Sim, Carolina

Na semana passada a Sílvia Caneco trouxe no i esta arrepiante história daquilo em que nos estamos a tornar, enquanto sociedade. Primeiro revoltei-me, depois angustiei-me, e depois fui tentanto digerir aquilo, enquanto olhava para o meu filho, da idade da Carolina. Só um pouco mais  novo que os rapazes que lhe fizeram aquilo. Apanhei-o à porta da escola e olhei para lá. Vi as raparigas todas a saírem para a rua, tão cheias de graça e de vida. Foi nesse dia que recebi uma mensagem Mãe que Capotou, a perguntar o que poderíamos fazer. Foi também quando a Sónia Morais Santos partilhou a ideia que nascera em modo quadripolar. E foi o que me fez voltar ao Aventar, para vos dizer que é preciso devolver a vida à Carolina e aos pais dela. Depois soube que está tudo a encaminhar-se. Indignem-se, por favor, mas reajam. O mínimo que podemos fazer por nós e pelas nossas Carolinas é isso. Não permitir que voltem a pintar-lhe lagartos na saia.Dúvidas e dádivas podem ir bater ao e-mail quadripolaridades@hotmail.com

Ou de como a blogosfera continua a ser uma âncora, no meio desta tempestade.

 

From Russia with hate

Vencedor de vários prémios na área do jornalismo de investigação, este documentário do jornalista Christof Putzel leva-nos numa visita guiada à ascensão da extrema-direita de inspiração nazi no berço do comunismo. Para além desta aparente contradição, e do lado irónico de tal acontecer no país que mais vidas perdeu para o nacional-socialismo alemão, este trabalho, datado de 2007, pode apresentar-nos algumas pistas sobre origem da escalada de violência no país, nomeadamente nas zonas fronteiriças partilhadas com a Ucrânia, e alertar-nos para um futuro no mínimo preocupante às portas da Europa, onde a semente da extrema-direita tem germinado com um vigor assustador.

Dura Praxis, Sed Estupidus

praxe

Em 1974 o  fim da censura fez de Escuta Zé Ninguém de Wilhelm Reich um sucesso de vendas, que arrastou a publicação de mais obras do autor, um discípulo chanfrado de Freud com um bocadinho de Marx mal lido à mistura.

Numa delas, O Combate Sexual da Juventude se bem me recordo, explicava o sucesso da Juventude Hitleriana junto dos adolescentes arianos por uma razoável liberdade sexual que reinaria nos acampamentos mistos, tipo campismo com quecas. Desconheço a veracidade de tal, mas recordo-me de na altura ter meditado no ascetismo que vigorava em grande parte da esquerda não sendo bem assim na direita, e cheirou-me a esturro. Assim foi, o assunto queimou-se.

A “restauração da praxe” nessa mesma década em Coimbra não foi fruto dessa leitura, mas vista hoje à distância até parece. [Read more…]

Estudantes da Lusófona – vocês são a vergonha dos universitários

6 de vós foram engolidos pelo mar antes do Natal. Um mês depois, mantém-se um pacto de silêncio sobre o que aconteceu. Em vez de contarem o que sabem, dando às famílias dos vossos ex-colegas a única coisa que elas desejam – respostas! – fecham-se em copas. Tudo para defenderem essa palhaçada ridícula a que chamam praxe.
Ignoram que a praxe devia ser um ritual colectivo de integração dos novos alunos e não um ritual de humilhação e de violência física e psicológica. Ignoram que na vossa Universidade não há hierarquias e que são todos iguais, tenham 5 matrículas ou sejam caloiros. Ignoram que aquilo que fazem aos outros ou que deixam que vos façam é indigno de uma sociedade civilizada e de jovens que serão o futuro deste país.
O vosso silêncio representa a segunda morte de 6 colegas. O vosso silêncio vai matando o que restou daquelas 6 famílias. Traidores da memória alheia – é o que vocês são. Confraternizaram com eles, partilharam experiências, receios e expectativas. Foram seus amigos. E agora matam-nos outra vez.
Não querem saber. Simplesmente não querem saber.
Vocês são a vergonha dos universitários portugueses. Que a vossa consciência vos deixe dormir no final de cada dia. A minha não deixaria.

Há uma guerra civil a estalar no México

Milícias de cidadãos vs. narcotraficantes. Todos armados até aos dentes.

Da garrafa para o brinquedo

Verdadeiramente brutal porque nos confronta com as nossas práticas que são solidárias com esta violência!

Dos Ímpetos Sanguinários Sazonais

Restaurant | bora boraAinda mais curioso, Helena, minha grande fascista!, é o facto de, chegada a Primavera e depois o Verão, acabar-se como que por magia todo o ímpeto sanguinário sombrio desses soares e demais proponentes sinistros de sangue para os outros, ferro, fogo e mortes nas praças para os outros, e mais violência e mais horror.

Na sagrada altura de ir a banhos, de contemplar a beleza de Portugal entre Festivais Rock e Festas da Sardinha, não há menino nem vozes revolucionárias. Os soares e todos os instigadores de desgraça — contra a Direita, tumulto generalizado contra os Ladrões do Governo, sedições organizadas contra o Pacto de Agressão, motim infernal dos Trabalhadores do Público contra o dia a dia dos Trabalhadores do Privado —, os soares e os outros, dizia, entram no defeso da instigação da revolta, no sossego da instilação do ódio, na pausa desportiva da apologia coerente de violência. Até ao Outono seguinte. Às primeiras chuvas.

Não há qualquer dúvida de que, num putativo caos, baderna louca generalizada em Portugal, os minúsculos filhos da grande puta que efectivamente roubaram a República e acoitam os seus largos milhões em secretíssimas e sigilosíssimas offshores passariam ainda mais incólumes pelos habituais pingos da chuva e salpicos de sangue alheio. [Read more…]

Da violência

O José Maria Barcia, que conheço destas andanças da internet e por quem tenho apreço, inflamou-se com o Miguel Tiago por algo que escreveu no facebook. Ora, sendo certo que o meu camarada não precisa de advogado de defesa, uma vez que já deu mostras da sua capacidade de enfrentar seja quem for, apetece-me deixar aqui duas ou três postas de pescada.

mt [Read more…]

Cães

Será tudo uma questão de espelhos?

A Inaudita Guerra da Rua Correia Garção

Teria sido tudo tão simples se não passasse de gritar contra a Troyka e contra o Governo,
ouvir o Camarada Espingardante Fóssil Arménio e depois regressar ao sofá para ver as imagens, as entrevistas,
as velhas assanhadas agarradas a um cravo vermelho de papel de seda.

Mais dia, menos dia, teríamos pedras esvoaçantes nas bordas do Parlamento. Hordas minorcas à pedrada, o espectáculo que nos faltava. Para acertar em quem e obter o quê? Acertar em polícias, acicatá-los, sorver adrenalina grátis à falta pó de talco. Obter o efeito de cinema à hora nobre. Escudos furados. Viseiras visadas. Capacetes retinindo em seco a cada ricochete. Uma cena miserável, frouxa, patética, pouco ou nada portuguesa. Lapidar polícias? Nada mais estúpido! A Greve Geral foi, portanto, além de Restrita, destruída. De resto, não se poderia esperar impacto global numa greve feita pelos mesmos e para os mesmos, tendo como único alvo, não um Governo que decide manietado pelos cordéis constritivos com que os credores nos cercam, mas a generalidade dos contribuintes, na verdade aqueles que pagam o caos do passado e os remendos do presente. [Read more…]

As Pedradas Incendiárias do Desastre

«Passos, escuta, és um filho da puta!», ouvia-se ontem na rua. Muito bem, imbecis!
E Justiça contra as malfeitorias políticas passadas, não é cá servida?! Não!
E responsabilização justiciária de Mega-Ladrões?! Também não!

Sim, os direitos poderão ser, aqui e ali, atropelados e algumas ilegalidades poderão ser cometidas. Os homens falham. A tensão acumulada precipita actos impulsivos de consequências imprevisíveis e algumas aselhices policiais. É normal. Por cá, ninguém está habituado a explosões de sangue, gás, pedradas e balas de borracha. Quem, de dentro ou de fora, quiser incendiar Portugal poderá não ter nada mais a recolher senão cinzas. A CGTP está a pisar o risco, abrindo a porta a excessos contraproducentes num combate que deverá ser exemplar.

Muitos Portugueses ainda não olharam olhos nos olhos o problema crónico do País, os erros em que, sob governações socialistas, laborou por demasiados anos. Até há um ano e meio, vivíamos de crédito. Crédito ilimitado, infrene, acrescido, solicitado em escalada louca, migalhas para todos, comissões chorudas para políticos na mediação de negócios ruinosos para o Estado, isto é, contribuintes. Era o socialismo a cavar o nosso desastre. Nenhum alarme nas ruas. Nenhuma angústia. Nenhuma forma de censurar o rumo desastroso. Hoje, temos Victor Gaspar fazendo o contrário, segundo um paradigma correctivo novo: dívida equilibrada e controlada; défice definido nos Tratados respeitado; economia-PIB equivalente ou superior aos gastos públicos. [Read more…]

Vamos partir umas montras do BPI?

Penso que Fernando Ulrico não se importaria: “os gregos estão vivos, protestam com um bocadinho de mais veemência do que nós, partem umas montras, mas eles estão lá, estão vivos”. Não levem o homem a mal: foi fazer análises e acusou gorduras do Estado no sangue.

alternativas para quem não pratica yoga

“There’s an old Italian saying: you fuck up once, you lose two teeth.” – Tony Soprano

Num certo episódio de Os Sopranos, o patriarca Tony indigna-se com a presença de um tipo num restaurante que se atreve a estar sentado à mesa com um boné na cabeça. Vai ter com ele e diz-lhe para tirar o boné. Gera-se a tensão habitual nestas cenas: o homem do boné está acompanhado por uma mulher e por isso hesita entre o seu orgulho masculino e a integridade do seu esqueleto, mas, após sopesar ambos, acaba mesmo por tirar o boné. Para compensar a sua colaboração, Tony manda o empregado servir uma excelente garrafa de vinho àquela mesa.

Como muitos indefectíveis defensores da não-violência, adoro histórias da máfia.  [Read more…]

A Ler:

notícia de que duas raparigas terão sido espancadas por se recusarem a participar numa praxe em Coimbra indignou muita gente, mas não provocou os efeitos que esperava. O crime terá ocorrido em Outubro e, ao que parece, só agora um tal Conselho de Veteranos – haja paciência! – «abriu um inquérito» para apurar responsabilidades. Ler o resto AQUI

Silêncios da DREN que incomodam – violência sobre Professores

Sou do tempo em que um Professor, de seu nome, João Grancho criou a linha S.O.S. Professor. Dizia-se na altura que “em parceria com a Universidade Lusófona do Porto e a Liberty Seguros,” a linha telefónica SOS Professor deveria servir de “apoio a docentes vítimas de agressão e indisciplina.

João Grancho

João Grancho

Sou também do tempo em que o mesmo Professor, João Grancho, exigia que o Ministério da Educação saísse à praça dizendo de sua justiça perante mais uma caso de violência contra docentes.

Podemos facilmente verificar o quanto o sr. Professor João Grancho tem em atenção esta temática.

Estamos, até por isso, todos muito curiosos por ver o que vai fazer o Sr. Professor João Grancho, agora Diretor Regional de Educação do Norte perante mais um caso de violência, desta vez, aqui em Vila Nova de Gaia.

Diz-se no site da A.N.P. que a linha fechou. Será que perante tal competência a encerrar coisas, o Ministro Nuno Crato convidou o sr. Professor João Grancho para fechar a DREN? Ou será que foi para a DREN porque é militante do PSD? Tal como são os seus adjuntos (PSD e CDS).

E o que dirá o Sr. Professor João Grancho sobre esta agressão, agora divulgada?

A provocação

Nos finais do dia da Greve Geral houve uns incidentes em S. Bento. Nada do outro mundo: manifestação, escaramuças com a polícia, um pouco de sangue e emoção para a abertura dos telejornais. Mas com uma novidade nacional: nesta fotografia vemos dois manifestantes a furar o cordão policial, não vemos?

Não, não vemos. A PSP infiltrou agentes entre os manifestantes, o que parecendo que não dá jeito quando não acontece nada e fazem falta incidentes que ofusquem uma greve geral.

Não vou ter a ingenuidade de atribuir toda a confusão a estes senhores (sei o que é uma manif e como nos tempos que correm são inflamáveis). Mas alguém tinha de acender o fósforo. [Read more…]

Facebook atacado por pornografia e violência

Parece que está a decorrer hoje um ataque ao Facebook, aparecendo imagens de “sexo explícito” e violência no mural de pacifistas que só praticam sexo implícito.

Vai aparecendo alguma especulação sobre a sua origem, como não podia deixar de ser.

Ainda não vi nada, mas fontes muito bem informadas asseguraram-me que esta imagem de extrema violência não faz parte deste ataque, embora possa surgir numa segunda vaga do assalto:

Turmas CEF: O testemunho de um professor enxovalhado

Hoje sofri bullying dos alunos. Já participei tudo e vou queixar-me ao meu advogado e ao Estado português. Nem imaginam como me impressionou, logo a seguir à minha aula, ver um colega completamente desesperado com as lágrimas nos olhos, pois ele nem a chamada consegue fazer. O director tem de actuar forte e feio.
A mim, ao fim de mais de 20 anos de carreira, deram-me este mimo: «O professor é uma merda e vir às suas aulas é uma merda»… Arrotaram e deram pus… Colocaram phones, levaram bola, bateram nas carteiras e cantaram… não sei como me segurei. Algumas vezes, penso que vou fazer uma asneira e arrepender-me para o resto da vida… nem me conheço… fiquei calmo, calmo, mas duma calma doentia…
O meu advogado disse-me isto: se alguma vez eles lhe levantarem a mão para si, não responda. Saia e faça queixa, mas não se atire a eles… eu acho que me ia dando uma coisa hoje! Um vagabundo a dizer-me aquilo é surrealista…
Estou doido da cabeça – pior … Pela manhã, pela minha janela, outra turma… um tipo penso que tentou passar ou vender tabaco ou droga… Eu disse ao vagabundo «Senta-te já». Respondeu-me «Cale-se» e pediu dinheiro … para comprar lá fora.
O director esteve na sala, chamei-o, mas isto já não vai com directores… A certa altura, quando ele ia a sair, há um malcriadão que lhe diz, nem sei se ele se apercebeu ou fez de conta, «feche a porta por causa das correntes de ar»…
Perante isto não tenho mais nada a comentar, a dizer, simplesmente que não tenho saúde para isto. É uma relação de provocação contínua nos CEF’s [Cursos de Educação e Formação]. Impossível, a nossa profissão… esta não foi ensinada nem no estágio, nem na experiência, nem na faculdade… isto passa já para a secção de delinquência e psicologia.

(Enviado por um professor devidamente identificado que solicita o anonimato)

Hooligans

-Tenho lido por aí algumas mentes um pouco mais exaltadas, certamente entusiasmadas pelo Verão, época do ano onde sempre se bebe um pouco mais para refrescar, tentando evitar delírios provocados pela subida de temperatura, que nos últimos dias tem afectado o território português. Em Portugal e não só, há quem pretenda ver no comportamento dos arruaceiros ingleses, sinais de uma revolução que tarda, mas lamento meus caros, não passam de um bando de desordeiros, vulgares ladrões, reles escumalha, que se julga no direito de possuir telemóveis topo de gama ou roupa de marca, sem terem de pagar. Por cá também existem alguns, como em qualquer outro país do mundo. Não vejo saques em padarias ou supermercados para matar a fome, aquilo é outra coisa, hooliganismo a fazer lembrar as temíveis claques de futebol nos anos 80, que após algumas vítimas foram colocadas na ordem pela senhora da foto e banidas dos estádios, permitindo ao futebol inglês ser hoje um lugar respeitável, local de festa, com a presença de famílias enchendo estádios, bem diferente do que se passa por cá. David Cameron nem precisa procurar muito longe inspiração para resolver a questão, bastará percorrer os quadros na sede do seu partido.

 

Passos Coelho e a Democracia

 

Ao longo destes anos de Democracia têm-se conhecido os mais variados tipos de políticos e têm-se assistido aos mais variados dislates. Nem vale a pena fazer-se o rol das asneiras – dava um livro! – basta recordar, a título de exemplo divertido, o expressivo “bardamerda” do defunto almirante Pinheiro de Azevedo e o discurso de tomada de posse do Pedro Santana Lopes. Foram momentos de enorme gozo e hilariedade. Houve – e há – nesta matéria de políticos, um pouco de tudo. Uns mais fleumáticos, outros mais emotivos, até mesmo coléricos. Todavia, no meio de tantas personalidades e de tão distintas idiossincrasias, não creio ter havido – pelo mesmo que me lembre – nada de comparável ao desastrado Pedro Passos Coelho. A sucessão de erros e equívocos são contínuos e exemplares. Nunca, em tão pouco tempo, um político se desacreditou tanto. Ainda ontem, informado Francisco Louçã sobre a surpreendente posição do líder do PSD acerca da IVG, reagia este, irónico, à comunicação social: “Ai o Dr. Passos Coelho disse isso esta manhã?! Então à tarde já muda de ideias!”. E foi. À tarde já o líder do PSD amansava a posição sobre um referendo e suavizava o motivo de ter abordado o assunto, desculpando-se com o facto de uma entrevistadora lho ter perguntado. E ele, na modéstia das suas próprias palavras “que é um homem de enorme franqueza”, lhe ter confessado o que pensava. Ignorando-lhe a sinceridade o facto de estar a responder aos seráficos microfones da Rádio Renascença… e pelas razões que toda a gente percebeu. Entretanto, à noite, não fora o dia suficientemente conturbado, pegou-se-lhe outra vez a asneira à franqueza e vá de desancar no Pacheco Pereira acusando-o de “semanalmente fazer campanha contra o partido”. O que até nem é de todo mentira, só que confunde o partido com ele próprio e não era a ocasião indicada de o dizer. O que lhe vale, para já, por parte do Pacheco ofendido o epíteto de… “caluniador”. Já hoje, depois dos incidentes ocorridos num comício do PS de ontem à noite, incidentes esses que contaram com a presença de elementos ligados ao PSD como foi noticiado pela TVI, em vez de se demarcar claramente do ocorrido condenando de forma inequívoca comportamentos atentatórios da liberdade de reunião e de expressão, limitou-se ao sacudir a água do capote num simples “lamentar o sucedido”. Mais! Ainda veio implicitamente verberar o comportamento policial, tentando adoçar as provocações e o comportamento dos provocadores, travestindo-os em “manifestantes”, coitadinhos, vítimas do excesso de zelo policial. Será que Passos Coelho nunca ouviu falar em ordem democrática? Ou, tendo ouvido falar, não sabe o que esse conceito significa? Terá saltado para a história directamente do 24 de Abril? Assim não vai lá. Era o que (nos) faltava!

Também votam

Levam porrada fiscal e são uns cordeiros obedientes. Há um pico de adrenalina nos jogos e voam pedras. Os romanos sabiam o que estavam a fazer.

Estou vivo e não quero ter medo de ir a Coimbra-B

O  Manuel Rocha, violonista da Brigada Victor Jara e director do Conservatório de Música de Coimbra, foi vítima de uma brutal agressão. No hospital onde se encontra internado escreveu este texto, contando como tudo se passou, com a dignidade de quem não confunde a árvore com as florestas. As melhoras Manuel, e roubo-te o texto do Facebook para servir de exemplo: outro qualquer já teria exigido uma caça ao cigano.

Queridos amigos!

Boletim clínico: fractura do perónio e lesão na articulação da perna direita; escoriações muito ligeiras; sem mais lesões físicas ou morais; sono profundo e descansado.

Descrição da ocorrência: abordagem por marginal à entrada da estação de Coimbra-B; impedimento, pelo dito, de fecho da porta do automóvel; reacção enérgica, minha, à prepotência do marginal; agressão primeira sob a forma de pontapé; reacção enérgica, minha, saindo do carro para desimpedir a via pública (revelando excesso de visionamento de séries norte-americanas nas quais o “bom” ganha sempre); confronto físico de exagerada proximidade; intervenção do resto da alcateia colocando-me em inferioridade numérica e física seguida de manobra de elemento feminino (demonstrativo de elevado profissionalismo) de inutilização do membro acima referido; pausa para retirar os feridos do campo de batalha (eu).

Análise de conteúdo: não se tratou de violência étnica – os bandidos são bandidos seja qual for a característica dos indivíduos. A atitude demissionária e de assobiar para o ar de quem presenciou a ocorrência, não pode ser justificada pelo medo (característica, como é sabido, de quem tem cú), ou não faria sentido evocar esse pilar da civilização ocidental que é o amor ao próximo.

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Os portistas, esses bárbaros (IV)


Estádio de Alvalade, 2009. Um jovem sportinguista é esfaqueado por adeptos benfiquistas.

Veredicto de Daniel Oliveira: Os portistas são uns bárbaros.

FC Porto – Benfica: Adeptos benfiquistas atacados à entrada no Porto


Jornal de Notícias, 1994

Mundial – não era preciso ser bruxo…

Como escrevi  aqui no Aventar  não era de esperar grande coisa deste campeonato. A ideia de alavancar a economia e a visibilidade da África do Sul é boa, mas o país em termos de segurança deixa muito a desejar. Acresce que nos últimos tempos, a extrema direita perdeu o seu líder branco, às mãos de um grupo de jovens negros.

Racismo, nazismo e ódio, não são ingredientes para resultar uma boa caldeirada, ou antes ,caldeirada resulta, apetitosa é que não. A violência campeia, a neta de Mandela morreu num desastre e as versões são mais que muitas não se afastando a possibilidade de um atentado. Jornalistas portugueses e espanhóis, no meio do nada foram assaltados enquanto dormiam e os jornalistas que cobrem o evento não têm rebuço em dizerem que têm medo.

Os senhores da FIFA estão hospedados em luxuosos hoteis, com toda a segurança, e no fim levam uns milhões muito largos, há já quem pergunte se valeu a pena fazer o campeonato na África do Sul, mas para os senhores do dinheiro isso é assunto que se vai ver no final. Nas contas!

Entretanto, pessoas que foram assaltadas nunca mais conseguem livrar-se do pesadelo, são assaltos à mão armada de extrema violência, no país os serviços de apoio estão cheios mas as autoridades dizem que a maioria das paessoas não pede ajuda, o problema é bem maior do que mostram as estatísticas oficiais.

E Mandela com 91 anos já não tem poder nem energia para voltar a liderar o seu povo!

A violência do patrão

Os trabalhadores dos Hotéis Tivoli estão em greve.  O patronato (vulgo a administração) contratou ilegalmente desempregados sem habilitações para os substituir. Resultado: confrontos, cenas de violência e agressões dos capangas (vulgo seguranças) aos trabalhadores.

A isto acrescente-se a lata de criticar uma greve por ocorrer numa altura em que os hotéis estão cheios.

No caso peculiar da hotelaria, as greves não deviam ser só aos domingos e feriados, mas sim na época baixa, ou de preferência durante as férias… dos grevistas.

Habituem-se, como dizia um outro: as greves vão aumentar, os conflitos também. E esperem pelo dia em que os desempregados desesperarem. Quem comprou esta guerra? Quem é directamente responsável por esta crise?

Mandem-lhes a factura. Comeram a carne, agora que roam os ossos.

Violência antes do futebol, um testemunho

Tenho por mim que a existência de claques organizadas de clubes de futebol muito simplesmente devia ser proibida. Agora e uma vez que o não são, em caso de conflito convém ouvir as duas partes. Este é um depoimento recolhido de uma caixa de comentários de um blogue portista, e referente a domingo passado:

Isto tudo das claques, tem uma explicação muito simples.

Legalização.

As nossas claques são legalizadas, o que faz delas, organizações com estatutos onde todos os membros são identifcados quando se inscrevem.
E traz outro se não, que é a POLICIA, todos os nossos bus, vieram acompanhados por bófias desde o Porto, ou mesmo outros que partiram doutro lados do país, a bófia sabe onde eles partem e há uma organização por trás, que comanda os bus de maneira a que determinada altura junta os bus em escolta para o estádio.
Por isto a nossa querida sic, sabia por onde enviar os carros exteriores e assim fez chegar algumas filmagens, como na portagem onde era o reencontro dos bus todos pra ir em marcha organizada para o estadio.

As claques do Benfica não são legalizadas, como tal, não dão cavaco a ninguém , ninguém sabe de onde partem, e se vêem de bus ou de carros, e quantas são, são escoltadas ou a partir das portagens ou mesmo só à chegada ao estádio, por aqui se pode ver porque nao chegam filmagens dos vermelhos…

A explicação é simples e não é muito difícil de compreender ate o MAJOR dos bofias do algarve disse isso hoje em directo na sic no jornal da tarde, mas o jornalista cagou para ele e ainda o tentou ridicularizar…

1. área de serviço de alcácer do sal… mini concentração de no name gays, à espera dos 1ºs autocarros, eis que chegados os primeiros, apedrejamento aos mesmos, ene vidros partidos nos 2 autocarros, mas azar dos azares, não eram autocarros das casas do fcporto… eram das claques… azar do caralho… nem tempo tiveram para fugir para a carrinha de 9 lugares mais os 2 carros que estavam ali ao lado deles… galgaram estrada e mato fora, tendo um deles sido capturado… ficou estendido em muito mau estado, para além de lhes terem deixado os 3 veículos em ‘bonito’ estado… e quê? azar do caralho!!! pena não lhe terem pendurado o escalpe em cima d’uma estaca! só se perderam as que cairam no chão!!! [Read more…]

Violência e indisciplina na escola

Neste fim-de-semana TODOS falaram porque Mário Nogueira e o Conselho Nacional da FENPROF aparecem, obviamente, como a VOZ dos Professores. É apenas a demonstração da importância que TEMOS na sociedade Portuguesa.
A FENPROF sugere que a prevenção deve ser prioritária em relação à punição: acredito, desculpem-me camaradas, que Jacques de la Palice não diria melhor.
Mas, a FENPROF disse mais:
– as condições, nomeadamente ao nível dos recursos humanos tem que ser objecto de um projecto tipo, “Parque Escolar”, porque não são as paredes, nem os computadores que criam boas escolas. A presença de equipas multidisciplinares (psicólogos, educadores sociais, animadores, assistentes sociais, terapeutas) é urgente e o aumento do número de funcionários auxiliares é igualmente prioritária.
– a carga burocrática, absolutamente desnecessária e que nada acrescenta ao acto educativo tem que terminar: o horário dos PROFESSORES TEM que ser usado para aquilo que é a sua função, dar e preparar aulas, trabalhar com os alunos; não somos burocratas, nem técnicos oficiais de contas.
– “conferir ao professor, a exemplo do que acontece já em algumas comunidades espanholas, o estatuto de autoridade pública e a figura jurídica da presunção da verdade;”
E esta última referência tem merecido comentários ao longo do dia, quer por parte da Srª Ministra, quer por parte do Presidente de alguns pais.
A Srª Ministra, no seu habitual registo, “não sei de nada, só vim aqui ver a bola” diz que a proposta da FENPROF é uma possibilidade.
O sr. que não refiro o nome para não sujar o Aventar deseja que as faltas continuem a ser todas iguais, sejam elas justificadas ou injustificadas.
Sem margem para dúvidas: 99% dos problemas de indisciplina nas escolas são CULPA (com as letras todas) dos PAIS dos meninos. Eu, como Pai de dois alunos da Escola Pública, exijo que 99% dos alunos da “minha” escola não se percam por causa de alguns pais que não cumprem o seu papel.
Por mim, Pais de alunos violentos devem ter sanções financeiras.

Por falar em violência

O Desporto é uma escola de virtudes!
(acompanhe a batalha campal via SIC)

Violência, Indisciplina e os professores

Nos posts anteriores tenho procurado ajudar a reflectir sobre as questões da educação que nos últimos tempos têm vindo para cima da mesa.
Penso que as escolas precisam de uma REAL autonomia e isso passaria por tornar da escola o que não deve ser central, ainda que de forma gradual: selecção de professores, de organização da mancha horária, da oferta curricular, do estatuto do aluno… Isto é, cada escola tem que ser capaz de crescer por si. Com instrumentos, recursos e competências – estou a falar de uma nova ESCOLA PÚBLICA.
E NESTA nova ESCOLA PÚBLICA os professores têm que se assumir como quadros superiores da administração pública – não podemos ter medo de decidir, de escolher, de fazer opções.
E NESTA nova ESCOLA PÚBLICA é fundamental que o governo e a sociedade sintam a escola como importante – consigam eles passar a mensagem que a aprendizagem é importante e, estou certo, todos os problemas começarão a desaparecer. Porque, caro leitor, quando morre um professor e um quadro da administração vem falar sobre as fragilidades do Professor, está TUDO errado! TUDO!
E, por isso, temos que mudar TUDO!