Os ilusionistas do costume continuam a acreditar que o Estado deve continuar a projetar e a planear tudo. Deve ser ele o grande pensador, deve ser ele que decide quais são as áreas onde se deve investir, deve ser ele a dizer o que é que se deve e não deve comer, deve ser o Estado a proporcionar aos cidadãos todos os serviços necessários, mesmo que a gestão pública seja má e que exista uma propensão enorme para a corrupção.
A propósito do serviço público de televisão e rádio, desta vez, os defensores daquele serviço conseguiram, por uma vez na vida, estar ao lado dos empresários e donos dos canais de televisão privados. Incoerência chocante. O Senhor Pinto Balsemão, como é evidente e normal, pretende defender os seus interesses (lucro fácil). Será que os defensores do serviço público de televisão ainda não verificaram que há canais privados, em sinal fechado, que prestam muito melhor serviço público do que a RTP? Um deles até faz parte do grupo do Pinto Balsemão (SIC N). Em vez de limitar a iniciativa privada, o Estado devia abrir a televisão à concorrência. Como se sabe, de acordo com a informação veiculada na comunicação social, há interessados na constituição de mais canais em sinal aberto. O Estado, como grande planeador que é, nunca o permitiu.













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