Inventa outra, ó Costa!

As eleições legislativas estão marcadas para o dia 6 de Outubro.
Se o Governo se demitir, as eleições legislativas serão no dia 6 de Outubro.
Inventa outra, ó Costa, que essa não cola.

Nuno Melo não tem a certeza de que o Vox seja de extrema-direita

E já que os comunistas também não têm a certeza de que a Coreia do Norte seja uma ditadura, parece-me que estão quites.

A discriminação dos professores contratados

Imagina que o teu horário de trabalho era de 40 horas semanais, mas o teu patrão só considerava 20 para efeitos de Segurança Social.
É precisamente o que se passa actualmente com os professores contratados. Têm horários incompletos e por isso mesmo as escolas só lhes fazem descontos pela componente lectiva, ou seja, pelas horas dadas efectivamente em sala de aula.
O Ministério da Educação paga essas horas e os professores trabalham-nas, mas no fim da carreira, quando chega a reforma, é como se essas horas não existissem. Os professores contratados não prepararam aulas, não estiveram presentes em reuniões, não fizeram nem corrigiram testes.
Definitivamente, estamos a falar de uma classe à parte. A mesma que, aqui há 20 anos, era a única em todo o país que não tinha direito a subsídio de desemprego.
Governo de Esquerda? Um Governo que discrimina assim uma classe profissional, atropelando os seus direitos mais básicos, devia ter vergonha quando diz que é Esquerda.
Os Partidos que o apoiam também.
Quanto aos sindicalistas, não os aborreçam muito, que ao fim de um ano de trabalho árduo sem dar aulas já devem estar à espera de ir de férias.
9 anos, 4 meses e 2 dias? 9 anos, 4 meses e 2 dias? 9 anos, 4 meses e 2 dias?
Esqueçam! Este país não é para professores contratados… até porque nenhum sindicalista o é.

Quando Seixas da Costa, o embaixador pistoleiro, andava aos tiros a jornalistas

Depois de ter chamado javardo a Sérgio Conceição, aos portistas e aos sportinguistas apoiantes de Bruno de Carvalho, o embaixador Seixas da Costa veio admitir que provavelmente não escolhera bem as palavras.

É uma constante, de resto, na vida desta personalidade pouco diplomática: a má escolha das palavras e das acções.

Que o diga o jornalista Simões Ilharco, que em 1975 levou um tiro. Seixas da Costa deixou-o entre a vida e a morte.

Muita sorte teve Sérgio Conceição. Desta vez, o embaixador pistoleiro ficou-se pelas ofensas verbais.

Pouco certeiro no tiro a Ilharco, que ainda assim escapou, Seixas da Costa foi bem mais certeiro nos seus disparos politicos. Com um único tiro junto do ICOMOS, assassinou a Linha do Tua em nome de uma barragem que interessava a muita gente.

Interessava ao Governo PS, que em 2017 o nomeou para o Conselho Geral da RTP. Interessava à construtora Mota-Engil, que o convidou para administrador da empresa. Interessava à EDP, que também o convidou para seu administrador.

É hoje tudo isso e ainda administrador da Jeronimo Martins e opinador em tudo o que é sítio.

Não há almoços grátis e Seixas da Costa sabe-o melhor do que ninguém. Ele e a generalidade do PS, que neste tipo de promiscuidades consegue ser ainda pior do que o PSD.

Os outros? Os outros são uns javardos.

 

 

 

Partiu pela curva da estrada

Ao Emanuel

“Pai, o Porto ganhou ao Braga”
O sr. Marques abriu os olhos, olhou nos olhos e sorriu ligeiramente. Há dois dias que não conseguia fazê-lo.
A doença progrediu muito depressa. Quando chegou ao Hospital de S. João, há cerca de um mês, já estava condenado. Do pâncreas, o bicho fora para o fígado e pulmões e, agora no fim, para todo o lado.
A equipa médica informou a família há uma semana de que não havia nada a fazer. Puseram-no então na unidade de Cuidados Paliativos – as condições de que usufruiu nos últimos dias deixam-nos orgulhosos do nosso SNS.
Ontem à tarde, chamaram a família. Chegara o momento das despedidas. Os que mais o amavam estiveram presentes.
“Pai, o Porto ganhou ao Braga”
Foi a última coisa que ouviu. Abriu os olhos, olhou nos olhos e sorriu ligeiramente.
Como uma cotovia, começou a respirar cada vez mais baixinho até deixar de se ouvir. Partiu, “pela curva da estrada”, pouco depois das 18 horas.

«Na Vida que a Dor povoa,
Há só uma coisa boa,
Que é dormir, dormir, dormir…
Tudo vai sem se sentir.
Deixa-o dormir, até ser
Um velhinho… até morrer!
(…)
E os anos irão passando.
Depois, já velhinho, quando
(Serás velhinha também)
Perder a cor que, hoje, tem
Perder as cores vermelhas
E for cheiinho de engelhas,
Morrerá sem o sentir,
Isto é, deixa de dormir:
Acorda, e regressa ao seio
De Deus, que é donde ele veio” (Antonio Nobre)

Francisco Seixas da Costa é um javardo


Francisco Seixas da Costa até nem parecia ser um mau embaixador. Mas é – sejamos claros! – um javardo. Deixemo-nos de eufemismos. E os políticos que se revêem no seu estilo são isso mesmo – uns javardos.
Para além de javardo, é cobarde. Atira a pedra e esconde a mão. Não gostou que lhe respondessem à letra no Twitter, vai daí fez-se de calimero (como se os primeiros insultos não tivessem partido dele) e a seguir bloqueou a sua conta.
Para além de javardo, não sabe escrever. Revêem-se escreve-se com dois e. Com um e, fica revêm-se – se não sabe o que significa, pergunte ao seu colega Jorge Ritto.
Quando penso em Francisco Seixas da Costa, penso num dos coveiros da Linha do Tua. A mando de Sócrates e de Mexia, prestou junto do ICOMOS um trabalho essencial para a construção da barragem e para a destruição de uma das mais belas linhas férreas do mundo. Espero que tenha sido recompensado em conformidade.
Entretanto, muito atento ao fenómeno futebolístico, ficamos a saber por si que os adeptos do FC Porto são javardos e que todos os sportinguistas apoiantes de Bruno de Carvalho também o são. De fora da sanha javarda de Francisco Seixas da Costa fica Luís Filipe Vieira. Pelos vistos, o discurso por ele proferido na Assembleia Geral do Benfica há pouco tempo – «Não comprámos o filho da puta de um resultado», «Jorge Mendes não tem um caralho de um jogador, caralho» ou «Isso é merda» – não é suficiente para ser apelidado de javardo.
Pois é, senhor embaixador, o respeitinho é muito bonito.

O violento ataque do «Chega» de André Ventura aos Bancos e Grandes Grupos Económicos

Rui Pinto está preso, mas os criminosos continuam em liberdade

Uma Justiça corrupta, num país corrupto, prende aquele que denuncia os crimes dos poderosos.
Mas aos poderosos, deixa-os em liberdade e não demonstra grande interesse em deitar-lhes a mão.
Não são as denúncias dos crimes dos poderosos que põem em causa o Estado de Direito. O que põe em causa o Estado de Direito é essa criminalidade, essa corrupção aceite e perdoada.
Rui Pinto não tem hipóteses. A Justiça corrupta vai condená-lo e vai conseguir que, no remanso da prisão, alguém lhe trate da saúde.
Rui Pinto morreu hoje e a Justiça portuguesa tem as mãos cheias de sangue.
Entretanto, os criminosos que Rui Pinto denunciou continuarão à solta. Já lá está dentro o único que tinha de estar. Para a Justiça portuguesa, foi apenas mais um dia no escritório.

A puta de Cristiano Ronaldo

A Selecção Nacional é a puta de Cristiano Ronaldo. Sempre pronta, de pernas abertas, a recebê-lo quando lhe apetece.
Veio agora para dois jogos e voltará quando quiser. Mais ou menos como fazia Luís Figo há alguns anos.
Quanto ao brochista de serviço, é o mesmo de sempre. Quem aceita que um jogador o empurre e dê indicações em campo em vez dele próprio; quem se desfaz em declarações amorosas constantes ao “melhor do mundo” sem perceber que nenhum treinador se pode rebaixar a nenhum jogador, seja ele quem for, faz jus ao papel que representa. Que é o de um treinador de quinta categoria – como o são, de resto, quase todos os selecionadores nacionais. Se fossem bons, não estavam nas Selecções.
Mas compreende-se. Afinal, o chefe deles é o mesmo que também manda na Selecção, que é como quem diz o empresário. E nestas coisas, manda quem pode, obedece quem deve.

Marega e Sérgio Conceição

Marega lesionou-se e tem para dois meses. Os portistas devem agradecer a Sérgio Conceição, que não descansou enquanto não conseguiu o que queria. Com ele, os jogadores é até rebentar.
Alex Telles será o próximo.
Enquanto isso, impõe-se uma mudança táctica assente num 4x3x3 em que Oliver Torres, apenas o melhor jogador do plantel, terá de desempenhar o papel principal.
O problema é esse. Sérgio Conceição será provavelmente o melhor treinador do mundo do ponto de vista motivacional, mas tacticamente é muito limitado. Sabe pouco mais do que “bola pró Marega”.
Oxalá esteja errado.

O Presidente da República é um parolo

O presidente da República de Portugal é um parolo.
Como titular do cargo, telefonar em directo para o novo programa de Cristina Ferreira para lhe dar os parabéns pela mudança de canal ultrapassa todos os limites.
Vamos assistir, nos próximos meses, a uma guerra sem quartel pelas audiências da manhã. Na TVI, Goucha entrevistou há uns dias um cadastrado que deseja o regresso de Salazar e hoje um cantor com cancro. Na SIC, logo no dia de estreia, Cristina Ferreira entrevista um cadastrado a jogar cartas e recebe a chamada do presidente da República.
Tudo bem. Vê quem quer e quem gosta do nojo. O chefe máximo do Estado português até pode ver e pode gostar, mas não tem o direito de vincular o seu cargo a um programa de televisão só porque gosta da apresentadora.

Ao ter atitudes parolas, próprias de um país de terceiro mundo, não pode vir depois queixar-se das consequências.

Presidente de todos os portugueses? Não, o meu presidente não estacionaria em lugar de deficientes nem telefonaria em directo para um programa sensacionalista.

Afinal, dá, a sensação de que ter votado em Marcelo Rebelo de Sousa ou no Tino de Rans vai dar exactamente ao mesmo. 

E não é verdade. Porque o Tino de Rans é simples mas não é parolo.

Os iluminados do Conselho Nacional da Educação

Estava ontem no Gabinete de Intervenção da minha escola com uma aluna que já tivera três faltas disciplinares a três disciplinas diferentes no mesmo dia. Pelo que vi no sistema, já era a nona falta deste género desde Setembro.
É uma miúda do 5.º ano. Não a conhecia antes. Nitidamente desafiadora, malcriada mesmo. Sempre à espera de uma reacção.
Para os iluminados do Conselho Nacional de Educação, a solução para problemas destes é simples: acabar com o 2.º ciclo. É o verdadeiro Ovo de Colombo. A partir daí, não haverá mais chumbos no 2.º ciclo, não haverá mais faltas nem outros problemas disciplinares. Porque o 2.º ciclo terá simplesmente acabado. Como é que ninguém pensou nisso antes?
Preside à Comissão Nacional de Educação Maria Emília Brederode Santos. Olhando para o seu curriculum, vê-se que presidências, coordenações e direcções de organismos governamentais não lhe faltam. Vulgo tachos.
Pelo mesmo documento, não consta que tenha leccionado. Estar em frente a 30 miúdos, saber o que é dar aulas, saber do que está a falar. Saber o que é bom.
Eu também gosto de dar uns palpites sobre as tácticas do Sérgio Conceição. Não percebo por que razão o Óliver, o melhor jogador do plantel, não tem lugar cativo no 11. Mas lá está, ele é que treina, eu faço o papel do tipo que não percebe nada do assunto mas gosta de mandar umas bocas. [Read more…]

A tragédia de Borba e um Governo sem-vergonha

Acabo de ouvir o ministro Pedro Marques a dizer que até havia uma estrada alternativa à que ruiu.
Era de esperar. Afinal, a culpa é de quem morreu. Não fosse por ali.
A desfaçatez e a falta de vergonha deste ministro já tinha batido no fundo com a CP. Mas ele ainda conseguiu escavar mais.
Numa altura em que nunca ninguém tem culpa de nada, é sintomático que a primeira declaração dele seja para culpar os mortos.
O que é preciso para se demitir? Um emprego na Mota-Engil?

A procuradora malcriadona…

… que até faz parecer o ex-líder da Juve Leo, Fernando Mendes, um tipo respeitável.
Não admira. É preciso não esquecer que os procuradores do Ministério Público são aqueles que tiveram a pior nota no exame do CEJ. Podiam ter chegado a juízes, mas nunca passaram de procuradores.
Embora, como é óbvio, a educação não se compre. Podes até chegar a presidente da República, não é por isso que serás mais educado do que o mais pobre que te elegeu.

Touradas: Carlos César já fez a sua prova de vida

Se aumentassem o IVA para 23% a todos os familiares de Carlos César que ocupam cargos de nomeação no Estado, aí sim, estaria resolvido o problema do défice, quiçá da dívida pública.
Não sendo o caso, esta medida exótica do PS de atacar o Governo com a descida do IVA das touradas não passa de folclore político. Não vai acontecer porque António Costa não vão deixar – seria a concretização de um ataque inusitado à ministra acabada de nomear. Dentro do próprio grupo parlamentar, duvido que a maioria concorde com este non-sense. Gostava de ovir a opinião da histórica Rosa Albernaz.
Não percebo Carlos César. Se queria com isto fazer uma prova de vida, está feita. Agora, já que está numa de olhar para os IVAS, pode preocupar-se a sério com as incongruências do Orçamento que afectam os mais pobres e actuar em conformidade?

A detenção de Bruno de Carvalho é a vergonha da Justiça portuguesa

Não vou aqui discutir os acontecimentos de Alcochete, porque não é isso que está em causa. Desde o início, pareceu-me que tinha sido o presidente do Sporting o mandante da invasão.
A questão é outra. A detenção de Bruno de Carvalho durante quatro dias prova mais uma vez que, em Portugal, os poderosos nunca têm problemas com a Justiça. Nem sequer são importunados. Se o forem, é só depois de perderem o poder. Foi assim com Vale e Azevedo ou com José Sócrates. Foi assim com Ricardo Salgado. Foi assim com Bruno de Carvalho.
Alguém acredita que, se José Sócrates continuasse como primeiro-ministro, algo teria acontecido? Ou se o BES não tivesse caído? Ou se Vale e Azevedo e Bruno de Carvalho continuassem a ser presidentes do Benfica e do Sporting?
Alguém acredita que, se Jorge Nuno Pinto da Costa já não fosse presidente do FC Porto na altura do Apito Dourado, as provas e as escutas recolhidas não teriam servido para incriminar – em vez de, devidamente validadas e consideradas, como realmente foram, terem servido para inocentar?
Alguém acredita que Luís Filipe Vieira, que se dá ao luxo de nem sequer responder à Justiça, alegando crises de amnésia e fugindo para o estrangeiro, só não está preso há meses, nem sequer foi ainda constituído arguido, porque é presidente do Benfica? Alguém acredita que algum dia vai sê-lo?
Em Portugal, a Justiça não é cega e tem dois pesos e duas medidas. Tal como a generalidade dos governantes, é fraca com os poderosos e forte com os fracos. Num país corrupto, muito pior do que a Itália, a Justiça portuguesa é uma vergonha.

Escolas: Rigor máximo para quem não cumpre as regras

O Jorge manda o professor de História à merda? O Nuno avisa a professora de Ciências de que sabe onde é que ela mora? A Fátima atira com a cadeira que por um centímetro não acerta na professora de Matemática? E nunca nada acontece?
Muito grave. Actualizou já não tem c. A acta ata tem de ir para trás. Por isso e por causa da formatação – ali aquele espaço duplo, não se vê tão bem que está a mais!
E é isto. Rigor máximo nas escolas… para quem não cumpre as regras das actas atas.
O resto? Bem-vindos ao paraíso!

A FAPAG e o estacionamento para deficientes


A FAPAG – Federação das Associações de Pais de Gondomar – acabou de lançar uma petição pública para a existência de estacionamentos de deficientes em todas as escolas do país.
Não vale a pena. Já existem em muitas escolas e, a exemplo do que acontece por todo o lado, de hospitais a supermercados, estão quase sempre ocupados. Não por deficientes, mas por filhos da puta cidadãos cuja único problema é a nível da falta de escrúpulos, de valores de cidadania e de respeito pelo próximo.
Pois, não sei… A petição até é meritória, mas se calhar o melhor é perguntar a opinião do presidente da República.

Se dúvidas houvesse sobre o tipo de políticas deste Governo e a quem elas interessam…

A CIP quer maioria absoluta para o PS.

Carta aberta a Jorge Nuno Pinto da Costa

Caro Presidente,

Anunciava um destes dias o Jornal de Notícias que já está em marcha a sua Comissão de Recandidatura, liderada pelo habitual Fernando Cerqueira, e que no início de 2019 começa a recolha de assinaturas. 
Tem sido um espectáculo habitual nas últimas décadas: de quatro em quatro anos, os pedidos para que fique multiplicam-se à medida que as eleições se vão aproximando. E o Presidente, que promete de cada vez ser o último mandato, acaba sempre por ficar. Já vi esta narrativa várias vezes e imagino como vai acabar.
Desta vez, no entanto, o Presidente não pode esquecer que no final do próximo mandato, em 2024, terá 87 anos. Não é justo que faça mais este esforço. Nem para si nem para o clube.
Penso que chegou a hora, pois, que todos nós sabíamos que um dia iria chegar: a hora de lhe agradecer por tudo o que fez pelo clube. Por si e pelo FC Porto, peço-lhe: anuncie desde já que este é MESMO o seu último mandato e que não vai recandidatar-se. Deixe que apareçam alternativas. Deixe o FC Porto viver sem si.
Sei que não é o momento ideal para esta minha carta. É fácil apoiar quando a bola entra na baliza. Afinal, somos os actuais Campeões Nacionais, no final de um campeonato marcado por uma vergonha como há muito não se via a nível de arbitragens e no auge do caso dos emails e de todos os outros casos que o grande Francisco J. Marques soube denunciar.
Ao mesmo tempo, felizmente, as coisas estão a correr bem para a nossa equipa de futebol e mal para os nossos adversários directos – um já despediu o treinador e o outro está na iminência de fazer o mesmo.
Mas contrariando o que escrevi antes, não seria mesmo este o momento ideal? Com o barco a navegar placidamente, sem ventos nem marés, um anúncio desta importância não provocaria qualquer tormenta. O Presidente teria quase dois anos pela frente para terminar o seu trabalho enquanto a equipa de futebol desenvolvia normalmente a sua actividade. Ao mesmo tempo, eventuais candidatos às eleições de 2020 saberiam com o que contar e poderiam começar desde já a contar espingardas. Fazer pontes. Unir.
Respondo à pergunta que fiz. Não, este não seria o momento ideal. O Presidente, perdoe-me a franqueza, já devia ter saído em 2004.  [Read more…]

A campanha contra Rui Rio no caso José Silvano

Parece-me óbvio que todas estas notícias sobre o deputado José Silvano têm como objectivo último atingir Rui Rio. Uma campanha laboriosa que começou no momento exacto em que ele foi eleito líder do PSD. Não sei se por não ser aquele que os barões do Partido queriam, não sei se por vir do Porto, mas por algum motivo pouco nobre é de certeza…
O facto de não gostar de Rui Rio, nem dos seus tiques de pequeno ditador, não me impede de ver a realidade. Claro que ele se pôs a jeito. E a reacção que teve a mais um caso demonstra que a sua tão propalada seriedade e verticalidade ficou nas calendas gregas. Mais concretamente no primeiro mandato como presidente da Câmara do Porto, onde, por não ter maioria absoluta, teve de governar com o PCP.
Quanto ao resto, alguém acredita que o caso José Silvano, um dos coveiros do Vale do Tua, não acontece amiúde em todas as bancadas parlamentares? Acredito que não aconteça no PCP (não me falem do Partido de Ricardo Robles) e sei que o deputado do PAN não tem ninguém com quem partilhar a password. Os outros, parafraseando o linguajar refinado de António Oliveira, é tudo o mesmo putedo. No CDS, no PS, no PSD – onde o escolhido foi Silvano por ser o braço-direito de Rui Rio.
No meio disto tudo, vamos fingir que Ferro Rodrigues não sabia. Que não é conivente e não pactua com esta prática generalizada.
Um presidente da Assembleia da República digno, com um pingo de sentido de Estado, tinha enviado de imediato todo o processo para o Ministério Público. Mas como sabemos, ele está a cagar-se tanto para o sentido de Estado como se esteve a cagar em tempos para o segredo de Justiça.

Viva a ministra da Cultura e morte às touradas

Para começar, o argumento de que os comedores de carne não podem criticar as touradas não pega. É totalmente diferente matar animais para a alimentação ou matar para o divertimento do ser humano.
Dizer que ninguém é obrigado a ver – «quem não gosta, não veja!» – também é descabido. Posso não ver, mas vai acontecer na mesma. É isso que está em causa – o que está a acontecer e não se eu gosto ou não, se vejo ou não.
É, pois, uma questão de civilização, como muito bem diz a ministra da Cultura. E como as touradas não são cultura nem são nada, não deviam ser taxadas a 13% mas sim à taxa máxima do IVA.
De resto, nem sequer sou a favor da proibição. As touradas vão morrer a médio prazo, sim, mas de forma natural. Sem ataques, sem proibições. Apenas porque os valores civilizacionais vão falar cada vez mais alto. [Read more…]

Mário Centeno e a Geringonça: Cavaco tem razão

Aníbal Cavaco Silva, provavelmente o mais nocivo político português do pós-25 de Abril. Um tumor maligno que, ao longo de 30 anos, medrou sem parar por todo o país, com efeitos que ainda hoje se fazem sentir.
Acredito que nunca tenha tido dúvidas, mas também é verdade que raramente acertou. Daí o meu espanto ao ouvi-lo dizer recentemente, na TSF, duas frases muito acertadas:
– Mário Centeno poderia ser ministro das Finanças em qualquer Governo de Direita.
– É espantosa a facilidade com que PCP e Bloco de Esquerda se vergaram às políticas do PS.
Um Governo que até começou bem, acabando com a vergonha dos contratos de associação no ensino, mas que em termos de políticas de Esquerda a sério se ficou por aí. Se alguém pensava que doravante os poderosos seriam o alvo do PS, enganou-se redondamente.
Estando o PCP e o Bloco reféns do apoio que deram ao Governo, compreende-se até certo ponto que os sucessivos Orçamentos tenham sido viabilizados. Mas aceitar continuadamente o perdão de milhões à Banca e à Energia, que não tem parado de aumentar ao longo da Legislatura, é mais difícil de engolir.
Entre as ajudas aos Bancos e as rendas e rendinhas à EDP, já se foram mais de 40 mil milhões. Só para dar um exemplo, dava para pagar o Rendimento Mínimo durante mais de 130 anos.
E isso transforma a Esquerda em conivente, desde 2015, das políticas neo-liberais do Bloco Central que nos governam há 40 anos.

Loucos por Óliver

Óliver Torres. É só o que tenho a dizer: Óliver Torres.

Pena não ter querido controlar os apetites da EDP

Centeno tem mérito de ter gerido a Geringonça e controlado os apetites

Greve

de

A primeira medida de João Galamba como Secretário de Estado da Energia

Pedir humildemente uma reunião a António Mexia na 24 de Julho. Magnânimo, Mexia vai consultar a sua agenda para ver se pode ser.

João Galamba: O jovem turco chegou ao Governo


Típica construção artificial da tralha socratista, o João Galamba lá chegou ao Governo. Para já, como Secretário de Estado da Energia, que a titularidade de um qualquer ministério não tardará.
Se bem me lembro, começou a sua labuta no 5 Dias, mítico blogue das Esquerdas a sério, pela mão da Fernanda Câncio, que depois o levou para o falecido Jugular – blogue criado e mantido para apoiar José Sócrates enquanto primeiro-ministro.
Há que dizer que cumpriu sempre a sua missão a preceito. Nos seus escritos e nos dos outros. Como quando me chamou canalha, em 2009, por eu comparar Sócrates a Vale e Azevedo.
No Simplex, de onde saiu a foto deste post, esculpiu a sua chegada a deputado. Duas legislaturas depois, está no Governo. Mesmo que, pelo meio, tenha precisado de atraiçoar José Sócrates – ou como a criatura apunhalou o criador sem quaisquer remorsos com o beneplácito de António Costa, cuja aleivosia lhe está também na massa do sangue.
Algum mérito João Galamba há-de ter, embora eu não saiba muito bem qual. Assim como assim, não há-de fazer mais nem menos do que o restante putedo socialista que por lá anda. Toda a gente sabe que quem manda na Energia é a EDP.

Mais uma vez, Cristiano Ronaldo violou as redes

Hoje foi em Udine.

O FC Porto não faz 125 anos… e o FC Porto de 1893 também não

Ponto prévio: não sou menos portista do que todos aqueles que acreditam na patranha inventada há 30 anos para tornar o FC Porto no clube mais antigo.
Sou um portista dos torniquetes. Com 4 ou 5 anos, passava ao colo do meu pai para ver os jogos no velhinho Estádio das Antas, que durante muitos anos foi a minha segunda casa.
Acredito é que a grandeza de um clube não se mede pelo facto de ter aparecido ou não antes dos outros. Mede-se por valores e um deles, se calhar o mais importante, é o da verdade.
Posto isto, parece-me indiscutível que o FC Porto foi fundado em 2 de Agosto de 1906 e que o FC Porto de 1893 não passou de uma remota e efémera experiência que durou menos de um ano e que acabou tão depressa como começou.
Em comum, os dois clubes tinham apenas o nome, nada mais. Os fundadores de 1906 disseram-no com todas as letras há quase 70 anos: um clube nada teve a ver com o outro e os fundadores do segundo não faziam a mínima ideia de que 13 anos antes existira um com o mesmo nome.
Sim, sempre se soube da existência de dois FC Porto…
A investigação profunda, que terminei há uns meses e que entretanto enviei às editoras para análise e eventual publicação, prova-o sem qualquer dúvida.
Deixando de lado essa investigação – espero que um dia possa ver a luz do dia – atenho-me para já apenas ao que é público. [Read more…]