Um imposto com vantagens colaterais

A ideia do Bastonário da Ordem dos Médicos de aumentar o IVA da comidinha rápida e gordurosa apenas pecou por ter sido apresentada ao ministro errado. Paulo Macedo tem mais que fazer, rebentar com o SNS parecendo que não dá muito trabalho.

Tivesse apresentado a proposta a Pedro Mota Soares e aposto que este teria logo feito contas à vida: ora crianças magrinhas, cabe mais uma em cada sala dos infantários, velhotes sem obesidades, podemos empilhar mais uns três em cada lar, hambúrgueres mais caros vendem-se menos, passam de prazo, dão-se aos pobrezinhos … só vantagens, é claro.

A base da teoria da conspiração foi-se…

Em artigo de opinião sobre a intenção de o Governo privatizar algumas empresas, nomeadamente a RTP, o CEO da Ongoing afirma que “há privados que, não sabendo gerir as suas empresas, querem que seja o Estado a assegurar-lhes a sobrevivência”. Nuno Vasconcelos esclarece que “a Ongoing não vai à privatização da RTP – porque a televisão da Ongoing é a SIC”.

in Diário de Notícias – 06-09-2011

 

Pois é, a teoria dos corredores das más-línguas era tão simples e simplista como isto: O Nuno Vasconcelos da Ongoing queria um canal de televisão. O Ministro Miguel Relvas queria privatizar a RTP. Estavam feitos um com o outro.  É muito português falar do que se não sabe…

A Ongoing já está na televisão e quer, quando muito, ser maioritária na empresa que é, também, sua: a Impresa. Sendo a Ongoing uma das principais accionistas da Impresa, a privatização da RTP é um pau de dois bicos. A privatização da RTP terá como consequência natural (é o mercado) uma desvalorização do valor da Impresa e da Media Capital. Sobretudo, tendo em conta as audiências dos últimos 12 meses, sofre a Impresa.

Sendo Nuno Vasconcelos accionista da Impresa, se fosse à privatização da RTP teria de vender a sua quota e ninguém gosta de vender em perda…Mais, é mais fácil e barato recuperar a SIC para níveis de audiência do passado do que colocar a RTP financeiramente viável.

Obviamente, para quem conhece o mercado e as personagens em causa (Impresa/Balsemão vs Ongoing/Vasconcelos) a tentação de acreditar que a Ongoing quer a RTP até podia colher: Balsemão e Vasconcelos não se vão entender e seria mais simples a este último vender a sua participação (22,8%) e partir para a aventura RTP. Errado.

Enquanto as virgens (ofendidas ou suicidas) andam entretidas a tentar fazer a cama a Miguel Relvas com a desculpa, falsa, da guerra Ongoing-Impresa, temos dois players internacionais e um nacional interessados, esses sim, na privatização da RTP a rir às escondidas.

Pelo andar da carruagem e com tanta gente a continuar a desempenhar o papel de idiota útil, sobretudo certa esquerda e imprensa, temo que chegou a hora das hienas. Como sempre, no fim elas vão continuar a rir e os idiotas vão chorar e muito…

Coisas de que ninguém fala…

O actual governo quer acabar com o estado paralelo. Disso ninguém fala. Aqui vai o resumo do documento público em causa:

Em consonância com o PAEF, o Governo reconheceu, no seu programa, a urgência da redução do “Estado Paralelo”, normalmente identificado por institutos, fundações, entidades públicas empresariais e empresas públicas ou mistas ao nível da administração central, regional e local, definindo que nos primeiros 90 dias de governo, com base num levantamento da dimensão deste “Estado Paralelo” serão definidas as opções de extinção, de reorganização, de privatização ou de reintegração na administração direta das entidades que o constituem, sempre visando uma melhoria dos processos e simplificação das estruturas organizativas consideradas dispensáveis, de dimensão excessiva ou cujas tarefas e funções se encontram sobrepostas na estrutura do Estado, e introduzir alterações legislativas necessárias para melhorar a sua monitorização e operação.

Esta ação deverá estar concluída até final de Dezembro de 2011 e com base nos seus resultados a administração (central, regional ou local) responsável pela entidade ou pelo seu financiamento tomará as decisões consequentes com a avaliação, até final do segundo semestre de 2012, em conformidade com a lei, tendo em vista a racionalização do número de entidades. Até Julho de 2012, e com o resultado do levantamento, serão adotados novos regimes jurídicos para os diferentes tipos de entidades, definindo as regras aplicáveis à sua criação, funcionamento, monitorização, reporte, avaliação do desempenho e extinção, aumentando o controlo sobre essas entidades.

Desenvolvimento e paz

     Dizia Churchil que a democracia é  o menos mau dos sistemas políticos.  É  verdade.  Tem defeitos e falhas,  como tudo o que é humano, mas tem vantagens incontestáveis sobre as ditaduras. Também se diz que a democracia é um  sistema político caro porque as  suas decisões  obrigam a debates e consensos,  não são tão rápidas como  as  imposições das ditaduras.  É  igualmente verdade.  Mas  a crítica,  unilateral,  vem dos que não querem ter o trabalho  de pensar  pela sua cabeça,  de participar activamente na coisa pública.  Exige civismo 365 dias por ano, 24 horas  por dia. É uma vocação  de bem comum,  de solidariedade,  de construção  cultural assente em liberdade  e respeito pelo próximo.

     Todo o ser humano tem direito  à  educação, à saúde, à habitação, ao trabalho,  à  livre expressão  dos seus pensamentos,  à associação na defesa  dos seus legítimos interesses –  seja qual  for a sua raça, religião, sexo,  orientaçao sexual,  opção  política  e  país de origem.  Não é preciso ser crente ou pertencer a  uma religião  para se saber que é assim.   Basta ser decente. [Read more…]

Forte Apache

Alguns desalbergados do espanhol, e não só,  entrincheiraram-se no Forte Apache. Acho muito bem: se há governo, que haja quem o defenda. A presença do nosso Fernando Moreira de Sá dá-me para já a garantia de que pelo menos no futebol temos coisas a comemorar juntos. Nada como uma faísca para incendiar a pradaria.

Forte Apache, o novo Blog (e falam no Aventar…):

Esta segunda-feira, a partir das 13h, arranca o novo blog “Forte Apache”.

Quem se atreve a falar no Aventar sem autorização?..

Os caminhos de Alberto João Jardim

Nem com um GPS isto se resolve.

Roubado no Facebook.

 

Só pode ser coisa da esquerda radical…

A Ler:

NÃO SEI se é da idade ou da falta de habilidade dos seus atentos e venerandos funcionários, mas Francisco Pinto Balsemão anda a “perder a mão” no que diz respeito a campanhas movidas contra quem possa ameaçar os seus interesses…

 

O concurso de professores e os erros informáticos do costume

Não é novidade nenhuma que os concursos para professores sofram do eufemismo designado por erro informático (que tenta despachar para as máquinas as asneiras dos humanos).

Ontem os resultados forma publicados às 10h, mas 10 minutos depois retirados. Valeu que dois blogues (o Professores Lusos e o Blog DeAr Lindo) foram publicando os pdf’s que alguns tinham conseguido descarregar, prestando um serviço meritório e solidário.

Estamos a falar de umas 50 000 pessoas ansiosas por saberem onde vão trabalhar, e sobretudo se vão trabalhar. Mas como na maior parte dos casos são descartáveis o Ministério que só à tarde voltou a colocar as listas online nem uma explicação deu.

Como já foi por aí sugerido, subscrevo a ideia de que para o ano o Ministério enviei as listas directamente para os blogues, que a malta trata do assunto. E não estou a brincar: 50 000 a acederem a um servidor é realmente complicado, e trata-se apenas de seguir o exemplo dos resultados eleitorais, há muitos anos distribuídos por vários órgãos de comunicação social resolvendo-se assim os entupimentos de outros tempos.

Entretanto o dia amanheceu com mais uns 30 e tal mil desempregados. Nada de novo na frente liberal do oeste.

Política de consumidores para Portugal

World Through My Eyes

"O Guardador de Uvas"

De repente, numa qualquer esquina de uma rede social, dá-se de caras com alguém que não se vê há anos. Com quem se partilhou farras, jantaradas e até uma confraria (o nosso Fernando Moreira de Sá que o diga, ou é melhor não…).

Foi o que me aconteceu recentemente com o Rui Silva, que anda pela blogoesfera a exercitar a sua paixão pela fotografia: World Through My Eyes é um blogue a frequentar para quem gosta de explorar perspectivas.

Lisboa e Porto têm, os outros não

Foi criado um novo passe social para os pobrezinhos, que tem feito correr muita tinta. Defendo, como é óbvio, transportes públicos financiados pelo estado, mais que não seja por razões ambientais.

Mas há um outro aspecto neste caso que não chega aos jornais: é que este passe, tal como os transportes públicos subsidiados pelos impostos de todos os portugueses, limita-se a Lisboa e Porto. No resto do país contribuímos, com os nossos impostos, mas os transportes públicos são exclusivamente apoiados pelos municípios.

Nas cidades médias onde existem serviços municipais de transportes continuamos a dar sem receber. Chama-se a isto um roubo, com décadas, e na prática mais um pequeno empurrão para que duas metrópoles cresçam ao nível do insustentável, enquanto outras cidades caminham a passos largos para o estatuto de aldeias despovoadas. E depois precisam de mais transportes públicos porque as pessoas vivem cada vez mais longe do seu local de trabalho: assim se planifica o território em Portugal.

foto Denúncia Coimbrã. Espero que com a mudança de governo a CMC não retire esta iniciativa dos seus autocarros…

O Macdrive Está Aberto Até às Duas da Manhã

Linha do Sul.

Os feriados e a repetição das mentiras

Mais uma vez andam a plantar na comunicação social a tanga de que em Portugal há mais feriados que no resto da Europa, desta vez por via do estudo de uma página de hotéis. Pois, pois, estudos há muitos. Republico aqui uma tabela com os feriados reais (não inclui Domingo de Páscoa, nem o Carnaval, que não é feriado, mais sim um pesadelo de Cavaco Silva) e onde se pode verificar que Portugal está na média europeia. Entretanto descobri que na Alemanha os feriados mudam consoante os estados, havendo exemplos fantásticos que pela lógica desta gente a colocariam na cauda da produtividade mundial.

Mas uma mentira eternamente repetida já deve ser verdade. Preparem-se para levar com o 25 de Abril a 24. O Natal é que não será quando um homem quiser.

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O triunvirato da manipulação

Existem três elementos básicos para manipular as massas.

O primeiro é o medo, recorrendo-se à tragédia eminente e à exploração da tragédia alheia. A primeira, explorando a ideia que o pior está para chegar castra os ímpetos da demanda. A segunda, faz com que os povos se conformem mais com o que têm que é melhor do que outros estão a passar. Combinadas, travam a reivindicação e estimulam a submissão.

Todavia, o medo nas sociedades democratas não chega, devido a empecilhos como a liberdade de acesso à informação, de expressão, entre outros. Vantagem das ditaduras.

Face às limitações da democracia aos intentos manipuladores, tem de se acrescentar mais dois instrumentos que se interligam com a génese humana: a vaidade e a inveja.

A vaidade, leva as massas a querem exibir. A inveja, a desejar o que os outros exibem. Mais ainda, a vaidade leva a que se queira ter para se mostrar que se tem. A inveja leva a que se queira ter o que os outros têm, independentemente de se poder ter ou não. Bem afinada, a inveja atinge o auge quando se deseja que os outros deixem de ter aquilo que se lhes cobiça.

Esta combinação da vaidade com a inveja, construiu um modelo de sociedade assente na ideia de que se vale não pelo que se é mas pelo que se tem.

Esta combinação do medo, com a vaidade e a inveja, articula-se e sintetiza-se por via da propaganda, que mais não é do que a técnica de convencer a vítima de que aquilo que a prejudica é bom para ela.

Este triunvirato do medo, vaidade e inveja, articulado através da propaganda, criou das mais pérfidas sociedades que acabam por se revelarem absolutamente contrárias ao que uma sociedade livre, democrata e plural deveria representar. E aqui é que está o requinte do triunvirato: tudo isto se alcança através da própria democracia.

Nos Colégios Militares a homossexualidade é um vício?

“De facto nos Colégios Militares os professores ensinam, os alunos estudam, não há greves, não há graffiti, não há lixo; há respeito, organização e disciplina. Todo o mundo anda a horas, bem vestido e ataviado; existe hierarquia e sabe-se quem manda e em que circunstâncias. Mentiras, roubos, droga, homossexualidades e outros vícios são severamente reprimidos.”

Li isto no Público de hoje, um relambório fascista de página inteira em defesa dessa aberração que são os colégios militares, antro de violadores que vão aparecendo à luz do dia. Tão depressa não gasto 1,60€ no jornal da Sonae. A prosa tem como autor João José Brandão Ferreira. Ensinado a pilotar aviões com o dinheiro de todos nós “saiu da Força Aérea em 1999, após duas penas de prisão disciplinar“, e privatizou-se. Em 2008 escrevia isto:

Quanto a eventuais substituições do aparelho de Estado, por via não institucional, (…) só há duas questões verdadeiramente essenciais: saber claramente o que se faz no dia seguinte (uma das falhas clamorosas do 25 de Abril) e garantir o abastecimento de géneros à população. E é só nisto que pode haver problema.

A superioridade da democracia é que continua por aí, à solta e a escrevinhar a sua homofobia claramente de veado enrustido como se diz no Brasil. Pode ser que um dia se assuma.

O Tempo das Cerejas

Um burlão apoderou-se da minha conta de gmail – vmcdias2007@gmail.com – (para a qual não vale a pena escrever mais). Como essa conta gmail estava umbicada com o meu blogue «o tempo das cerejas» fiquei sem acesso como administrador ao blogue e, por isso, nem sequer lá posso colocar qualquer aviso aos seus leitores.

Salvo qualquer acto do burlão, em príncipio, todo o histórico de «o tempo das cerejas» continuará a poder ser consultado por eventuais interessados.

Mas a sua continuação e actualização, a contra-gosto meu, terá de ser feita a partir de agora aqui em http://otempodascerejas2.blogspot.com , num produto naturalmente ainda mal amanhado e incompleto.

Vítor Dias

Ensaio sobre a sexualidade

homossexual

No mês de Maio de 2007, no Jornal A Página da Educação, escrevi um texto sobre a temática. Uma temática que tem preocupado o mundo desde que eu me lembro das minhas leituras, aprendizagem, os meus debates, observação participante em terreno e defesa da livre opção. [Read more…]

Os equívocos do senhor doutor

É, de facto, impressionante a quantidade de banalidades que o sr. doutor manuel de herédia caldeira cabral escreve no seu artigo.

Não quero discutir a questão dos salários dos outros – coisa que parece ser da manifesta preferência de muitos portugueses – e não tenho muito tempo disponível. Não posso, no entanto, deixar de fazer um breve comentário a uma passagem que parece absolutamente incrível ter sido escrita por um doutorado em Economia:

“Em áreas em que a densidade populacional é baixa, o transporte por autocarro é, em geral, mais eficiente, económico e em muitos casos até mais ecológico (se se tiver em conta todo o impacto de manutenção da via). Nesses casos, não faz sentido manter linhas só porque estas aí foram construídas no século XIX, nem em termos económicos, nem no que toca à justiça social.”

– O maior custo de investimento em transportes em “via dedicada” – como escreve o doutor – é exactamente o da instalação da “via dedicada”, pelo que o abandono de uma pré-existência em favor de uma outra alternativa deve ponderar esta perda de investimento como um acréscimo de custo para a tal alternativa.

– Dá por garantido (takes for granted) que a falta de rentabilidade de determinadas ligações não pode ser alterada, por exemplo, por reformulação dos serviços indo de encontro às necessidades das populações servidas, ou aumentando as ligações a transportes conexos, ou… (you should know, you name it).

– Não tomou certamente muita atenção às escolhas dos seus hóspedes ingleses durante o tempo em que terá realizado o seu doutoramento em Nottinghamshire (terá tido que lá estar pelo menos uma vez, para apresentar a dissertação – digo eu…). Segundo os seus critérios este serviço regional seria impossível em Portugal e esta linha devia ser fechada por causa da pouca população (em termos relativos da muito povoada velha Albion) das povoações que serve.

Nada como uma “Robin Hood Line” para calar um pretendente a “Xerife de Nottingham”, hem? ;)

zedeportugal in comentário

Os ricos que paguem a crise

A expressão que dá título a este pequeno texto está muito em voga nos dias de hoje, como sempre acontece em qualquer período de crise financeira.

Tal como a faca de dois gumes, ela dá jeito para cortar em qualquer sentido que seja útil, à  Esquerda e à Direita.

Ultimamente tem sido a Direita a capitalizar – algo que lhe é naturalmente intrínseco – com a dita expressão, colocando os ricos e suas fortunas numa espécie de limbo entre o paraíso do virtuoso capital e o inferno da ruína financeira.

Nesse limbo ser rico é bom enquanto não significar que pode pagar mais. Se significar, então passa-se de rico a trabalhador, como tão bem ilustrou Américo Amorim.

Não entendo que devem ser os ricos a pagar a crise, mas, outrossim, que sejam também eles a pagar a crise. Se tem de haver esforço de todos, que ele seja proporcional às capacidades de cada um.

Depois do PREC e da visita de Olof Palm a Portugal, parece-me que se continua mais preocupado em acabar com os ricos do que acabar com os pobres.

Tenho a convicção de que um dia que se elimine a pobreza, não teremos ricos para nos preocuparmos.

A Linha do Douro em Agosto (2)

Ferroviários d’um comboio a vapor.

Javier, my Weñe

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I shall not say too much or write far too many words. There are more important feelings and ideas than words.

Your photograph speaks by itself. The way you look: your sweet, very serene and lovely face, your similitude to both of your parents. The way you look after the far too long fight to have a life of your own, away from Mum’s tummy, speak up by them. Is not only the relieve of having left Mum and Pa at ease as you arrived well and healthy into this cold world, cold as we have a crisis, [Read more…]

Câmara de Torres Vedras corta despesas com transportes escolares

Câmara de Torres Vedras corta despesas com transportes escolares

A Câmara de Torres Vedras vai deixar de pagar no próximo ano lectivos os transportes aos alunos que frequentem a escolaridade obrigatória e que residam a menos de quatro quilómetros da escola.

A “poupança” anunciada pela Câmara será de 0,29% do total orçamentado para o ano em curso. Pôr crianças de seis anos a andar a pé cerca de quatro quilómetros, para poupar zero vírgula vinte e nove por cento!

É gente assim que dá muito mau nome ao partido dito socialista.

Carlos de Sá

Falarmos de netos

falarmos de netos

Foi uma surpresa. Sabiamos que vinha, mas nunca tão cedo, o nosso weñe Javier ou Javie Weñe. Nasceu as 13 ppm da quinta-feira 18 de Agosto dum espirro da mãe! [Read more…]

O Que Importa é Escrever…

Tenho vindo a aprender que para escrever artigos de opinião em jornais basta saber juntar letras sob a forma de palavras. Esta é a primeira condição. A segunda condição é agrupar as palavras formando frases; e, coleccionando algumas frases atinge-se a terceira condição. Eis um texto! O que lá vem dito e a sua validade técnico-científica são contas de outro rosário.

Recentemente, Manuel Caldeira Cabral escreveu um artigo de opinião no Jornal de Negócios a falar sobre transportes; abstenho-me de comentar a análise e os pontos de vista do autor sobre o universo vasto dos transportes em Portugal. Mas não posso deixar de questionar a validade técnica de todo um artigo quando, sendo um professor universitário, parece querer fundamentar o seu texto em… artigos de opinião… publicados nos jornais.

Refere o autor que “um maquinista pode chegar a receber mais de 5 mil euros por mês, entre salário, horas extra-ordinárias e outras formas de remuneração”

Terá lido algum artigo de opinião no Expresso? alguma “notícia” no Sol?

Talvez devesse o autor consultar a tabela salarial dos maquinistas… “é fazer as contas”.

Repito: “Declaração de interesses: muitos dos meus amigos e amizades são, ou foram, maquinistas  (…).”

Salpicos de Verão

“Menina prenda o seu melro / Que me vai à minha horta. / Esgaravata-me os tomates / À procura da minhoca”

Confesso que é o título mais foleiro que consegui arranjar. E, para isso, ouvi toda a pimbalhada epocal, da Ana Malhoa ao Álvaro dos Santos Pereira, da Assunção Cristas ao Quim Barreiros. Li e reli o Barcelos Popular. Da prosa miraculosa da Olga Costa (ó menina, 70 mil pessoas na Sra. da Aparecida nem Cristo no seu melhor aquando da multiplicação dos pães!) à literariedade jucunda dos escritos festivaleiros do Pedro Granja. Fui mais longe ainda. Esmiucei a mistela analítica e conselheiral de João Albuquerque e descobri que o engenheiro-cronista conseguiu parir uma “originalidade” doravante consagrada, estou certo, em todos os livros de citações. Assim: “todos os cidadãos devem assumir os seus plenos direitos e deveres.” [Read more…]

Vamos todos ajudar o pobre Américo Amorim

Eu não me considero rico, sou um trabalhador” – a piada do dia é de Américo Amorim.
A bem dizer ser-se milionário e pobre de espírito não é incompatível.

Entretanto no facebook a solidariedade dos portugueses já se está a manifestar com a campanha  Uma moedinha para ajudar Américo Amorim, esse trabalhador pobrezinho. Não se esqueça de ir lá deixar a sua. A caridade quando nasce é para todos, não espere pelo Natal.

A Linha do Douro em Agosto