Parabéns 5 Dias

O 5 Dias fez ontem 5 anos. Para essa grande casa da esquerda os meus parabéns e esta modesta recordação à laia de prenda de aniversário.

outra versão da imagem aqui

Die de la Lhéngua Mirandesa

Hoje é o dia da língua mirandesa.

Nós tenemos
muitos nabos
a cozer nua panela,
nun tenemos
sal nien unto
nien presunto nien bitela [Read more…]

Um dia na CP

Hoje tive a sorte de começar o dia a trabalhar na baixa lisboeta. Uma agradável surpresa que logo me convidou ao velho hábito de comprar o Público, apanhar o comboio da linha de Sintra e aproveitar para iniciar a manhã sem o stress automóvel.

Ouro sobre azul? Seria, não houvesse uma avaria em alguma coisa, não se sabe o quê, levando ao caos na estação. Problemas em todo o lado existem, a diferença está em saber a eles reagir ou não e  como pude verificar, a CP não sabe. Há painéis electrónicos para informação mas nada diziam; o sistema sonoro estava mudo; na bilheteira havia uma fila de pessoas a tentar obter uma resposta do funcionário, o qual não respondia porque estava ao telefone a tentar perceber o que é que se passava; clientes furiosos tentavam que lhe devolvessem o dinheiro pago pelo bilhete, mas sem sucesso porque o “sistema não deixa ver”. Desorganização total.

Mas voltemos um pouco atrás. Estava para sair de casa e peguei nos vários cartões recarregáveis de viagens. Um deles haveria de funcionar. Azar, alguns eram do metro e, apesar de serem teoricamente usáveis em todos os transportes de Lisboa, depois de usados num transporte já não funcionam nos outros. E os dois que foram estreados na CP tinham a validade expirada. Parece que só se podem usar durante um ano.

Acabei por comprar um novo cartão, lá apanhei um comboio e fui à minha vida. Ao regressar a casa, lembrei-me que podia tentar devolver o cartão expirado. Atendeu-me um cavalheiro, prestável e simpático, que lamentou nada poder fazer, já que os cartões só podem ser trocados nos cinco dias depois da compra. Mas foi uma boa notícia, pois antevi o plano de, à chegada, devolver o cartão na bilheteira. O plano só falhou por estar fechada  mas fora isso é perfeito.

Assim foi o meio dia na CP. Fui servido e, por bónus, ainda ganhei um cartão para a colecção. Quem sabe se isto não é como os selos e, daqui a uns anos, não terão valor para a troca?

Versão sem petróleo mas com bananas

Não vos faz lembrar uma célebre foto do antigo ditador iraquiano?

Ponto da situação

Encontrado num mail. Entrega-se a quem provar pertencer-lhe. Inimigo Público de sexta-feita, dia 9 de Setembro, e os meus agradecimentos ao leitor que deixou esta indicação.

Vamos colocar na Constituição um limite ao número de infectados com doenças sexualmente transmissíveis

A ideia é simples e resume-se ao que diz o título deste post. Já a explicação é um pouco mais demorada, pelo vamos a ela sem delongas.

Como é público, as doenças sexualmente transmissíveis prejudicam as pessoas e a sociedade em geral. Defendo por isso que se deve inscrever na Constituição um limite de 3% como tecto para o número de contágios devidos a esta doença.

Esta abordagem tem ainda a vantagem de ser familiar aos portugueses, o que facilita a respectiva adopção, já que segue o habitual padrão de se fazer uma lei sempre que há um problema e é preciso dar a impressão de se estar a fazer algo para o resolver.

Finalmente, assim defendidos pelo latex protector da lei das leis, outras liberdades naturalmente virão. Por exemplo, pode-se passar a morrer mais por insuficiência renal, já que, ao que parece, há que cortar nos transplantes dos rins.

Mulher doa rim aos mercados

Despedida por faltar ao trabalho para doar rim a filho

A ser verdade esta notícia (porque verosímil é, com certeza), confirmamos que não há conquistas asseguradas. No mesmo mundo ocidental que comemora o Primeiro de Maio, a regressão contínua e frequente dos direitos dos trabalhadores é um facto lamentável e nada lamentado por um patronato em roda livre, apoiado em políticos encandeados com o brilho dos mercados e de um capitalismo que não é mais do que a suspensão de qualquer resquício de humanidade, uma lei da selva com aroma a perfumes caros.

Uma mãe que dá, pela segunda vez, vida a um filho é, para estes yuppies (ana)crónicos, um anacronismo que deve ser varrido. Nem será de admirar que os lusos seguidores desta seita de um capitalismo de rosto inumano venham a exigir aos assalariados a doação de órgãos, porque parece estar cada vez mais perto o dia em que já não será possível retirar-lhes direitos ou cortar-lhes salários.

Uma Casa de Putas

Portugal é uma casa de putas; senão vejamos:

Entre 22 de Maio e 31 de Julho deste ano desembarcaram no novo Mastodonte de Beja… 164 passageiros*, dos quais 41 responderam a um inquérito de satisfação. O grau de satisfação deste mar de gente – numa escala até 5 – é de 4,7!

A esta média espectacular de 2,3 passageiros por dia, ainda estou para perceber de que forma é que o Fóssil de Beja  “poderá complementar o Aeroporto da OTA”. Alcochete jamé. A lista das possibilidades é incrível, mesmo. E quem paga as contas?

* TANTA gente cabe em duas carruagens de 2ª Classe do Intercidades

ADENDA: segundo comentário de Luís Miguel Taborda (da ANA?), e recorrendo a esta notícia, o tráfego que eu citei (via imprensa local) de 164 passageiros em 71 dias foi, afinal, de 328 passageiros (embarques/desembarques). Notável média diária de 4,6 pax/dia.

A família pedófila

família pedófile

Para os meus discentes do derradeiro ano da Licenciatura de Antropologia do ISCTE, antes de entrarmos no Modelo Bolonha de Universidade.

É-me quase impossível esquecer este ano de debates, quer em Etnopsicologia da Infância, quer em Antropologia Económica. Durante o ano que finda este mês, quatro discentes meus foram pais e mães. Não consigo esquecer os incasáveis conselhos que saíam da minha boca, via Freud, Klein, especialmente Bion: permitam às crianças entenderem o mundo, não durmam com elas ou, como diz Boris Cyrulnik, qualquer dia temos uma família pedófila? [Read more…]

In illo tempore

Poucos minutos depois das 0h00 de há 32 anos – 10 de Setembro de 1979 – atrás recolheu às extintas instalações dos Serviços Municipalizados de Braga, à rua do Avelino, o último troleicarro que circulou em Braga.  Eram tempos muitos agitados e conturbados e a rede de transportes urbanos da cidade – troleicarros incluídos –, então operados por uma companhia privada, a SOTUBE, estavam na “mira” da nacionalização, tão em voga na época: a SOTUBE (boa ou má, não interessa agora ao caso) era diariamente “torpedeada”: inclusive tinham tido recebido, pouco tempo antes, ordem de despejo das instalações dos SMB da dia para a noite, e só os troleicarros ali permaneciam “de favor”. Favor esse que terminou em 10 de setembro de 1979, um domingo, quando a ‘Avenida’ passou, por determinação camarária, a ter apenas circulação viária no sentido descendente; ora como os troleicarros a usavam cerca de 200 m no sentido ascendente… consumatum est.

Os troleicarros, esses, estavam decrépitos; e a rede ainda em pior estado. Mas dois veículos tinham sido recarroçados 4 anos antes; quem sabe a SOTUBE queria continuar…

Tudo, como se sabe, foi para Coimbra, que ainda usa algum material da linha aérea; os carros foram vendidos como sucata. “Sobra” o carro-torre, uma velha relíquia – em breve apenas relíquia dado o péssimo estado de conservação em que se encontra num esconso do pátio descoberto dos SMTUC.

Mas hoje recordemo-los enquanto eram o melhor do havia na “cidade dos Arcebispos”: em frente à Arcada, em foto de Arselino de 1965, na minha coleção pessoal.

Emídio Gardé

O ódio às árvores

Jardim Salgueiro Maia, Massamá

Li há dias e acabo de confirmar:

«Desde o início do verão que a Câmara de Oeiras tem desenvolvido um plano de intervenção que prevê o abate de 90 por cento de árvores na freguesia de Santo Amaro de Oeiras, uma decisão que tem sido alvo de protestos.» na Rádio Ocidente

A Câmara de Oeiras justifica a acção como decorrente de várias reclamações devido às árvores terem “elevado risco de rutura” mas que estão previstas “novas plantações e melhores acessibilidades (zonas de passeio e estacionamento)”. Sem conhecer o caso mas atendendo ao habitual modus operandi aqui deixo a minha aposta de as reclamações terem vindo da parte da tesouraria da câmara, que novos estacionamentos pagos e árvores era coisa incompatível. Os protestos decorrem mas têm os políticos em Portugal este velho hábito de os ignorarem e, mesmo assim, conseguirem fazer-se eleger na mesma. Até com processos em tribunal e condenações à vista, já agora.

O ódio às árvores, particularmente entre o poder local, é algo de longa data. [Read more…]

Um PS mais seguro, mais credível :D

Jornalismo na Sarjeta…

A edição de ontem do Correio do Minho garante: centenas de minhotos perderam a vida no acidente (ferroviário) de Alcafache. Foram… centenas… só do Minho… centenas…

Aquele que terá sido o mais sério acidente ferroviário em Portugal, desde que há memória televisiva, não tem uma estatística conhecida; estariam a bordo dos dois comboios envolvidos cerca de 400 passageiros. A imensa maioria, assegura quem por lá andava, sobreviveu, até mesmo sem mazelas físicas.

Assim vai certa imprensa divinatória.

É bom não esquecer

Estamos no início do ano lectivo 2011/2012. Por isso nunca é demais recordar a cartilha que deve ser seguida para o sucesso escolar.

Mas a cartilha, de tão filosoficamente rica que é, poderá servir para o país inteiro e até ao Governo: sejamos capazes de escutar estas palavras e fazer de conta que a escola e os professores são a troika, estudar e aprender é trabalhar e pagar impostos, e que os alunos somos todos nós.

Opções

Não, eu não sou também norte-americano. Fui por uns dias, faz hoje 10 anos.

Mas  também já fui guineense, caboverdiano, sãotomense, angolano, moçambicano, indiano e timorense.

A solidariedade é uma escolha e cada um faz a sua.

Crime e castigo

Durante as últimas décadas, governos, partidos – mesmo os que não chegaram a governar – e eleitores colaboraram activamente para que a nossa qualidade de vida subisse consideravelmente. O salto foi de tal forma intenso que foi possível fazer um colosso cultural em Belém (agora emprestado a um particular), ergueram-se estádios em todo o país (que até vão ser demolidos por causa do custo de manutenção), a lista de aldeias com acesso por autoestrada gratuita cresceu exponencialmente (apesar de agora terem que ser pagas) e o número de pessoas a trabalhar directa ou indirectamente no Estado não parou de crescer (tanto bem público precisa, inevitavelmente, de mais eleitores – perdão, trabalhadores).

Talvez nem houvesse problema se por acaso os consumidores não preferissem o preço dos jeans feitos por orientais a trabalharem 14 horas por dia do que os nossos que eram feitos no Vale do Ave em condições laborais justas mas mais caros. Ou se os carros não viessem da Alemanha, os computadores de Taiwan, os tomates de Espanha, os lápis da China e o software da América. Ou então, que tivéssemos todas essas importações mas que a nossa balança comercial não fosse 10% deficitária ao ano, levando o país a endividar-se no valor do seu PIB a cada 10 anos.

Eleição após eleição vemos o crime da irrealidade ser premiado com o voto. Chegado o castigo da conta, é altura de irmos para a rua gritar contra os que até aqui nos trouxeram. Chega de conformismo, abaixo os eleitores. Ups, se calhar os culpados não são “eles” mas sim nós.

Rumo ao Norte

No sentido inverso ao dos pássaros.

Baixa-Chiado quê?

O presidente do Metropolitano de Lisboa está contentíssimo com uma cambalhota toponímica parola e patega. Alguém se lembrou de rebaptizar a estação Baixa-Chiado e chamar-lhe PT Bluestation a troco, está bem de ver, de uns euritos. E como, hoje, onde há euros há tudo, nada mais importa.

Há milhões a ganhar na cidade de Lisboa, mesmo para lá do metro. A CML pode até rebaptizar lugares e monumentos. O Marquês de Pombal, por exemplo, pode passar a chamar-se Marquês de Borba Reserva Tinto, o Jardim Zoológico ganharia o nome de Twiskas World, o Campo das Cebolas podia, sem prejuízo algum, chamar-se Caldos Knorr, a Praça Camões passaria a MultiOpticas Serviços Opticos, o Jardim da Estrela soaria bem como Starbucks Coffee Company Garden, a Sé de Lisboa seria conhecida como Espírito Santo Ventures-SCR e a Mouraria tornar-se-ia Fly Emirates.

Isto seria apenas o princípio, depois viriam as ruas e avenidas: a Rua Duque de Palmela chamar-se-ia AutoEuropa Street, a Rua do Século promover-se-ia a Millenium BCP Street e até o Beco do Jasmim cheiraria melhor chamando-se Chanel Parfums & Fragrances.

É fácil, afinal, ser moderno e cosmopolita. Difícil, difícil, vai ser escolher o novo nome a dar à cidade de Lisboa. Alguém tem ideias?

Rumo ao Sul

Acaba-se o verão e os pássaros vão para Sul.

Sem espinhas

O problema de António Ribeiro Ferreira, que diz ser urgente partir a espinha aos sindicatos, é um problema de desambiguação. Se pretende referir-se a espinha, no sentido de coluna vertebral, fala de uma coisa que não tem, e portanto não pode saber o que é, tantas vezes se vergou ao peso do servilismo mais abjecto, de que uma célebre entrevista a Maria de Lurdes Rodrigues é exemplo que basta. Os vermes são invertebrados, como toda a gente sabe, e do agora director do I guardo este naco, quando em tempos de bom senso foi forçado a exilar-se, perdão emigrar, para um blogue:

É preciso emigrar, rapidamente e em força. Para a blogosfera, um espaço livre sem lacaios medíocres. As lixeiras, essas, estão aí, a céu aberto.

Por outro lado se usou a expressão no sentido dermatológico, pese que essas espinhas não se partem mas sim se espremem, já faz sentido: os sindicatos portugueses precisam de uma limpeza de pele para permanecerem na frente do seu trabalho histórico, aquele que ao longo do séc. XX foi apagando a miserável situação  laboral do séc. XIX.  Até porque o objectivo claro da corrente de pensamento dominante, que António Ribeiro Ferreira tão bem representa, é mesmo essa: regressar às cavernas do trabalho sem direitos, de sol a sol, infantil e escravizado. Queriam, mas não vão ter.

Com música

A última contratação do Aventar é o moço que toca violino nesta cantiga recolhida pelo Giacometti em Dornelas do Zêzere (pode ouver a recolha) e aqui variada pela Brigada Victor Jara.

Chama-se Manuel Rocha, ganha a vida como director do Conservatório de Música de Coimbra com aplauso da cidade até porque é o rosto de uma escola que não tínhamos mas agora temos, sendo também comunista desde pequenino, o que nesta aldeia é uma boa razão para não ser aplaudido.

Tem sido cabeça de lista da CDU deste distrito que inclui Dornelas do Zêzere, e um dia chega a deputado, aposto, com mais um esforço destes governos também a esquerda nesta província chega lá mais depressa do que devagar.

Do brioche ao broche

É contra todos os meus princípios roubar nos redis sociais desta forma mas não resisto, por amor e devoção à história.

O Comboio em Fonte Coberta

Bem perto do apeadeiro de São Miguel da Carreira, Linha do Minho. Vivam os comboios de todos os tamanhos.

O Demo Crato

Depois da Sinistra Ministra dedicado a Maria de Lurdes Rodrigues e de Uma Aventura Sinistra que homenageava Isabel Alçada, chegou a vez de Nuno Crato ter direito ao seu Demo Crato. Dizem que também por lá vou andar, disfarçado de anjinho.

 

Hoje somos muitos, amanhã seremos milhões

A frase é de Mota Pinto e o cartaz, um dos primeiros do PPD, levava invariavelmente por cima com o comentário “A culpa é vossa, tomem a pílula“.

Trinta e tal anos depois vem a vingança: a pílula vai deixar de ser comparticipada. O governo encontrou uma solução para a crise demográfica e a longo prazo para a quebra do consumo interno.  É tipo: vamos aumentar a taxa de mortalidade mas compensamos com a natalidade. Palavras para quê? é um homem da Médis em todo o seu esplendor.

Quem é Justin Bieber?

Ontem disseram-me uns jovens da minha idade que esta criança – Justin Bieber – é o ídolo dos adolescentes. Alguém me explica porquê?

 

Vamos poupar 12 Euros?

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            -Qual será a opinião de Paulo Portas, sobre este colossal incentivo à natalidade, tema que constitui desde sempre uma das bandeiras do CDS/PP?

Cabum

será?

Um Amigo Para Passos Coelho

O Professor Fati arranja e mantém emprego… é deste homem que Pedro Passos Coelho precisa lá em Massamá. Ainda por cima, facilita os pagamentos