A notícia: «SCUT: Comissão de Obras Públicas adia para a semana votação sobre cobrança de portagens», no Público
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
A notícia: «SCUT: Comissão de Obras Públicas adia para a semana votação sobre cobrança de portagens», no Público
A notícia: «Sócrates confiante nas reformas e medidas de austeridade», pela Lusa, publicada no DN.
A notícia: «Relação desagrava penas a Isaltino Morais», no Público

Adenda: fui informado que esta imagem não existe no filme; é uma photoshopada.Vale a pena ler o post de quem lançou este hoax.
«Sócrates: críticas de Passos Coelho em Madrid não honram “boas tradições da política portuguesa”», no Público
A notícia: «Gravadores furtados por Ricardo Rodrigues foram restituídos à "Sábado"», no Público
A Silly Season, conceito anglo-saxónico que se refere ao período de férias dos políticos, tribunais, jornalistas, etc., está a começar nesses países. Caracteriza-se pela falta de notícias importantes e sérias, sendo os media tomados de assalto pela “falta de assunto” e por uma maior incidência de temas frívolos e mais ou menos estúpidos.
Em Portugal, verifica-se o contrário. Indo os políticos de férias, fechados os tribunais, laureando a pevide os opinion-makers, as notícias perdem uma certa mesquinhez que lhes está na matriz do ADN e passam a ser menos estúpidas, quiçá mais profundas e inteligentes. É aproveitar e devorar, porque só dura o momento de umas férias. A Silly Season, felizmente para nós, está quase a acabar.
O Aventar tem o prazer de apresentar, em exclusivo na blogosfera, imagens do filho de Cristiano Ronaldo (aqui ao colo da irmã Ronalda na casa da Madeira). Com quem terá aprendido?
…a energia, claro, e se possível poupa um trunfo!
O jornaleiro “abrantizado”.
Bem, Agosto já não está assim tão distante. E daí ao Natal, passando pelas vindimas e pelo S. Martinho…
Hoje, em estéreo.
O grande debate da actualidade é: ser homem, ser mulher, namoro heterossexual, namoro do mesmo sexo, namoro entre um mais novo e um mais velho. Enfim, namoros que nem precisam acabar numa relação íntima de dois no mesmo leito, ou nas últimas filas de um cinema de bairro. Namoros de flirt, como diria Georg Simmel (1917, Fundamental Questions of Sociology), que soube retirar da construção da sociedade civil a heterogeneidade da interacção emotiva, como lembra nos seus textos Josepa Cucó. A procura da denominada liberdade feminina a par da masculina, tem sido o discurso que ao longo dos Séculos perpetuou a ideia de que a masculinidade tem sido a espada de Damocles, que parece guardar a feminilidade para a masculinidade. Dois conceitos muito falados e definidos por John Locke desde 1666, e anteriormente, por Aristóteles, recuperados por Avicenas no Século IX, ao modificar as teorias muçulmanas de Fathoma, a filha de Mohamed, a quem ele ditara o El (al) Corão para orientar o comportamento não cristão entre homens e mulheres. E por Tomás de Aquino em 1256, ao usar Avicenas para escrever o seu famoso tratado de Suma Teológica, texto que ia queimando por heresia o acreditado pensador da divindade, do lucro de homem e mulher (à laia da Shakespeare e os seus Montagius e Capulletos), da poligamia e as suas inconveniências pelos ciúmes entre as mulheres deste tão alto marido, incapaz de poliandria. Avicenas e Aquino, falam de paixão, falam da relação entre homem e mulher, da solidão que subordina a segunda ao primeiro, e da vida pública que define o macho como entidade masculina, um pater famílias que sabe mandar e comandar, muito embora, não saiba cozinhar ou remendar roupas. Esses dois elementos do processo masculino – feminino, fundamentais para um ser humano se manter na História. Masculino e Feminino, também abordados por Freud em 1885 e 1906, ao definir a sexualidade como o motor do desenvolvimento da vida, com uma parte a evitar: thanatos, a morte material eterna, ou em vida ao ficar fora da História, fora da memória das pessoas.
Angola, apesar de tudo, deve ser um sítio com um piadão. Nem que seja pimba dentro de um carro de ocasião.
( Ou, Como Proceder Se o Seu Filho, de Repente, Lhe Pedir Uma Vuvuzela )
Se há desprazer que não me vejo dar a alguém, é o de me ouvirem vuvuzelar.
Amanhã, com a entrada em cena de Portugal, prevê-se um aumento exponencial do vuvuzelanço cá no rectângulo. Eu até vuvuzelaria com gosto se, vuvuzelando, fizesse música ou disso me aproximasse.
Mas não. A praga vuvuzeleira, comparo-a a um enxame de gafanhotos -sim, já assisti a pragas de gafanhotos- e eu não gafanhoto, por hábito e educação. Nunca gafanhotei, logo não vuvuzelo. Talvez vuvuzelasse, não fosse o vexame de gafanhotar. Se algum dia vuvuzelarei, ainda que a sós? Duvido, mas não garanto. Quem vuvuzela parece feliz, mesmo se para infelicidade dos outros.
Quem não concorda comigo, é o meu filho: -Não vuvuzelarás, disse-lhe eu alto e bom som quando me pediu uma vuvuzela, ainda por cima verde, vermelha e amarela. -Não é justo, acusou ele, se todos vuvuzelam porque razão não vuvuzelo eu também? -Porque não, respondi o mais racionalmente possível. -Mas, pai, o meu sonho é ser vuvuzelista numa orquestra vuvuzelária, confessou o puto com o sonho de uma vida a desfazer-se e as lágrimas a rasgarem os olhos.
Felizmente salvou-me a irmã dele, que interveio dizendo: -Eu, se fosse presidente da câmara de Vouzela, já tinha um slogan para aumentar o turismo durante o Mundial – “Vouzela, terra livre de vuvuzelas”. Uma terra onde ninguém vuvuzelasse era um descanso.
-E pode-se ser presidente de uma câmara? perguntou o meu filho. -Claro, disse eu, qualquer um pode. -Ah, então, em vez de vuvuzelista, vou ser presidente da câmara de Lisboa. Ou do Porto.
Inquietei-me. Vuvuzelista ou vuvuzelador, ainda vá, agora presidente de câmara… Por estas e por outras é que esta juventude está perdida. Só querem coisas que dão cabo da paciência aos outros.
Herman José: Humor de Perdição – Entrevista Histórica a Luís de Camões

no dia das crianças, lembranças do casal Mama Esperanza e Hermínio
Normalmente, poder-se-ia pensar que ser pais e cônjuges é uma sequência normal. Pai ou mãe, marido e mulher, seria, então, uma continuidade dum processo natural. Cuidado pela lei. Considerado pelo grupo social. Escolhidos os cônjuges entre as várias pessoas duma mesma geração. Para fazer aliança. Uma aliança a dois que envolve as famílias de um e de outro. O desprendimento de um rebento duma árvore genealógica que entra como incerto na outra. E desse incerto, nascem mais rebentos, que alargam a organização dos seres humanos na instituição que designamos família. Entre nós, um homem e uma mulher, relação que denominamos monogamia; entre outros grupos sociais de outras culturas do mundo, um homem e várias mulheres, a que damos o nome de poliginia; ou ainda, uma mulher e vários homens, conhecida por poliandria. O nome dado à relação não é importante, o que interessa é dizer que a relação reprodutiva é necessária para fazer ainda mais rebentos. Criá-los, nutri-los, ensiná-los. Um grande trabalho. Trabalho reprodutivo, trabalho de fazer mais história, trabalho para trabalhar e ganhar o sustento. Trabalho reprodutivo legislado pelo Direito Canónico numa extensa região do mundo, pelo Direito Muçulmano noutra grande extensão de grupos sociais, pelo Direito do Karma entre os Budistas, pela lei civil do estado não religioso. Cônjuge, um de dois que morrem de paixão, um de dois que deseja, um de dois que se completam. Um de vários, quando há mais de dois conforme a lei e a crença, que toma a iniciativa de procriar, de fazer crianças. Um de dois que faz circula bens entre as duas árvores familiares. Como mandam os costumes do tempo. Como entre nós, manda a cultura judaica cristã do Oriente que entra assim no Ocidente, como o meu eterno mestre Jack Goody diz: uma obrigação permanente e eterna de cuidados entre esses um de dois. E vice-versa. Como manda a lei, como diz a cultura. Como o costume ancestral fica afincado em nós.
1. Serem cônjuges. [Read more…]

Papageno e Pagena, personagens de Mozart que alegraram a minha infância
Era uma vez um rapaz que não conseguia dormir. Ainda bebé e depois da mamada, dormir não conseguia. A fada madrinha do rapaz, de nome Carolina [1], porque todos os pequenos têm fada madrinha para viverem calmos e sem medo, sussurrou no ouvido da mãe do rapaz: “toca Mozart [2] na viola ou no piano e vais ver o que acontece”. O encantamento da fada madrinha foi forte: mal o rapaz ouvia essa música, adormecia. Foi… o toque mágico. A seguir à mamada, tocar Mozart era parte do alimento: comida para o corpo e música para a alma. A canção tocada, sempre a mesma, repetitiva, essa música das Campainhas Mágicas para xilofone, que adormecia o bebé, ou a canção da Mãe Lua ou Rainha da Noite, convertida para piano. O rapaz cresceu, a música não era suficiente, queria saber porque Papageno, se era caçador de pássaros, tocava uma música, e a Fada Madrinha respondia: “para os atrair e caçá-los, menino! E a primeira caçada foi uma senhora pássaro, disfarçada de velha, mas que passara a ser uma linda catatua que encantou o caçador, e tiveram muitos filhos, todos eles passarinhos…e o conto para embalar ia ficando por esses trilhos, porque o rapaz adormecia. As crianças ficavam admiradas e gostavam de ouvir essa música para adormecer. Os contos de embalar têm essa magia, são… peganhentos… imitados. O melhor remédio dos pais é saber qual a varinha mágica que coloca os pequenos a dormir a noite toda. O rapaz do meu conto, até ao dia de hoje, precisa da sua música para adormecer, tal como estes mais novos, os seus descendentes que ouviam a história narrada todas as noites, queriam ouvi-la mais uma vez. Particularmente pela habilidade do pai em a mudar sempre, para as entreter melhor. Rapaz que, ainda em pequeno, aprendeu a ler sem dar por isso, no colo do pai, enquanto este lia um livro, ele espreitava as letras, letras que aprendeu com a mãe e professora em casa, porque, minhas crianças, o rapaz tinha uma manha: adorava ficar com a família, ler e ouvir a sua música. Escola? Nem por isso, havia muita miudagem em casa, mais não Os doutores das letras permitiam, apenas, estudar em casa até os 11 anos. Depois disso, o rapaz da história ao dar-se com outros, adorou. Não sabia o bom que era estar com amigos. Esse rapaz cresceu, as asas do saber apareceram nos seus ombros, ganhou prémios, o que as crianças do rapaz adoravam ouvir, era tão fácil e não esse pandemónio que os descendentes do rapaz tinham que atravessar todos os dias. Essas crianças adoravam a fada madrinha do rapaz e queriam ter uma, e o rapaz pai dessas crianças, de imediato lhes emprestou a fada madrinha
grande gargalhada descoberta da verdade
Sobre a utilidade social da Antropologia.
Todos começaram a rir! Às gargalhadas! Éramos vários cientistas a vender o seu peixe aos caloiros. Não era na praça do mercado, antes fosse, facilitava o debate. Era dentro de um grande anfiteatro, com três académicos em cima de um estrado e mais de trezentos caloiros sentados na plateia do auditório. Os peixes cheiravam segundo a pronúncia e a voz de quem falava. No meu caso, era a mar de rosas que sempre cheirava: o meu sotaque pesado, especialmente, para os mais novos não habituados a ouvir a sua língua materna, falada de forma britânica, galega, castelhana ou afrancesada. Os vendedores de peixe (académicos), muito sérios, usavam palavras caras nas suas intervenções. Caras, pelo rigor do vocabulário e a dificuldade do conteúdo. Quando chegou a minha vez, perguntaram-me para que servia a Antropologia. Sintetizando, devido ao meu modo de falar, (denominado por alguns alunos pelo termo carinhoso de Iturrês) lentamente respondi: “Na Antropologia nunca perguntamos quantas pessoas vão à Missa aos Domingos, nem fazemos inquéritos a um número proporcional de crentes; interrogamo-nos sim, sobre as causas que ditaram o dia da semana para a consagração da Missa”. Com esta abordagem, começava as explicações para aquele universo de alunos que tinha à minha frente, que vivendo dentro de um país Fatimizado, nada sabia de catequese. A gargalhada foi geral pela raridade da resposta e por fatimizar o país,
Nao sei se alguém se lembra. Lista de virtudes do idos anos 90. Repórter Estrábico.
….encontra quem anda pelo twitter:
Escribir, parece ser la actividad más alegre de la vida, no parece ser una profesión, parece ser una diversión. Especialmente, cuando vemos el resultado de esa actividad en un libro que nos entretiene y no deja permitir que el tiempo corra. La lectura es la entretención más agradable de la vida cuotidiana. Especialmente si lo que se escribe es una ficción de la realidad, como el libro de Julio Verne, Veinte mil leguas de viaje submarino, de 1869. Los libros escritos por Stephan Zeiwg, (Escritor austríaco), 28-11-1881, Viena, 23-2-1942, Petrópolis, Rio de Janeiro, que sabia romancear la vida de personajes famosos, como a de Mary Stewart, Reina de Escocia, Zweig obtuvo un reconocimiento internacional como narrador, poeta y ensayista durante los años de 1920 e 1930, siendo uno de los escritores de lengua alemana mas traducidos. Inició su obra poética firmemente influenciado por Hugo en Hofmannsthal, siendo traducido para el alemán la obra de los simbolistas franceses Stéphane Mallarmé e Charles Baudelaire. A partir de ese período, se destacan las novelas Amok (1922), Angustia (1925) y Confusión de Sentimientos (1927), basados en la teoría del psicoanálisis. Con la aparición del nazismo, fue perdiendo fe en las posibilidades del compromiso político de los interactuáis, al mismo tiempo que expresaba una crítica decidida al sistema fascista. Sus ensayos biográficos Momentos Estelares da Humanidad (1927) y retrato del poeta como O Constructor do Mundo (1936) son ejemplos de sus inquietudes psicológicas. En 1934, emigro para la Gran-Bretaña e, cuatro años más tarde, viajó para los EUA y, después, para Brasil. En ese período, desesperado por la soledad, acabó por suicidarse juntamente con su mujer. Zweig sabía humanizar a los personajes que romanceaba, como si fueran parte de su vida. Y lo fueran, de tal manera que leer a Zweig es aprender historia al reparar que hay toda una realidad material y cronológica por detrás de los personajes que nos presentaba. Su propia vida parece una novela o romance. Lo que escribimos, o sale de nuestra ilusión o es fruto del reflejo de lo que escribimos, en nuestras ideas e sentimientos.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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