Erros da escola e dos seus profissionais

No tripé que apresentei, os professores têm particular responsabilidade na escola, quer ao nível do seu funcionamento, quer ao nível da sua organização. São por isso parte crucial na solução deste TREMENDO problema que se transformou nos últimos anos, no pai de todos os Problemas. É por ele que os seniores estão a deixar a escola reformando-se com penalizações de 20, 30, 40 %…
Não podemos é deixar de considerar que TEMOS, professores uma imensa culpa nesta dimensão. Aceito trocar a palavra culpa por responsabilidade.

Responsabilidade porque enquanto colectivo de 150 mil profissionais nunca conseguimos colocar no centro das nossas acções a aprendizagem dos alunos, a verdadeira essência da Escola Pública – temos sido mais eficazes a falar sobre a profissão e as suas condições. Esta dialéctica favorece que do outro lado se coloque o aluno e aí ficamos a perder: parece que há alunos de um lado (com os pais e o país) e do outro os professores. Se, o centro fossem as aprendizagens e o exercício do ensino, não haveria outro lado.
Por outro lado, os Professores e a sua organização – a FENPROF – sempre defenderam um discurso em torno da autonomia, mas a verdade é que, penso eu, ninguém sabe muito bem o que isso é: estou cada vez mais convencido que, realmente, os professores não a querem e a FENPROF também não. O modelo que hoje temos, criou uma cadeia de comando imensa, um polvo com muitos braços: ME, Direcções Gerais, Direcções Regionais, Equipas de apoio… Todas estas organizações fazer sair leis, despachos, circulares, normas, recomendações e recados… Pedem relatórios, memorandos, grelhas e grelhinhas. Introduzem práticas sem sentido e que só prejudicam os alunos e o processo de ensino. Já nem falo do processo de aprendizagem.
E o que fazem os professores perante a imbecilidade do poder – cumprem! Fazem! Deixam de ensinar para fazer o que lhes mandam.
Qual é a chave para resolver isto?
A autonomia e a gestão das escolas… (voltarei)

Escolas: a culpa é de todos? Não é de ninguém?

Na continuação das mensagens anteriores onde procurei escrever sobre o momento actual das nossas escolas no que à indisciplina e violência diz respeito, venho trazer alguma reflexão sobre o papel que cada um dos actores sociais tem na Escola.
O Luís começa por sugerir que o Educando nunca tem culpa algo muito próximo da teoria do bom selvagem: os meninos nascem puros, é a sociedade que os torna impuros. Talvez tenha alguma razão, mas não a tem toda. Mas, meu caro Luís, isso é verdade para os casos de indisciplina, mas nunca para os de violência.
A indisciplina em meio escolar é parte da sua essência e resulta, em primeira medida, de conflitos vários: o conflito de idades, de interesses, de poderes, de formas de pensar. É o conflito entre o Professor e o Aluno. Para esta relação, uns melhor, outros pior, mas “todos” os professores estão preparados – ensinar implica lidar com a indisciplina.
Acontece que à Escola tem chegado, ao longo da última década, uma nova realidade – a violência. E, caro leitor, para lidar com esta não há formação ou paciência que aguente.
As escolas devem suportar a sua acção num tripé: “escola” (a organização com os seus recursos), a família e o trabalho dos alunos.

Um minuto de atenção permite perceber que nenhum dos três está a cumprir a sua função:
– a escola tem sido atacada, há 30 anos, por um conjunto de incompetentes, cada um com a sua mania – tudo muda, para ficar cada vez pior.
– a família… o que dizer?
– alunos… enfim…

No caso da escola há muitos professores que são culpados – claro que sim: não somos melhores nem piores do que outros profissionais. Temos dias bons e dias maus, momentos piores e outros melhores. Mas, há um dado interessante: com a vergonha Maria de Lurdes nasceu uma nova realidade: a “reunite aguda”, a avaliação, a monitorização, a papelada e a burocracia. Ninguém quer saber para que servem os papéis – só sabemos que temos de os fazer.
Neste contexto, temos que passar todo o nosso tempo de trabalho na escola, a fazer de conta, deixando de fazer o fundamental: ensinar e preparar aulas. E, todos entendem isto, quando não se preparar o trabalho há uma maior probabilidade da coisa correr mal.
Por outro lado, a forma como o ME tem tratado a escola, cria condições para que os incompetentes nada façam e force os melhores a um trabalho imenso sem qualquer sentido – será que o Mister do Real quer colocar o Ronaldo a Central ou na baliza? Claro que não – tem que o colocar a fazer o que ele faz melhor. No caso das Escolas, para Maria de Lurdes e seus seguidores, somos todos um bando de malandros que deve ser gerido como se fossemos ladrões.
Do lado da escola ficam estas duas ideias, voltarei a escrever sobre a família e os alunos.

Violência na escola à esquerda e à direita

A agenda mediática está muitas vezes distante da realidade das nossas escolas – a FORÇA das nossas manifestações trouxe a comunicação social para o espaço educativo, mas quase sempre com as lentes mal focadas.
As questões de indisciplina e de violência – coisas bem diferentes, caro leitor, mas que por economia de linguagem vamos deixar passar – aparecem e desaparecem como se resultassem da deglutição do cogumelo da menina de Lewis Carroll.

E, quase sempre em resultado disso, há uma dicotomia perfeita no nosso político. A Esquerda assobia para o lado, faz de conta que não se passa nada. Veja-se a ausência de referências nos sites do BE e do PCP. Quando muito, tal como a “minha” FENPROF surgem com o discurso do contexto, das razões sociais, etc e tal… Algo que a FNE até ignora!

Mas, à direita o resultado não é diferente, apesar de parecer – o PSD está mais preocupado com a organização do ringue interno, o PS faz de conta e só o CDS surge com uma posição clara! Uma posição clara muito fora do contexto porque o problema está longe de ser o Estatuto do aluno.

O problema está na forma como se centrou a escola no aluno em vez de se centrar a escola na aprendizagem. (continuarei)

Sinais dos tempos

– Chove dentro do pavilhão? A culpa é do clima, dizem ministra e técnicos da Parque Escolar

Professor atira-se da ponte por causa das ameaças dos alunos

Menino de 11 anos escondia pistola dentro da mochila.

Faltam 421 dias para o Fim do Mundo:

Nestes dias surpreende a violência. Gratuita, estranha, estúpida. Da mesma forma, sempre se disse que o diabo está nos detalhes e, pelos vistos, no Vaticano. Ao mesmo tempo, a crise agrava-se por terras lusas mas está forte em Madrid, com Florentino a querer abrir os cordões à bolsa enquanto a mulher de Kaká prefere fazer justiça pelas próprias mãos.

Nada como a senhora deputada/cantora/actriz para nos oferecer novas definições de mentira/aldrabice/peta. E Marcelo nos dar um novo tema para amplo debate na blogosfera enquanto outros se assumem rumo às directas.

Assim vai o nosso Mundo…

ÉVORA vai ter centro contra violencia homofóbica

Evora vai ter centro de acolhimento para vitimas de homofobia. A Opus Gay está na génese.

A Opus Gay obteve um financiamento do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) para trabalhar a temática da violência homofóbica e doméstica em casais homossexuais, criando mecanismos de apoio e aconselhamento psicológico e social para vítimas deste tipo de violência e desenvolvendo acções de informação, sensibilização e prevenção sobre estas matérias,até 2013.

Vai ter como parceiros a Cooperativa Pelo Sonho é que Vamos (cooperativapelosonho@gmail.com), que tem uma casa de acolhimento para mulheres, e a Câmara Municipal de Évora, onde se vai sediar o projecto, que tem como limite todo o Alentejo por ser uma região deprimida.

A Opus Gay esta aberta a outras parcerias locais, nacionais ou estrangeiras e a outro tipo de apoio, associações ou voluntariado para levar a bom termo este projecto que tem limite de apoio só de 3 anos.

Contactos:
António Serzedelo – anser2@gmail.com
Cooperativa Pelo Sonho é que Vamos – 21 227 2364 21 227 2364 (Seixal)

Entretanto, com a Rede Social do Seixal, a Câmara Municipal do Seixal, a Cooperativa Pelo Sonho é que Vamos e a Opus Gay, foi criado no dia 8 de março de 2009 um balcão público que trata de problemas de violência hetero ou homo. Está a funcionar.

Parecer Técnico:

O contributo desta candidatura para a estratégia nacional de promoção da igualdade é parcialmente explicitado, bem como o processo de acompanhamento da mesma. Também são feitas referências à área geográfica em que se pretende implementar o projecto (Évora), mencionado necessidades no concelho em questão (”apostar em zonas em que as novas gerações têm dificuldades de aceitação da cidadania, da igualdade e da diversidade”).

Chama-se a atenção para que as actividades do projecto não podem ser do âmbito nacional, devendo obrigatoriamente cingir-se à região do Alentejo, de acordo com os artigos da lei do regulamento específico desta tipologia de intervenção, a elegibilidade geográfica é determinada em função da localização do projecto

O Guerra

Tinha o Zé oito anos, quando na escola em que estudava chegou um colega que se chamava Guerra, que era bem mais crescido de corpo do que qualquer um dos demais colegas. Mas por razões que a ignorância de então jamais apurou, era um miúdo mentalmente frágil, atrofiado pelo medo, inseguro e submisso.

Naquelas idades as crianças revelam uma particular maldade. Razão pela qual o Guerra logo se transformou no “bombo da festa” da rapaziada da turma.

Todos mandavam nele. Todos lhe batiam. Todos. Incluindo o Zé, que arrastado por aquela corrente de maldade e crueza, sentia gáudio em exibir autoridade e domínio sobre aquele gigante submisso.

Um dia, o Guerra encontrou o Zé sozinho no recreio e pediu-lhe um lápis porque lhe haviam roubado o dele. Abordou-o medrosamente e disse-lhe:

– “Emprestas-me um lápis? Mas não me batas!…

O Zé ficou a olhar para aquele gigante de contradições. Tinha o nome Guerra, era mais crescido do que ele e pedia-lhe que não lhe batesse. Naquele momento as lágrimas vieram-lhe aos olhos. Como sempre acontece, quando relembra esta história.

Lágrimas de arrependimento, de remorsos por todo o mal que sofreu aquele frágil gigante e em que ele foi cúmplice. Quando lhe deu o lápis sentiu que esse seu acto tinha sido o único gesto humano que tivera para com ele, ao fim de meses de escola.

O Guerra afastou-se numa humildade servil que o expunha a toda a violência. E o Zé não foi capaz de o acompanhar de regresso à sala de aulas onde o Guerra se refugiava durante os intervalos, pois sentiu que preferia estar sozinho do que acompanhado por uma ameaça.

Naquele dia sentiu-se o pior e o mais cobarde de todos os miúdos. Ganhou consciência de todo o mal que lhe havia feito, da crueldade de que era capaz. Naquele dia o Guerra atormentou-o por todos os males que lhe havia feito.

No dia seguinte, o Zé estava decidido a falar com ele, a pedir-lhe desculpa, muito embora o castigo estivesse sempre dentro de si.

Tarde demais: os pais do Guerra mudaram-no da escola para uma outra onde teria melhor acompanhamento. Ninguém na turma percebeu ao certo o que era isso. Dizia-se que tinha ido para uma escola de malucos. Mas o Zé sabia que malucos eram todos os que violentaram a sua inocência e a sua fragilidade.

Nunca mais o Zé viu o Guerra ou dele teve notícias. O rosto do Guerra, as suas expressões, ainda hoje as revê com a mesma nitidez da dos tempos de escola. Não sabe se superou as suas fragilidades, se fez amigos ou se continua um gigante submisso. Sabe que consciente ou inconscientemente o seu rosto se espelha na sua memória sempre que vê uma qualquer humilhação ou injustiça. O Guerra é para o Zé a definição de humilhação e de injustiça. E uma razão para desejar um mundo mais humano.

Um mundo que o Guerra não teve.

PSD:

Hoje, no Correio da Manhã, temos Moita Flores a apoiar Pedro Passos Coelho. Fiquei surpreendido. Pelo apoio e pela violência das palavras:

“Quem segue com atenção a vida do PSD não deixa de questionar, com perplexidade, quais as razões que levam a que os núcleos mais desgastados, embora poderosos, semana após semana, num rodopio frenético, testem uma procissão de candidatos, mais ou menos forçados, sebastiânicos, alguns feitos de barro, outros produzidos em laboratório. Aquilo que mais surpreende e desgosta é vermos inimigos jurados de ontem, abraçados, aplaudindo-se com o entusiasmo de um amor novo”.

Pela amostra, as próximas directas no PSD prometem.

E já que estamos a falar do PSD, o que dizer da reportagem na Madeira de Miguel Carvalho na Visão desta semana? Infelizmente não está online. É uma história com muitas estórias dentro dela e que merecem uma análise profunda.

Um Padre solidário

Um Padre anglicano defende que as pessoas muito desfavorecidas devem roubar os produtos que estão nas montras das grandes superfícies.

O Padre Tim Jones de York (bonita cidade do norte de Inglaterra com um centro medieval absurdamente belo por parado no tempo) diz que é preferível roubar a quem tem muito do que andar a prostituir-se ou a usar a violência.

Uma sociedade que deixa que alguns dos seus caiam na mais funda das misérias, merece ter uns “achaques” de medo e de consciência, que o senhor Padre trocaria de bom grado por uns roubozinhos.

Ora bem, o senhor Padre está a dizer que os roubos são legítimos por matarem a fome a quem nada tem para comer, ou são próprios para que a sociedade não tenha que pagar mais caro?

Isto pode ser visto como uma caridadezinha, estilo chá dançante ? Ou é mesmo “roubem a eito até que os vossos filhos tenham o suficiente “?

Ninguém "os tem" grandes como Berlusconi

 

Não defendo a violência – nem sequer contra este indivíduo – mas imagino que há quem se tenha sentido hoje um pouco justiçado, nomeadamente os ciganos italianos, a centena de milhar de ciganos romenos expulsos de itália, os imigrantes africanos detidos nos Centros de Identificação e Expulsão, os jovens dos centros sociais atacados pela Força Nova, as vítimas indiscriminadas do ressurgido neo-fascismo italiano.

Sílvio, que afirmou há alguns dias, sobre si mesmo, ninguém os ter grandes como Berlusconi, nunca foi um anjinho doce e pacífico.

O mundo é dos violentos

 Há dias ouvi um grupo de adolescentes a descrever com entusiasmo os confrontos entre a polícia e os traficantes de droga ocorridos recentemente no Rio de Janeiro. O episódio do helicóptero abatido pelos traficantes era contado de forma apoteótica. Simulavam o ruído dos tiros, das hélices a falhar, do aparelho a cair, e tudo era motivo de excitação. Podia ser um filme do Vin Diesel ou do velhinho Stallone que eles contavam, em vez de uma reportagem no Telejornal.

 

Mas o que ficava claro é que a violência continua a ser fixe. A violência continua a ser estilosa, seja no estilo brutamontes do Rambo ou nas curvas revestidas a couro negro da Trinity. A indústria do entretenimento, longe de incentivar uma crescente repulsa em relação à violência, continua a promover os violentos como ícones da força, do poder, do triunfo sobre os fracos de quem, já sabemos, não rezará a história. Em teoria, os exemplos de Gandhi ou de Luther King podem ser louváveis, mas não vendem.

 

Resistir à violência, recusá-la como resposta, costuma caracterizar os totós a quem o herói de serviço terá de ir salvar, para que as audiências, com um risinho sarcástico, possam troçar das boas intenções que não salvam o mundo. Essas criaturas apologistas da não-violência são normalmente caracterizadas ou como intelectuais desadaptados, com óculos de cu de garrafa e livros de lombada grossa debaixo do braço, ou como tontos neo-hippies, que evocam a era de Aquário e um Siddharta mal lido.  

 

Há heróis não-violentos na indústria do entretenimento? Muito poucos. Sobretudo tendo em conta o número estrondoso de brutos munidos de navalhas, facas, sabres, pistolas, revólveres, espingardas, carabinas, metralhadoras, lança-mísseis, e coisas ainda mais letais, e que assim resolvem os males próprios e os do mundo.

 

Dir-me-ao que a violência nos ecrãs tem uma função catártica que evita o uso dessa mesma violência no mundo real. Acho que já superámos esse ponto há muito. Atordoados por muitas cenas de horror reais e ficcionais, e às vezes sem saber qual é qual, já nos habituamos não só a não pestanejar quando alguém tomba no ecrã, como a glorificar aqueles que, yippee-ki-yay motherfucker, salvam o dia com uma revoada de socos e pontapés, um balázio certeiro ou uma litrada de nitroglicerina. Afinal, bem vistas as coisas, os heróis da não-violência sempre tombam assassinados e um herói morto já não tem piada nenhuma.  

 

 

Resquícios de fascismo no Colégio Militar

A Lei é para ser aplicada e não fica do lado de fora dos muros do Colégio Militar. Não podemos dizer que só põe lá os filhos quem quer, como se isso justificasse a violência de quem é adulto sobre crianças. Não justifica!

 

E o Colégio Militar pode ser o melhor colégio do mundo que tambem não é justificação. E as praxes tambem não são justificação, e a tradição tambem não. Numa palavra, a violência exercida sem ser em defesa própria é um crime e como tal deverá ser tratada.

 

É isso que estão a fazer os pais das crianças que foram brutalizadas, accionando a Justiça e levando o assunto para os tribunais civis e criminais. Não só é um crime previsto na Lei, e com uma cobertura penal que pode ir a cinco anos, como há prejuízos físicos e psicológicos que podem e devem ser revertidos por indemnizações financeiras.

 

A verdade é que, como vem hoje nos jornais, os oficiais sabiam da violência dos castigos que eram aplicados pelos chamados "graduados" sobre os mais pequenos, e nada fizeram, o que préfigura tambem um crime. Que deve ser investigado. E caso se confirme esse conhecimento, os oficiais devem ser punidos militarmente e serem accionados judicialmente.

 

Estes são os resquícios do "fascismo", de quarenta anos, em que a Lei só se aplicava sobre alguns e não sobre todos. Em que havia gente que estava acima da Lei. Eram estas coisas humilhantes e discricionárias a faceta mais ignóbil do "fascismo", o dia a dia  pequenino e sem grandeza, o ser expulso da cidadania na sua própria terra!

 

Tolerância Zero!

 

Os jogos Olímpicos já começaram?

O Rio de Janeiro está a ferro e fogo por causa de uma guerra entre traficantes. O nível de violência é muito superior às guerras anteriores e habituais naquela cidade.

 

A guerra entre bandidos do Comando Vermelho e dos Amigos dos Amigos provocou já a morte de 12 pessoas e dez autocarros foram incendiados. A capacidade bélica já levou ao abate de um helicóptero, o que quer dizer que os gangs estão armados para uma guerrinha urbana e não, sòmente, para uma luta inter favelas.

 

O Presidente Lula, que recebeu há duas semanas a grande notícia que os Jogos Olímpicos foram atribuídos ao Rio, tenta remediar a má publicidade, anunciando que vai comprar helicópteros blindados por forma a não serem derrubados pela metralha dos gangs.

 

Como se previa e muitos lembraram, a guerra e a violência no Rio de Janeiro vai ser uma das maiores dores de cabeça das autoridades, para que em 2010 os Jogos se realizem em paz e

harmonia.

 

Muitos, aqui no Aventar, acharam pouco razoável que no meio dos festejos se trouxesse à discussão a violência que  grassa há muito tempo na cidade e que é endógena. Não é um epifenómeno, que aparece e que pode ser  controlado por representar a causa-efeito de um qualquer negócio de tráfico de droga que corre mal. Não, a violência no Rio, faz parte do modo de vida, da forma como as pessoas se movimentam, interagem e coabitam.

 

Ora, essa violência não termina porque se compram mais hlicópteros blindados, ou se colocam mais polícias na rua. Não acaba assim! Acaba com a erradicação das questões sociais que estão na sua base. A pobreza e a injusta repartição do rendimento.

 

O que não se consegue até 2010!

Os crimes no Colégio Militar

Jovens selvaticamente sovados por colegas muito mais velhos e graduados, a coberto de uma pretensa disciplina e tradição.

 

Os jovens ficaram com sequelas físicas para toda a vida e tiveram que ser tratados num hospital. Quanto às sequelas psicológicas são menos visiveis mas tambem estão lá para o resto da vida. A disciplina militar do colégio achou que uma pena razoável seria 5 dias de afastamento do colégio, mas os pais dos jovens agredidos é que não estão pelos ajustes e avançaram para os tribunais. O crime cometido tem uma pena que pode ir até 5 anos de cadeia.

 

Agora correm por aí umas versões que tentam deitar areia para os olhos dos observadores e mudar a opinião pública. Vem uma mãe e diz que o filho nunca foi magoado e que tira óptimas notas, que o Colégio é uma mais valia a preservar, e vai adiantando que estão ali 9 ha de terreno, no centro de Lisboa, que abriram o apetite aos especuladores imobiliários. Daí a quererem fechar o Colégio . Outros dizem que o Colégio tem cada vez menos alunos e que não se justifica aquela aparato de instalações.

 

É melhor pôr um ponto de ordem à mesa. A violência está provada e nada justifica que cobardes matulões resguardados por tradições vis e superioridade física, agridam jovens de 12 anos, a ponto de ficarem com sequelas físicas para o resto da vida.

 

Bem podem marchar com garbo e passo certo mas a lei não fica cá fora dos muros do Colégio. Quanto ao terreno vai ter o destino que a oferta e a procura determinarem, neste país onde o betão sai sempre vencedor.

 

Infelizmente!