Béla Guttmann, 1959

guttman
Ou Bela Gutman em versão nacional, treinador do FCP, 22 de Março de 1959. Na última jornada decide-se um campeonato, Calabote apita em Benfica.

Depois será treinador do adversário, que apesar da maior trafulhice da história do futebol português  perde o campeonato.

Mais tarde sairá, salários em atraso, e deixará uma maldição Senor não mais ganhar taça dos campeões europeus e vou embora Sendo verdade que as pragas andam de roda em roda e vão parar ao cu de quem as roga, o homem morreu e esta ficou. O Sport Lisboa continua a provar amargamente o mau-olhado. Por alguma razão só lá vai de 20 em 20 anos.

Acredita BENFICA!

E, já agora, ganha o jogo, carago!

acreditalima

Benfica, Fátima e outras divindades

pastorinhos

Nos últimos tempos, António Mexia, infelizmente benfiquista e sanguessuga-mor do regime, terá afirmado que as vitórias do Benfica nos campeonatos fazem bem ao PIB. Sem as vitórias vermelhas, o PIB, pelos vistos, andaria murcho, viveria descontente, embebedar-se-ia com tintos melancólicos, poderia até cantar fadunchos arrastados, cheios de ontens luminosos e carregados de hojes olheirentos, soluçando pelas ruas mal iluminadas.

A ser verdade a asserção mexiana, a solução para os problemas do país seria tornar obrigatórias as vitórias do Benfica, inscrevendo essa obrigatoriedade na Constituição. Alguns poderão dizer que isso acabaria com a verdade desportiva. Nada de novo: não me lembro de nenhum campeonato em que se reconheça mérito ao campeão. Seja como for, o que é a verdade desportiva comparada com o PIB? A primeira só existe para quem ganha; com um PIB saudável, ganhamos todos.

E se não for verdade aquilo que disse Mexia? E se não houver nenhuma relação entre o bem-estar do PIB e os golos de Cardozo? Não seria de admirar: Mexia já foi ministro, que é, em Portugal, o nome que se dá aos estagiários que irão gerir empresas de lucro garantido. Como não estamos num país, não faz sentido exigir a Mexia que seja sério e que respeite o clube de que é adepto e, sobretudo, os concidadãos que são obrigados a perder dinheiro e empregos para engordar antigos ministros e outros parasitas da classe nédia. [Read more…]

184450000

Em euros, o valor do plantel do Sport Lisboa e Benfica.

386750000 é o valor do Chelsea.

São mais de duzentos os milhões que separam as duas equipas e o Chelsea tem um onze inicial com um valor médio de 35 milhões e o SPORT LISBOA E BENFICA um valor médio inferior a 17 milhões.

O Chelsea é o campeão europeu em título e o SPORT LISBOA E BENFICA ganhou um título semelhante há 51 anos, precisamente na Holanda.

O Chelsea pode ir ao Real Madrid buscar o melhor treinador do mundo e o SPORT LISBOA E BENFICA tem o Jorge Jesus.

Eles conseguiram cá vir buscar o David Luíz e o Ramirez, dando em troca dinheiro e, à época, um cromo – o Matic.

O Chelsea pode vir ao BENFICA comprar quem quiser e o BENFICA pode ir ao Chelsea buscar quem eles já não quiserem.

Seria um clássico da bola referir frases do tipo “David contra Golias”, “São onze contra onze” e tal…

Mas, no futebol, ganha mais quem tem mais dinheiro. Sempre. Ou quase. Tem sido assim em Portugal, tem sido assim na Europa.

Só a cegueira de adepto me permite ter a certeza que hoje, contra a Ditadura do Capitalismo, o pobre, de Vermelho, vai ganhar ao, Rico e Monárquico, equipado de azul.

Acreditem!

Por ter memória

Sou do BENFICA!

O que importa é ganhar a Liga Europa

benfica chelsea

Vejo grande parte dos jogos de futebol na mesma tasquinha, há anos. Meia dúzia de benfiquistas, dois ou três portistas, um ou dois sportinguistas, compomos o ramalhete habitual. Comentamos jogadas, “amandamos” umas bocas, fazemos de treinadores de bancada, gritamos de alegria ou de impaciência. Há um ou dois benfiquistas mais nervosos que vaticinam a derrota e dão o jogo como perdido ao primeiro passe falhado pelo Benfica. Muitas vezes é um portista ou um sportinguista que se ri e diz “tem calma pá, ainda faltam oitenta e sete minutos”.

Esses meus amigos sabem uma coisa que lhes tenho dito, especialmente desde que Jorge Jesus veio para a televisão dizer que a prioridade era (é) o campeonato: não percebo. Garantido um lugar na Liga dos Campeões, se eu tivesse que priorizar (se pudesse escolher apenas um título), escolheria a Liga Europa. Não o digo agora (acreditem se quiserem), depois do jogo com o F C Porto.

Não percebo, repito. Para mim, ganhar uma competição europeia é muito mais importante, mais [Read more…]

O PIB cresce quando o Porto é Campeão

futebol e pib
clicar para ver a 100%

Não sei quais foram os métodos usados por Carlos Guimarães Pinto para chegar às conclusões a que chega, mas suponho que tenha sido pura invenção.
Mas sabes uma coisa, João? Começando pelos últimos anos, em 2010 o Benfica foi campeão e o PIB desceu 3%. Já em 2011 o Porto foi campeão e o PIB subiu 5%.
Outro exemplo: em 2005 o Benfica ganhou o campeonato e o PIB subiu 3%. Mas no ano seguinte ganhou o Porto e o PIB subiu 5%. E no ano anterior, 2004, o Porto fora Campeão Nacional e Campeão Europeu e o PIB subira 14%.
Ou seja, o que me parece por estes números é que o PIB sobe mais quando o Porto é campeão e não o contrário. Para continuar a comparar, terei de ir a 1994, ano em que o Benfica foi Campeão pela última vez no séc. XX – já agora, nesse ano o PIB subiu 5%. Mas no ano seguinte, com o Porto Campeão, subiu 18%.
Os inícios dos anos 90 são paradigmáticos. Benfica campeão em 1989 e 1991 e subida do PIB de 8 e de 13%. Porto campeão em 1990 e 1992 e subida do PIB de 30 e de 22%.
E recuando mais ainda, poderia ir aos anos 80. O Benfica foi campeão em 1983 e 1984 e o PIB desceu 11% e 8%, respectivamente. O Porto voltou aos títulos e o PIB logo subiu 8% em 1985 e uns extraordinários 43% em 1986.
Os dados do Banco Mundial não deixam dúvidas. Podemos agora acabar com os disparates?

Nota: Limitei-me à comparação directa entre os campeonatos ganhos pelo Porto e pelo Benfica em anos consecutivos. Em quase todos os anos que não estão presentes no gráfico, foi o Porto o campeão, mas aí não havia termo de comparação com o Benfica. que desde 1983 ganhou apenas nos anos representados no gráfico.

Se o Papa diz

Pinto da Costa: “Jesus merece a Liga Europa.”

Ainda o F C Porto – Benfica

O F C Porto ganhou ontem o jogo no estádio do Dragão e pode, com isso, ter ganho o campeonato. Um jogo de futebol só termina quando o árbitro apita,  como mais uma vez se demonstrou quando se jogava já o tempo suplementar. O jogo foi equilibrado e as equipas equivaleram-se em campo sendo que este campeonato (que ainda não acabou) fica marcado pela disputa e pela indecisão até ao fim , como disse noutro poste.

A arbitragem não influenciou o resultado. Não vi em campo Salazar, nem a Pide, nem o centralismo lisboeta, nem o regionalismo (claro que percebo que o futebol pode simbolizar e representar aspirações regionalistas autonómicas quando isso corresponde a um sentir profundo e identitário de grande parte da população, o que não é, manifestamente, o caso), nem as batalhas miguelistas, nem as invasões francesas. Os profissionais fizeram o seu trabalho, as acções do FCP devem subir nos mercados e as do Benfica devem baixar. Aos adeptos, que desses números astronómicos nada ganham, resta apenas o desportivismo, já que não me consta que façam parte das estruturas profissionalizadas.

O Benfica perdeu e fiquei um bocado chateado,  [Read more…]

E o primeiro milho foi dos pardais

Ainda falta um jogo, e mesmo que fosse contra o último, campeões antecipados não ganham campeonatos.

Acredita BENFICA!

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Nós acreditamos!

É e não é mais que um jogo de futebol

Meninos com camisetas do Porto e do Benfica

Há dois discursos irritantes antes de um Porto-Benfica.

O primeiro é o do “temos coisas mais importantes para tratar“; “falem mas é de política“; etc. etc. Tenho andado a apanhá-lo nos comentários, uma romaria moralista que como todas as pregações se vira contra si própria. Claro que o futebol não é a vida, tem o valor de um gozo tribal, a diletância de um escape, e depois? a paixão é assim. E no futebol ama-se, disparata-se, e andante. Alienação é outra coisa, vive-se todos os dias, começa no próprio trabalho e sua condição mas também passa por este puritanismo que depois por regra transfere para a política o clubismo sectário que precisamente nos lixa, e falo à esquerda.

O segundo é o da negação do óbvio: futebol também tem causas. Não obrigatoriamente, mas pelo menos ocasionalmente. O meu portismo em forma de segundo amor sempre teve a causa anti-capitalense, esse estádio supremo do provincianismo, somada a ter vivido, puto da Académica, no bairro de Benfica em tempos calabotianos, ninguém gosta de ser esmagado pela unanimidade dos 6 milhões (eram 8). Claro que a forma de pensar Portugal como um país não se resolve com vitórias nos estádios, mas sempre anima e demonstra que a paisagem também sabe. Coisa que de resto portugueses, seja em equipas (e claro que me dá gozo como deu jeito o 5LB ter chegado a uma final europeia), seja em selecção ainda vão demonstrando ao mundo./p>

E o resto não é que ganhe o melhor: é que ganhe a minha equipa. Se nem por causas políticas escolho os meus amigos, muito menos o faria por causa da bola. Desportivismo é outra coisa, e como a palavra implica existe no desporto. Chamar desporto ao futebol profissional é no mínimo um erro de concordância: não é, nem pelo género, e muito menos pelos números. É pura paixão, estúpidos.

Fotografia encontrada no Facebook e aparentemente fumada daqui.

De 75 a 100 em menos de 25

O Benfica nasce de uma diversidade social, onde podemos encontrar pessoas de classe média alta, classe baixa e até órfãos

Conto a muita gente uma história que vale o que vale:

– Em tempos, no antigo estádio das Antas, a Bancada dos Cativos tinha a sua entrada virada para o local onde hoje temos a loja do cidadão. Recordo-me de lá passar centenas de vezes e ver uma novidade no topo da cobertura da entrada, junto dos símbolos do clube: 75 anos.

Até aqui nada de novo, certo?

Acontece que uns anos depois, muito antes da minha idade ter chegado ao quarto de século, fiquei a saber que o tal clube dos 75 anos afinal tinha cem. Ainda hoje estou para perceber este tipo de contabilidade.

A ideia de 1893 não resulta de um trabalho historiográfico, resulta de um trabalho de uma série de pessoas que são adeptos do FC Porto e que na minha opinião carece de validade. Existiu de facto um Futebol Clube do Porto em 1893, fundado aparentemente em Setembro. Existem referências nos jornais a esse clube, fundado por António Nicolau de Almeida, e que disputou a Taça do Rei de 1894, contra o Lisbonense.

Será que os aventadores históricos e historiadores não queriam perder uns minutinhos a explicar esta situação?

Amanhã é dia de Porto – Benfica…

…e a metade do país que gosta do jogo de futebol (na qual me incluo) vai já fervendo em torno do despique.

O jogo é uma espécie de final que pode valer um título e isso torna-o mais apetecível, interessante, importante, perigoso, incendiário e pasto de provocações e demagogias.

Também por aqui, se calhar melhor aqui do que noutras circunstâncias, se vê quem é quem, o que vale e qual a dimensão humana de cada um. Eu, que sou benfiquista, espero que o Benfica ganhe, claro, ou, pelo menos, empate e seja campeão. Um portista quererá o mesmo para o seu clube, como é lógico.

Amanhã, quando começar o jogo, para mim, vão estar duas equipas em campo ( árbitros à parte ) e jogadores com nomes como Lima, ou Artur, James ou Helton. E não, não vai lá estar Salazar, nem a Pide, nem o centralismo lisboeta, nem o regionalismo, nem as batalhas miguelistas, nem as invasões francesas. Chamar “aquela equipa fascista”  ou “os verdadeiros representantes do futebol português” tem tanto a ver com [Read more…]

5lb

Há quem vá ao museu, onde guarda o César Brito e o Nuno Gomes (este nem está em exposição, nem todos sabem honrar a reforma dos seus grandes). E há quem no lugar de Falcão tenha outros colombianos. O Hulk de acordo, já não temos. Mas também não precisamos de 5 a 0, já não há o campeonato do túnel para vingar. Três chegam perfeitamente.

Fretes

A escolha de um árbitro como álibi para uma tremideira anunciada.

Benfica campeão?

Parece que só depois da repetição.

Entrou-me um canário no olho

Tenho de ir ao Porto resolver isto.

Quem cedo ganha, mais tarde perde

reservadoUma simpática iniciativa, a venda de melão no Marquês de Pombal. Escusavam era de ter borrado a estátua.

 

Glorioso!

Sport picture of the day: bird man of BenficaBenfica fan

Vítor Pereira

Se fosse um homenzinho, assumia o falhanço. Que nem sequer lhe pertence por inteiro. Sem desculpas. E dava os parabéns ao Benfica pela campanha europeia.

Benfica em Amesterdão

Agora também já compram árbitros na Europa! Sujinho, sujinho, sujinho!

(Dizem em certos sítios mais ressaibiados. É a vida!)

Brel à espera da águia

No dia 15, os marinheiros de Amesterdão poderão aprender outra canção.

Grandes títulos

benfica encomenda
Parabéns JN.

Reboques Capela

benfas a reboque

A empresa Reboques Capela, sucessora da conceituada firma Calabote, saúda os seus clientes e amigos em mais este glorioso final de temporada e aproveita para anunciar o regresso da Recauchutagem de Pneus Colômbia numa linha perto de si.

Pinto da Costa continua a falar de árbritros

“Estar sempre a falar de árbitros é ridículo e estúpido e como há muitos estúpidos vai continuar-se a falar”

João Capela tem futuro.

“Portugal é um país de capelas”

2º golo do Benfica/Sporting, uma obra de arte

Só falta dizer que o golo é de Lima, depois de uma finta de Nico Gaitan e uma combinação com Salvio. Clubismos à parte, um grande golo em qualquer lugar do mundo, dedicado a quem gosta de futebol.

Também temos direito a coisas boas

Sport Lisboa e Benfica está na final da Taça de Portugal.

Continuem a dizer mal do futebol português

Nas últimas 3 eliminatórias da competição em que está envolvido, o Benfica despachou sucessivamente equipas da Alemanha, da França e da Inglaterra. 3 das potências económicas da Europa. E sempre sem grandes problemas no que toca à demonstração de superioridade.
Para todos aqueles que continuam a dizer mal do futebol português, gostava que me dissessem em que sector da economia é que uma empresa portuguesa consegue suplantar de forma tão clara empresas suas congéneres da Alemanha, da França e da Inglaterra. Não há muitos exemplos, pois não?

Jorge Jesus

Na Faculdade.