
Tradução da Declaração 10.ª Avaliação da ‘Troika’ (CE, BCE e FMI) – 16-Dez-2013
17/12/2013 by
Transformou-se em tradição no ‘Aventar’. A intenção é preencher a habitual e lamentável lacuna do governo e da comunicação social do País em proporcionar aos portugueses os textos, em língua portuguesa, de documentos relevantes sobre a austeridade na vida dos cidadãos, bem como as condições socioeconómicas e o desenvolvimento da nossa sociedade.
É importante salientar o ignóbil topete da ‘troika’ ao tentar chantagear o Tribunal Constitucional, na linha da ingerência da soberania de um País que cometida por organizações supranacionais a que Portugal está vinculado tornam a atitude ainda mais abjecta.
Os actos de comunicação de governo, temperado de demagogia (Portas), de incertezas (Maria Luís Albuquerque) e silêncio cúmplice (Carlos Moedas), foram comentários superficiais sobre a 10.ª avaliação que, no tom e ligeireza com que foram expressos, estão longe de corresponder ao direito de acesso à informação dos cidadãos, limitando-se a curtos espaços televisivos e notícias breves na imprensa em geral. [Read more…]
History DIY
17/12/2013 by

Numa das incubadoras de boys, secção azul, vivem-se tempos agitados, com direito a um momento História-DIY, mas sem terem previamente lido o livro de instruções. A linha retórica consistiu em enumerar umas quantas desgraças, numa perspectiva maniqueísta de socialismo mau e capitalismo, depreende-se, bom. Não valendo a pena defender nenhum dos lados e apenas para recolocar as coisas em perspectiva, de repente lembro-me do Vietname, do Iraque e de mais uma catrefada de sítios com petróleo. Tanto trabalho para chegar à punch line de chamar paleomarxista ao João José Cardoso, parecendo-me parvo, até é uma forma de elogio. Bolas João, configuras no manual de História de algumas pessoas! [Read more…]
Fode-me e Não Me Pagues!
16/12/2013 by
“Não precisa ter experiência, apenas muita vontade de aprender e um sorriso“.
Telefone do Recrutador: 966 030 102
ps: o anúncio foi retirado na madrugada de hoje.
Peter O’Toole
16/12/2013 by
Morreu Peter O’Toole. Um dos grandes actores do nosso tempo, deixa a sensação de que não teve, no cinema, direito a tudo o que merecia. Por mim, acho-o um dos maiores de sempre. Curiosamente, numa das suas últimas aparições em filmes, o pouco interessante Tróia, na breve contracena que fez com Brad Pitt, ficou clara – até para alguns dos meus jovens alunos, que me perguntaram coisas sobre “aquele velho” – a distancia entre um actor competente e um génio.
O adiantado
15/12/2013 by
Nunca gostei de Braga de Macedo, nem como ministro nem como comentarista. O seu descomunal ego esmagava-lhe o mérito que eventualmente tivesse (e que, valha a verdade, independentemente de questões muito técnicas, nunca lhe vislumbrei). Mas só hoje constatei que o homem pode portar-se como um verdadeiro canalha, ao ver-lhe uma intervenção num forum internacional sobre a Constituição da Republica Portuguesa.
Lambendo os pés – pelo menos – aos donos, mentiu, conspirou contra os interesses do seu próprio país, exibiu a moral de um rato de esgoto. E era a esta criatura que alguns jornalistas muito populares cá na praça chamavam “adiantado mental”.
A História é o que a malta quiser
15/12/2013 by
As seitas; religiosas, futebolísticas ou políticas, são pela sua natureza um perigo para a espécie humana. Começa por enfrentá-lo quem lá entra, acaba a levar com ele quem está de fora.
Solidário com um correlegionário defensor do homicídio por especulação com medicamentos, Mário Amorim Lopes decidiu brindar-me com a peculiar noção da História dos insurgentes, uma seita que alimenta este governo e é sua vanguarda ideológica. Sentem-se, que já vi gente a cair ao chão por menos do que ler isto:
Em 1789, principiado na Revolução Francesa e perpetrado durante o Reino de Terror, os jacobinos e os proto-socialistas em formação ideológica acercavam-se da vida dos outros através da guilhotina.
Deixemos os atentados básicos à língua portuguesa, principiados e intermináveis, fiquemos por esta mirabolante definição da primeira revolução liberal europeia, onde pelos vistos abundavam os “proto-socialistas”, conceito eventualmente encontrado no cérebro de um protozoário mal disposto em dia de diarreia mental. Como qualquer português que tenha concluído o 8º ano de escolaridade com mais de 1 a História sabe, o liberalismo entra em Portugal pela mão francesa, napoleónica e não só, mas de súbito Manuel Fernandes Tomás, o primeiro mártir do liberalismo português, poupemos ao Mário uma ida ao google, fica entalado entre o jacobinismo e o proto-coiso. [Read more…]
500.º Aniversário do Bairro Alto
15/12/2013 by
Não visitava o Bairro Alto há anos. Hoje, Sábado, em digressão acidental pelo Chiado e zonas envolventes, fui parar à Travessa da Queimada – fiquem descansados os anti benfiquistas, desta ou daquela cor, que a sede de “A Bola” não fazia, nem fez, parte do roteiro.
Em boa verdade, esse roteiro informal não fora pré-definido por caminhos ou destino. Desemboquei na Travessa da Queimada involuntariamente.
Deparei-me com uma estreita mesa, de cinquenta metros de comprimento, com fatias de bolo-rei. Ao fundo, e com instalação sonora adequada, pude ver e ouvir uma sessão de fados. A minha a alma de lisboeta – alfacinha de gema – ficou arrebatada de euforia.
Estes eventos da cidade, erguidos do desterro, do esquecimento e até de temas historicamente desprezados pela comunidade citadina, transformam-se em felicidade do estado de alma. [Read more…]
O debochado e miserável futebol português
15/12/2013 by
Lance do penalti do 1.º golo do Sporting
Sou do Belenenses. Desde miúdo. Mantenho-me sócio em homenagem à memória do meu Pai. Continuarei belenense até ao fim, mas distante do futebol. Utilizo-o por humor com amigos, embora neste caso seja por revolta.
Vítima do sistema criado, pelas mãos de um bando de bárbaros invasores, o futebol doméstico e internacional é um antro de espúrios interesses que me repugnam – na qualidade de sócio de lugar cativo, este ano apenas assisti a um único jogo (Belenenses-Olhanense), uma reminiscência de juventude, e certamente não presenciarei outro esta época.
O futebol português como base de mesquinhas e irracionais rivalidades entre Lisboa e Porto, num país de meia-dúzia de km quadrados; o futebol português transformado em albergue de luxo para uns tantos que sacam centenas de milhares de euros a dirigir clubes da sua paixão ou é utilizado como refúgio, inclusivamente o meu clube, por quem teve sucessos materiais na vida inexplicados – Vale de Azevedo é a excepção; o futebol português, cada vez mais debochado e miseravelmente manchado pela falta de ética e de verdade desportiva, cria-me náuseas e expulsou-me há muito tempo do grupo de seguidores. Resta-me a selecção nacional e nem sempre. [Read more…]
Apesar de não ser do Glorioso
15/12/2013 by
Esta fotografia é muito boa. Se fosse do Glorioso, seria excelente.
AVC na cabeça dos outros é refresco
14/12/2013 by
João Luís Pinto defende a “liberdade” de uma empresa farmacêutica portuguesa (a Logifarma, que entretanto limpou o seu Facebook de críticas) reter um medicamento anticoagulante utilizado na prevenção de AVC. A ausência deste medicamento nas farmácias pode provocar mortes, mas provavelmente a Logifarma preferia o lucro acrescido de uma exportação.
Agora ficou indignado por eu ter sugerido que a ausência desse mesmo medicamento colocasse a sua própria vida em perigo. Para a turba de idiotas neoliberais o facto de a indústria farmacêutica ter um procedimento criminoso é legitimo e normal, mandá-los provar do seu veneno é coisa do Maduro (sim, esse mesmo que acabou de ganhar eleições municipais na Venezuela, depois de combater a típica especulação e açambarcamento com que reage o grande comércio quando as coisas lhe correm politicamente mal).
Estamos esclarecidos. É mesmo de uma ideologia de assassinos que se trata.
21 razões
14/12/2013 by
para considerar o Uruguai caso decidam seguir o “conselho” do primeiro-ministro…
“Ça ne va pas”, disse Schulz em ‘Avril au Portugal’
14/12/2013 by
Martin Schulz, sabe-se, é membro do SPD (Partido Social-Democrata Alemão) e presidente do Parlamento Europeu. Participou no XIX Congresso do PS em Abril passado. Valeu-se, então, de uma ideia célebre de Thomas Mann e repetiu-a:
Divagou por percurso retórico sintonizado com esta frase e a referência ao fosso económico e social entre o Centro e Norte da Europa (a Alemanha, em destaque) e os Estados periféricos.
Com jactância, proclamou um “Ça ne va pas” (“Isto não vai”). Em francês ou português, é frase de sujeito indeterminado (o pronome ‘Ça’ ou ‘Isto’) e de complemento omisso (não vai fazer o quê, onde?…).
Quando muito, podemos esmiuçar que Schulz terá pretendido dizer: “a falta de solidariedade europeia tal como a vivemos não levará a Europa dos 28, e menos ainda os 17 da Zona Euro, à coesão socioeconómico e de desenvolvimento integrado que percursores e anteriores líderes europeus publicitaram” – de Jean Monet e Schumann a Delors, Willy Brandt, Helmut Khol, François Mitterrand e muitos outros. [Read more…]
Emprego – Eurostat, Pordata/INE, divergências e significados das estatísticas
13/12/2013 by
O Eurostat publicou números favoráveis ao governo. Para a sociedade portuguesa no todo, tenho dúvidas da valia muito positiva da notícia – há a considerar efeitos de sazonalidade e o trabalho precário incluindo o utilizado pelo próprio Estado.
O acréscimo no 3.º T de 2012 fixou-se em +1,2% no número de empregados, relativamente ao trimestre anterior; este já registara um aumento de +0,8%. Todavia, ao analisar o somatório dos acréscimos citados, extraio facilmente duas conclusões:
- Os 2% totais ficam aquém da quebra de -2,2% registada no 1.º T do ano;
- Comparado com o período o homólogo, o resultado +1,2% não invalidou que no final do 3.º T de 2013, na população portuguesa, se tenha agravado em -2,4% o contingente de empregados.
O Eurostat, para efeitos da informação estatística do emprego, considera o conceito: ‘Emprego cobre empregados por conta de outrem e trabalhadores por conta própria nas unidades de produção internas do país”. [Read more…]
Variação sobre um tema conhecido: *contatar/*contatando
13/12/2013 by
Se lerem atentamente o Diário da República de ontem, alguns defensores, promotores e amigos do Acordo Ortográfico de 1990 terão a oportunidade de verificar o estado a que isto chegou e, provavelmente, irão reflectir acerca de determinados aspectos que, porventura, nunca lhes terão merecido a devida atenção.
Claro que não se trata do já conhecido *contato — nesta altura do campeonato, toda a gente conhecerá o *contato: aliás, ontem, houve mais três ocorrências. Infelizmente, o *contato já não impressionará ninguém. Hoje, por exemplo, não há qualquer *contato, mas temos a “eventual responsabilidade civil ou criminal emergente dos *fatos praticados”. Actualmente, os “fatos praticados” só poderão surpreender aqueles que fazem da distracção uma forma de vida.
Contudo, aquilo que deve(ria) ou pode(ria) impressionar quem encolhe os ombros perante o espectáculo da página 6 são as ocorrências de *contatar
e a ocorrência de *contatando. Sim, *contatando. Apesar dos ‘contactos’.
Sim, ontem, no Diário da República.
Aproveito o tema ‘variação’, para vos desejar um óptimo fim-de-semana, na companhia do centenário Britten.
Obcecados por Daniel Oliveira
13/12/2013 by
(Daniel Oliveira numa rara aparição sem a sua temível barba)
De cada vez que o Daniel Oliveira dá um peido, há um bloguer da direita liberal-católica-conservadora que vem em socorro da moral, dos bons costumes, da mão invisível e do darwinismo social. Chega a ser hilariante verificar o contraste entre a demência que lhe é atribuída e importância que lhe é dada por estas pessoas. Não digo que não devem ou que não tenham o direito de o criticar, é claro que têm e devem! Mas a constante chacota e desprezo pelo trabalho do “perigoso radical barbudo” torna-se difícil de compreender à luz das frequentes publicações, quase diárias, dedicadas ao homem em blogues como o Blasfémias ou O Insurgente.
O hipócrita incompetente
12/12/2013 by
Aquele que dizia querer ir além da troika e que agora justifica o falhanço dizendo que o programa estava mal desenhado.
A entrevista de Passos Coelho
12/12/2013 by
Pedro Passos Coelho está dar uma entrevista a Judite de Sousa e Paulo Baldaia, na TVI. Está a falar de cenas e coisas, com a grande vantagem de dizer e contradizer o que já disse e contradisse. A grande vantagem dum estadista que não tenha compromisso com o que tenha dito é ter todas as possibilidades em aberto e ninguém, sequer, se lembrar de lhe dizer que ele não tem palavra e que melhor faria emigrando, como recomendou aos portugueses que não enxameiam o estado.
Entretanto, aqui fica a linha argumentativa até ao momento: sair com segurança e programa cautelar. Nada melhor do que traçar esta ideia.

Ingratos
12/12/2013 by
A direita que tanto apreciou o exílio no Brasil, não quer acolher sírios. Tá mal, nunca se sabe quando voltam a precisar.
Pontapé na bola
12/12/2013 by
Banqueiros
11/12/2013 by
Os maiores compradores de acções dos CTT foram o Goldman Sachs e o Deutsche Bank. Lembro-me, mais uma vez, das palavras do “consigliere” em O Padrinho, referindo-se a banqueiros que tais: “Nós (mafiosos) somos apenas bandidos. Estes tipos são carniceiros”
Coerências de um resgate
11/12/2013 by
Já não é a primeira vez que acontece. Andamos todos para aqui a protestar com os excessos da austeridade, chamam-nos radicais, somos confrontados com um governo que afirma com convicção e suposta legitimidade que não existem alternativas e depois aparece a senhora Lagarde a dizer que ai e tal isto afinal não está bem calibrado.
Fico sempre perplexo com falta de sintonia entre o governo de Portas/JSD e os “representantes dos nossos credores”. Eles querem “ir além da Troika”, falam de recuperação mas não conseguem ver o país a despedaçar-se pela janela do gabinete. Bons velhos tempos em que até o Moedas da Goldman dizia que a reestruturação da dívida era o único caminho que nos restava. Pena ter vendido a sua opinião à pandilha do grande aldrabão.
















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