Mau aspecto

Quer saber como se escreve “aspecto” segundo o AO90? Consulte o priberam e a infopédia. Já sabe como se escreve?

Pela Liberdade, sempre…

ParisE respeito pela autodeterminação dos povos, a presença de Netanyahu em Paris pode ser aproveitada para negociar a libertação e permitir o nascimento do Estado da Palestina. Sem prejuízo ao direito de Israel existir e viver em paz…

Dos manifestantes esquisitos

Vejo por aqui grande indignação pelos figurões que pontuam a fila da frente da manifestação de Paris. Compreendo. Mas vejam a questão de outro ponto de vista e imaginem quanto lhes custa, a eles, serem obrigados a “vir comer à mão”. Esta manifestação consagrará valores que alguns destes crápulas desprezam. Mas tiveram de vir. Porque hoje, os valores da liberdade tomaram conta da maioria das consciências. E de tal modo isso aconteceu que até estes – por defesa da sua sobrevivência política – vergaram a cerviz. Vale pouco? Parafraseando: As pequenas vitórias valem pouco, mas quem as despreza é louco.

Testamento Vital: o que está a acontecer?

Laura Ferreira dos Santos* e João Carlos Macedo**

 

livro_testamento_vital_laura_ferreira_dos_santosEmbora, por Lei, não seja obrigatório usar o modelo disponível no Portal da Saúde para efectuar um Testamento Vital (TV), vamos aqui centrar-nos nele, atendendo a que foi o meio escolhido por um de nós.

Na medida em que muitas das opções referidas no modelo não iam ao encontro do que se queria, fez-se sobretudo uso dos espaços em branco.
Des
de já, ressaltem-se seis elementos:
1. o modelo não pode ser preenchido em computador, mas apenas à mão;
2. os espaços em branco do modelo realmente existente são muitíssimo mais pequenos do que aqueles que o modelo publicado em
DR dava a entender visualmente (portanto, o utente fica muito mais cerceado na sua liberdade);
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Os “charlies” e a greve na TAP

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António Alves

Há cerca de 15 dias esteve para acontecer uma greve na TAP. Só não aconteceu porque o governo num acto ilegal e prepotente o impediu. O governo, à revelia da lei, uma semana antes da greve acontecer decretou uma “requisição civil”. Perante a lei da República Portuguesa a Requisição Civil só pode ser decretada depois da greve se ter iniciado e única e exclusivamente se os trabalhadores em greve não cumprirem os serviços mínimos determinados pelo tribunal arbitral ou acordados entre as partes em conflito.
O governo agiu ilegalmente e impediu de facto o exercício de um direito fundamental consagrado na Constituição da República Portuguesa. O governo violou grosseiramente a liberdade dos trabalhadores da TAP e os direitos dos trabalhadores portugueses em geral. Não me lembro de ler nenhum editorial em qualquer jornal português a criticar o governo ou de ouvir qualquer invectiva inflamada de qualquer opinador televisivo contra a prepotência governamental. Muito pelo contrário, o que li e ouvi foram muitas críticas e até alguns insultos disfarçados em vários editoriais de jornais ditos “sérios” aos trabalhadores da TAP. Da classe política “mainstream” idem aspas. Dos cidadãos em geral também nenhum deles levantou o cu do sofá para se manifestar contra esta violação grosseira da Liberdade.
Somos “charlie”? O tanas! E hoje até estou bem educado…

A Liberdade defende-se todos os dias nas mais pequenas coisas. Não é só quando morre alguém.

Não é preciso gostar de Charlie para ser Charlie

Surgem, em muitos media – e aqui também -, numerosos textos, sérios e interpelantes uns, grosseiros e ressabiados outros (Sinel de Cordes, a malta não te evita por seres um ousado provocador, mas porque, as mais das vezes, não tens piada).

Por mim, não vejo o problema nem tenho reservas em estar com todos os que são “Charlie” e não lhes vou, sequer, perguntar se conheciam o Charlie que dizem ser. Entendo que, sejam quais forem as opiniões que tenham sobre a revista, as pessoas sentiram o perigo da situação e o tiro no peito da liberdade. E é este ponto, penso eu, que leva a esta quase unanimidade na condenação inequívoca do atentado e na onda de solidariedade que se levantou.

É que o direito à liberdade de expressão não é dos jornalistas: é de todos nós. E como tal foi sentido. Muitos dos que mostram a sua solidariedade seriam alvos do Charlie Hebdo ou não escondiam a sua hostilidade ao hebdomadário? É verdade. E daí? Porque lhes querem vedar o direito de manifestar a sua indignação cívica? O Charlie Hebdo era (é!) uma revista iconoclasta, desbragada, ofensiva. Ela desafiava os limites da liberdade. E é exactamente isso que despertou as consciências. E isso é bom. Muito bom. E não nos surpreendamos por este caso ter ganho esta importância avassaladora. Sabemos bem que muitas outras vítimas houve, em dias recentes, em atentados terroristas igualmente sangrentos e cruéis. Porém, não podemos separar estas ocorrências das significações que lhes estão associadas.

As vítimas têm a mesma dignidade humana, mas o significado dos atentados é, inevitavelmente, valorizado de modo diverso, conforme o seu sentido e os perigos e desafios que fazem adivinhar no nosso futuro. Por isso, recuso a pretensão de julgar os que se indignam e a indagar das suas razões. Somos livres. E também os que morreram são mortos da nossa liberdade.

A singularidade do estilo de Ricardo Santos Pinto

AntonioSmith

© Shaenon K. Garrity (http://bit.ly/1KvTVTd)

 

Adivinhe de quem é.
(…)
Ora veja lá o nome do autor do texto citado e depois veja o nome do autor deste mesmo post.
Ricardo Santos Pinto

 ***

Ontem, ao procurar um texto de Malcolm Coulthard, co-autor do excelente An Introduction to Forensic Linguistics: Language in Evidence, fui surpreendido por um estudo de Rita Marquilhas e de Adriana Cardoso. O artigo de Marquilhas e Cardoso simula uma peritagem relativa a enunciados escritos no âmbito da investigação de um crime e debruça-se sobre um texto escrito por Ricardo Santos Pinto, publicado em 12 de Janeiro de 2009, no 5dias.net, mas frequentemente atribuído à jornalista Clara Ferreira Alves.

As Autoras indicam que, em 2011 ,”Clara Ferreira Alves continuava a desconhecer que se tratava de um texto de autoria já clarificada”. Como se percebe pelo episódio relatado na epígrafe, mesmo depois de indicar o texto, Ricardo Santos Pinto vê-se obrigado a voltar à carga, perante a insistência de um comentador.

Poderia terminar este pequeno comentário com um ingénuo “esperemos que este estudo de Rita Marquilhas e Adriana Cardoso venha, duma vez por todas, esclarecer o assunto”. Contudo, como demonstrado pelo caso ‘Voltaire vs. S.G. Tallentyre/Evelyn Beatrice Hall’, muito provavelmente, nem os esclarecimentos de Ricardo Santos Pinto, nem o estudo de Marquilhas e Cardoso, nem sequer este texto (para quem tiver dúvidas sobre a autoria, o meu nome está lá em cima, debaixo do título) servirão para que muitos passem a preferir a realidade à ficção. Infelizmente, como bem sabemos, desde o Maxwell Scott: “This is the West, sir. When the legend becomes fact, print the legend”.

Da série La Palisse

Um idiota é um idiota e é um idiota: Rodrigo Adão da Fonseca.

Viveiro de Terroristas: eis o Ocidente

osama_bin_laden_independentNa edição de 6 de Dezembro de 1993 – há 22 anos, – o Independent fazia um retrato amistoso de Osama Bin Laden, um soldadinho de chumbo a fazer a conveniente guerra aos soviéticos.
Quem alimentou esta gente e agora se queixa dos radicais, dos extremistas terroristas?

Genial!

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(palmado a Jean Lenturlu)

Parece que no Expresso também são Charlie

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João Carreira Bom. Mário Crespo. Dóris Graça Dias. Wikileaks. Marisa Moura.
No Expresso? A sério?

É isto:

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Um filhodaputa nacional é um filhodaputa pior do que os outros

Estava escrito nas estrelas: se cada ataque a uma mesquita é uma medalha no peito dos três canalhas franceses que mataram no Charlie Hebdo, e portanto um acto de alguém que fica abaixo do nível deles porque ainda por cima lhes faz fretes, os nossos filhosdaputa não iam descansar enquanto não fizessem das suas:

1143O ataque à Mesquita de Lisboa tem um detalhe muito luso: a ignorância. Em 1143 não se fundou Portugal, que o parto já vinha de traz trás e foi arrastado, e mesmo dando importância a um tratado que nem existiu teria sido assinado com o primo do Afonso Henriques, coisa de católicos, não tem nada que ver com mouros.

É no que dá umas décadas de historiografia fascista, que ainda não se apagaram.

Continuem a misturar os wahabitas, uma seita minoritária dentro do islamismo, com todos os muçulmanos, e quando acordarem depois de uma noite de cristal queixem-se.

Via 31 da Armada, nem toda a direita portuguesa é estúpida, não senhor.

Adenda: “Ironia é vandalizar uma mesquita usando numeração árabe” – da página Yronicamente, Facebook.

No País dos Papa-Charlies


Santa Paciência… todos nós aqui temos que ter para fazer humor em Portugal“.

No país dos indignados onde, como diz Bruno Nogueira hoje – “não há um único programa de humor nas televisões generalistas sobre política”  –  toda a gente clama ser “Charlie”, vão poucos anos (1987) sobre a censura explícita ao programa “Humor de Perdição“, de Herman José. Depois de uma “entrevista histórica” à rainha Santa Isabel, o programa foi tirado da antena: uns quantos bois haviam-se queixado à RTP que não podia ser, isto de andar a gozar com personagens históricas, não pode ser. E o programa foi cancelado.
Claro, há que relativizar, o tempo passa e a mentalidade muda. Devem ter sido outras as razões para que o Contra Informação também tenha desaparecido da tv em sinal aberto.

Ridendo castigat mores, Gil Vicente?

No alvo

Um texto certeiro, e o que se pede aos textos neste momento é que acertem no pior dos alvos: a islamofobia.

Morte de Fidel Castro?

Esta notícia do Diário de Cuba deixa em aberto a possibilidade do anúncio oficial da morte de Fidel Castro. Notícia a confirmar. (Via Bruxelas)

Je suis Charlie

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Coimbra, 8 de Janeiro de 2015. Adenda: entretanto desapareceu tudo do lugar, falta saber quem foi.

Quem é Gustavo Santos?

É um intelectual pimba com tal notoriedade que já foi várias vezes tema de alguns programas do Canal Q, que, como se sabe, está sobretudo orientado para a comédia.

A Ana Markl, a Joana Marques e o Daniel Leitão analisam o exemplar a seguir ao corte. Os vídeos são divertidos, porque o Gustavo é um triste. No fundo, é um monte de merda, o que explica por que razão só diz merda: que ninguém o acuse de inconsistência. [Read more…]

Ahmed Merabet

Ahmed Merabet

Quando voltarem a ler a palavra muçulmano referindo os assassinos wahabitas, honrem o nome deste muçulmano que à queima-roupa também caiu pela liberdade.

Os assassinos do Charlie Hebdo têm um cúmplice em Portugal

merdaChama-se Gustavo Santos, foi ao dicionário, encontrou a palavra egoíco, e depois escarrou sobre as vítimas:

Opinar sim, questionar também, agora gozar sistematicamente com convicções alheias é que me parece despropositado. Além disso, sempre que desrespeitamos alguém desta forma, estamos a trazer uma potencial ameaça para a nossa vida! (fim de vomitação)

Diz-se apresentador, escritor e conferencista (mais três nobres profissões insultadas). Chama-se Gustavo Santos, se tivesse vivido na geração do seu avô chamava-se Dutra Faria, Rosa Casaco ou Casimiro Monteiro.

Nunca entenderá que ainda assim sempre respiro de alívio porque ele existe, porque ele pode vomitar, escarrar e cuspir em liberdade, mas também lhe podemos despejar livremente um balde de merda pela cabeça abaixo, porque merda sobre merda fica apenas merda, e a isso se resume a existência de um pobre e mísero Gustavo Santos, em busca da fama que o editor para a Europa do Financial Times já tinha obtido.

Liberdade de imprensa

E já que falamos de liberdade de imprensa – e parece que a maioria de nós não tem dúvidas sobre quanto precisamos dela – aproveitemos para falar também dos despedimentos massivos de jornalistas – entre eles os mais experientes, os mais qualificados, os mais incómodos – , dos cronistas silenciados pela voz do dono, das agendas obedientes aos interesses financeiros, da situação precária de tantos profissionais.

Falemos de tudo isto agora, que o tempo já não é não muito, ou não fosse tudo isto também Charlie.

Cartoon: Junião

Da Madeira com amor

João Jardim prepara-se para entrar na corrida para Belém. Ambição? Nada disso. Jardim quer tão somente apresentar as suas ideias, ganhar nem lhe passa pela cabeça. (yeah right…)

Do Charlie Hebdo ao Syriza: o regime contra-ataca

Iohannes Maurus*

A propósito do atentado de ontem contra o Charlie Hebdo, partilho um artigo sobre as caricaturas de Maomé que publiquei em Viento Sur faz agora quase 9 anos. Tudo o que nele disse continua, para mim, perfeitamente válido. Haveria apenas que acrescentar um matiz importante.

Hoje, o que era um fantasma terrorista sob o qual queriam ocultar-se as resistências reais ganhou corpo. Do lado árabe-muçulmano, do lado dos colonizados, tanto nos seus próprios países de origem como no espaço colonial importado para as metrópoles, um pequeno sector assumiu como sua a imagem fantasmal do islamista-terrorista produzida pela propaganda neocolonial do Ocidente. Hoje existem realidades como o Estado Islâmico ou as diversas “franchises” da Al Qaida cuja delirante materialidade de ectoplasma não as impede de assassinar, com pretextos teológico-políticos, pessoas de todas as religiões, quer sejam yazides, cristãos do Oriente ou muçulmanas.

Pouco importa que este tipo de subjectividade política delirante e desligada de qualquer processo de libertação anticolonial tenha sido criado ou financiado directamente pela CIA ou outros serviços ocidentais, como aconteceu com a Al Qaida no seu tempo, ou que tenha aparecido espontaneamente, como, segundo Aristóteles, podiam aparecer criaturas infecta dos miasmas. O que importa é que essa imagem do “mouro mau” é a própria imagem do colonizado produzida pela dominação colonial, uma imagem que, assumida pelo colonizado, reproduz ao infinito e de modo nenhum anula essa dominação. O olhar colonial cria o bárbaro, o incivilizado, justificando assim sobre o nada moral e cultural deste último um presumível direito de tutela — mais ou menos paternal ou mais ou menos violenta — dos civilizados sobre os bárbaros. Os assassinos dos jornalistas de Charlie-Hebdo são os tristes agentes dum acto de propaganda colonial pela acção. [Read more…]

Era isto que os assassinos queriam:

Vários ataques a locais de culto muçulmano em França. Conseguiram, porque o filhodaputa não tem lado, é omnipresente.

 

Mistérios sortidos

…Continuo a encarar com alguma perplexidade a perfeição da natureza, porque há três mistérios humanos para os quais continuo a não conseguir descortinar a utilidade, a saber, as mamas do Homem, os testículos do Papa e as mensagens presidenciais de Cavaco Silva. Se alguém puder e quiser, que me ajude.” (Pedro Pezarat Correia).

Li isto e, apercebendo-me da inquietude do ilustre autor, que muito prezo, apresso-me a dar, correspondendo ao seu apelo, a minha modesta contribuição. Por pontos:
– Quanto às mamas do homem, deve sublinhar-se que a sua inutilidade é, ela própria, sinal de grandeza. A grandeza das coisas que só existem porque são esteticamente imprescindíveis. A importância da elegante simetria dos corpos. E, sobretudo, que diabo, já imaginaram o gozo a que as nossas queridas parceiras de espécie nos sujeitariam se nós, homens, nem uma – inútil, sim, mas existente e no seu lugar – imitação dos seus belos – e, ainda por cima, úteis – atributos peitorais? Em nome da paz entre os sexos, fiquemos por aqui, deixando uma bênção agradecida à criatividade da natureza, dos deuses, ou seja lá de quem for a autoria de tais maravilhas. [Read more…]

O mais certo é acabar em prescrição

Mas hoje teremos escumalha cavaquista em tribunal. É expectável que nenhum deles acabe no Estabelecimento Prisional de Évora.

Charlie contra a xenofobia

O Charlie era e será assim. Os charlistanistas, convertidos ontem à pressa aos valores da liberdade de expressão e à defesa eterna do Charlie Hebdo, refiro-me aos que cultivam o ódio contra o próximo pela cor, crença e género, foram e serão representados desta forma no Charlie.
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Da baixeza

Antonis Samaras, ainda primeiro-ministro grego, olhou para o massacre no “Charlie Hebdo” e viu um argumento para a sua campanha.

Duelo

Marcelo Rebelo de Sousa e Santana Lopes deram hoje, quanto às eleições presidenciais, o tiro de partida. Um no outro.

O comunicado

O infantil e apatetado comunicado do nosso Ministério dos Negócios Estrangeiros sobre o atentado contra o Charlie Hebdo, omisso nos valores em causa – nem sequer a palavra liberdade ali aparece – é deprimentemente sintomático da espécie de gentinha que nos governa. Mais uma vez, sinto-me envergonhado por procuração. Mais uma vez.