Nova funcionalidade no Blogometro

A partir de agora o Blogometro  mostra as estatísticas mensais da blogoesfera.

 

Cá em casa ninguém tomou no cu

Disse a Mizete. Cus há tantos, só quem não tem medo não toma.

A lavagem

ULRICH
A nossa extrema-direita andava muito encolhida nesta fase ulrichiana da vida portuguesa. Pudera, o homem passou todos os limites.

Mas como se contenta com pouco espevitou-se hoje com as tiradas do homem no parlamento.

O nojento pseudo-moralismo de Ana Drago, insurge-se um, enquanto Helena Matos, mais sábia, copia um artigo do Económico e um cowboy dispara: Como destruir Ana Drago em 3 passos.

A base do raciocínio comum é fascinante: Ulrich é um “criador de postos de trabalho”, não recebe lições de moral de ninguém e Ana Drago não pode ter razão porque defende “os assassinatos de Lenine e seus comparsas” (o analfabetismo político é sempre fascinante).

Criador de postos de trabalho? nem vou fazer contas aos despedimentos no BPI. Fernando Ulrich é um filho d’algo, por acaso da junção de duas das famílias que têm Portugal como sua propriedade, à custa dos favores que obtiveram do estado ao longo de décadas. Não fosse fosse isso e estaria provavelmente a aguentar baldes de massa num andaime qualquer. [Read more…]

A âncora de 4 mil milhões de euros

Ninguém sabe mas tudo se explica.

Adquiridos, a tua tia

Direitos conquistados.

Droga, loucura e morte

A maioria dos portugueses está contrariada com o Governo mas sabe que, no essencial, ele está a fazer o que tem de fazer. Maurício Barra

Aula de meteorologia

Maradona ensina Deus a chover.

O imposto escolar

Momento Marcelo Rebelo de Sousa na educação.

A vida não está fácil para os liberais

Carlos Guimarães Pinto insurgiu-se e sobe agora a Montanha de Sísifo.

 

Blogues que só podem dar bons livros

Parabéns Livreira Anarquista.

Díalogos

Ursinhos de peluche.

Fátima Campos Ferreira, uma jornalista modelo

Os espectadores do Prós & Prós recebem 10€ para a ouvir.

A equidade segundo Gaspar

Os ricos não pagam a crise.

Ir cedo de mais ao pote

Um bocado de lucidez da parte de João Miranda:

O PS conseguiria fazer o mesmo? Sim, com nuances e se entrasse fresco no governo. Não seria aliás a primeira vez. Mário Soares, Mota Pinto e Hernâni Lopes fizeram um programa deste tipo em 1983-1985 com sucesso e bons resultados do ponto de vista de um liberal, com medidas bem mais sujas que as actuais (a desvalorização salarial nessa altura foi de 25%-30%, o que faz dos 5% da descida da TSU uma coisa de meninos).

Uns meses atrás, numa conversa com os meus amigos que no Aventar sempre defenderam este governo, deixei o aviso: o PSD teve muita pressa em ir ao pote, vai apanhar o pior da crise (que em abono da  verdade nem é total responsabilidade sua, como não foi de Sócrates: somos um país pequenino que apanha pneumonias e tuberculiza quando Wall Street espirra e a Europa engripa), e vai ser posto fora do mesmo pote quando houver aparência de melhoras.

Hoje não me parece que seja bem assim: o governo está em queda livre e seguindo o barómetro grego a Syriza começa a isolar-se nas sondagens ao mesmo tempo que os nazis alcançam o 3º lugar.

É mesmo a doer. Depois desta crise, tal como nos anos 30, o nosso mundo não será o mesmo, para o melhor e para o pior.

E o parvo sou eu?

Eu explico de-va-ga-ri-nho: comparar salários entre função pública e privado terá sempre de se basear em números oficiais. E os números oficiais dos salários no privado não correspondem à realidade: ele é cartões, telefones, carros, prémios não declarados, toda a gente sabe que uma empresa privada pode pagar na prática bem mais o que o salário declarado. Em muitos casos só ganha com isso, e o assalariado agradece quando paga menos IRS.

Bastou que o esbulho chegasse ao privado para vir ao de cima esta realidade: Nuno Branco enumera uma série de hipóteses de as empresas ultrapassarem a situação, pagando por fora:

A primeira medida seria pedir uma redução do vencimento base bruto à entidade empregadora, como contra-partida negociar vencimentos variaveis atribuídos em ajudas de deslocação ou despesas de representação (we’re all salesmen now!). Apesar de estes rendimentos estarem sujeitos a pagamento de IRS estão isentos de SS e portanto passam ao lado das medidas ontem anunciadas. Poderá ser possível em alguns casos até levar mais para casa líquidos do que anteriormente.

Se anda frequentemente de carro em alternativa ao mencionado acima poderá tentar negociar um cartão GALP Frota ou similar. Mais uma vez pagamentos neste cartão estarão isentos de SS.

Outro subterfugio que muitos portugueses já conhecem é o cartão À la card. Este permite que a entidade empregadora aumente a quantia relacionada com os subsídios de almoço com um menor agravamento fiscal. Tem o inconveniente que o cartão só pode ser usado em restaurantes e supermercados.

Ele chama-lhe desobediência civil. Eu digo que essa desobediência existe, sempre existiu, e provavelmente aumentará para o ano. Claro que tem outro nome, que desobediência civil é coisa nobre, chama-se enganar o estado fugindo aos impostos. É legal, mas é criminoso, por estas e por outras depois dizem que não há dinheiro. É o pão nosso de cada dia.

Mas o parvo sou eu. E pensando bem no assunto até sou, por ser funcionário público, é claro.

Crapulices

Houve uma criatura que mentiu acerca do que Rui Ramos escreveu na “História de Portugal”. E, com base naquilo que Rui Ramos não escreveu, chamou-lhe “fascista” e outros insultos.

Margarida Bentes Penedo não identifica a criatura, não localiza onde lhe chamou fascista, nem especifica os restantes insultos.

Mente. São assim os defensores de Rui Ramos.

Tal como neste documentário da Nato sobre o Portugal  de 1956 onde aos 13m18s Salazar até vota. A ilustração perfeita do Portugal inventado por Rui Ramos e que tantos seguidores tem. Depois de mentirem cem vezes já Salazar salvou a pátria e Manuel Loff lhe chamou fascista. Ao Rui Ramos, é claro.

Via Quadro Preto Riscado a Giz

weblog.com.pt, enterramento e ressurreição em forma de arquivo

Cópia dos blogs weblog.com.pt em
http://weblog.aventar.eu/

O serviço weblog.com.pt fechou no passado dia 22 de Junho de 2012. O aviso aos donos dos blogs alojados nesta plataforma foi feito via mail com poucos dias de antecedência. Esta acção teve várias consequências que não tardaram a fazer-se sentir:

Muitas pessoas, quer por não terem actualizado os seus endereços electrónicos nas respectivas contas, quer por não terem tido tempo suficiente para resgatar os seus conteúdos, viram-se privadas dos seus próprios blogs. Além disto, os arquivos, que em alguns casos remontam a 2001, ficaram inacessíveis. Um dos predicados da própria Web foi posto em causa, perderam-se as ligações, perdeu-se o conhecimento acumulado, em incontáveis horas de trabalho de muitos bloguers dedicados.

Quando soubemos que ia acontecer, tentámos fazer uma cópia dos blogs alojados na plataforma. Recorremos às listas disponíveis na própria weblog.com.pt e tentámos fazer cópias integrais dos blogs alojados. Este trabalho foi iniciado dois dias antes da plataforma cessar o seu serviço, sem grande esperança, sequer, de conseguirmos obter todos os blogs das listas.

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O Caso Vera Pereira, o IEFP e a ignorância em forma de blogue

Tudo começou com a publicação pelo Arlindo do que parecia ser uma oferta de emprego com destinatário reservado (o “Tugaleaks” diz que chegou primeiro, mas o analfabetismo que por ali infelizmente grassa pelos vistos também inclui a simples contagem de tempo). A coisa espalhou-se pelas redes, e como estamos em Agosto no dia seguinte chegou à comunicação social.

Ora nem tudo o que parece é. Compreendo que o Arlindo com o saco cheio dos concursos de professores feitos à medida de fulana & sicrano tenha visto “educadora de infância” e automaticamente disparado. Não fiz o mesmo apenas porque em tempos lidei com o IEFP por via de uma associação sem fins lucrativos com estatuto de Empresa de Inserção. E sei que estas coisas funcionam assim: para obter os benefícios do IEFP (neste caso num programa de apoio à formação), mesmo que a lei não imponha que uma empresa funcione como o estado na selecção de quem ali vai trabalhar é obrigatório o formalismo de fingir que sim. [Read more…]

Pedro Miserável Soares

A ler: A Miséria Moral.

Agora que eu estava a ficar com saudades do exilado em Paris

Obrigado André Azevedo Alves. Passou-me num instantinho.

World Through My Eyes

"O Guardador de Uvas"

De repente, numa qualquer esquina de uma rede social, dá-se de caras com alguém que não se vê há anos. Com quem se partilhou farras, jantaradas e até uma confraria (o nosso Fernando Moreira de Sá que o diga, ou é melhor não…).

Foi o que me aconteceu recentemente com o Rui Silva, que anda pela blogoesfera a exercitar a sua paixão pela fotografia: World Through My Eyes é um blogue a frequentar para quem gosta de explorar perspectivas.

A blogosfera e a comunicação social

As incriminações sobre a blogosfera são conhecidas. Em especial da parte de intelectuais ou ‘pseudo-essa coisa’, tipo Miguel Sousa Tavares.

Todavia, e o ‘Aventar’ já o provou à exaustão com a tradução do ‘memorando da troika’, o mundo da blogosfera é dinamizado por muitos, bem habilitados a prestar o serviço público da informação oportuna, íntegra e, portanto, útil.

Ontem, aqui no ‘Aventar’, já havíamos trazido ao conhecimento público os gastos faustosos de José Manuel Barroso e seus comissários, com o ‘link’ para o jornal britânico ‘The Guardian’. Apenas hoje, como este exemplo o demonstra, a imprensa escrita traz o assunto a público. A blogosfera, esse diabólico mundo, mais uma vez venceu, mesmo sem a intenção de competir.

O vício da actualidade

Da comunicação social às conversas de família, da blogoesfera às redes sociais, a actualidade domina. E o seu domínio, ao ritmo avassalador a que se tem acesso à informação, mal permite reflectir.

Até hoje não fui capaz, em consciência, de escrever sobre o PEC por uma razão muito simples: não o li.

Obviamente que o facto de não se conhecer algo de forma directa não é, hoje em dia, impeditivo de se ter opinião. Mais: de se expressar opinião. Lemos algo aqui, algo ali, algo acolá, e pronto: segundo linhas escritas por diversos punhos, aí estamos, também, nós a escrever umas linhas sobre a matéria. Não importa qual.

Com tanta informação com que somos bombardeados dia-a-dia, hora-a-hora, acabamos por começar a ficar como que imunes, a apesar das tragédias, das catástrofes, dos escândalos. Ora carpimos mágoas ora vociferamos. Tal como aquele que insulta repetidamente um árbitro durante um jogo de futebol porque não pode fazer o mesmo ao patrão ou a um qualquer político. Porque na prática, a saturação de informação leva à banalização da opinião e, pior, das razões. Protesta-se, denuncia-se e acusa-se, mas o que resta é o sabor desconcertante de que nada muda. E ninguém pode dizer que é por falta de informação. Pois não é.

Já há algum tempo que tenho vindo a afastar a minha escrita da actualidade. Pelo menos daquela que é tão efémera quando as circunstâncias ou as conjunturas que a produz.

A actualidade vicia, ao ponto de não passarmos sem ela. Duvido seriamente se boa parte da blogoesfera fosse capaz de escrever sem ler, de publicar sem se “actualizar”. Duvido.

Sócrates é como o sexo

Se julgam que vou fazer brejeiras comparações entre a fornicação e a governação socialista, desenganem-se porque a minha intenção não é essa.

Olhando para a comunicação social e para a blogoesfera,  somos forçados a reconhecer que, tal como o sexo na publicidade, José Sócrates vende. Está sempre em forma.

Não me refiro às qualidades comerciais de José Sócrates, que as tem, é inegável – veja-se a magnífica campanha feita em El Salvador, em que apresentou e distribuiu na XVIII Cimeira Ibero-Americana, o nosso Magalhães, o nosso portátil “tipo lancheira” que todos os assessores do Primeiro-Ministro usam (ou pelo menos usavam) (ou pelo menos foi publicitado que usavam) (não interessa…). José Sócrates vence e ainda convence, e isso é digno de registo.

Refiro-me mesmo ao facto de que José Sócrates é sempre um tema que suscita interesse, curiosidade, fale-se de suspeitas, de onde faz compras, ou de milhões. Tanto é, que é capaz de arrastar multidões que, de tanto peso – imagine-se! -, fazem cair um servidor, com direito a desabafo.

Está tudo louco…

Como é possível que venham políticos criticar as presões políticas sobre a comunicação social?

Agora é a vez de Jerónimo de Sousa, criticar tais pressões que não sendo crime, na óptica do Procurador-Geral da República, são, para o comunista, inaceitáveis. Não sei se o mesmo ainda se recorda dos saneamentos políticos no Diário de Notícias? Pelos vistos não.

Figo, garantiu que o seu apoio a José Sócrates foi pessoal, não havendo qualquer contrapartida. Algo que contraria a tese do “Polvo” (a lembrar a série italiana de televisão dos anos 80), pois que na Máfia nada é pessoal, simplesmente negócios. 

Paulo Rangel cola a candidatura de Pedro Aguiar-Branco à de Pedro Passos Coelho. E agora diz que a ruprtura é com a governação socialista e com o estilo de se fazer política em Portugal. Para alguém que avançou como avançou com a sua candidatura, é notório que é muito diferente a fazer política em relação aos demais, não haja dúvida…

Pelo meio, o blogger Carlos Santos, cujo percurso na blogoesfera foi errante (no sentido amplo do termo), vem deitar achas para a fogueira socialista. E assim, a blogoesfera entra para o habitat do alegado polvo.

Às 20 horas, o Primeiro-Ministro vai falar ao país. Irá fazer uma declaração à visada, ou seja à comunicação social. A “hipótese pântano” parece estar afastada, embora nunca fiando…