Ah!, saudade. Até uma ou outra nota semitonada tem outro encanto.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
Ah!, saudade. Até uma ou outra nota semitonada tem outro encanto.
Orquestra Portuguesa de Guitarras e Bandolins | Yasuo Kuwahara (1946-2003)
Alguém que avise os fofinhos plantados na comunicação social que uma greve é um braço de ferro. É forçar, desequilibrar, usar uma fisga para derrubar Golias.
Os fofinhos são jogadores – não são árbitros. Estão na equipa do poder estabelecido e fazem parte dos obstáculos a derrubar.


Pode-se dar o caso é do fim ser antecipado.
Anacoreta Correia diz que não há tempo para mudar o projecto, que há um contrato assinado e mais um rol de motivos para recusar alterações de última hora.
E eu não posso concordar mais.
Porém, o diabo está nos detalhes e, neste evento, parece também estar no altar-palco.
E os detalhes dizem que este evento era conhecido há anos (não houve tempo para planear?), que os contratos foram feitos por ajustes directos (com valores partidos, para contornar a lei) e que todo este colossal investimento foi mantido fora da discussão pública (antecipam-se as habituais investigações do MP e respectivas fugas de informação daqui a cinco anos).
Anacoreta diz ainda que o retorno é enorme, umas três vezes o investimento.
Se há assim tanta certeza sobre o retorno, pode-se acabar com toda a polémica sobre os custos.
Entra zero dinheiro público e todos valores deverão vir do próprio evento. Simples, não é? Com tanta segurança de retorno, ainda fazem lucro.
[Read more…]Uma consequência de se envelhecer (uma vantagem?) é ter-se visto no que dão as boas intenções.
Spoiler alert: o inferno está cheio delas.
Olho, por isso, com um ar de a-ver-vamos para o entusiasmo à volta da Iniciativa Liberal e, em particular, para a crença sobre ser preferível ter certos sectores no domínio privado em vez de serem públicos.
Mas, lá está, se nada mudar, tudo fica na mesma, como se dizer poderia dizer numa Lapalissada. Por isso, logo se vê.
Vem isto a propósito da onda de despedimentos que as big tech têm levado a cabo na América, especialmente na forma como foram feitos.
[Read more…]
Quando o excelso ministro das finanças resolve fazer o obséquio de aparecer nas televisões a dizer para tirarem o cavalinho da chuva quanto a dinheiro para salários e funcionamento dos serviços, porque não se pode aumentar a despesa, a seguir devemos perguntar se os (estimados…) 35 milhões para a summit dos católicos não são dinheiro que aumenta a despesa.
Pouco importa se o dinheiro vem da conta geral do Estado ou do orçamento da câmara. Só há uma origem para dinheiro público, os impostos.
O segundo ponto é porque é que isto tem que ser feito em Lisboa. Há já, em Fátima, a estrutura completa para o evento. Isto é como nos casamentos, em que o vestido ou fato só se podem usar uma vez?!
O spin actual é que o mono pode ser reutilizado. Certo. Mas se é para reutilizar, voltamos ao mesmo, têm lá aquele sítio da azinheira.
Ah e tal, a estrutura faz falta a Lisboa e o camandro. Também faz falta acabar com a precariedade e resolver muitas outras coisas. É uma questão de prioridades e já se vê que estas são alimentar vícios de ricos em país sem meios. Mais terceiro-mundista é difícil.
O terror da Iniciativa Liberal, de Nuno Simões de Melo, pelo menos, é tornar-se numa “melancia azul, liberal por fora mas bloquista por dentro”. Bem, para já, o novo líder, Rui Rocha, promete uma manifestação – imagino que seja uma manifestação com KPIs bem definidos e suportada por um business case. Nada dessas coisas grotescas de incomodar pessoas.

O Aventar fez uma sondagem num extenso universo composto por mim, eu mesmo e a minha pessoa e foi possível perceber que a confiança no governo está no seu máximo.
Não se percebem, portanto, as palavras do ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva, ao falar de uma “selva de suspeição sobre tudo e sobre todos”. Onde é que já se viu, uma dúzia e picos de demissões devidas a coisas de justiça e de oportunistas criarem um clima, perdão, uma selva de suspeição?

Alguém que avise o Governo de Portugal. É possível que Marcelo o tenha demitido.
Dados técnicos: por vezes funciona no primeiro acesso e deixa de funcionar ao refrescar a página.
À atenção do Governo: falem lá com a empresa amiga que ganhou o concurso de manutenção.
Dica: é melhor fazerem testes e meter um software de monitorização do estado do serviço. Não precisam de pagar pela recomendação.

Sem a dimensão da classe docente, sem a mediatização dos profissionais de saúde e sem a influência dos juízes, os funcionários judiciais encontram-se há décadas numa situação de congelamento salarial, redução de compensações devidas aos requisitos da profissão, como incompatibilidades e prontidão, e com cada vez menos pessoal para trabalho crescente.
Fala-se comummente no motor da justiça sem se falar no combustível que o faz mover. Sem funcionários judiciais não há justiça, independentemente de haver juízes e advogados ou não.
Isto não é novidade para o Ministério da Justiça. Mas como quem manda é o Ministério dos Buracos Financeiros, fica para trás quem não aparece na ribalta.
Resta parar. É o que estão a fazer os funcionários judiciais.

Podia ter-se juntado à floresta, fazendo-a crescer, mas optou por ficar em isolamento no descampado.
Acordou agora, depois de um longo Inverno de quatro anos. No entanto, depois da eflorescência do passado sábado, quem vai mesmo prestar atenção a 18 brotos de greve aqui e ali?

Vender a nacionalidade, assim lhe podemos chamar, por um apartamento no valor de meio milhão de euros! Ou 300 mil euros, no caso de imóveis mais antigos.
Agora, com uma espécie de condições postas na lei de 2022 para inglês ver, como por exemplo, a sorte grande dos vistos obrigar à compra fora de Lisboa e Porto, excepto se se tratar de imóveis comerciais.
Condições essas justificadas pelo Ministro da Habitação de então, o inefável Pedro Nuno Santos, dizendo que os preços praticados no mercado imobiliário em Lisboa e no Porto são “um crime lesa-pátria”, considerando ser “altura de retirar” os vistos gold nas grandes cidades.
Vejam só, um crime criado em 2012 pelo governo de Passos Coelho e mantido pelos governos de António Costa e que Pedro Nuno Santos resolveu transferir de Lisboa e Porto para outras localizações. É de artista!
Por cinco tostões, qualquer badameco fica com livre acesso ao espaço Schengen. Os vistos gold dão-me vergonha de ser português. Pelos vistos, não envergonham a trupe do governo nem a a clique que o apoia.
Exército Americano estima que o plano climático custar-lhes-á mais de 6,8 mil milhões USD em 5 anos. Só podem estar doidos, a gastarem dinheiro em algo que não existe.

Li por aí, na imprensa “de referência”, que a greve dos professores é desproporcional, entre outros argumentos diminuidores, alguns até paternalistas.
Desproporcional, para mim, é ver o Estado ser um agente de trabalho precário no país, a vestir a pele de hipócrita ao exigir aos outros o que não pratica.
O Estado tem costas largas mas há nomes concretos a apontar. Costa e os seus ministros da educação são apenas os últimos. A actuação dos ministros da educação nos últimos 18 anos tem sido clara e consequente. Desacreditação da classe docente, estabelecimento de práticas que promovem o “sucesso” educativo e desorçamentação continuada.
Por isso, fazem muito bem os professores em não se habituarem. Fosse eu professor e faria o mesmo.
Sente-se com imaginação? Ou vai ser ultrapassado pela realidade? Ora, vamos lá.
Imagine-se que se monta uma operação que utiliza as redes sociais e ferramentas de partilha em massa, tal como o WhatsApp, para produzir conteúdos e/ou promover publicações nas redes sociais, como forma de atacar pessoas previamente escolhidas.
Imagine-se que o conteúdo divulgado inclui a propagação de notícias falsas, o uso de automatismos e de forte investimento para a promoção do conteúdo gerado.
Imagine-se que se formava um grupo a operar no seio de um governo, com elementos desse mesmo governo, alguns da própria família, e financiando-se com dinheiro público.
Imaginou isso tudo? Então, pode tirar a imaginação da cabeça, pois foi uma realidade na Presidência de Bolsonaro e chama-se Gabinete do Ódio.

Burro com palas de WhatsApp (autor desconhecido)
A título de diversão, na sequência de um comentário a obviamente tentar fazer passar mentiras, fui ver o que é dito pelo Brasil. Parei no site da Globo, onde está a lista com os nomes e data de nascimento dos presos por invasão da Praça dos Três Poderes.
O governo do Distrito Federal divulgou uma lista com 277 nomes de pessoas presas nos ataques terroristas ocorridos na Praça dos Três Poderes, no domingo (8), em Brasília […]. Os golpistas foram levados para o Centro de Detenção Provisória 2, na Papuda. Globo, 10/01/2023
Diz o “comentador” que «há cerca de 1500 pessoas, a maioria de homens e mulheres com mais de 50 anos, presas num ginásio de esporte da Polícia, sem nenhuma estrutura de higiene ou conforto. Dois idosos morreram no local. Há também crianças detidas junto aos seus pais.»
Acho muito mal que não tenham higiene nem conforto. É inadmissível que não seja disponibilizado um SPA com sauna e massagem shiatsu a quem tenha acabado de passar horas de trabalho duro a partir vidros, mobiliário e a pilhar bens.
Sobre o número de presos, idades e mortos, constata-se, sem surpresa, que se trata de uma mentira. É esta a génese da turba da extrema-direita, uns grunhos mentirosos, sem a menor preocupação em parecerem credíveis. Ao que parece, têm seguidores qb. Não tirem as palas, não.
Dediquei 5 minutos para fazer este boneco, com uma expressão regular, uma pivot table e o Excel. É mais atenção do que a que merecem estes alucinados.
«Poder local foi “a maior conquista” do 25 de Abril»
«O presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses, Fernando Ruas, considera que “o poder local foi a maior conquista” do 25 de Abril de 1974, permitindo democratizar o investimento público.», JN, 25 Abril 2011

Obviamente que Bolsonaro incentivou a turba fascista. Ao não aceitar a derrota, não colaborando na transição, não estando na tomada de posse. Com os seus discursos de meias palavras. Ou por vezes de palavras inteiras.
Bolsonaro é apenas um cobarde que não assume o que faz.

Versão António Seguro em tons laranja. O primeiro foi de carrinho.
«Montenegro concorda com Marcelo: “não há nenhuma razão” para que o Governo caia agora»
Se calhar tem razão. É melhor esperar que o governo cometa alguma asneira das grandes. Como por exemplo entrar em colapso a partir de dentro, com demissões após demissões.

O Brasil a imitar o pior da América trumpista.
Não é só no Brasil e na América. A humanidade vive tempos de loucura colectiva, penso que será a melhor forma de descrever este delírio que vive de teorias da conspiração, potenciadas pelos algoritmos das redes sociais.
Já todos vimos este filme. Um colosso entra no mercado, trazendo uma dinâmica forte e preços altamente competitivos.
É proibido vender com prejuízo, se bem que demonstrar que a lei foi violada é uma tarefa hercúlea. E como se sabe, o Estado é magro e não tem ninguém para acompanhar o tema.
Porém, nada impede que se venda sem lucro e que se negoceiem condições com os fornecedores por forma a que existam produtos com custo residual (as famosas promoções com preço de arrasar). Afinal, se o fornecedor disponibiliza produtos a custo zero, ou perto disso, dificilmente a venda ao público será feita com prejuízo, mesmo praticando preços finais impossíveis. Está cumprida a lei.
Para aqueles que não têm capacidade financeira e negocial para competir, paciência. Que fechem as portas. O que importa é que o consumidor ganha melhor preços e mais oferta, certo?
Se a concorrência desaparece, paciência. Os empregos desaparecem ou dão lugar a condições precárias mas isso pouco importa. Porque no final do dia, consumidor fica a ganhar. Até que não seja esse o caso.

12 em 9 meses. Sempre fica mais barato à dúzia, desde que não seja com indemnizações à maneira da TAP.
Aparentemente, o mundo está organizado por países, com governos (às vezes democraticamente eleitos), onde os cidadãos (aparentemente) têm alguma voz no destino desses países.
Actualmente, isso é um proforma, apenas.
A nova soberania é ditada pelas grandes empresas globais. Quem não gosta, pode (aparentemente) consumir de outra empresa ou trabalhar em outra empresa. Os termos de utilização dos serviços valem mais do que as leis dos países. E estas empresas, funcionando dentro da lei, têm uma imensa capacidade de a moldar às suas necessidades (benditos sistemas eleitorais com campanhas financiadas por privados) e de a contornar quando lhes convém (p.ex. paraísos fiscais).
São estados ao lado do Estado. Ironicamente, o liberalismo que os tornou possível é o mesmo que cerra a malha às liberdades individuais, um tema querido aos liberais.
Infografia: Visual Capitalist
Qualquer sistema tende para o estado de maior entropia. É um princípio bem conhecido da física, a segunda lei da termodinâmica, que se ensinava no secundário (talvez ainda se ensine, nunca se sabe com estas modernices das aprendizagens e das competências), segundo o qual as interacções de um sistema isolado resultam em transferências entre os diferentes componentes até que todos eles se encontrem no mesmo estado.

Ilustração da segunda lei da termodinâmica. Os líquidos dos dois recipientes acabarão por ficar à mesma temperatura.
Como se recordarão, António Costa foi particularmente efusivo quanto aos bons tempos que aí vêm. Parece que a “trajectória sustentada de redução do défice e da dívida coloca país ao abrigo das turbulências do passado” e que Portugal está “no pelotão da frente” (esperemos que não seja da frente ucraniana).
Título oferecido, o qual agradeço profundamente, que assim me sara as saudades que o dito blog deixou.

Agora vamos ver se este ministro tem daquelas pilhas que duram, duram e duram e se se aguenta mais tempo do que o seu antecessor.
Falta saber é que tipo de pilhas serão essas, já que se forem de lítio poderão existir problemas no futuro.
Ou como diria o chefe da trupe, casos e casinhos. Ele bem avisou para nos habituarmos.
PS: aproveitai para ler o Paulo Guinote sobre os casos e casinhos, perdão, sobre este tema.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Descobri na passada terça-feira que este vídeo deveria ter saído no dia 22 de Setembro de 2024, às 23h30. Pronto, ei-lo.

The Guardian. O que interessa é a arte, a arte, a arte!

(Foto de Francis Goodman/Getty Images)
Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
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