Amor, flatulências e outros devaneios gratuitos e inúteis do Oh Simão.
Sugestão para o Dia dos Namorados
Municipalização da Educação: uma reforma necessária e coerente?
” (…) discordo de reformas que correspondem a ficções políticas, a pseudo-utopias particulares baseadas em conhecimentos superficiais de realidades externas, quantas vezes em rápida desactualização, destinadas a satisfazer este ou aquele grupo específico de interesse ou o ego pessoal de políticos em trânsito.” – Paulo Guinote.
Se o Podemos ganhasse…
Ricardo F. Colmenero
Se o Podemos ganhasse as eleições, defende o doutorado pela Universidade de Navarra Miguel Carvajal, deixaria Espanha com uma taxa de desemprego de 25%. A corrupção estaria tão instalada na sua estrutura que até o seu tesoureiro pagaria envelopes com dinheiro negro a Monedero, Errejón e Pablo Iglesias, para não falar das obras de remodelação da sua sede. Defende Carvajal que, se o Podemos ganhasse as eleições, os seus ministros acabariam a trabalhar para as multinacionais às quais beneficiaram através de concursos fraudulentos. Tornar-se-iam banqueiros que ludibriam reformados, analfabetos e cegos. E criariam cartões de crédito com dinheiro negro para comprar putas e lingerie.
Se o Podemos ganhasse as eleições, gastar-se-iam milhões para erguer edifícios inúteis, redes ferroviárias, estradas e aeroportos com orçamentos inflados. Aos presidentes das regiões autónomas sairia a lotaria. Muitas vezes. Viveriam em Palacetes, velejariam com narcotraficantes, abririam contas na Suíça e teriam testas-de-ferro que guardariam o dinheiro em latas de Cola-Cao enterradas no jardim. Defende Carvajal que, se o Podemos ganhasse as eleições, haveria mais de 2.000 políticos arguidos, o seu presidente falaria num televisor de plasma, reunir-se-ia com ditadores acusados de crimes contra a humanidade, e venderia armamento a países acusados de violar os direitos humanos. [Read more…]
Instituto da Imobilidade do Porto

Um funcionário que pede desculpas
Sou um funcionário público, trabalho nisto há muitos anos. Agora, talvez por causa da idade, os meus dias aborrecem-me porque sei que estou sentado numa secretária a fazer o papel de vilão e a dar o rosto por uma instituição de serviço público transformada num sítio de colectar dinheiro. Não sou o único descontente aqui dentro, comigo nesta sala estão normalmente 40 a 50 outras pessoas, a maioria delas fica ali sentada à espera de ser atendida mais de uma hora.
O prédio que alberga o Instituto de Mobilidade e Transportes do Porto está em obras de beneficiação há algumas semanas. Vieram montar os andaimes e alguém entendeu que o o instituto da MOBILIDADE não tinha que se preocupar com a IMOBILIDADE daqueles cidadãos com dificuldades motoras e que, até há algum tempo, conseguiam entrar no edifício usando a cadeira elevadora montada à entrada. E porque o Instituto da Mobilidade não parece ter que dar exemplo, a cadeira está inutilizada pelos andaimes à volta do edifício. Está e estará porque aparentemente a obra não tem fiscalização, como obriga a lei. Se tivesse, o andaime teria sido montado de forma diferente.
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Candidaturas
Sendo o acesso à candidatura a Presidente da República sujeita a tão simples condições – ter 35 anos – parece estranho que não se perfilem resmas de candidatos. A função não é especialmente difícil, ou melhor, é difícil de desempenhar bem mas fácil de desempenhar mal. Mas a verdade é que de tal modo ela foi sendo, ao longo dos tempos, transformada numa arte medíocre, que o seu exercício acaba por afastar os melhores. Ainda bem que há quem, com melhores ou piores propósitos, mais ou menos qualidades, se sujeite.
(está bem, pronto, o dia hoje esteve cinzento e deu-me para isto)
Limpinho
A nova lei dos sacos de plástico traduz-se nisto: desaparecem os sacos leves, os hipermercados passam a vender sacos de maior qualidade, os portugueses pagam-nos, e o dinheiro que financiaria o Fundo para a Conservação da Natureza vai parar ao bolso das grandes superfícies.
Carnaval é em Loulé

Aníbal disfarçado de presidente da república (assim mesmo, com letra pequena).
Grécia, Portugal – A Luta É Internacional #2

Lisboa – 15h Largo de Camões
Mais informações aqui
Humberto Delgado, o aeroporto e os ceguinhos
António Costa apresentou uma proposta no sentido de o Aeroporto da Portela ser baptizado com o nome de Humberto Delgado. Acho bem. Passam 50 anos sobre o seu assassinato e o homem até foi aviador.
Curioso é o 31 que a extrema-direita levanta a propósito da proposta. A coisa desce ao nível disto: ” Deverá ser esta a primeira personagem histórica a conhecer por quem nos visita?”
Portugal tem três aeroportos internacionais. O segundo, em volume de tráfego, chama-se Sá Carneiro. É essa a primeira personagem histórica que quem nos visita também conhece, um líder partidário (que muita falta faz ao seu partido, mas isso é outra conversa).
Mas enfim, quem a seguir acrescenta a conquista de Ceuta (só a maior imbecilidade da autoria de governantes portugueses, que apenas trouxe despesas e nenhum benefício) e Afonso de Albuquerque como glórias nacionais, deve ter um problema qualquer com o turismo marroquino ou indiano. Com a História tem de certeza absoluta, e não é miopia, é cegueira pura.
Imagem: comício de Humberto Delgado em Coimbra. Entre a multidão o meu tio e o meu pai, com muito orgulho.
Daniel Buren

Daniel Buren, “Comme un jeu d’enfant, travaux in situ“, no Museu de Arte Moderna e Contemporânea de Estrasburgo (até 8 de Março de 2015).
O livro “Portugal – caos, memória e esperança”

Marco Faria
O “bem” estará à venda nos próximos tempos, é garantidamente 100 por cento nacional e excluiu contraindicações médicas. É um “produto” com fraquezas e falhas, não adianta ser juiz em causa própria. Uma obra escrita para pensar, sentir, e, por vezes, rir. No princípio, está a Justiça. No fim, a Ética. Pelo meio, 48000 palavras e 211 páginas desdobradas por oito capítulos. Preço final de capa: 12 euros, numa livraria perto de si (regateie, peça desconto, vale sempre a pena tentar). A gratidão é um sentimento imprescritível no tempo e vai direitinha para o Prof. Carlos Daniel e todos os amigos que estiveram no Desassossego Bar Livraria, final de tarde de sábado, 7 de Fevereiro de 2015 (os ausentes terão oportunidade de se redimirem no futuro). A amizade é um tesouro entre os homens (não paga imposto, de resto, ainda).
Federalismo europeu para tótós
O neoliberalismo não dominou a Europa através de um partido, de uma acção clara, democrática, porque na sua essência tenta precisamente subverter a democracia de forma discreta, quase invisível. Vivemos dominados por ele e não damos por nada, o que é pura ideologia é-nos vendido como sendo uma “solução natural”, inevitável, lógica. O neoliberalismo é uma ideologia clandestina, tão subtil como isto:
Um desses autores é Friedrich Hayek, a grande referência intelectual de pessoas como a senhora Thatcher e que escreveu este livro, ‘O Caminho para a Servidão‘, que tem um capítulo sobre as perspectivas da ordem internacional.
Este capítulo tem uma citação de Lord Acton, uma referência muito conhecida do pensamento liberal, em epígrafe E eu queria ler-vos essa epígrafe: “de todos os controles à democracia, a federação tem sido o mais eficaz e o mais adequado. O sistema federalista limita e restringe o poder do soberano, dividindo-o e atribuindo ao governo apenas alguns direitos bem determinados. É o único método de condicionar não só a maioria, mas também o poder do povo“.
José Castro Caldas desmonta uma dessas facetas, a da federalização anti-democrática que vivemos. Quinze minutos a não perder.
Vamos falar de sexo?
1) «Susana brinca na cama com o marido a nomear figuras públicas durante o ato sexual».
2) «Este é um projecto Expresso/SIC que seria impossível de levar a cabo há vinte anos – até mesmo há dez -, sinal dos tempos e das mudanças que vão acontecendo na sociedade portuguesa».
3) Está tudo dito.
Passaportes
Passos Coelho já pediu a nacionalidade alemã, ou está à espera do Cavaco, que sempre é mais velho?
As cinquenta sombras do desígnio nacional: explorar
Consta que um livreco virou filmezeco, têm sexo, não têm nem cinema nem literatura, ambos vendem bem. Não tencionando nem ler nem ouver as tais Cinquenta Sombras de Grey, nunca terei tempo para a arte que gostava de levar comigo quanto mais para o entretenimento, e se tem sadismo ainda me faltam uns livrinhos do Divino Marquês, há um detalhe nacional no episódio: parte do cenário tem proveniência nacional, honra e glória ao design nacional (chamam agora design às artes decorativas, haja paciência).
O problema é que pelo Adriano Campos chego a este vídeo, e por este vídeo se conclui que o empreendedorismo também nesta área, supostamente refinada, rima com esclavagismo.
A Menina Design quando crescer quer um chicote. E está certo, confere com o tema da película.
“Regras são regras”, diz Merkel…
… mesmo quando são arbitrárias. «O senhor Abeille inventou este número [défice de 3%] “em menos de uma hora, nas costas de um envelope”».
O regabofe da nova lei da cópia privada

Há várias coisas que me irritam, é esse o termo, nesta lei. Por um lado, até há pouco tempo era comprador de DVD em quantidade qb. E de volta e meia lá apanhava a porcaria do clip anti-pirataria, logo a mim, que acabara de comprar o DVD. Clip esse, pago com dinheiro do estado, veja-se a lata.
Depois é a assunção de que se compro um disco é para guardar pirataria, alguma pelo menos. Isto é o estado de direito ao contrário. Mas para os ignorantes dos deputados, na verdade não sei se são ignorantes, burros ou mal intencionados, este pequeno detalhe da lei ser injusta não importa. E se foi bem explicado.
E, finalmente, é saber que este dinheiro não irá para os artistas mas sim para lobbies da indústria e das associações de “defesa” dos direitos de autor. Nem me vou dar ao trabalho de meter links, é só procurar SPA neste blog.
Quanto à cópia privada propriamente dita e para que conste, consiste no direito em ter uma obra com direitos de autor copiada para uso privado, seja para ter uma cópia de segurança, seja porque quero reproduzir essa obra noutro dispositivo. É óbvio que esta cópia não prejudica em nada o autor mas o facto é que é este suposto direito, indutor de um suposto prejuízo, o que está na base justificativa desta lei.
Pois fiquem sabendo que, já que pago, vou exercer esse direito. Tenho uns bons caixotes de DVD dos quais não me importo de me privar algum tempo e que vou entregar à SPA para me fazer a cópia privada. Sim, porque eu, legalmente, não a posso fazer. Um caso em que estamos a pagar por um direito virtual? Mas claro que sim. Olhem, façam o mesmo. Não hão-de andar a mamar à borla!
António Costa mostra ao que vem…
Não teremos saudades do actual governo, mas já sabemos o que esperar do próximo. Mais do mesmo, ou seja falta Fátima e Fado para atingir o pleno…
Cavacadas
Depois de ver e rever as declarações proferidas por Cavaco Silva fiquei com a certeza de que será com profundo alívio que todos nós – sim, incluindo os partidos do governo que o apoiam – o veremos abandonar Belém e calar os excrementos retóricos com que regularmente nos brinda e que já repugna comentar.
Aprovada lei do tacho
Parabéns aos deputados acéfalos que, mais uma vez, tomam partido pelo lobby, em vez de atenderem à racionalidade.
Vejo-me grego!
Expressão que servia para indicar que se estava com dificuldade em resolver um problema. Agora, poderá ser utilizada por alguém que quer que os problemas dos seus concidadãos sejam resolvidos.
A solução grega
Se tudo o resto falhar, estou em crer que o governo grego faz um calendário solidário com fotos ousadas e refinancia o país até 2020.
Verdes em Portugal: um ecologismo a precisar de emancipação

Sobre aquilo a que chamou «Comunismo envergonhado» escreveu em 1999 o meu amigo (e já desaparecido) José Manuel Palma Martins. Dizia ele já ser «tempo de o Partido Comunista Português deixar de usar máscaras eleitorais como FEPU, APU ou CDU, siglas envergonhadas da foice e do martelo» e de um partido já há muito «adulto, quase sempre terceiro na hierarquia democrática» do País, e que, tendo sido capaz de sobreviver a «lutas e dissidências», não carecia de apoio «em muletas de satélites». E nesse mesmo seu texto, chamava Palma Martins a atenção para o atraso da emergência em Portugal de uma força política de motivação ecológica, «projectada não para a Esquerda ou a Direita, mas para o Futuro.» Dezasseis anos mais tarde, e nada. E não me venham dizer que temos os Verdes, porque a coligação do Partido Ecologista “Os Verdes” com o PCP (a CDU) tem proporcionado aos ecologistas uma existência pouco mais que pífia, que não faz de modo nenhum justiça à real necessidade e potencial de representação na sociedade de uma força partidária ecologista em que, designadamente, uma fatia não negligenciável de jovens (muitos abstencionistas) pudesse rever-se. Um ecologismo a precisar de emancipação, em suma.












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