a sorte da cinza e do pó. Perante os resultados da auditoria que Albuquerque ordenou à atuação dos serviços de finanças nos governos política e financeiramente execráveis do boavidesco parisiense e que revelam que em 2008 a IGF incinerou seis dossiês sobre contratos swap, criando uma opacidade intolerável sobre esta questão, cada vez percebo menos que o BE e o PCP venham servindo de muleta e co-branqueadores de um tipo de gangsterismo que procura, à força toda, desviar as atenções do cerne delituoso da questão. Como podem partidos que se caracterizam pela inerente frugalidade abstémia com dinheiro contribuinte [o eleitorado confia pouco nesses partidos!] tomar partido óbvio pelas emboscadas de carácter a Albuquerque, cooperando pela distorção e baralhamento do problema?! Ainda não detectei nos media televisivos coragem suficiente — mesmo José Gomes Ferreira anda encolhido e assustado com isto — para o cabal esclarecimento da Opinião Pública acerca de um tipo de actuação inaudita em governações: a obstrução activa e deliberada ao apuramento de factos e responsabilidades. O que teria levado toda uma cadeia de comando, Governo-IGF em 2008, à destruição de dossiês-chave para a compreensão da deriva tóxico-swapista?! Não deve ser nada bonito. Aguardo respostas não facciosas ao enigma.

Lei de limitação democrática

Isto de serem os tribunais a decidir quem pode ou não candidatar-se tem muito que se lhe diga. Sou frontalmente contra a lei que limita os cidadãos de concorrerem a autarquias por terem desempenhado três mandatos como presidentes. Isto não só é anti-democrático como é de uma ingenuidade quase enternecedora, se não fosse tão grave. À boleia dos justiceiros da “Revolução Branca” – e do seu mentor, em tempos mandatário de um candidato há três décadas no poder, Narciso Miranda – PS e BE vão procurando fazer o papel de cândidos da legalidade. Ora, se a esquerda do PS espera pouco, ainda há quem à esquerda espere mais do BE. [Read more…]