É certo que é só uma sondagem, mas se o bloco central espanhol pode tremer com a ascensão de um novo partido, porque raio não haverá a nossa central nacional de corrupção e criminalidade de colarinho branco de tremer também?
Mafiosos e ovelhas masoquistas
Sim, eu sei que não é uma imagem muito simpática, mas é esse o papel que acabamos por fazer, todos os dias, a cada novo roubo perpetrado pelo “sistema” que é a teia de interesses que envolve o bloco central. Entre Rendeiros e Gonçalves que vão escapando a modestas multas pela criminalidade que praticam de forma impune, ficamos ontem a saber que o “parlamento” do ditador madeirense chumbou, apenas com os votos da maioria social-democrata, o inquérito proposto pelo PS para averiguar as condições em que foi entregue, sem concurso, a exploração de energia fotovoltaica do arquipélago do Jardimstão à empresa Eneratlântica Energias SA, detida pela Nutroton Energias SA.
Bloco central prepara-se
Luís Assis defende entendimento entre PS e a direita, “desde que não seja a direita de Passos Coelho”.
Todos inocentes
O deputado do PS Marcos Perestrello demitiu-se da administração da Finertec – a empresa de consultadoria onde Miguel Relvas esteve até chegar ao governo
Coisas que coisam os coisos
Cartoon de Zapiro
Gosto muito de fazer rir. Se tivesse jeito, vocação ou ocasião, gostaria de ter sido humorista e agradeço muito ao Aventar dar-me a possibilidade de compensar, minimamente, esse meu desejo infantil, ao ser-me permitido, por vezes, escrever umas larachas e ficar convencido de que fui engraçado. [Read more…]
Troika a privatizar!
O memorando da troika, do qual o ‘Aventar’, em iniciativa inédita na blogosfera e com o sentido de servir o interesse público, publicou a tradução integral, em 2. Regulação e supervisão do sector financeiro, refere explicitamente, no ponto 2.5 Caixa Geral de Depósitos (CGD), várias orientações, de que destaco o seguinte segmento:
Isto (aumento de capital, nota minha) incluirá um plano temporal mais ambicioso para a já anunciada venda do sector de seguros do grupo, seguir um programa para se desembaraçar das subsidiárias que não façam parte do seu núcleo e, se necessário, a redução das actividades no estrangeiro.
Nicolau Santos, director-adjunto do ‘Expresso’, na coluna semanal ‘Cem por Cento’ do suplemento de Economia do mesmo semanário, escreve no ponto 7 um texto que ouso subscrever:
Para compor os seus rácios, a Caixa Geral de Depósitos será reduzida apenas à sua actividade financeira, vendendo todas as outras áreas (seguros e saúde), a sua actividade internacional e possivelmente várias das suas participações nacionais. As empresas portuguesas, estratégicas ou não, ficam agora desprotegidas face ao avanço de investidores internacionais. E dado os valores irrisórios a que se encontram, o mais certo é que todos os designados centros de decisão nacional passem para mãos estrangeiras…
Presidenciais: o direito à abstenção
A campanha das presidenciais tende a subjugar os portugueses à fatalidade de uma escolha simplificada: ou Cavaco ou o caos. É uma espécie de versão do provérbio “Outono, ou a seca das fontes, ou saltas as pontes”. Portanto, ou viveremos, como já acontece, sob a inclemência de uma seca também alimentada por Cavaco, ou sob o dilúvio de águas da agiotagem de juros de dívidas mais elevados, ‘Aníbal dixit’. Vários anos outonais nos aguardam.
O desfecho eleitoral seja ele qual for, com ou sem Cavaco, não evitará a continuidade da pior das crises económicas e financeiras da História de Portugal, e em particular no período pós 25 de Abril; induzida também, diga-se, pela crítica situação internacional. E, se historiadores e analistas objectivos e independentes investigarem com rigor todo o processo democrático do período pós-revolucionário, convergirão, entre outras, nas seguintes conclusões: Cavaco, enquanto PM, impôs ao País um modelo de destruição das capacidades produtivas na agricultura, nas pescas e na indústria; Guterres, mais dócil e popular, prosseguiu com o despesismo das grandes obras públicas. Durão Barroso, ajudado por Portas, comprou os submarinos e, à semelhança do antecessor, evadiu-se para cargo bem remunerado no estrangeiro; depois, a roleta do bloco central ofereceu-nos Sócrates, cuja prestação, tão negativa e contestada, dispensa comentários. [Read more…]
Raios Partam os Gregos
Estou cada vez mais em sintonia com o nosso governo e com alguma da nossa oposição. A nossa oposição não se ‘oposiciona’ e o nosso governo não nos governa.
E a culpa de quem é? DOS GREGOS!
Pedro Marques Lopes, a «isenção» da TSF e o «amigo Joaquim»

«Bloco Central» é um programa de actualidade política da TSF cujo nome diz tudo. De um lado, Pedro Adão e Silva representa o PS. Do outro, Pedro Marques Lopes representa o PSD.
Pedro Adão e Silva foi dirigente nacional do PS e autor da moção de José Sócrates no último Congresso. Pedro Marques Lopes não é nem nunca foi nada no PSD. Pedro Adão e Silva defende com todas as forças o PS e o primeiro-ministro e está sempre a atacar o PSD. Pedro Marques Lopes ataca com todas as forças o PSD e Manuela Ferreira Leite e não raras vezes defende o primeiro-ministro.
É assim a isenção da TSF. Claro que ninguém foi dizer a Pedro Marques Lopes o que ele devia dizer. E ninguém foi dizer a o director da TSF Paulo Baldaia para contratar Pedro Marques Lopes para um programa deste género. Não é preciso. Lembram-se da história do cãozinho amestrado? Pois, o «amigo Joaquim» não precisa de dar ordens. Todos sabem, a cada momento, o que hão-de fazer.
Sonho de noites de Inverno
O Venerando fala ao país
Confirmando aquilo que todos secretamente previam, os grandes interesses vão mesmo insistir num governo – mesmo que informal – do Bloco Central e assim, esta solução parece irreversível. Há uns meses e ainda antes do último escrutínio, Sampaio saiu a terreiro para defender em “nome da estabilidade” – da qual pouco caso fez quando ainda belenzava -, a necessidade de uma coligação PS-PSD. Uma ideia tão luminosamente inédita, decerto terá faiscado durante uma partida de golfe, onde por “mero acaso”, – claro – talvez tivesse visto de longe, nada de confusões… – os habituais convivas de todos os “Chefes de Estado”: gente dos media, da finança, off-shoreiros, bolseiros, comensais do princípio da mobilidade e outros benfeitores da pátria. Está tudo bem apertado e armadilhado. Mais recentemente, o sr. Cavaco Silva manifestou também a sua vontade, apelando ao “entendimento entre os partidos”. Miraculosamente, voltámos ao curto período que se sucedeu às últimas eleições, onde surgiram meigos cordeirinhos dispostos a todo o tipo de entendimentos, “Por Bem”. Se a isto acrescentarmos a guerra que se avizinha por Belém, teremos o quadro completo.









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