Arrenda-se
Apartamento T1+1 Mobilado e Equipado.
Boas Áreas. Autocarros à Porta.
Santo António dos Olivais (Coimbra)
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
Arrenda-se
Apartamento T1+1 Mobilado e Equipado.
Boas Áreas. Autocarros à Porta.
Santo António dos Olivais (Coimbra)
A 28 de Abril de 1998 um tal Núcleo de Estudos Oliveira Salazar iniciava a recuperação da memória do ditador promovendo em Lisboa e Coimbra “missas” em sua homenagem. No caso de Coimbra a lata foi ao ponto de utilizar a Sé Velha, em tempos Praça Vermelha, no coração da Alta. Não lhes correu bem. Terão conseguido a publicidade que pretendiam, mas a manifestação política à conta da Igreja foi um fracasso. Aqui ficam duas reportagens televisivas exibidas na altura.
Além de o vídeo servir para algum pessoal descobrir que já foi mais novo, tem a utilidade de lembrar que o processo de branqueamento de Salazar foi longo, culminando no onde estamos hoje, em que a sua emulação tem sido progressivamente governamentalizada (e não me refiro só ao actual governo).
Uma cidade é também os seus loucos, onde se descarrega a perda de juízo generalizada que somos todos nós. Aliás, uma cidade é sobretudo os seus loucos, e uma aldeia também. Não me despedi de tantos, adeus Luís Miguel.
Leiam O Aspirante nunca mais gritará na Baixa. Também tenho o privilégio de viver num bairro onde o Luís Fernandes faz aquilo que dois diários e uns semanários não fazem, e muito mais ainda.
Não sou grande apreciador da lógica do voto útil. Já basta o massacre informativo que tenta condicionar a nossa opção seja aos “2 candidatos 2” ou aos “5 partidos 5“, coisa que pode ser pragmática mas não é democrática.
Útil é o voto em quem confiamos, em que defende aquilo em que acreditamos. Inútil é não votar.
Circunstâncias especiais, contudo, invocam lógicas particulares. É o caso do tempo que atravessamos.
Perante a realidade não tenho hesitação possível: voto em Coimbra, e em Coimbra o Bloco de Esquerda tem um deputado que pode manter, e a CDU nenhuma hipótese de o conseguir. Estando em causa a eleição de um deputado, vou votar no BE, como votaria na CDU em Beja ou em Évora. O parlamento precisa de deputados de esquerda, que serão sempre poucos. O resto é desperdício.
Tem causado alguma indignação nos sítios do costume o acampamento, vulgo acampada, no adro de S. Cruz. Porque é panteão nacional, que está lá dentro o túmulo do rei fundador, uma pouca vergonha.
Convinha recordar aos distraídos que aos 19 anos Afonso foi acampar para S. Mamede. Três anos depois reune em Coimbra, à volta deste mesmo mosteiro que então manda construir, a jovem e em grande parte deserdada nobreza (e clero) com quem iria várias vezes acampar, sentados, a pé e a cavalo, até concluírem um país.
Donde fazem muito bem estes jovens em homenageá-lo, acampando à porta daquele que foi um jovem revolucionário, afrontou o poder então vigente, e aqui mesmo fundou Portugal.
Estou a comparar o incomparável? este pessoal está ali para fazer revoluções, não quer é trabalhar, tem mau aspecto e dali nada de bom há-de vir?
Aos 19 anos Afonso Henriques e os seus devem ter ouvidos tantas vezes o mesmo, que pelo menos nisso claro que se pode comparar.
Ficamos assim: eis a prova de que tudo o que se disse contra a pintura que no domingo a CDU fez nas escadas monumentais em Coimbra não passou de uma tentativa da direita de silenciar um partido de esquerda. Não vou perguntar onde estavam os meninos que agora protestam quando a JS teve o seu momento “mural nas escadas“. Nem vou qualificar a atitude do actual presidente da AAC, militante da JS. No esterco só se mexe com luvas.
Confesso que nem me lembrava desta (tradicionalmente o espaço é ocupado pelo PCP), mas apareceu, e não é uma manipulação fotográfica.
Assunto encerrado.
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foto: PÚBLICO 100 estudantes perturbaram o comício do PCP em Coimbra, nas Escadas Monumentais. Foram empunhados cartazes e foram ouvidos gritos de ordem. A manifestação terá sido ilegal. Nenhum polícia apareceu no local. Ninguém foi preso. |
foto: DN Cerca de 20 pessoas perturbaram o comício do PS em Faro. Foram empunhados cartazes e foram ouvidos gritos de ordem. A manifestação terá sido ilegal. Esteve presente polícia à paisana. Uma pessoa foi presa por polícias à paisana. |
Acusando o ainda primeiro-ministro de ter vandalizado as bolsas de estudo, pintado as propinas de negro usurpando as cores da Académica e ocupado indevidamente o ensino público com Bolonha, vários estudantes de Coimbra estão a organizar, via Facebook, uma concentração de protesto no espaço onde na próxima 6ª feira vai decorrer um comício eleitoral do PS.
Sim caro leitor, não estando a delirar estou a inventar. Mas imagine por um momento que o parágrafo era verdadeiro. E que uma dezena de estudantes, trajados ou não a rigor, que o Maio vai quente, aparecia no comício, que é real, mandando bocas e tomates, gritando e invectivando. Agora imagine os títulos na comunicação social. Seriam assim:
Estudantes protestam contra cortes nas bolsas e propinas em comício do PS
à imagem do que foram hoje, ou assim:
Estudantes ligados à extrema-esquerda boicotam comício do PS? [Read more…]
O que esta fotografia mostra a um conimbricense nada diz. O mamarracho chamado Escadas Monumentais pintado é coisa que felizmente vemos desde 1975, por regra feito pelo PCP, que na altura ocupou o espaço e tacitamente os restantes partidos e áreas políticas deixaram ficar.
Digo felizmente porque falamos de uma aberração arquitectónica e urbanística. Trabalho de Cottinelli Telmo, só mostra como aberrante foi a destruição patrimonial da Alta de Coimbra para dar lugar à Cidade Universitária, ícone da arquitectura fascista em Portugal, e para nós símbolo de como se tiram uma belas e funcionais escadas para se construir um verdadeiro suplício. [Read more…]
A locomotiva 32, fabricada em 1865 e adquirida pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro à Schneider, posa na Estação de Coimbra, Linha do Norte, por volta de 1870.
O cenário pouco mudou.
A direita hoje deu uns pulinhos a extrapolação de uma sondagem feita pelo Expresso. O método do semanário que sustenta a Euroexpansão é digno da empresa de sondagens que contrata: aplicar uma sondagem nacional aos distritos como se os resultados de cada círculo fossem proporcionais ao todo nacional. Já vi idiotices piores. Pelo menos é o que parece, se parece alguma coisa um “estudo” que ignora, por exemplo, que o BE elegeu um deputado em Leiria.
Motivo da felicidade: o BE perderia o seu deputado por Coimbra.
Em 2009, no total nacional, o Bloco de Esquerda teve 9,82% dos votos (e o CDS 10,43%). Mas em o BE Coimbra teve 10,77% e o CDS 8,74%. Como este ano Coimbra perdeu um deputado, os resultados serão sempre diferentes. Neste caso nem será forçosamente o 4º partido do distrito quem corre esse risco, já que o último a ser eleito foi, se não me falha a memória, do PSD. Primeiro não-eleito: o 2º da lista do BE.
E já agora, a distância a que ficou a CDU (5,76%), diz muito sobre o voto útil à esquerda no meu distrito. Claro que os resultados podem dar grandes cambalhotas. O pessoal do CDS sabe no entanto como são as sondagens em geral, e as da Euroexpansão em particular. Devo dizer que prefiro a eleição de Serpa Oliva pelo CDS, em detrimento de partidos como PS e PSD que não resistiram a meter paraquedistas entre o seus candidatos, no caso do PS reincidindo em Ana Jorge como cabeça de lista. Chamem-lhe bairrismo, mas direita por direita, ao menos que sejam de cá.
No início, na Pr. da República, contei umas 400 pessoas. Eu e alguns jornalistas. Não sei contar manifestantes numa praça, estando no meio deles. Mas como a manifestação, ao contrário do previsto, se meteu avenida abaixo, fazendo-me o favor de passar debaixo da minha varanda, onde conto manifestantes desde a década de 70, posso dizer que foi a maior manifestação generalista desde essa mesma década. Generalista, porque entretanto houve algumas de estudantes com mais gente, já para não falar de situações como Timor.
Pormenor: saíram autocarros para Lisboa, com 250 estudantes.
Número: digo 1000 manifestantes.
É a vez dos que mandam ficarem à rasca. Até porque hoje apenas se venceu a lei da inércia, agora é não deixar parar o movimento.

Um dos problemas de asnearmos é a tentação em continuar a asnear, negando a asneira. Acontece aos melhores. A João Pinto Castro acontece mais vezes. Tirando pormenores irrelevantes como colocar Coimbra no interior, uma disfunção geográfica que talvez ainda seja tratável nas Novas Oportunidades, JPC descobriu o absurdo:
Ora o meu ponto é precisamente denunciar esse absurdo: não faz sentido algum que uma cidade pequena como Coimbra tenha um subúrbio a 30 kms de distância.
Não faz realmente sentido. Quem mandou as pessoas instalarem-se onde tinham um comboio para aceder ao seu local de trabalho? as pessoas deviam estar todas a viver em Coimbra, admitindo que Coimbra faça sentido.
Agora, e para conhecimento do JPC, as pessoas tiveram a ousadia de fazer pior, espalharam-se num raio de 50 km não por terem aderido à ideologia da ruralidade, as pessoas não vivem em ideologias vivem em casas, e as casas em Coimbra tiveram durante décadas um dos m2 mais caros do país, mas por falta de dinheiro, ao contrário do que JPC pensa a ruralidade não é uma ideologia é uma necessidade. Estas pessoas, sobretudo as mais jovens, vivem no rural porque não conseguem ir para o mais urbano. Existe uma ideologia urbana que prega a ruralidade mas não é para aqui chamada. A Cidade é outra, e das Serras nem se fala.
Agora quando diz que [Read more…]
O Presidente do Município de Coimbra, Carlos Encarnação, formalizou o que já se sabia: retira-se um ano depois de eleito e vai dedicar-se à nobre profissão de avô.
É um direito que lhe assiste. Já fazer o choradinho sobre o Metro Mondego ora falecido (e que teve dois mandatos para empurrar para a frente), é patético.
Carlos Encarnação foi parar a autarca por azar: concorreu à falta de alguém que se chegasse à frente (o PSD dava a Câmara como perdida) e ganhou. Toda a gente sabe que tinha outras ambições na política.
Dados os estragos que o PS andava a fazer em Coimbra é difícil avaliar os seus mandatos. Não foi pior nem melhor: foi igualmente mau. É certo que bateu um recorde nacional: deixar o seu director municipal para a construção civil chegar a presidente da Académica deu um julgamento de que se aguarda a sentença. Mas Manuel Machado tinha Luís Vilar como vereador, o que equilibra bastante.
Entretanto Encarnação conseguiu meter um filho a deputado e deixa o Município de Coimbra entregue a um filho de Barbosa de Melo. Este toque monárquico já não espante ninguém: o regime reproduz-se com uma demografia bastante avariada.
Quanto ao choradinho Sócrates não gosta de Coimbra, já aventei sobre o assunto: é natural não se gostar de uma cidade por onde passámos e onde os amores correram mal. Dores de cotovelo acontecem a toda a gente. Convenhamos é que Coimbra não tem culpa nenhuma nisso, e já pagamos as favas desde que o artista chegou a secretário de estado. Numa boa e velha relação sado-maso os meus concidadãos continuaram a votar nele. Não me admira que dentro de 3 anos votem no moço que recebeu uma presidência da câmara como prenda de natal: só precisa de usar o chicote. O povo gosta.
Um político profissional, que de empregado bancário passou a movimentador de milhares nas suas contas depois de alcançar o estatuto de vereador, o pior que Coimbra já teve, consegue ser notícia.
Valha-nos isso. Aventei algumas vezes sobre o arguido Vilar*, por conta do processo dos amigos dos Correios, ou mais recentemente pelas sua participação nas recentes eleições internas da Federação de Coimbra do PS.
Hoje, dia em que foi condenado no primeiro dos seus processos a ser julgado, sinto que a minha cidade está mais limpa e asseada. Faltam os outros casos, e sobretudo falta dignidade a Vítor Batista. O ainda deputado do PS entregou a Luís Vilar a responsabilidade pelo financiamento do PS distrital nas eleições do ano passado, quando já era acusado por crimes de financiamento partidário ilícito, uma das razões porque hoje foi sentenciado em tribunal. Vítor Batista vai abandonar já o seu lugar de deputado? ou no mínimo o seu grupo parlamentar vai correr com ele? esperem sentados.
Entretanto e mais uma vez Domingos Névoa lá se safou, se bem entendi por prescrição. Um dia os estacionamentos subterrâneos da Bragaparques chegarão à superfície. É tudo uma questão de tempo.

Poucos mas bons, e só faz falta quem está, decorreu mais um calmo e tranquilo convívio dos escribas desta casa.
Três duelos marcados (não tenha finalmente vindo do nevoeiro o nosso Nuno Castelo Branco), florete, pistolas e penas, padrinhos combinados, o sangue voltará a escorrer nos próximos dias, como é quotidiano de um blogue pluralista.
Manjados o arroz de entrecosto em vinha d’alhos (a escorrer), as pataniscas (do mais fidelíssimo amigo), os peixinhos da horta (ainda na fase de aprendizagem natatória), pequenos carapaus (muito pequenos não contem a ninguém), os rojões (no ponto), o esparregado (nacional, sim e é bom) e os chocos (falando algarvês com pronuncia beirã).
Na foto acima, em destaque, do lado esquerdo o cozinheiro do restaurante Porta Romana, em Coimbra, a quem agradecemos. Os outros são os que estavam. E esta Fernando, é para ti:

Quando o je, moi mesmo, descobre que teve um incêndio na sua rua através de um blogue, numa cidade com dois jornais diários que até “existem” online, sendo a rua aquela que deu origem à cidade (por via romana) e apesar de tudo ainda significativa na malha urbana, mais metro menos milímetro, concluí que a idade pesa no profundidade do sono, e o mundo mudou mesmo na forma de comunicarmos. Esta vale por mil algodões, e não engana.

Álvaro Maia Seco foi candidato do PS a presidente do município de Coimbra nas últimas eleições. Demite-se agora da presidência da Sociedade Metro Mondego, após perceber pelo orçamento-geral do estado que esta vai ser extinta e entregue à REFER (accionista com 2,5%).
O Metro Mondego (MM) é uma obra estruturante para Coimbra, nisso estão de acordo de resto todos os partidos. Sucessivamente adiado, o Milímetro coimbrinhas viu as suas obras arrancarem no início do ano com o levantamento dos carris do antigo Ramal da Lousã, um comboio suburbano por enquanto substituído pela boa e velha camionagem, com todos os atrasos, complicações e custos inerentes.
Além dos carris levantados a Baixa de Coimbra foi esventrada com demolições, preparando a passagem de um metropolitano de superfície que não chegará.
Álvaro Maia Seco acaba de perceber o óbvio: enquanto Sócrates for chefe do governo em Coimbra não haverá uma única obra pública, um investimento fraco que seja (ironia das ironias, a delegação do Ministério da Economia que Manuel Pinho enviou para Aveiro, prejudicando sobretudo Leiria, volta agora onde estava já que vai ser integrada na Comissão de Coordenação do Centro e esta ainda não foi deslocalizada para a serra da Estrela). Para Coimbra não virá nada, nada, nada, mesmo que a desculpa seja a poupança e a realidade deste caso seja um largo aumento da despesa.
Amaldiçoarás o lugar onde foste infeliz, é o mandamento de José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa. Ora nós não temos culpa das suas infelicidades pessoais ocorridas entre 1975 e 1979 enquanto estudante do ISEC.
Imaginem que tinha ido estudar para Lisboa e toda a gente reparava nisso.
Quando o presidente da Federação Distrital de Coimbra do PS e seu deputado perde as eleições tudo pode acontecer. Como escrever isto:
Desta vez vem de dentro para fora. O desmentido vem já a seguir.
O Victor Baptista poderia ser hoje, assim o tivesse querido em 2005, tal como aconteceu em 1995, Presidente do IEFP, Presidente do Metro, da Segurança Social, Governador Civil, para não falar de outros lugares em Lisboa. Todos eles a ganhar bem mais dinheiro e com mais tempo disponível para se dedicar e influenciar as lutas internas no PS.
Não quis e fez bem, porque tem sido mais útil no Parlamento a defender o Governo do PS, conforme demonstra o estudo feito por entendidos e publicado nas Beiras.
Luís Vilar As Beiras.

O autor desta declaração de apoio a Victor Baptista à Federação Distrital de Coimbra do PS está presentemente a ser julgado juntamente com Domingos Névoa por um toma-lá-dá-cá que inclui financiamento partidário ilícito. Em breve será também julgado no processo dos amigos dos Correios. Nada disto impediu o diligente deputado Baptista de o ter mantido como responsável pela captação de fundos no distrito nos processos eleitorais do ano passado, e não me venham com a presunção da inocência, que quem mexe com dinheiros deve ser como a mulher de César.
O bom senso impediu-me de publicar este desabafo até ao contar dos votos no PS de Coimbra. Não me meto em searas alheias mas conheci o Mário Ruivo na AAC e guardei dele a imagem de alguém honesto, o que nos tempos que correm não é fácil de encontrar num aparelho partidário. Parabéns Mário.
Baptista perdeu ontem as eleições (notando-se que até Sócrates estava farto deste muito contraproducente apoiante) e como é óbvio vai impugná-las.
À atenção do Fernando Moreira de Sá, a quem agradeço a dedicatória mas não perdoarei ter passado pela minha aldeia sem termos bebido um copo: a Turismo de Coimbra, Empresa Municipal, tinha 200 000 orçamentados para animações paralelas aos concertos e para as festas da cidade. Eu diria que a uma boa fatia do bolo foi gasta em Julho. Está em acta municipal, e em Coimbra só não sabia quem não lê blogs.
Claro que a isto convém somar a limpeza (30 000, se bem li), os transportes, e mais uns trocos para acabar as obras do estádio onde não entravam veículos pesados.
Devo dizer que concordo em princípio com o que o Fernando escreveu, e só agora li. É obrigação do município de uma cidade que se pretende destino turístico assegurar uma boa estadia a quem nos visita e o retorno económico foi mais que óbvio. Muita gente prolongou o fim-de-semana em Coimbra até ao 5 de Outubro, e isso foi bom para o comércio e a hotelaria.
De resto quem ganhou mesmo com o negócio até foi a Académica OAF que gere um estádio municipal como se fosse seu, mas antes assim que por outras vias, e deixo o seu presidente arguido Simões para outro dia que hoje não me apetece falar de coisas tristes.
Foram cerca de 7000 visualizações em apenas três dias naquele que foi o primeiro vídeo que meti no meu canal no YouTube. Foi um concerto memorável numa cidade maravilhosa:
É o meu primeiro vídeo no Youtube e dedico-o ao JJC pois foi nessa sua terra, Coimbra, que assisti ontem a um dos melhores concertos da minha vida:
http://www.dailymotion.com/swf/video/x76bf2_gene-kelly-i-m-singing-in-the-rain_music?additionalInfos=0
Gene Kelly – I’m Singing in the Rain
Nunca na minha aldeia tinha visto tanto cota como ontem. Até me senti mais novo.
Vi-os em Vilar de Mouros, jovens e desconhecidos, creio que pelos idos de 82. Em Coimbra, esta noite, quase trinta anos depois, apresenta-se um super-grupo, provavelmente o maior da actualidade, uma marca planetária a anos-luz dos rapazes de Vilar de Mouros e das ruas de Dublin. Nunca mais os vi e hoje também não calha. Devem estar a tocar à hora a que escrevo este poste. Há três dias, em Sevilha, o início foi como se vê:
e continuou assim: [Read more…]

Uma das missões a que se dedicou Rui Pedro Soares na PT, nos intervalos dos Figos e das TVI’s, foi a de vender o património imobiliário da empresa. Desse património fazia parte o pavilhão da PT em Coimbra, onde cerca de 150 jovens praticavam basquetebol e outros desportos. Não faltava mesmo mais nada: não é pessoal que valha a pena aparecer nas campanhas do PS, e o tempo em que as grandes empresas se preocupavam com as colectividades formadas pelos seus trabalhadores já lá vai, até porque como é sabido a PT é uma pequena firma à beira da falência.
“Fomos todos apanhados de surpresa. Fizemos todos os esforços para negociar a nossa continuidade, mas com esta decisão de termos de abandonar as instalações até 30 de junho, parece quase a morte anunciada para a prática da modalidade para tantos jovens”, disse à agência Lusa Fernando Antunes, coordenador da secção.
Antes de ser obrigado a abandonar a administração da PT o homem deixou o negócio fechado. Entretanto a Câmara Municipal de Coimbra prometeu uma alternativa. Prometeu. Os meus caros concidadãos que queriam ajudar a promessa a tornar-se realidade podem assinar esta Petição Por um Pavilhão em Coimbra – “Há 15 anos por Coimbra, deixem-nos continuar a jogar Basquetebol”.
Para quem não conhecer, a Rua da Moeda é uma pequena artéria, com cerca de 70 metros em linha recta, e vai da Praça 8 de Maio ao Largo das Olarias, onde se encontra a Loja do Cidadão.
Agora pasme-se: esta rua, outrora movimentada pelo seu robusto comércio e casas de morada de muitos cidadãos, é hoje, quase de certeza, na cidade, o maior cemitério de prédios decrépitos e em mau estado por metro quadrado. Um caso de estudo, sem margem para dúvida! Infelizmente, para pior, uma amostra do estado em que se encontra a Baixa da cidade de Coimbra.
Nem vou falar das causas, porque já todos as conhecemos de ginjeira, a começar por esta absurda, inoperante, injusta, selvagem, paradoxal, ilógica, inconsequente, estúpida, estulta, Lei do Arrendamento Urbano. Já o escrevi aqui: pelo menos, desde 1974, todos os ministros relacionados com a pasta da habitação deveriam ser sentados com o cu no mocho e julgados por atentado ao património nacional e terrorismo urbano. Agora, de repente, lembrei-me de um pormenor importante: aqui na Internet circulam petições para defesa dos motivos mais néscios que há, e até algumas com fundamento de razoabilidade. Qual o motivo por não haver nenhuma a favor de uma mudança de paradigma que é tão importante para o país? Se calhar será outro caso de estudo…
Luís Fernandes, Questões Nacionais

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Tuttle Creek Rd., Lone Pine, Califórnia, EUA, Junho de 2025
(a propósito de tudo sobre o excelente Bad Day at Black Rock, por causa do Spencer Tracy)

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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