Relvas, Qualidades Humanas e Políticas

Estou numa etapa da minha vida marcada pela distensão na militância cívica, pelo amor à minha paz de espírito e pela compaixão pelo próximo. Procuro fundamentalmente abster-me de chatices. Mas sempre que acidentalmente passo os olhos pelo que escreve um socratista, a advogar mais Sócrates, claro, tenho imediatamente uma recaída, sobretudo quando o ponto de partida ou o termo de comparação é Relvas. Reagir, para mim, é como palitar os dentes. Como diria António Costa, ó’bam’á’ber: ninguém no seu inteiro juízo terça argumentos contra ou a favor de Relvas.

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“Podemos Cantar Todos, Não?”

Sim, podemos. Mas para cantarmos todos… convinha todos saberem a letra

Hoje, lembrei-me de Ginsberg

Hoje, lembrei-me de Ginsberg:

«Are you being sinister or is this some form of practical joke?»

Não me venham dizer que Miguel Relvas não sabe o que é uma universidade.

Marcelo Rebelo de Sousa

Os pró-Koala em defesa de Relvas

ursoSolidários e militantes activos, os ‘jotas laranjinhas’ estão no terreno em  campanha de defesa de Relvas.

Apoiados pela associação pró-Koala, e  com recurso de alegoria apropriada, estão a promover a distribuição de um autocolante, onde se lê:

Eu tenho as necessárias ‘koalaficações’

Quem andou pelo ISCTE a cantar “Grândola, Vila Morena’, a negar a liberdade de expressão do ministro e, sobretudo, a fazer juízos injustos da licenciatura e da equivalência em 32 cadeiras na ‘Lusófona’, desengane-se! O homem é mesmo “koalaficado”.

(Nota pessoal: lamento que, ao contrário do simpático Koala, não seja este tipo de ministro que esteja em vias de extinção).

Chega de Relvas!

Os acontecimentos no ISCTE, escola onde me licenciei, geraram alargada polémica; nomeadamente quanto ao conceito de ‘liberdade de expressão’.

Tudo gravitou à volta de um ministro, Miguel Relvas, cujo falseado curriculum estudantil e o comportamento de governante e cidadão justificariam, há muito, o afastamento do governo – Passos Coelho, por força da mobilização do PSD de Norte a Sul (Seguro segue idêntica via), como diz o povo “tem o rabo preso” e consequentemente falta de coragem de o demitir.

A “democracia portuguesa”, no PS e PSD em especial, é prisioneira das ‘jotas’; tendo como complemento a ortodoxia do PCP e os sinuosos percursos de Portas. É o regime político que nos coube em sorte, não muito distinto de outros a vigorar na Velha Europa, onde coesão e solidariedade são referências rejeitadas. Reflicta-se no que é exposto neste site’ do Reino Unido, de que reproduzimos a tradução do 1.º parágrafo:

“Desde a década de 1980 os dramáticos diferenciais pagamentos salariais têm-se desenvolvido no Reino Unido. Até recentemente, sociedade tornou-se bastante confortável com isso como um resultado inevitável de nosso sistema económico. A introdução do salário mínimo reconheceu que o mercado nem sempre foi o melhor árbitro de salários. Apesar disso, as desigualdades continuam a levantar-se, com 1% do ‘top’ tendo um cada vez maior quota na partilha dos lucros do crescimento económico.”

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E eles cantam

Não há festa nem festança, assembleia, conferência ou contradança, em que as donas constanças cá do pedaço, abespinhadas, se dispensem de censurar rudemente os cânticos e protestos dos estudantes o outros cidadãos, sempre que lhes entra em casa um dos ministros deste governo. Nos Assembleia e entre dois passos perdidos, nos salões da Tia Batata entre dois golinhos de champanhe, no Eleven entre duas garfadas delicadas, por todos os perfumados lugares por onde se roçam os eunucos políticos, reina o escândalo. Aiiiiii, a compostura democrática! Aiiiiii, a liberdade de discurso! Aiiiii, a cortesia que se deve às visitas finas! Aiiii, a sensibilidade do Relvas! Aiiiii, a honra da Nação!
Queria lembrar algumas evidências às rematadas e adultas bestas que se alcandoraram em nossos governantes e mandantes. Eles não sabem a sorte que têm. Eles não percebem a grandeza do povo que governam. Eles não entendem que as pessoas não os vêem como simples protagonistas de políticas de que se discorda. As pessoas vêem-nos como vigaristas que traíram todas as promessas e propostas com que enganaram incautos. Vêem-nos como abusadores ilegítimos do poder. Que, ao serviço, convicta ou desonestamente – o efeito é o mesmo -, dos bandidos do capital financeiro, trapaceiam, sorvem-nos a vida, enriquecem mais os ricos, empobrecem mais os pobres, comprazendo-se com a fortuna rapinada do banqueiro e com a caridade que podem ostentar com o pobre. E para chegar aos seus propósitos, todos os habituais truques servem. Dividir para reinar, manipular consciências, mentir por sistema, aprovar leis que tornem legal o que era corrupto. Consciência, já a venderam há muito. E contra tudo isto, o que faz o povo? O que faz à raiva que lhe vai na alma? Em que transforma a dor que o martiriza? Sublima-a em palavras! Em cânticos! E quando um ministro consabidamente bronco, refrescado pela última festa no Copacabana na companhia de bandidos politicamente aposentados, se permite orar num clube de pensadores ou numa escola de ensino superior, o que faz a parte ofendida dos anfitriões? Não o atiraram pela janela. Cantaram-lhe Grândola Vila Morena. Os tartufos políticos indignam-se. As pessoas decentes orgulham-se. Mas também pensam que um dia a música e as palavras podem não chegar. E pode-lhes ocorrer a fala do poeta : ”que o castigo seja igual ao crime!”.

Qual é o problema de interromper o Relvas? (3)

Assim como assim, não ia dizer nada de jeito. Nunca diz.

Se não souber qual é o estado do Relvas

É só clicar!

Isto anda tudo ligado

Conduzido pela memória da Ana Matos Pires, então isto é assim: o Relvas, coitadinho que não o deixaram falar, é o mesmo Relvas que afirmou em 2008 sobre Augusto Santos Silva:

O senhor ministro tem que perceber que a barricada da liberdade, desta vez, não está do lado do PS, mas do lado dos professores e não tem que ficar indignado que estes se manifestem e reclamem os seus direitos.

Isto porque o então ministro despejou uma enormidade de insultos sobre os professores que o vaiavam em Chaves:

o mesmo Augusto Santos Silva, agora ex-ministro, que ocorre em defesa da liberdade porque o ora ministro foi vaiado. Sobre a defesa da liberdade de expressão em Augusto Santos Silva, basta ouvi-lo, é uma espécie de sindicalista dos pobres ministros do rotativismo, ofendidos pelos ultrajes da populaça; dessa parte e da sua defesa acérrima da pré-privatização da escola pública pelo governo anterior não me tinha esquecido. O Relvas e o seu governo umas vezes são, outras nem pensar nisso.

Coerentes ou incoerentes, sobre ministros de Portugal, estamos conversados.

Quem tem um 2 de Março pela frente tem medo

relvas iscte

Completamente em pânico, este mais que ilegítimo governo. Ontem Miguel Relvas, tentou uma licenciatura em Vitimizações Tipo Marinha Grande no ISCTE. Coitado, não é Mário Soares quem quer mas quem sabe e tem talento. Chumbou: agressões só vi as dos seus capangas, e a defendê-lo, meu caro Fernando, lastimo ver do teu lado esse padrão de comportamento democrático chamado Augusto Ernesto Santos Silva.

Hoje o inflexível Vítor Gaspar dobra a cerviz, num contorcionismo digno daquele italiano que retirou uma costela para lamber a própria pilinha,  e lança-se na mais espantosa acrobacia que me foi dado ver até hoje: salto mortal (era ele que nunca pediria nem mais um dia), pirueta (afinal estamos em espiral recessiva) e saída com o nariz no chão, personificando um boneco dos melhores tempos do cinema de animação americano.

Têm medo, muito medo, e em semana e meia chegarão ao pânico. [Read more…]

Era tão fácil não escrever sobre isto…

Unknown

 

Ontem, em Gaia. Hoje, em Lisboa. Amanhã vamos todos, como castigo pelo politicamente incorrecto do momento, a trabalhos forçados para o gulag a ser criado por estes “democratas”.

 

Pode Miguel Relvas ser criticado? Pode e deve, faz parte da vida política (e da vida em geral). Pode Miguel Relvas ser apupado? Pode ele e qualquer outro político, árbitro, juíz, médico, polícia, blogger, etc. Faz parte da liberdade felizmente adquirida com a democracia. Pode Miguel Relvas ser impedido de falar/discursar nas cerimónias para as quais é convidado? Poder pode, só não é democrático. Chama-se censura, é violentar o direito à livre opinião.

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A nota de Relvas

a nota de relvas

Os portugueses   repudiam

quem não os deixa comer, trabalhar ou ter um tecto, continuar a viver em Portugal, contar com o Estado social para que contribuíram, existir com dignidade. Repudiam quem não os respeita nem aos seus protestos.

Uma no cravo…

Embora João Soares ache “o Ministro Doutor Miguel Relvas” um homem cinco estrelas, “há muito que não reúne condições para continuar a governar”. Assim se explicou esta noite no Jornal da Noite da SIC-N.

Relvas diz que povo só ordena em 2015

Ontem, alguém no Clube dos Pensadores de Gaia perguntou a Miguel Relvas quando é que o Governo vai embora. O ministro disse que o povo terá essa escolha em 2015.

Festival da Canção de Grândola

Para já, Miguel Relvas vai na frente.

Relvas cantou Grândola em Gaia

Miguel Relvas foi hoje interrompido por um grupo de manifestantes que começou a cantar a Grândola Vila Morena durante um debate em Vila Nova de Gaia. Fonte: Público

Sono

Está visto que o problema é mesmo o sono: a um, tira-lhe o sono e o outro, dorme pouco, mas bem!  Será que dá para aguentar ou vão mudar de almofada? Ou será que é mesmo peso na consciência?

A abdicação de Bento XVI explicada

Bento XVI abdica

Miguel Relvas no Clube dos Pensadores

Confesso que estou surpreendido – o Relvas, em público, a responder a questões de quem aparecer!

Joaquim Jorge continua a surpreender e amanhã, pelas 21h30, há mais um bom motivo para aparecer em Vila Nova de Gaia.

Queria continuar o post com uma pergunta ao Relvas, mas não consigo. Gostaria de lhe conseguir tirar a máscara de homem falso que ele aparenta, queria questionar a trapalhada à volta das equivalências, mas a urgência das nossas vidas exige antes uma reflexão:

Estas receitas de austeridade a todo o custo, não são apenas um ajuste de contas com as conquistas que os pobres, isto é, quem vive apenas do seu trabalho, tiveram depois de Abril?

Que outras perguntas podemos fazer a Miguel Relvas?

O profético e preclaro Miguel Relvas

A maior parte dos portugueses estão conscientes de que os insucessos provocam no governo ataques generalizados de crendice e profecia. A situação não é inédita. Em Agosto de 2012, teve o ponto alto – origem do nome PONTAL, por efeitos de contracção – com a declaração célebre e premonitória de Passos Coelho de que 2013 seria o ano da recuperação.  Estamos a notar.

A propósito da queda superior do PIB em 2012, além do Álvaro amargurado com a Europa, tivemos o notável Miguel Relvas, a profetizar:

[…] Todos os dados apontam para que a partir de 2014 começaremos a ver indicadores nesse sentido [a recuperação]

Esclarecedor e convincente não é?  Também, em miúdo, tive um vizinho que garantia ter dados e o privilégio de, sozinho, ver OVNIS às três da madrugada. Com estas loucuras, a mulher, os dois filhos e o próprio acabaram internados no manicómio. Olha o que nos espera, a nós e ao Relvas.

Annette “Relvas” Schavan

Relvas, afinal, não está sozinho. Nem Sócrates. Nem quejandos flibusteiros.

ImagemA ministra da educação alemã, Annette Schavan, acaba de perder o título de doutor por, alegadamente, ter plagiado grande parte da sua tese.

Antes dela, Karl Theodor zu Guttenberg,  Silvana Koch-Mehrin e Jorgo Chazimar-Kakis, todos políticos do arco de poder alemão, haviam sido despojados dos títulos académicos por iguais razões.

Não adianta, sequer, comentar. Lá, como cá, há complexos que fazem parte da natureza humana na globalidade. Não são apanágio dum povo.

O que é apanágio dum povo é a forma como esse povo lida com a trapaça: exemplares, neste campo, os alemães.

Escreve-se na imprensa que a ministra vai recorrer da decisão. Nada que não esperássemos.

Visto e ouvisto

Relvas: vai estudar!

vistoouvisto

A outra face do insucesso escolar

D. Manuel Martins diz que capacidades dos ministros deviam ser avaliadas

Loja dos trezentos

El Gobierno pone en venta Portugal – no El Pais

Como cai um governo?

Sam Chinkes, solista de trombone tocandoPodia fazer um exercício simples, de google na mão, inventariar quem andou  a pedir a demissão do anterior governo, inclusive na rua,  e agora proclama que os mandatos se levam até ao fim. Pode ficar para outro dia, temos tempo.

Fiquemos pela forma. Proclamam que o governo não pode cair porque os governos constitucionalmente não podem cair na rua (esta recorda-me sempre o Marcello Caetano a pedir o Spínola para se render), o presidente que não se atreva e a maioria parlamentar é estável.

Anticonstitucionalissimamente  (ena, consegui usar esta palavra mítica) ou não, pergunto que faz um primeiro-ministro, que fazem os deputados e que faz um presidente da República quando episódios do caso Tecnoforma vão brotando, qual romance de uma vida, prometendo um final nada feliz.

A PGR não investiga, não há crime, por enquanto. Acreditar que será sempre assim quando as personagens principais do enredo se chamam Passos Coelho e Miguel Relvas parece-me muito ingénuo. E se alguém dá com a boca no trombone?  Muito mais fácil de acontecer no PSD que no PS, que a omertà não é para todos.

Desenho: Sam Chinkes

“Relvistas”

Gosto da expressão: chama a si tudo o que é bom.

O Relvas era menino

para fazer as 24h de Le Mans em 15 minutos.

A Aleivosa Prosopagnosia do Regime

Relvas e tal e não sei quê… Acho uma seca, não que se embirre com Cavaco, mas ser obrigado a aturar os esbirros do socratismo a embirrar com ele, basicamente uns merdas indefectíveis de um tipo de escondimento no anonimato vil, próprio de quem assaltou monumentalmente um Banco e se pôs à sombra por uns tempos, até que a poeira assente. Sobre Cavaco, fale quem quiser o que quiser e será pouco. Falarei também o que quiser, mas como se atrevem a abrir a boca nada mais que umas emanações prostitutas, anónimas, em sistemática defesa do Roubo Devastador que possibilitou o Esbulho em Decurso, Roubo consequência do Roubo?! Não ocupa a Presidência da República alguém menos inócuo e mais omisso que todos os demais anteriores titulares no cargo, tirando o facto de o primeiro mandato deste presidente ter decorrido em face da mais asquerosa incumbência de um mentiroso sociopata, alguém que não suportava a independência dos outros, das pessoas, das organizações, das empresas ou das instituições, alguém que não tolerava ser contrariado nem admita que se pensasse de modo diferente daquele que organizara com as suas poderosas agências de intoxicação a que chamava de comunicação, alguém, em cujo ideal de vida, todos seriam submetidos ao Regime Disciplinar da Função Pública, revisto e reforçado pelo seu Governo com intuitos controleiros, patrulheiros, intimidatórios, alguém que foi a mais séria ameaça contra a liberdade, contra a autonomia das iniciativas privadas e contra a independência pessoal que Portugal conheceu nas últimas três décadas, nas palavras definitivas de António Barreto. [Read more…]

A lista de Relvas

De acordo com uma antiga Recomendação do Conselho de Europa e ao abrigo da Directiva sobre Serviços de Comunicação Social Audiovisual e da Lei da Televisão, o governo publica anualmente uma lista dos “acontecimentos de interesse generalizado do público” que não podem ser apropriados por operadores de televisão cujas emissões sejam pagas. A ideia é permitir que o valor económico de determinados eventos não seja explorado em detrimento do interesse que suscitam no grande público, permitindo aos operadores de televisão free-to-air de âmbito nacional solicitar aos canais por subscrição detentores dos respectivos direitos de transmissão, a preços não especulativos, o acesso à transmissão televisiva desses acontecimentos.

As características e o valor económico dos espectáculos desportivos fazem deles candidatos preferenciais a integrar aquela lista, sendo o futebol o que concita a maior adesão popular. Não estranha por isso que cerca de metade dos eventos habitualmente listados se refira ao futebol, sendo a parte restante preenchida com outras provas desportivas com tradição em Portugal (Volta a Portugal em Bicicleta) ou que envolvam a participação de atletas portugueses (nos jogos olímpicos, todas as participações; nos campeonatos da Europa e do Mundo das diversas modalidades desportivas, as participações na fase final; nas outras competições internacionais oficiais entre clubes nas modalidades de andebol, basquetebol, hóquei em patins e voleibol, apenas as finais). Os únicos eventos não desportivos integrados usualmente nestas listas são as cerimónias de abertura e de encerramento… dos jogos olímpicos. [Read more…]