Armindo, já está resolvido. Que seja um grande jogo. Como este.
Em nome de quê?
É o Benfica no seu melhor. Em nome da transparência, do respeito – pelo público, por todos aqueles que gostam de hóquei em patins. Maxime, pelos atletas que ontem fizeram tudo para estarem na final com merecimento.
Eu até posso compreender que quem, como eu, viu na televisão – onde os pormenores são mais evidentes – os atletas do Benfica, tenha ficado com a certeza de que a equipa lisboeta acabou presa por arames um jogo morno, ainda que emotivo pelo resultado.
Quem, como eu, viu a velocidade da meia-final entre os italianos e a equipa do FC Porto, ficou igualmente com a certeza de que quem defrontasse os portistas na final se sujeitava a um resultado catastrófico. A diferença foi abissal entre um e outro jogo das meias-finais. [Read more…]
Por mim podes ir andando
O calote, o AO90 e a Feira do Livro do Porto

Rua do Vale Formoso, 1976 (http://on.fb.me/19cVSkJ)
O Porto é a minha cidade. Foi lá que nasci e cresci. É, sem sombra de dúvida, a melhor cidade do mundo.
O calote é um problema que afecta – há muito, há muito – a nossa sociedade. Quando me lembro do problema do calote, lá vem o Leitmotiv, lá vêm o Fasolt e o Fafner. Claro, o Wagner não podia faltar.
O problema do calote, segundo leio nos jornais de referência, é um dos Leitmotive desta carta. Contudo, ao ler abril, ação, afeta, afetação, Arquitetura (duas vezes!), ativamente, atividade (idem!), atratividade, atuação (três vezes!!), Diretor (quatro vezes!!!), Diretora, indireto, maio, projeto (três vezes!!), projetos, setor, setores e trajetória, grafias que violam as mais elementares regras da ortografia portuguesa europeia, aquilo que a carta pretende denunciar passa-me completamente ao lado. Em lingoagem: se não fossem os jornais de referência, não perceberia patavina daquilo que se pretende com a missiva. Há, pelo menos, cinquenta cúmplices desta deriva. Sim, porque, das duas, uma: ou não leram o que subscreveram, ou leram e não se importaram.
O problema da indiferença é ainda mais grave do que o do calote. O vergonhoso cancelamento da edição de 2013 da Feira do Livro do Porto já foi denunciado, aqui no Aventar, pelo António Fernando Nabais. Até o presidente do F.C. Porto quis ajudar. Nada. Uma vergonha. Como escreveu Pedro Guilherme-Moreira [Read more…]
Ocupem o (leão do) Marquês
Li hoje, num jornal desportivo, que há figuras, entre aquelas que foram mandadas pela porta fora há dias, que estão enjoadíssimas pelo facto de os direitos desportivos de João Moutinho terem sido vendidos por 25 milhões.
Pasmo com o ridículo da situação.
João Moutinho veio para o FC Porto por 11 milhões e com uma salvaguarda de que 25% das mais-valias duma futura transferência caberiam ao Sporting.
Na sua estadia no Dragão, o passe do atleta valorizou de tal forma que o seu valor atingiu mais 14 milhões.
Sendo certo que o jogador foi apelidado pela Direcção de Sporting de “maçã podre”, epíteto a que se associaram algumas das figuras leoninas agora escandalizadas, é no mínimo estranho que esses sportinguistas, que nada têm agora a ver com a gestão do Sporting, limitando-se a pagar as quotas, venham reclamar que João Moutinho não tenha sido vendido pela cláusula de rescisão. Nem o Hulk, meus senhores, foi!
James Rodriguez têm menos 5 anos que o ex-jogador do Sporting, o Porto pôde exigir o valor da cláusula de rescisão, da mesma forma que já afirmou que Mangala, da mesma idade de James, só sai pelo seu valor, 55 milhões.
Agora eu pergunto, vender um médio de 26 anos pelo preço que o Barcelona está disposto a pagar pelo avançado Neymar – que, se é mais velho que James, é pouco – é má venda?!
O Porto valorizou o atleta, que nunca havia ganhado nada, e, mesmo assim, o Sporting lucra mais com a actual transferência do que o FC Porto, a quem o atleta pertencia no momento.
Podem-me dizer o que estes gajos querem?!
Mamar na teta do Dragão?!
E assim se fazem novos portistas

Foi linda, a festa. Ao lado da minha mulher e pela primeira vez com as minhas filhas, fui para a Baixa festejar mais um título e acabei no Estádio do Dragão. A mais velha já tinha adormecido ao meu colo quando, um a um, os jogadores e a equipa técnica foram sendo chamados ao «cogumelo», ontem engalanado para a ocasião. Arredado que ando destas lides por causa dos afazeres familiares, revivi velhos tempos, agora com outros protagonistas.
Tinha 3 anos quando comecei a ir às Antas com o meu velho pai. O Oliveira, o Seninho, o Duda ou o Gomes eram os heróis de então. Na fase em que já ia sozinho e pertencia à claque dos «Dragões Azuis», festejei muitas, muitas vezes com os meus ídolos – o Gomes, o Madjer, o Futre. Agora que sou eu o pai, já não tenho tempo nem paciência para criar ídolos (cada um dos jogadores que passa naquela casa é apenas o instrumento de uma vontade colectiva), mas pude perceber que o João Moutinho é um dos jogadores mais queridos da massa associativa, talvez porque personifique aquilo que é o espírito do «dragão». Um espírito que culmina com um título justíssimo, tão justo como seria se fosse o Benfica a vencê-lo.
A análise da época fica para depois. Por agora, fica a celebração. A festa. Uma festa que, pela primeira vez, teve duas novas protagonistas. E assim se fazem novos portistas. Só quem não sente o ardor da juventude / poderá vê-la, de olhos descuidados /Porto – palavra exacta. Nunca ilude / Renasce, nela, a ala dos namorados!
– «Quando é que vimos outra vez à festa do Pôto, pai?»
– «Sei lá, filha, espero que seja já pró ano!»
– «Pró ano? Isso é muito!»
Aleluia

Dúvida? Não. Mas, luz, realidade
e sonho que, na luta, amadurece.
– O de tornar maior esta cidade.
Eis o desejo que traduz a prece.
Só quem não sente o ardor da juventude
poderá vê-la, de olhos descuidados.
Porto – palavra exacta. Nunca ilude.
Renasce, nela, a ala dos namorados!
Deram tudo por nós estes atletas.
Seu trajo tem a cor das próprias veias
e a brancura das asas dos poetas…
Ó fé de que andam nossas almas cheias!
Não há derrotas quando é firme o passo.
Ninguém fale em perder! Ninguém recua…
E a mocidade invicta em cada abraço
a si mais nos estreita. A pátria é sua.
E, de hora a hora, cresce o baluarte!
Lembro a torre dos Clérigos, às vezes…
Um anjo dá sinal quando ele parte…
São sempre heróis! São sempre portugueses!
E, azul e branca, essa bandeira avança…
Azul, branca, indomável, imortal.
Como não pôr no Porto uma esperança
se “daqui houve nome Portugal”?
Pedro Homem de Mello
Como disse?
O José de Pina acha que o Benfica e o Sporting ainda são os 2 maiores clubes portugueses. O Sporting? LOL.
Molho Kelvin e o Holligan Mexia
O Futebol joga-se até ao último segundo, conforme demonstrou ontem o puto Kelvin com aquele rasgo dos excepcionais. Depois há pançudos, como António Mexia, com direito a clube e a defender cores, mas sem direito a rebaixamento dos adversários pelo argumento económico e motivacional da escala. Entre outras aselhices extraterrestres, esse holliganismo foi de mais. Se a escala do Sport Lisboa e Benfica, em Portugal e no Mundo, inspira respeito, não é ela que ganha títulos ou milagreará o nosso PIB. Jamais será.
Apesar de felicíssimo com o meu FC Porto, não deixo de sentir uma enorme compaixão pelo treinador Jorge Jesus, não pena, mas compaixão: é ele, não vejo mais ninguém, que tem feito do Sport Lisboa e Benfica gente na Europa, capital delicado e fácil de deitar a perder se o Orelhas Loucas não fizer Orelhas Moucas aos que mudam de opinião consoante os resultados.
O Paranaense Kelvin
Sempre que estive no Brasil, chorei por notícias gloriosas destas acerca do meu FC Porto. Nas TV de lá são segundos de atenção.
Em poucas palavras
A coisa foi assim: vieram ao covil do Dragão e o bicho não esteve com meias medidas e:
Pinto da Costa continua a falar de árbritros
Por falar em blagues
“Só os burros falam de arbitragem” (Luís Filipe Vieira). E, então, falou!
Há blagues e blagues! Blague, como piada, gracejo, dito espirituoso. Blague, como mentirola.
Blague, sem itálico, será o que Pinto da Costa disse, quando afirmou que o resultado final não era o que a Liga queria, referindo-se à estrondosa blague (em itálico) do site da Liga ao colocar o resultado final em 3-2 favorável ao Benfica.
O que Filipe Vieira disse não é uma coisa nem outra, nem blague, como dito espirituoso, nem blague, como mentirola. É uma coisa que ele nunca saberá distinguir! [Read more…]
Sporting precisa é de Pinto da Costa como presidente dos presidentes
Jesualdo Ferreira vai ser apresentado amanhã como novo manager do Sporting. O treinador dos treinadores, na definição do presidente, Godinho Lopes. Homem de valor, sério, empenhado e conhecedor de futebol, não vai ser a resposta aos problemas leoninos.
Não o conheço pessoalmente mas acredito que a imagem pública que transmite seja a sua realidade. Não lhe auguro vida fácil em Alvalade.
Na realidade o Sporting não precisa de um treinador de treinadores. Precisa de alguém que seja o comandante de todos os presidentes. Do presidente da direcção, do presidente da assembleia-geral e da legião de candidatos a presidente, dos notáveis de ontem, de hoje e daqueles que querem ser notáveis amanhã.
O que na realidade o Sporting precisa é de Pinto da Costa como presidente dos presidentes.
Lavagem cerebral? Nãaaaaaaa
Não posso deixar de rir a bom rir ao ler, no Jornal de Notícias, esta pérola!
A Inspecção Geral de Educação acaba de decidir a favor da lavagem cerebral da pequenada. Reparem no argumento da escola: “Do agrupamento, o pai da menina, que frequenta o jardim de infância de Santo Isidoro, recebeu como resposta que a maioria das crianças é do clube: de um total de 13 crianças da sala, apenas duas não são benfiquistas”.
Muito bom. Sim senhor, um argumento do “catano”. Olhem, sempre se pode mudar a letra para: “atirei o pau ao preto” ou “ao cigano” ou “ao árabe” ou, quiçá, “ao capitalista”, basta que os filhos dos respectivos estejam em minoria na sala de aula. Bonito.
Assim sendo, fica já lançado o desafio aos professores das diferentes escolas do Norte: logo pela manhã, no arranque das aulas, é obrigar a pequenada a cantar o hino do FC Porto. Além de ser bem bonito, não manda atirar o pau a ninguém e muito menos a animais. Se quiserem uma coisa mais, sei lá, animada, podem sempre usar qualquer coisa dos Super Dragões, eu sei lá…ora vamos pensar…”e quem não salta, é lampião”. Tudo menos aquela de Lisboa a arder. Essa não, fica muito caro…
Ora vamos lá, todos juntos, meninos e meninas: “Ó meu Porto…”.
Golpe de Estádio
Alguém teria de ganhar este jogo semidecisivo. Mas sobre aquele penalti arrancado a ferros haveria toda uma tese a desenvolver acerca do peso decisor do Poder no futebol português ao longo dos dois séculos, XX e XXI, sem excluir cor nenhuma. Vi o jogo com atenção. Todo o terror das arbitragens passa, na Luz, por ousar ser justas, usar o mesmo critério, implementar a lei de talião no plano disciplinar e no outro de que não me lembro agora. A puta da dualidade — uma criteriosa dualidade — já foi longe de mais, na Luz e no Dragão, no que ao Sporting de Braga diz respeito, nos anos mais recentes. Está na hora de deixarem este Braga ser campeão em ver de forjarem mais do mesmo. Sou portista, mas não me importo, desta vez. Só desta vez.
A Camisola do Hulk!
Todos os motivos são bons para se ter uma camisola do Hulk assinada por ele. E se, ainda por cima, estiver assinada por todo o plantel, melhor ainda. Porém, este motivo consegue ser ainda mais especial:
A Associação Justiça Para Todos (AJPT) lançou um leilão da camisola do Hulk assinada por este e por todo o plantel e cujo valor da receita será entregue à Associação “Bebés de S. João”. Uma grande causa!
Para aceder ao leilão, basta clicar AQUI e toca a ir a jogo. Eu já estou!
O FC Porto perdeu com o Gil Vicente…
…e o verniz estalou outra vez.
Onde é que eu já vi este filme?












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