Chove e Venta, e as Telham Voam

MAU TEMPO NO MEU CANAL

.Acordo sobressaltado. Um estrondo enorme tinha sido o responsável por isso. Eram quatro da madrugada de uma noite que se transformou em pesadelo.

A chuva, imensa, entrava com o à vontade de quem se sente da casa, pelo telhado sem telhas. Eu via-a entrar, sem cerimónia. Estranho, dei por mim a pensar, entra como se o meu quarto não tivesse teto. E não tinha, fazia agora parte do chão, dos móveis, da parte esquerda da cama.
Corro a pegar em baldes, na esfregona, em toalhas e panos de cozinha, e começo a tentar tirar a água, que está por todo o lado, mais depressa do que ela entra.
Enquanto luto contra o tempo (os minutos e a intempérie), vou-me lembrando dos últimos acontecimentos.
Horas antes os “gajos”, uns senhores diga-se de passagem, chegaram a um acordo. Acordaram em nos encharcar a vida com dificuldades. [Read more…]

Se As Eleições Fossem Hoje

SE … Mas Não São!

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Mas não são, que se fossem o PSD ganhava por larga margem. Dizem as sondagens.
E se o sr dr Passos Coelho não fizer o que deve, que é deixar passar o Orçamento, nem quando forem ele ganha.
Se o sr dr Passos Coelho não aprovar na generalidade o Orçamento, vem aí o FMI, mas se ele o aprovar não deixará de vir, virá mais tarde, mas vem de qualquer forma, e com maneiras mais duras e gravosas para todos nós.
O sr dr Passos Coelho vai ter de aprovar o Orçamento, porque se o sr dr Passos Coelho o não aprovar, irá dar ao ainda nosso Primeiro todas as possibilidades de, nos próximos seis meses se fazer de vítima, dizer a toda a gente e aos ventos que não pode governar por culpa do sr dr Passos Coelho. E todos sabemos a lata deste ainda nosso Primeiro. Irá, nessas circunstâncias, convencer toda a gente da sua capacidade e da sua falta de responsabilidade no que se estará a passar, e nas próximas eleições, vence de novo e com larga margem.
Assim o sr dr Passos Coelho tem a obrigação de deixar passar este Orçamento, de modo a obrigar o ainda nosso Primeiro e a sua equipa a governar (mal, como é seu hábito) e a demonstrar que não tem capacidade para o fazer. Até cair de podre, daqui a alguns meses, que se esperam muito poucos.
Se as eleições fossem hoje, o PSD ganhava por larga margem, mas não são, e não vale a pena embandeirar em arco por causa desta sondagem.

Exposição de Fotografia de Vermoim, Maia (6)

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Exposição de Fotografias de Vermoim, Maia (5)

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Exposição de Fotografias, Vermoim – Maia (4)

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Exposição de Fotografias de Vermoim – MAIA (3)

Exposição de Fotografias em Vermoim – Maia (2)

Exposição de Fotografias em Vermoim – Maia (1)

Como Se Fora Um Conto – Rosa de Porcelana Pintada

CONTA-SE NA MINHA FAMÍLIA

No princípio do século vinte os hotéis e pensões tinham quartos para alugar que não possuíam quarto de banho. Este situava-se normalmente ao fundo do corredor e servia todos os quartos desse andar. Havia até pensões que tinham um só quarto de banho para os diversos andares dos quartos.

Na minha família havia um Padre. Quase todas as famílias tinham pelo menos um. Este, pelos anos vinte do século, era já entrado na idade. Teria bem mais de sessenta anos.

O Tio Padre, fazia palestras e orava em muitos locais para onde era convidado. Um dia teve de se deslocar a Chaves, em pleno Inverno, para falar, a convite de uma qualquer organização. Foi de Paços de Ferreira, onde residia, para Chaves, de charrete, como era hábito naquelas alturas.

Chegou a Chaves já o dia tinha acabado havia muito tempo, [Read more…]

Funchal

Água

Douro Vinhateiro

Bais Lebar no Focinho, Óbiste?

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NUM TÁS CALADINHO? VAIS LEBAR NO FOCINHO
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Foi assim, oferecendo pancada, com toda esta ligeireza e a boa educação que se verifica, que um grupo de militares ou ex-militares ou qualquer coisa militar e/ou reformados falou, e ameaçou o escritor António Lobo Antunes, que por razões de segurança não apareceu onde era esperado no fim de semana. O escritor ficou com receio de levar uns sopapos de um grupo de gajos valentes que se querem juntar para irem ao focinho a um outro gajo que está sozinho e se limita a dizer o que pensa.

Tenho de começar por dizer que gosto muito de ler Lobo Antunes, a quem não tenho o prazer de conhecer.

Devo acrescentar que, a exemplo da maior parte da população masculina nascida até ao começo da segunda metade do século vinte, exceptuando claro os refractários e os desertores que na sua maioria são hoje heróis, fiz a tropa. Para além de a ter feito, pertenço ao grupo dos militares que, em serviço, tiveram acidentes e ficaram com alguma deficiência.

A notícia vem no Expresso. [Read more…]

Zooey Deschanel

UMA VOZ FANTÁSTICA

Esta senhora é a irmã da “Bones”

Como Se Fora Um Conto – Para Estes Não Há Funerais de Estado

Conheci-a num Centro Comercial. Vendeu-me alguns artigos de que eu necessitava e alguns outros que eu não sabia que queria. A sua simpatia era contagiante e o seu sorriso alegrava a alma.

A conversa, essa, veio naturalmente, e ficamos como que amigos. Fiquei a saber que o trabalho era bom e gratificante, que gostava do que fazia e que fazia o que gostava. Só tinha vinte anos mas já trabalhava há perto de quatro. Por incapacidade económica não tinha estudado mais que até ao fim do ensino obrigatório. Talvez que um dia continuasse. Por agora, sentia-se bem assim. Estava a subir na carreira de ‘balconista’, e até já mandava em parte da sua secção. Para além disso, tinha outros interesses que lhe tomavam todo o tempo disponível. [Read more…]

Olha, Ide Gozar Com …

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GOVERNO NÃO SÓ NÃO POUPA COMO AINDA GASTA MAIS

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Eu sei que a crise é para todos e de todos os Portugueses. Sei-o eu e mais nove milhões de entre os meus compatriotas. Todos nós, estes muitos milhões, cortamos nas despesas, entregamos mais dinheiro ao Estado, vivemos preocupados com a falta de recursos do nosso governo, e aceitamos mais uma catrefada de sacrifícios que nos são pedidos ou mesmo impostos pelos governantes (nem dou exemplos, tantos são eles).
Depois, lemos os jornais e ouvimos as rádios e as televisões, e descobrimos que a crise é mesmo uma coisa séria. Tão séria e tão grande que nem dinheiro há para comprar o que já foi prometido há alguns anos, como por exemplo dotar os Bombeiros de mais e melhores meios para combater os fogos que lavram em todo o País, ou para comprar mais máquinas de desencarceramento para acudir às pessoas que ficam presas dentro dos automóveis em que seguiam no momento em que tiveram um qualquer acidente nas nossas estradas.
Convenhamos que é mau para todos, esta crise.
Mas agora, descobrimos que no ano passado o governo que nos (des)governa poupou dinheiro. Pelo que se houve dizer, até poupou muito, apesar de ter comprado umas quantas centenas de carros novos para os seus ministros e deputados e companheiros e amigos, esquecendo-se de comprar umas duziazitas de carros de combate a incêndios ou mais um ou outros avião ou helicóptero para o mesmo efeito, ou mesmo ter mandado limpar as matas que são de todos nós. Mas poupou, e isso é uma coisa boa.
E como uma coisa boa nunca vem só, resolveu, o governo, gastar este ano mais dinheiro do que poderia ou estaria autorizado pelo orçamento. Esse, o dinheiro que poupou no ano que passou.
Os burros dos Portugueses ainda pensaram que esse dinheiro ia ser utilizado para as tais coisitas que são mesmo muito precisas e das quais já falei antes, mas não, o dinheirito poupado, os 546 milhões de euros, sim quinhentos e quarenta e seis milhões de euros, vão, ou foram para serviços que dependem directamente dos serviços dos senhores ministros, quase cem milhões, e o restante para as despesas de institutos públicos.
E se fossem gozar com…. a mãezinha deles?
Começo a pensar que a data de 9 de Setembro peca por tardia.
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Trabalhos Forçados a Limpar Matas, Apagar Fogos e Prisão Perpétua

E O MESMO PARA OS SEUS MANDANTES

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A par das mais ignóbeis acções, a de incendiário merece nesta altura do ano, sempre e todos os anos, o mais veemente repúdio de toda a gente. Bem, de toda não, já que há muita gentinha que lucra enormemente com os incêndios e de entre essa, bastantes há, demasiados mesmo, que incentivarão outros para que os provoquem.
Também amiúde, um ou outro dos incendiários do nosso País, é apanhado. Uns com a boca na botija, vulgo em flagrante, e outros não. de uma maneira ou de outra, são considerados “alegados incendiários” e em pouco tempo andarão de novo em liberdade, para poderem continuar com as suas acções.
Em Portugal, os coitadinhos dos meliantes, mesmo os que tenham cometido [Read more…]

O Ramadão Que Deveria Haver Em Cada Um De Nós

Começa agora o mês sagrado do Islão.

Para nós, os que não somos Muçulmanos, o jejum alimentar é a parte mais visível do Ramadão. Durante este mês, os crentes não podem comer nem beber, entre outras coisas, entre o nascer e o pôr do sol, com honrosas excepções.

É um dos pilares do Islão, e serão cerca de dezasseis, as horas diárias de jejum.

Há porém uma parte escondida neste jejum, da qual nós, os que não somos Muçulmanos, não falamos.

Mas não são os fiéis que a escondem, somos nós que não a queremos ouvir. Talvez que não nos convenha.

É que o jejum não se limita a ser físico. [Read more…]

Nadadores-Salvadores, Uma Espécie de Trabalhadores Sem Formação Adequada?

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OS NADADORES-SALVADORES QUE TEMOS

Hoje, num dia de uma temperatura alta, diria mesmo, num dia escaldante, resolvi ir almoçar a um restaurante de praia, daqueles onde ainda se consegue comer com um custo baixo.
Atravessei Leça em direcção ao Cabo do Mundo, e, antes da pista de Karts, resolvi parar. Praia, restaurante e aparcamento remodelados recentemente.
Prato do dia, que isso eles também têm para preços económicos, massa com molho de tomate e frango. Bastante bem servido, a quantidade dava perfeitamente para duas pessoas. Pelo mesmo preço, também servem a sopa e uma bebida à escolha.
Para adiantar pormenores, e encurtar a história, devo dizer que comi tudo a que tinha direito, que era uma hora da tarde, e que a esta hora, quatro da tarde, ainda estou «enfartado».
Ao meu lado, no restaurante, um nadador-salvador. Rapaz dos seus vinte e poucos anos, bem constituído, alto e moreno do sol. Comeu o mesmo que eu, com a diferença de que, enquanto eu deixei alguma comida no prato, tanta ela era, ele comeu até à última partícula. No fim, do mesmo modo que eu, tomou um café. Levantou-se, saiu e logo de seguida foi substituído no repasto por uma nadadora-salvadora, que curiosamente comeu o mesmo que ele. Não fiquei à espera de saber se tinha comido tudo até final.
Agora, depois de ter presenciado isto, pergunto-me: [Read more…]

Nem se Via o Sol

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Neste fim de semana resolvi ir dar um passeio pelo Douro Vinhateiro. Meti-me a caminho, no sábado após o almoço, que a carteira só dava para um dia de folga e no sábado de manhã ainda há quem trabalhe.
Tinha marcado estadia para uma unidade hoteleira muito boa entre a Régua e o Pinhão, e ansiava por lá chegar e deitar-me ao sol, na piscina de onde se vê uma curva e mais um bocado do rio.
No Porto estavam trinta graus e o calor apertava.
Auto-estrada fora, ar-condicionado ligado, velocidade de cruzeiro de cento e dez, cento e vinte e um sorriso nos lábios.
O termómetro do carro marcava já trinta e oito, e a subir, como eu, na IP4. O sol nem se via graças a algumas nuvens. Trinta e nove, quarenta, mas dentro do carro estava-se bem.
Chegados ao alto do Marão, resolvi parar. Abri a porta do carro e um sopapo de ar quente atingiu-me, misturado com o cheiro a incêndio. As nuvens que eu via a tapar o sol mais não eram que fumo dos inúmeros fogos espalhados pela região. Continuei o meu caminho já com uma atenção virada para essa realidade.
Chegado ao hotel, ainda tentei ir para a piscina, onde a exemplo de todo o caminho e também das horas que se seguiriam, o sol não se via e o chão estava coberto de cinzas, juntando a isso um calor abrasador.
Já no quarto e ligada a televisão, soube que muitos dos incêndios tinham começado de noite (????) e [Read more…]

Como Se Fora Um Conto – A Minha Tristeza e a Dona Ana da Casa Grande

Se estiver triste ou alegre ou se se sentir assim-assim, ou ainda se estiver mais sensível do que de costume, não leia. Esta é uma história penosa.

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É quase noite e é forte, a dor da tristeza. É sempre assim, não importando a razão porque se está triste. Desta vez em nada é diferente. Estou triste, e o tempo que tudo cura demora a passar.

É chato o estar triste. E ainda por cima as pessoas olham-nos de través e se tiverem oportunidade, fogem de nós. Para tristeza, basta-lhes a que carregam, não precisam de se aborrecer com a dos outros. Até eu me olho de través, e nessas alturas, se pudesse, ia-me embora de mim, e não voltava.

«Lembro-me que nos meus tempos de miúdo, perto da casa de meu avô, vivia uma senhora que estava sempre triste. Era uma mulher muito rica que vivia sozinha num enorme casarão, sem marido, sem filhos, sem qualquer familiar. Chamavam-lhe dona Ana da casa grande. À sua passagem, falava-se baixinho, comentando o que ninguém sabia. Amores antigos e impossíveis, diziam uns, enquanto outros se inclinavam para as hipóteses de assassinatos múltiplos, [Read more…]

País Maravilhoso, O Nosso!

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Estão a gozar connosco, só pode!
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Depois de ler esta notícia, só posso envergonhar-me de ter estes “mandantes” a mandar em nós.
Se tal acontecer, e se nada se fizer a esse respeito, só apetece mesmo renegar esta gente, a qualidade deste povo, e este País, e aproveitar para chamar a quem permite estas coisas, uma cambada de f….. .. ….
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Fotografia – Castro Laboreiro

Oposição Medíocre na Câmara Municipal do Porto

O DR RUI RIO É QUE SABE

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O dr Rio explicou-se e disse das suas razões e das da Câmara Municipal do Porto para vetar o nome do falecido Nobel Saramago para uma rua da cidade.
Após essa explicação ficamos a saber uma de duas coisas:
1 – A oposição, na Câmara, não conhece as leis da cidade nem as regras pelas quais ela se rege
2 – A oposição, na Câmara, conhece as leis da cidade e também as regras pelas quais ela se rege
Dessa forma, e no primeiro caso, pergunta-se o que é que andam a fazer por cá.
No segundo caso ficamos a saber o que por cá andam a fazer. Unicamente a usar de falsidades para colocar a opinião pública contra o executivo da edilidade, sem cuidar de fazer saber a verdade.
De uma forma ou de outra, é triste que fiquemos a saber que a oposição na Câmara Municipal do Porto, tem um nível tão baixo.

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Fotografia – Coimbra

Temperaturas Altas

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O calor aperta.
É já noite cerrada e os termómetros não descem dos trinta graus.
Quero dormir. A temperatura não deixa. Já bebi quase dois litros de água.
Estou doido de sono e o cansaço que me consome, não se deixa vencer nem convencer.
Isto assim não é o costume na minha latitude. Ás vezes acontece, mas não mais que uma vez no ano e por poucos dias, mas neste, já vamos na terceira vez, e ainda só estamos em Julho. [Read more…]

Coliseu Romano

E os Políticos Falaram Devagarinho, Puseram o Chapéu e Foram-se

TUDO PORQUE O SENHOR BISPO FALOU E DISSE
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O senhor Bispo propôs, e a classe política católica falou devagarinho.
Que até é um chamada de atenção bem urdida, que o senhor Bispo falou muito bem, que todos deveríamos estar conscientes de que os que têm mais deveriam partilhar com os que têm menos, que é uma questão de consciência, que acham bem o princípio, mas, todos à uma também disseram quase em surdina, que as resoluções de carácter económico são tomadas em família, que o dar vinte por cento dos rendimentos é uma forma de falar, que criar um fundo social com vinte por cento dos vencimentos dos políticos católicos é uma esmola, que uma esmola é um paliativo que não serve a ninguém e nada resolve uma vez que os pobres continuarão pobres,  que cada um é que sabe se pode dar tal verba, e que tudo isto deveria ser falado com calma e estendido a todos, não só aos políticos. Mais não disseram por vergonha, talvez.
Palavras sábias dos que ganhando muito bem, entendem que o que recebem nem para eles chega.
Palavras daqueles a quem nós todos pagamos, e bem, mas que só sabem arrotar postas de pescada desde que não toquem nos seus vencimentos, nas suas mordomias e nos seus interesses.
Palavras e mais palavras ditas ou cantadas por cima de uma música pimba, na esperança de convencer o Zé Tolinho, e ainda na expectativa de tudo ser esquecido depressa.
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Mas porque é que eu ainda me incomodo com estes tipos?

Vimes

Nos Caminhos do Mogadouro