Portugal a um jogo do purgatório ou do paraíso

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Portugal vai atacar a subida de divisão na sexta-feira, contra a Itália, vencedora do grupo B, depois de termos ficado em segundo no grupo A, atrás do País de Gales. Ou seja, podemos ficar confortáveis com o purgatório ou lutar pelo paraíso!

Capaz do muito bom, mas muitas vezes tentada pelo medíocre, já tivemos de quase tudo neste Europeu: o individualismo em vez do colectivo; as virtudes do colectivo, sublimadas pelas referências individuais; já nos passeámos em campo, na boa, como se fosse um passeio em cada um inventa uma brincadeira para se divertir sozinho; e já divertimos o público como equipa, como grupo, trocando a bola com mestria, rematando com estilo; já esportulámos golos fáceis e já fizemos golos de compêndio. [Read more…]

Desemprego 2011-2015: propaganda ou factos?

A estratégia da coligação do governo consiste em procurar convencer as pessoas de que a austeridade funcionou e para tal precisam de apresentar alguma prova. Não podem usar os objectivos enunciados em 2011 e que justificaram toda a austeridade (baixar o défice para menos de 3% e controlar a dívida pública) porque esses objectivos falharam redondamente e não há como esconder esse facto.

Viram-se para isso para os números do desemprego, mais facilmente manipuláveis, se bem que os incompetentes da coligação o estejam a fazer de forma tão tosca que facilmente são desmascarados. Assim se percebe que Bruno Maçães tenha ficado abespinhado quando O WSJ não seguiu o enredo que a coligação tinha desenhado.

Agora saiu um tempo de antena com a mensagem oficial, cheia de números martelados. Parece que o plano consiste em repeti-los ad nauseam até que os portugueses os assimilem. No fundo, continuam a fazer o que fizeram ao longo de quatro anos.

Desmonta-se a seguir a propaganda do PSD/CDS quanto aos números do desemprego.

wrong “Em 2011, quando o PS deixou o Governo, herdámos um desemprego de 12,7%”
Factos: Em Junho 2011 o desemprego era de 12,1%

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PAF #1, Julho 2011

A primeira estalada deste governo, um verdadeiro PAF das zaragatas do Astérix, foi a sobretaxa extraordinária para o ano de 2011 sobre o IRS, no valor de 3,5% em todos os escalões.

Não tem nada que exigir mas sim aceitar o que for o resultado eleitoral!

Cavaco marca legislativas para 4 de Outubro e exige governo “estável e duradouro” (Expresso)

 

Os Euros e a austeridade assinalados

Manuel Ferrão

Os Euros e a austeridade assinalados,
Que da ocidental dívida Lusitana,
Por mares de défices nunca de antes navegados,
Passaram além de Viana,
Em desempregos e precariedades esforçados,
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente próxima edificaram
Nova Pobreza que tanto sublimaram;
E também as memórias chorosas
Daqueles governantes que foram dilatanto
As privatizações, as taxas [n]as terras viciosas
De Grécia e Portugal andaram devastando;
E aqueles que por vendas desastrosas
Se vão da lei da morte libertando;
Cantando espalharei por toda a parte,
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.
Cessem do sábio Grego e Americano
Os livros grandes que fizeram;
Cale-se do Nortenho e do Alentejano
As famas das vitórias que tiveram;
Que eu canto o peito ilustre Troikiano,
A quem Coelho e Portas obedeceram.
Cesse tudo o que a sabedoria antiga canta,
Que outra austeridade mais alta se alevanta”

Efectivamente: mais do mesmo

Hoje de manhã, fiquei a saber que o Parlamento iria fazer “maratona antes das férias” e que, nessa maratona, seriam votados quer o “Projeto de Resolução n.º 1021/XII/3.ª (PCP) – Sobre o sector da Assistência em Escala (Handling) no transporte aéreo”, quer o “Texto Final apresentado pela Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública relativo à Proposta de Lei n.º 326/XII/4.ª (GOV)” que aprova, por exemplo, “os regimes processuais aplicáveis aos crimes especiais do sector segurador”, quer ainda o “Projeto de Resolução n.º 1522/XII/4.ª (PS) – Recomenda ao Governo um conjunto de melhorias que promovam uma maior equidade e eficiência no acesso aos fundos comunitários pelo setor agro-rural”.

Isto é, ‘sector’, ‘sector’ e ‘setor’. Ou seja, sector e setor. Portanto, é mesmo facultativo. No fim de contas, é tudo à vontade do freguês.

O jornalista da Lusa refere-se a “mais do mesmo”, relativamente aos trabalhos desta tarde, na Assembleia da República. Foi exactamente isso que pensei, ao ler o Diário da República de ontem. Efectivamente, mais do mesmo.

Houve fato?

Sim, houve fato.

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E fatos? Houve fatos? [Read more…]

Aguarde-se pela azia da direita

Varoufakis passa a escrever no DN.

Dito de outra forma

Paulo Portas garante que função pública vai continuar sem receber a totalidade do salário.

Taylor Swift ouviu as reclamações

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Imagens dos fotojornalistas já não podem ser apagadas pelo seu staff. Foto: Kristina Bumphrey

Taxa de desemprego em JUN 2011 foi 12.1%

desemprego 2011

A imagem supra mostra duas coisas. À esquerda pode-se ler o tweet do Secretário de Estado dos Assuntos Europeus, onde este reclama com o Wall Street Journal quanto aos números do desemprego. À direita está a nudez dos factos, copiados directamente das estatísticas oficiais publicadas pelo INE.

Em primeiro lugar, há a questão do Sec. Estado estar objectivamente a mijar fora do penico, já que, como se constata, a sequência de tweets nada ter a ver com assuntos europeus. Mais um caso em que a boiada usa o assento no estado para promover propaganda partidária.

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PAF-PAF num país em recuperação (3)

paf-bebeBruno Maçães, Sec. Estado Ass. Europeus, tenta convencer o WSJ a publicar os seus números do desemprego. Uma luta de décimas para fazer de conta que estamos melhor do que em 2011.

Debate a propósito do livro De pé, Ó Vítimas da Dívida

Paulo Pereira

Mariana Mortágua – Temos de estar preparados a ir até ao Fim ceder implica Negar a nossa própria Existência

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A ideia salvadora

O meu amigo estava desesperado. Ele é matemático e o melhor do seu trabalho ocorre no estranho e esotérico campo da matemática estocástica. Ora, estando há uns tempos de volta de um inovador e complexo paper destinado a uma prestigiada revista científica, tinha emperrado numa dificuldade. Faltava-lhe um detalhe, qualquer coisa, uma intuição salvadora que o desencalhasse. Os computadores fumegavam, as folhas de notas acumulavam-se cheias de cálculos cuja mancha gráfica parecia uma colónia de formiga salalé enlouquecida. Mas nada. Falei com ele num serão de angústia criativa, animei-o conforme pude, já que ajudá-lo nas suas matérias de investigação estava completamente fora do meu alcance. De repente, pareceu-me que lhe ocorria algo de novo. O seu rosto iluminou-se um pouco. Partiu, resmungando que se aquilo não resultasse, nada resultaria. [Read more…]

PAF-PAF num país em recuperação (2)

Alemanha interessada em enfermeiros e paramédicos portugueses, diz Paulo Macedo. (Julho 2015) “Ah e tal, nunca incentivámos a emigração”.

Uiii! Algo me diz que

Lá se vai o estado de graça em que se encontrava Hollande junto da esquerda lusa…

«Morre mais depressa, Europa!» [Heiner Müller, 1989]

«A Europa tornou-se um conceito de higiene social, pois cada vez mais se faz da pobreza um problema de higiene. Como é que, nessas condições, poderia subsistir o fundo intelectual da Europa? É para mim um mistério, a menos que se atribua uma alma ao dinheiro. O tema poderia ser objecto dos mais amplos debates filosóficos – de qualquer modo, o capital tem uma líbido. Acabaremos sem dúvida por encontrar-lhe uma alma, também. E ela surgirá com tal impacto que teremos de a conter. Heiner Müller em 1989 [em Francês, parcialmente traduzido para Português em baixo]

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(c) Roger Melis (1940 – 2009)

 

«Morre mais depressa, Europa!»

Em 1989, a revista Transatlantik publicou cinco entrevistas com Heiner Müller, realizadas por Frank Raddatz. Publicamos as segunda e quinta entrevistas, realizadas respectivamente em Janeiro e no Outono de 1989, aqui reunidas sob o título da segunda: «Morre mais depressa, Europa!»

Transatlantik: Há relativamente pouco tempo, a palavra Europa designava antes de mais apenas a parte ocidental do velho continente. Agora, usa-se com cada vez maior frequência a noção de casa comum europeia, para melhor dar conta da realidade a Leste e a Oeste. Poucas pessoas têm percorrido as duas alas desta casa, como é o seu caso. Será Heiner Müller o Europeu por excelência?

Heiner Müller: Sou um Europeu bastante bera, mais não seja porque apenas posso comunicar em Inglês. No que respeita às outras Línguas, tudo se torna muito mais trabalhoso. Infelizmente, ignoro quem forjou esse belo slogan de «casa europeia», no entanto, encontrei recentemente essa formulação num texto de Carl Schmitt a propósito do discurso de Hitler sobre a Sociedade das Nações. Nele, Schmitt cita o seu Führer e chanceler do Reich, Adolf Hitler, que fala da «casa europeia». Isso evoca para mim, de modo muito vincado, o debate sobre a reunificação alemã. A Alemanha apenas existe por oposição aos outros, aos franceses, por exemplo. Talvez o mesmo suceda com essa ideia de “Europa”.

De um ponto de vista histórico, a Europa não existe. Por ocasião da entrega do prémio europeu de cinema a Krysztof Kielowski pelo seu filme Não matarás, o realizador disse algo muito interessante numa entrevista: regozijava-se por aquele prémio ter sido atribuído a um filme polaco, pois isso significava que a Polónia fazia parte da Europa. Acrescentou que havia duas Europas, uma marcada pelo cunho de Bizâncio, e a outra de filiação romana. Mais que não seja em razão do catolicismo, a Polónia faz parte da Europa «romana», enquanto que a Rússia e toda a Europa do sudeste relevam da cultura bizantina. A fronteira situa-se algures na Hungria. É uma condição prévia importante para toda e qualquer reflexão sobre a Europa. Muitos mal-entendidos entre o Leste e o Oeste resultam de um conhecimento insuficiente relativamente a esse facto histórico.

A actual discussão sobre a Europa é motivada por uma campanha puramente económica. Tal como os «Republicaner» ganharam existência por fazerem campanha contra os estrangeiros, utiliza-se a ideia europeia para vender aos alemães uma salsicha que não responde às normas de consumo em vigor na RFA. [Read more…]

A construção política da Europa

«(…) Só quando a Europa for contestada (…), não já em nome do passado que desonrou mas em nome do presente que divide e do futuro que será capaz de abrir ou fechar, poderá tornar-se uma construção politica duradoura. (…)» Etienne Balibar, Para acabar com a União dos tecnocratas e dos banqueiros [em Francês]

Da superioridade moral do Syriza…

Nadia Valavani demitiu-se por discordar do acordo, ou talvez tenha sido algo um pouco mais complicado

Serviço público

Passos Coelho mente? Rebobine a gravação

O rigor pós-Jardinista do PSD Madeira

Jardim Albuquerque

Fiéis a uma longa tradição de derreter milhares de euros em festas à grande e à Jardim, os responsáveis do PSD Madeira preparam-se para gastar 100 mil euros na festa anual do regime, honrando desta forma esse ícone do despesismo público que é Alberto João Jardim.

Ainda assim, e apesar da propaganda social-democrata do rigor, vazia e sem qualquer tipo de valor que se consiga percepcionar, o PSD-Madeira congratula-se com a redução do despesismo, na ordem dos 50%. Até agora, os homens que faliram a Madeira torravam 200 mil euros no seu comício anual, agora torram apenas 100. Para quem gere uma ilha enterrada em dívidas, parece-me um valor que faz jus ao discurso moralista que o partido vomita diariamente.

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Taxa de emprego 1988-2015

taxa emprego 1988-2015

Fonte (com adaptação minha). In Portugal, employed persons are individuals with a minimum required age who work during a certain time for a business. This page provides – Portugal Employed Persons – actual values, historical data, forecast, chart, statistics, economic calendar and news. Content for – Portugal Employed Persons – was last refreshed on Sunday, July 19, 2015.

Quando se fala de emprego em Portugal logo vem à baila a taxa de desemprego, o que é um contra-senso. Eu prefiro olhar para a taxa de emprego, que até está menos sujeita a redefinições cosméticas (todos os governos as têm feito como forma de camuflar o desemprego).
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PAF-PAF num país em recuperação

Astérix-et-PAF“Nós temos limitações óbvias do ponto de vista constitucional para lidar com o problema dos salários.” (Passos Coelho, Julho 2015)

Alguém se importa de enviar esta tradução à Sr.ª Merkel?

Portugueses trabalham mais 486 horas por ano do que os alemães Portugiesen arbeiten 486 Stunden mehr pro Jahr als die Deutschen
Os portugueses trabalham em média mais 486 horas por ano do que os seus parceiros alemães, o que equivale a um acréscimo ligeiramente superior a 35%. Enquanto na Alemanha, que é o país da União Europeia (UE) onde se trabalha menos horas, a média é de 1371, em Portugal são efetuadas 1857, sendo o sexto país da UE onde se trabalha mais horas, depois de Hungria, Estónia, Polónia, Letónia e Grécia, que é onde se trabalha mais, num total de 2042 horas por ano. Die Portugiesen arbeiten im Durchschnitt 486 Stunden pro Jahr mehr als ihre deutschen Partner, was etwas mehr als 35% höher entspricht . Während in Deutschland, dem Land der Europäischen Union (EU), wo man weniger Stunden arbeitet, der Durchschnitt 1371 Arbeitsstuden ist, arbeitet man in Portugal 1857. So ist Portugal das sechste EU-Land, in dem länger arbeitet, nach Ungarn, Estland, Polen, Lettland und Griechenland, wo man am längsten arbeitet, insgesamt 2042 Stunden pro Jahr.

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E com razão

“Richie Porte, queixou-se de ter sido agredido por um espetador.” Com espetos não se brinca.

Bipolaridade saudita

Nuns dias financia terroristas, noutros prende-os. Nem os restantes fanáticos os compreendem.

Angela Merkel torna-se útil

Schäuble admite demitir-se devido a divergências com a Chanceler. Maldito referendo grego que não serviu para nada…

Como se esquivar à CPI do BES, ao MP e ao DIAP de Lisboa. E ainda ter tempo para ir ao barbeiro

Jose Gui

O simpático senhor que podemos ver nesta fotografia do Jornal de Negócios é José Guilherme, uma espécie de caloteiro grego que nos deve 121 milhões de euros via BES e que, qual fanático da extrema-esquerda, pretende uma reestruturação da sua dívida.

Empresário da construção civil, com certeza do lote daqueles que nunca corromperam um político – algo que como sabemos não existe – para conseguir aquele negocio ruinoso da praxe, trata-se do amigo de Ricardo Salgado que lhe ofertou uns míseros 14 milhões de euros, possivelmente imunes a impostos que os pobrezinhos da Comporta precisam de comer, a mesma pessoa que, quando convocado para prestar declarações na Comissão de Inquérito (CPI) ao caso BES, não pôde estar presente por estar doente e fora do país, motivos que não o impediram de passar no estabelecimento do senhor Aurélio Robalo, em Lisboa, para cortar o cabelo.

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Euro divergência

André Serpa Soares

Convergência. Esta é a palavra-chave que sempre me fez acreditar que é bom estar integrado na União Europeia.
Convergência no desenvolvimento e em tudo o que ele implica: educação, saúde, apoio social, qualidade de vida, poder de compra, aprofundamento da democracia, civismo, cultura, infraestruturas, livre circulação de pessoas e bens… Convergência.
A Europa partilha um espaço geográfico comum que, como se costuma dizer, vai do Atlântico aos Urais, da Escandinávia às ilhas mediterrâneas.
Partilha também, supostamente, uma tradição comum, histórica e filosófica, de ética e de valores.
A antiga Grécia, o Império Romano, o cristianismo, são pilares identitários comuns à maioria dos povos europeus. No entanto, existe na Europa uma enorme diversidade cultural, étnica e religiosa, aumentada pelos fluxos migratórios de outros povos e continentes, e esse multiculturalismo e abertura ao mundo é também um dos seus valores
A II Guerra Mundial e a separação do “velho continente” em dois blocos políticos (e sociais) não foram suficientes para abrir fracturas tão permanentes que impedissem a criação e desenvolvimento de uma consciência e de um “espaço europeu”, alargado ao longo dos anos.
E foi este desenvolvimento da consciência e do “espaço europeu” que levou os povos a transferirem parte da sua soberania para cinzentos “eurocratas” que nos conduziriam a todos, europeus, a uma convergência. [Read more…]

Carta do Canadá: Por quem os sinos dobram

A maratona negocial de Bruxelas, que teve a Grécia por motivo, trouxe-nos ensinamentos dolorosos e perguntas que magoam. E saldou-se por um acordo punitivo,  odioso, vingativo, a que se chegou por meio de chantagem: ou os gregos aceitavam o garrote da penúria ou seriam  mandados morrer de fome fora do euro.  E que servisse de exemplo a quem ousasse contrariar  as imposições da Alemanha, os interesses da Alemanha, a mente quadrada da Alemanha.  Deitou-se mão de tudo para espezinhar e humilhar os gregos, na pessoa de um Alexis Tsipras que, por amor ao seu povo sofrido,  se vergou sem estar convencido e já sem ilusões acerca das injúrias que iria ouvir dos que, se estivessem no lugar dele, teriam feito o mesmo.  Um homem jovem que, tendo sido obrigado pela manobra hitleriana da actual União Europeia  a aceitar o contrário do que havia prometido e até sublinhado pelo referendo, teve a hombridade de o declarar ao seu país e ao mundo, em discurso claro e sem rodeios.  Não foi nenhum farsante que prometesse a lua aos eleitores e depois, de rabo entre as pernas, fosse além  das troikas e baldrocas com que os  não eleitos de Bruxelas andam  a tirar dos pobres para dar aos bancos dos países ricos.  A Grécia teve a postura  dum país milenar, hoje servido por uma geração de jovens políticos  inteligentes e academicamente bem preparados, perante a arrogância ignorante dum país recente que mais não é do que o agregado de territórios feudais, qual deles o mais abusivo, que veio a desaguar numa comunidade que, no espaço de um século, tentou destruir a Europa e levou a guerra ao mundo todo.  Quando começaram as queixas contra Varoufakis, o ex-ministro das finanças grego, que só com o olhar perfurante tresmalhava aquele formigueiro malsão,  o primeiro ministro Tsipras teve a elegância de substituir o seu companheiro de governo.   No entanto, quem tudo manda em Bruxelas teve o topete de reconduzir o presidente do Eurogrupo,  o detestável Dijssolbloem  que, com a sua expressão  desvairada de gato castrado, humilhou e maltratou quanto quis a delegação grega. [Read more…]

Parece que é preciso repetir, repetir, repetir, repetir,

Schaeuble my precious

No passado domingo, Schäuble dizia que havia um problema de confiança com a Grécia. E colocou como condição para a apoiar que um fundo luxemburguês administrasse 50 mil milhões de euros dos gregos.

Mas…

Entretanto soube-se que esse fundo era administrado pelo banco estatal alemão KfW, cujo chairman é Schäuble. Nessa altura deu-se uma inversão nas negociações e começou-se a desenhar um acordo. Isto poucas horas depois de Merkel assumir publicamente que não haveria acordo.

Portanto…

Não havia problema de confiança nenhum, o que se passava é que

Schäuble queria meter a mão nos 50 mil milhões  de euros dos gregos;
Schäuble queria meter a mão nos 50 mil milhões  de euros dos gregos;
Schäuble queria meter a mão nos 50 mil milhões  de euros dos gregos;
Schäuble queria meter a mão nos 50 mil milhões  de euros dos gregos.

Durante 6 meses nunca houve acordo quanto à Grécia porque  [Read more…]