Viva a República de Espanha!

Há 80 anos fundava-se a II República espanhola. Por breves anos entre os nossos vizinhos todos os homens nasciam iguais em direitos e deveres.

Hoje não é o caso. Uma família é mais família que as outras. Que venha a III República. E que seja uma República Federativa, já agora.

O estado do capitalismo em Portugal

Portugueses vão andar mais 40 anos a pagar os custos das parcerias público-privadas.

É o chamado apoio à iniciativa privada. Total: 59,6 mil milhões.

Monólogo socrático

– Está? Agência Lusa? Daqui é da Presidência do Conselho de Ministros. Olhe faça aí um take a dizer que o primeiro-ministro afirmou que não basta ser rico para ser bem-educado, em resposta a Alexandre Soares dos Santos, sim, o da Jerónimo Martins. Onde disse? Bem, ainda não disse, mas diz amanhã em Bragança. Adiante lá o serviço.

– Não quê? Não publica? Quer ir para caixa de supermercado? Não quê? Já tratamos do aasunto. Pode ser que com sorte ainda fique na Lusa a fazer limpezas.

Vem aí o FMI

O pimba é uma arma, e eu não sabia.

Este Jaimão, um mix de Quim Barreiros com Fernando Pereira, tem alguma piada.

Sim, as agências de rapina podem ser processadas

E podemos subscrever a denúncia já feita sobre a Relevância das Agências de Rating e o Risco de Abuso de Posição Dominante.

Num estado de direito não falamos apenas de problemas políticos, mas de uma verdadeira máfia. O estado de direito é que anda muito por baixo.

Justifica-se, assim, a abertura dum inquérito para descobrir e recolher provas, que, além do mais que doutamente for considerado relevante, se sugerem para apurar:
a) a prática dos actos abusivos que são imputados às Denunciadas;
b) a existência de graves prejuízos produzidos nos interesses do Estado e do povo Português;
c) a identificação dos quadros directivos das ditas agências e os autores dos actos objecto desta denúncia, além das pessoas já indicadas;
d) se os benefícios obtidos pelas agências denunciadas e seus clientes foram de notória importância;
e) quais os contratos celebrados a partir de 1 de Janeiro de 2010 com as entidades participantes no mercado da dívida pública portuguesa;
f) todas as comunicações internas respeitantes às classificações referentes a Portugal, a partir de 1 de Janeiro de 2010.

Esta malta anda a fumar erva da boa

Prisioneiro que queira fazer uma greve de fome tem de preencher um formulário.

Guardas da PSP recebem louvores pelos seus dotes na criação de centros de mesa, ou pelo apuro das suas sobremesas.

O Público online parece o Jornal do Incrível? O Inimigo Público assaltou a redacção?

Ou o país ensandeceu. Vou mais por esta hipótese.

Portugal e o passado

O tempo de antena da campanha eleitoral do FMI na RTP chama-se Portugal e o Futuro, passa em horário nobre, é como era de esperar mete nojo.

Zapei por ali há bocado. Fátima Fretes Ferreira entrevistava o actual presidente do BES. Coincidência significativa: o banco que negociava com a Alemanha nazi, num programa que foi buscar o título a um livro de António de Spínola, o homem que começou a carreira militar combatendo pelos nazis e a acabou como chefe de um grupo terrorista.

Tudo impune, é claro. Como duvido que a senhora lhe perguntasse sobre o negócio dos submarinos, mudei de canal, é claro.

Não dizer mentiras

O Zé cantaa primeira regra é não dizer mentirasmashup dos Bandex no seu novo êxito, Mentiras, um vídeo romântico com o último primeiro-ministro de Portugal.

José Sócrates e orquestra.

O novo chefe do governo, nomeado pelo PS/D antes das eleições

O novo líder dos partidos da banca, rota e esvaziando-se para os bolsos dos seus accionistas, chama-se Poul Thomsen, é dinamarquês, e já afundou a Grécia e a Irlanda na recessão que lhes dá cada vez mais lucro.

Seja bem vindo, somos um país hospitaleiro que abre as portas a qualquer assaltante como quem estende o tapete  a um turista.

Confesso alguma nostalgia por Teresa Ter-Minassian. Questões de estética, mais nada.

O Povo é que Paga

 

Esquerda, volver

Sócrates foi ao sótão, ou à cave, buscar Ferro Rodrigues, o último dirigente do PS que sabe dizer umas coisas de esquerda.

Em resposta Coelho tirou da cartola Fernando Nobre, que diz coisas de direita, de esquerda e quando não há vento diz coisas de lado nenhum.

Suponho que Freitas do Amaral regressará ao CDS (não é de esquerda, mas para lá foi gatinhando).

Porque será que está tudo à caça dos votos da esquerda, que tão maus resultados tem tido nas sondagens? Uma súbita viragem ideológica?

Ou será que as sondagens mentem, e tudo se resume a uma palavra: medo? Ou Islândia, o que vai dar ao mesmo.

 

No tempo em que o PS fazia congressos

e os animais falavam sem teleponto.

Deste tempo continua o Almeida Santos, o Tino à falta de quota para deputado fez-se à vida no mundo do espectáculo, e sobram os mesmos cerimoniantes.  Lembrando o saudoso Guterres: é a vida.

Sócrates canta balada no encerramento do congresso do PS

Canta, a sério, e encanta José Sócrates:

não dizer mentiras a primeira regra é não dizer mentiras deve haver regras o que o senhor disse foi uma mentira e depois faz-se de vítima

Ouçam, tem orquestra e tudo.

Desconhecia este projecto,  e projecto continuar a gostar. Bandex. Munta bom. Amanhã há mais.

Islândia, um povo com coragem

ia a dizer tomates, mas a Islândia nem tem clima para os criar:

o NÃO

ganhou.

Não a pagarmos as dívidas dos bancos. Não a sermos parvos. Sim a sermos cidadãos, no voto, na rua, e a mandar a crise financeira deles para a puta que a pariu.

Sim, apetece-me dizer sou islandês. Não, quero ser português: com tomates. Como de resto as portuguesas sabem ter, no sítio. Vamos a isso.

 

História e estórias

Gosto muito dos romances de Vasco Pulido Valente. Nunca percebi muito bem porque insistem as editoras em catalogá-los de livros de História (uma ciência que tem como primeira premissa citarem-se sempre as fontes), mas o pessoal do marketing tem destas coisas.

Também sou leitor assíduo das colunas de humor que vai mantendo nos jornais.

Tudo isto a despropósito da piada de hoje no Público, que o Nuno Ramos de Almeida e o Ricardo Noronha já desmontaram.

As generalizações são perigosas, mas se a VPV acrescentarmos Rui Ramos e Maria Filomena Mónica, todos muito expeditos na arte de confundir opinião com ciência, e muito distraídos quanto às fontezinhas (Filomena Mónica um pouco menos, convenhamos), entenderão porque tenho pelos historiadores doutorados em Inglaterra a mesma consideração que terei por um doutorado em História no Burkina Faso.

O azeite vem sempre cá acima, ou a prova dos nove:

Porque não apoiei a candidatura de Manuel Alegre à presidência:

Alegre defende que diálogo de esquerda não pode excluir o PS

Porque é que, vai para uma década, insisti com os meus camaradas no BE que a luta contra a co-incineração conduzida por Boaventura Sousa Santos estava derrotada à partida, e procurar esquerda no mesmo BSS era uma perda de tempo:

“Um Compromisso Nacional” recolhe apoios de peso

Também me engano, muitas vezes não tenho razão, mas da esquerda em Coimbra ainda sei umas coisas.

Sócrates e a escola pública a caminho da privatização

Quanto à educação, Sócrates concentrou-se no combate em torno do contratos de associação com os privados, no enorme investimento que terá feito nas escolas e nas propostas do PSD para dar ao ensino privado um papel não apenas complementar, mas de parte integrante do sistema público. (…) Sendo justo, este é o único exemplo de que Sócrates tem autoridade para falar. É verdade que, apesar dos enormes erros que cometeu na relação com os professores, investiu na rede escolar pública e tentou moralizar a mesada que o Estado dava a escolas privadas.

Isto é não é verdade Daniel Oliveira. O que Sócrates fez na escola pública foi prepará-la para a municipalização e posterior privatização. Nomeou como ministra uma especialista em sociologia das profissões com a única missão de transformar as escolas em meras empresas: a pseudo-avaliação dos professores, e sobretudo a actual lei de gestão escolar transformaram as escolas num “pronto a privatizar” sedutor. Os mega-agrupamentos fazem delas negócios apetecíveis.

Quanto aos contratos de associação deixa-me rir: até este ano lectivo, ou seja durante 5 anos, aumentaram todos os patrocínios aos colégios, ou seja à Igreja e ao grupo GPS. Houve uma pequena redução agora, perfeitamente ridícula, continuando-se a sustentar colégios no centro de uma cidade com escolas públicas às moscas onde os professores são obrigados à oração matinal, e as notas são critério da admissão dos alunos.

O investimento na rede escolar passou por encerrar escolas que encerram aldeias, por uma Parque Escolar que passa a proprietária dos edifícios e entregou o grosso dos trabalhos aos amigos do costume.

E nem falemos das Novas Oportunidades (por acaso também um negócio com que alguns se encheram), ou da propaganda magalhães (uma boa iniciativa se os professores tivessem tido formação para os utilizar, mas que se ficou por uma mera campanha à Valentim Loureiro).

O programa Sócrates para a educação reduziu-se a um único objectivo: privatizar por aí. Pode calhar a outro o golpe final, o trabalho de casa está feito.

Por uma vez estamos de acordo

Sócrates faz ataque ao PSD e apela ao voto útil à esquerda

Sim, voto útil à esquerda. Contra a direita, CDS, PSD e sobretudo contra o inútil PS que nos tem governado. Já chega de lambedores das botas dos banqueiros, gente agachada perante a Merkel, vendedores do país em suaves privatizações mensais. Já chega de ataques à escola pública, ao SNS, aos mínimos direitos laborais. Já chega de pagarmos todos os BPN´s, os submarinos, as parcerias público-privadas. Já chega.

Voto útil à esquerda, sim: do outro lado estão 3 alunos da mesma escola: a JSD. Nenhum é diferente entre si no essencial: são os 3 iguais mesmo com as suas pequenas diferenças cosméticas particulares.

Um vendia magalhães, este vende tapetes, o outro vai ao pote

Cavaco-tapetes

foto roubada, com a devida vénia, ao samuel: Cavaco Silva – «Este com temas do mar, fui eu que inventei, de férias na casa da Coelha…

Era porreiro, pá

A malta também tem direito a tratados. De esquerda.

A imagem final

Teixeira dos Santos visto pelo Le Monde

Sócrates e Teixeira dos Santos no El País.

enrabados


Portugueses preparando-se para satisfazer as necessidades dos bancos nacionais.  Ao fundo o FEEF/FMI aproxima-se, ainda na fase de observação da capacidade intestinal das vítimas.

Até às eleições está garantido o uso de lubrificante, e em princípio de preservativo.  Continuem a votar PS/PSD, e podem ter a certeza absoluta que esses luxos acabam no dia seguinte.

3 homens e uma crise

Cavaco Silva transforma grupo terrorista em segredo de estado?

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Julga-se o último processo do caso GAL, uma organização terrorista que cometeu diversos assassinatos em nome da luta contra a ETA, na década de 80. Um mercenário português, Rogério Fernando Carvalho da Silva, presta o seu depoimento e afirma ter recebido instruções de Cavaco Silva para tratar do assunto como segredo de estado.

Pelo que se conhece deste caso, não deve ter sido só Cavaco Silva, e parece óbvia a forma como se tenta disfarçar o envolvimento das autoridades portuguesas nos GAL. Também, num país onde terroristas do ELP/MDLP presidem a municípios, nada a estranhar.

via Esquerda Republicana

Chamem a polícia, que eu não pago

Começou então o ataque às dívidas soberanas. Aproveitando os absurdos institucionais europeus e a certeza de que na Europa cada um trataria apenas de si, as economias mais frágeis do euro foram a vítima preferencial. O que não foi sacado através das ajudas públicas foi-se buscar através de juros usurários. Basicamente, as economias mais frágeis passaram a trabalhar para pagar uma mesada à banca, pedindo emprestado para pagar os juros. E quanto mais pedem mais os juros aumentam, numa espiral que só acabará quando todo o sangue for sugado.

Excelente texto do Daniel Oliveira. A Associação do Amigos dos Banqueiros Desvalidos e seus Mercados vai comentando, já sem um único argumento, desde que a Irlanda começou timidamente a dizer não. Da mesma forma que muitos deles meses atrás apenas pediam cortes na despesa, e hoje já descobrem que sem crescimento económico não há solução, mais uns tempos e veremos a direita a descobrir em si um João IV que lhe restaure o lusitanismo. Tal como em 1638/40, basta aos donos de Portugal sentirem-se acossados pelas ruas, e espero que pelos votos, e o milagre da transmutação dos que agora querem vender a pátria em ferozes patriotas voltará a ocorrer.

Neste caso a História não se repete só duas vezes, está sempre a repetir-se.

O povo unido ficava menos f*

Malevich, Suprematismo em 8 rectângulos

Malevich, Suprematismo em 8 rectângulos

Percebemos que o país bateu no fundo quando assistimos a uma aproximação entre BE e PCP. Não porque essa aproximação seja uma má notícia, muito pelo contrário, mas porque o simples diálogo entre os únicos partidos parlamentares que não têm qualquer responsabilidade governativa, distin-guindo-se por todos os seus deputados não ganharem nem mais um euro do que ganhavam antes de irem para a AR, demonstra que aqueles que fazem política por causas, e não por causa dos seus interesses pessoais, se entenderam na necessidade de se mostrarem como alternativa, aliás a única alternativa possível à dupla José Dupont & Pedro Dupond que se pretendem candidatos ao poder com estatuto de exclusividade.

Por maior que seja a pressão dos seus próprios eleitores não acredito numa coligação eleitoral (cujos benefícios Ricardo Alves demonstrou). Já um programa comum de governo, por muito minimal que fosse, era um progresso assinalável, e que poderia ter benefícios concretos. Em muitos distritos (pelo menos Aveiro, Beja, Coimbra, Faro, Portalegre, Porto, Viseu, Setúbal e Viana do Castelo) uma deslocação de votos para o partido mais bem colocado traduzir-se-ia em mais deputados de esquerda. Não falo em desistências formais, mas há muitas formas de em campanha essa deslocação se proporcionar.

A reacção da direita a estas aproximações, como sempre primária e assustada, demonstra que o objectivo de garantir 25% dos deputados, única forma de salvar a constituição, não é impossível. Precisa é de ser muito bem explicado aos abstencionistas, e de que estas aproximações sigam no sentido da unidade dos partidos que não são iguais aos outros.

*odido

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Depois de o Presidente da República, Cavaco Silva, ter apelado a uma campanha “sóbria nos meios”, o PSD e o CDS garantem que não vão utilizar cartazes, I