
Dia Internacional da Mulher.
O dia perfeito para recordar que o partido de André Ventura tem militantes que defendem a remoção dos ovários das mulheres que recorrem à IVG.
Entre outras ideias que visam reduzir a mulher ao papel que teve durante o Estado Novo: uma subalterna do marido ou do pai, submissa, na cozinha, sem carreira profissional, de pernas abertas sempre que o homem quiser.
Sem levantar ondas.
Calada e obediente.
Ou, regressando ao léxico fascista do Estado Novo, “recatada e do lar”.
Mulheres: um voto em André Ventura é um voto contra os vossos direitos. [Read more…]



Em 2012 a União Europeia lançou uma campanha de três anos com o título ‘Science: it’s a girl thing!’**. Só a circunstância de existir uma campanha específica que pretendia demonstrar que o trabalho científico pode ser, e é, também realizado no feminino, demonstra que estamos longe, neste domínio como em muitos outros, tanto na esfera profissional como na esfera pessoal, da igualdade de oportunidades, consagrada na legislação de muitos países, incluindo Portugal. De facto, em 2012, as mulheres representavam 46% dos doutorados na União Europeia. No entanto, apenas 33% das mulheres trabalhavam como investigadoras e só 20% se encontravam em cargos de topo da carreira académica. Apenas uma em cada 10 universidades da União Europeia tinha tido alguma vez uma mulher como reitora. Ou seja, apesar de as mulheres serem tão qualificadas como os homens elas continuavam (e continuam, três anos passados) a estar amplamente sub-representadas na investigação, na academia e muito particularmente nos lugares de topo das carreiras académicas e nos órgãos de poder e decisão das instituições de investigação e ensino superior. 
















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