Barricados no Jornal da Madeira

O Jornal da Madeira é uma vergonha, sabe-se. Corrente de transmissão do jardinismo, veículo da publicidade do governo regional paga a preço de ouro, subsidiado pelo erário público, distribuído gratuitamente com o duplo objectivo de, por um lado, amplificar as “verdades oficiais” e a glorificação do PSD/Jardim e, por outro lado, retirar circulação e reduzir a capacidade de informar dos outros jornais madeirenses, o Jornal da Madeira está, neste momento, a ser palco de uma contestação no interior das suas instalações por parte dos candidatos do PND

“Vamos passar da legítima defesa à acção directa.”

A frase não é inocente. Depois da legítima defesa de Alberto João contra o governo central, a acção directa do PND contra um uma das praças fortes do poder regional . A Madeira é cada vez menos um Jardim.

Temos que Valorizar Quem nos Dignifica

O que seria da jovem e madura democracia portuguesa sem a dignidade e elevação que lhe confere Alberto João Jardim?

 

Estamos de Tango

O bailinho na Madeira continua. Virou…

Elogios à Junta de Freguesia de Tadim – 1

Na última Assembleia de Freguesia cá do burgo, o nosso ilustre presidente de Junta, José Manuel Cunha, acusou-me – e com razão! – que eu nunca vou às assembleias elogiar o trabalho da Junta.

Pois, senhor presidente, vou dar a mão à palmatória e dedicarei aos elogios à actuação da Junta de Freguesia de Tadim toda uma colecção de textos doravante; mas o senhor presidente tem que me ajudar, tem que me dar motivos para elogiar o trabalho abnegado que faz em prol de Tadim, com o dinheiro dos tadinenses. Desde já lhe agradeço a ajuda e a inspiração….

Eu gasto, vocês pagam

Cada madeirense deve 30 mil euros, o dobro da média nacional

Este título do Público (com ligação só para assinantes) faz lembrar a brincadeira que é costume fazer nos restaurantes, quando, na hora de pagar a conta, um grupo de, por exemplo, quatro convivas propõe ao criado de mesa que divida o total por cinco, sobrecarregando virtualmente o pobre assalariado e virtualmente aliviando as finanças dos pagantes. É igualmente costume que a brincadeira acabe com os cinco a rir e os quatro a pagar.

Transferindo a graçola para o país (e também para a Madeira), aquilo que não deveria passar de uma piada é uma ideia tão arreigada que nem sequer parece estranho a um jornalista dividir por todos os madeirenses uma dívida criada por uma minoria de senhores com obra feita e benefícios pessoais à custa de dinheiros públicos.

Vou dormir e sonhar com um mundo em que todos pagássemos as minhas férias ou as minhas cervejas. Todos, menos eu, claro.

A Linha do Douro em Agosto (2)

Ferroviários d’um comboio a vapor.

A Linha do Douro em Agosto

“É Tempo de PARAR com a FRAUDE do Plano Nacional de Barragens”

“Geralmente, as coisas terríveis que se fazem sob o pretexto de que o progresso assim o exige não são realmente progresso…são apenas coisas terríveis”

O Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, anulou o contrato de construção do troço Poceirão – Caia da linha de Alta Velocidade Lisboa – Madrid. Esta obra controversa, que tem figurado como bandeira da polémica das Parcerias Público Privadas (PPP), representa um investimento de 1,7 mil milhões de euros, apenas uma fatia dos 4% de peso das PPP ferroviárias (cerca de 3 mil milhões de euros) no bolo total das PPP, a esmagadora maioria das quais lançadas nos Governos de José Sócrates (ver documento da Direcção Geral do Tesouro sobre as PPP aqui.

Anteriormente orçados em 7 mil milhões de euros, e representando 12% do total das PPP, os custos com os encargos a assumir pelo Estado (garantia de 30% das receitas esperadas anualmente por cada barragem às respectivas concessionárias e subsídio à produção de energia eléctrica) e contribuintes (através de impostos e do aumento da tarifa eléctrica) com o Plano Nacional de Barragens foram recalculados em 16 mil milhões de euros, quase 9,5 vezes mais que o troço Poceirão – Caia, e cerca de 20% do total do pacote de ajuda externa a Portugal.

Entre outros aspectos nefastos, voltamos a insistir nestes factos indesmentíveis: [Read more…]

O Senhor do Atlas

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O Alto Atlas . foto Yann Arthus-Bertrand

A cordilheira do Alto Atlas marroquino é uma longa muralha com 700 quilómetros de extensão, que constitui uma fronteira entre Marrocos atlântico e sub-tropical, e Marrocos continental e desértico. Os seus cumes mais altos ultrapassam ou aproximam-se dos 4.000 metros, como são exemplo o Jbel Toubkal no Alto Atlas Ocidental, com 4.167 metros, o Jbel M’Goun no Alto Atlas Central, com 4.068 metros ou o Jbel Ayachi no Alto Atlas Oriental, com 3.757 metros de altitude. O Alto Atlas é um mundo de montanhas, rios, lagos, planaltos, vales férteis e gargantas escarpadas, habitado por tribos berberes desde tempos milenares, que conservam a sua identidade pela distância e isolamento.

Para além de fronteira geográfica, o Alto Atlas sempre foi uma fronteira política, que separou as regiões sedentárias governadas pelo poder central, o blad al-makhzen (ou país da lei), das regiões nómadas auto-governadas pelas tribos, o blad as-siba (ou país do caos). Foi a última região de Marrocos a ser dominada durante a conquista Islâmica e a última a ser pacificada pelo colonialismo francês.

Esta é a história de um homem chamado Thami El Glaoui, qadi ou chefe da tribo Glaoua, conhecido como o Senhor do Atlas, e do seu papel ao lado das forças coloniais francesas durante a ocupação e pacificação do Sul de Marrocos. [Read more…]

Sobral de Monte Agraço já tem um parque infantil.

Odorico de Paraguaçu ou o modelo de um edil.

Não sei se recordam este chavão publicitário que passou na televisão durante a década de 1990. Ele é, ainda hoje, bem revelador da «mentalidade paroquial» e municipalista que grassa na sociedade portuguesa desde, pelo menos, o Liberalismo. Nessa altura, profundas modificações foram operadas na divisão administrativa do país e vários foram os municípios levados à extinção. Choveram cartas nas Cortes. As velhas elites que diziam falar pelo povo, clamavam que estavam ameaçadas as liberdades daquelas antigas e venerandas terrinhas. Estavam era ameaçados os tachos oligárquicos onde as velhas famílias comiam e que agora, rotos e vazios, lhes eram retirados.
Contudo, o liberalismo teve mão para por no lugar esses rincões do Antigo Regime, oferecendo lugares novos aos velhos e criando novos lugares para os novíssimos. Hoje, tal seria impossível. As oligarquias deixaram de ser consanguíneas e passaram a ser partidárias. O dinheiro comanda. Apenas se falou em reduzir o número de municípios o caciquismo local tremeu. Mais depressa caía outra vez o Carmo e a Trindade do que se acabavam com concelhos. Alguns presidentes, daqueles da velha guarda, mestres e doutorados em eleições, vieram dizer que nunca, que as liberdades das antigas e venerandas terras, etc, (os tachos), etc, bastiões, etc, desenvolvimento, etc, progresso, etc., NÃO & etc.
É óbvio que a III República jamais conseguiria acabar com um munícipio que fosse e virou-se para as freguesias. Como a maioria dos presidentes da junta não tem sequer o quarto ano de escolaridade, nem o mestrado em argúcia política como os edis municipais, é fácil manobrá-los. Os municípios rejubilaram. Menos juntas, menos dinheiro, menos patetas a quem pagar jantaradas para servir nas campanhas. [Read more…]

O Comboio Vence a Distância

Se dúvidas fossem tidas!

Não deixa de ser sintoma da debilidade mental de uma larga maioria de portugueses o facto de muitos “amigos dos comboios”, parasitas e outros vermes se terem já organizado em cortejos fúnebres para enterrar um comboio… VIVO! Bando de filhos-da-puta.

A Festa dos Tabuleiros em Tomar. 3 – A actualidade


continuação daqui

Actualmente, a Festa dos Tabuleiros continua a ser a mais importante tradição de Tomar, agora a cargo da Câmara Municipal. Realiza-se de quatro em quatro anos durante o mês de Julho. O desfile continua a percorrer as ruas, com as raparigas a transportarem tabuleiros carregados de flores e de pão, tal como acontece desde o início do século.
Tudo começa no domingo de Páscoa, com a Procissão das Coroas. Tem como objectivo anunciar a grande festa que aí vem. As coroas saem em procissão, com os pendões do Espírito Santo e os de todas as freguesias, as autoridades municipais a carregar e o povo a assistir.
Na sexta-feira anterior ao cortejo, realiza-se o cortejo do mordomo, composto por carruagens, cavaleiros e pelo gado (bois), que no passado era abatido. As ruas já estão todas ornamentadas. É o primeiro de quatro dias de folia. [Read more…]

Regionalização e Euromilhões…

Será mais fácil a qualquer um de nós ganhar o próximo jackpot do euromilhões do que Portugal avançar para o processo de Regionalização.

A CP acabou com a linha Porto-Vigo. O motivo parece óbvio e simples: só tinha, em média, 12 passageiros. Como alguém escreveu, surpreendente é ter tantos passageiros dispostos a demorar mais de três horas para fazer pouco mais de uma centena de quilómetros. Num país decente, estes gestores de brincar da CP terminavam na cadeia pela forma como geriram a empresa ao longo destes anos.

Então, nos tempos que correm, demorava três horas de comboio uma viagem destas? Solução: em vez de criar condições para que a viagem decorra no tempo normal (uma hora), não. Toca a fechar a linha e desprezar o potencial da mesma. Talvez os senhores da CP não saibam que a Galiza (e Vigo em especial) é o principal emissor de turistas do Grande Porto e Norte de Portugal e um dos principais eixos de negócios. Talvez não saibam que uma linha ligando o Porto à Corunha teria um enorme potencial. Para isso seria necessário saberem e conhecerem a realidade desta Região e das suas principais “ligações” económicas. [Read more…]

Sim é possível deixar tras-os-montes ainda mais isolado

Há uns três anos atrás, aproveitando outra reflexão, sugeri que em vez de se construir uma auto-estrada transmontana que quase a unica coisa que vai fazer é tornar pago o único acesso moderno ao interior, se optasse por reformular as ligações internas às capitais de concelho do distrito de Bragança e ligações a Espanha.

Isto porque me parecia que 310M€ para converter o não muito bom mas relativamente seguro e aceitável ip4 entre Vila Real e Bragança era dinheiro mal gasto, ainda para mais dinheiro que não tinhamos e ainda para mais quando podia ser gasto em investimento (em estradas) mais produtivo.

Agora, com as obras a meio, com cortes sucessivos no ip4 que nos levam a revisitar a EN15 (onde eu demorava umas 5 horas para fazer porto-bragança) resolvem fechar a torneira e suspender as obras por 90 dias.

É justo, como o fecho de vigo/valença para poder comprar carros para os administradores da cp, todos temos que participar na ajuda ao país.
Pena que tenha que se impor isso a quem já não tem ligações ferroviárias (quando há 50 anos eram dezenas de quilómetros), não tem ligações rodoviárias decentes e as que tem são sempre as últimas a ser construídas.

Tadelakt

Há centenas de anos que na região de Marraquexe se utiliza uma técnica de revestimento na construção, aplicada tanto em paredes, pavimentos e tectos, como em peças de mobiliário, como sejam banheiras, lavatórios, camas ou piscinas. Pelo facto de ser um revestimento impermeável, era inicialmente usado nas cisternas e nos hammam, ou banhos públicos, pensando-se que os Berberes já o utilizassem há cerca de 4.000 anos.

A sua grande qualidade estética, possibilidades plásticas, durabilidade e suavidade ao tacto, tornaram-no na imagem de marca dos interiores de Marraquexe, estando presente nos grandes hotéis e riads da Cidade, e fazendo a ponte entre o tradicional e o moderno.

Chama-se Tadelakt, designação que provém do Árabe “dlak”, que significa massajar ou amassar, dado que é uma argamassa tem de ser “apertada” para lhe ser retirado todo o ar existente no seu interior. O tadelakt é um reboco à base de cal da planície do Haouz, que utiliza o pó de mármore ou a areia fina como inerte, pigmentado, apertado à talocha, barrado com sabão diluído em água, polido com um seixo e, opcionalmente, finalizado com uma camada de cera.

É um revestimento da família dos nossos rebocos “estanhados”, “escaiolas” ou “queimados à colher”, que aliam o carácter estético e decorativo com a durabilidade e conforto do material.

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Abdelkrim El Khattabi e a Guerra do Rif

“O Rif é um caldeirão a ferver. Quem puser lá a mão queima-se.”

Em 1921 o Protectorado Espanhol de Marrocos iria ser abalado por uma guerra impiedosa levada a cabo pelas tribos Rifenhas e do País Jebala e Gomara, que ficou conhecida como a Segunda Guerra do Rif.

O Exército de África e a Legião Espanhola sofreram derrotas esmagadoras e, em desespero, os espanhóis utilizaram armas químicas em grandes quantidades sobre aldeias inteiras.

Apesar da superioridade numérica e de armamento do exército de Espanha, o Protectorado esteve à beira do fim, perdendo grande parte do seu território, que em 1925 se resumiu às principais cidades.

A revolta dos guerrilheiros Rifenhos só foi esmagada em 1926, quando a França entra na guerra com uma força de 300.000 soldados comandados pelo general Pétain, que incluía tropas senegalesas e a Legião Estrangeira, que se junta aos 250.000 soldados espanhóis comandados pessoalmente pelo ditador Miguel Primo de Rivera.

Apesar da derrota dos rifenhos, os sucessos militares dos mujahidin do Rif foram decisivos na formação de uma consciência nacionalista marroquina, e deveram-se não só à coragem e determinação do povo Rifenho, como também ao génio político e militar do seu líder, um berbere oriundo da tribo dos Beni Urriaguel chamado Abdelkrim El Khattabi.

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Ibn Battuta

Esta é a história de um homem que fez de viajar o seu modo de vida.

Berbere de origem, nasceu na cidade de Tânger no ano de 1304, no seio de uma família abastada.

Aos 21 anos de idade, ainda estudante de direito, parte para fazer a peregrinação a Meca e inicia uma aventura extraordinária.

Foi viajante, peregrino, explorador, embaixador, jurista, cortesão, conselheiro, geógrafo, escritor.

A sua experiência ficou registada na obra Rihla, “A Viagem”, precursora dos relatos de viagens (ou Rihlat) e tratados de geografia.

Durante os cerca de 30 anos em que viajou, Ibn Battuta percorreu mais de 120.000 Km pelos lugares mais longínquos e diversos, incluídos num território que hoje abarca 44 países, numa época em que a Terra era um mistério, as distâncias eram longas e viajar era uma aventura.

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A Festa das Cruzes em Barcelos

A primeira e das maiores festas populares do Minho; até Outubro, temos mais 700…

Abraço ao Tua

Notícias recentes dão indicação que já está em andamento a criação de um Parque Temático para o Sabor. Pena que isso não tenha sido feito antes de construírem a barragem do Sabor numa zona muito rica a nível ambiental, fruto da sua localização e características como o facto do rio correr 300m abaixo do planalto transmontano criando um microclima específico e que permitiu ter dos sobreirais e azinhais mais bem preservados do norte de portugal, albergar fauna interessante e ser um corredor ecológico de excepção para o lobo.
Se calhar o problema era ser uma área tão grande de coisas interessantes… por isso preferirem inundar uma parte para não dar tanto trabalho.

Entretanto preparam-se para fazer o mesmo no Tua. Primeiro destroem o que já existe, depois atiram uns milhõeszitos para cima para tentar alegrar todos aqueles que só pensam no curto prazo e não conseguem ver todo o potencial turístico, económico e de coesão social do que já existe nesse vale.

Porque ainda vamos a tempo e para tentar contrariar estas posturas de facto consumado que a EDP e o governo Português tem adoptado na questão do Plano de Barragens, vai-se realizar no próximo dia 27 de Março pelas 15h na Foz do Tua um Abraço pelo Tua.
Nesse dia, os cidadãos pela defesa da Linha e Vale do Tua querem mostrar que Há Vida no Tua e apelam a todos a participar no Abraço de Solidariedade com as pessoas que vivem na Região de Trás-os-Montes e Alto Douro e que dependem deste Bem Comum.

Ver mais para Informações e Inscrições.

O papel do movimento associativo

As questões levantadas com a recente descoberta de uma idosa que faleceu na solidão da vida e permaneceu numa solidão de morte durante 8 ou 9 anos (e todos os casos seguintes que vieram a público graças à capacidade inata da comunicação social de transformar o óbvio em tendências abruptas) recordaram-me as noções de vicinidade e laços sociais. Quando a humanidade passou por fases eminentemente rurais (e hoje caminhamos aceleradamente para uma situação de urbanismo global) a sobrevivência estava assegurada por recursos e espaços devidamente controlados, mas sobretudo, por uma coesão sanguínea e afinitiva que as cidades não autorizam por várias razões: entre elas a composição dos novos agregados familiares. E, no caso de Portugal, um país eminentemente litoralizado, em que as relações já não se baseiam no sangue, nem na afinidade ou na vicinidade, como resolver esta solidão, estes casos de alienação social forçada? [Read more…]

Venha a Montalegre de Janeiro a Janeiro…

O comboio de Braga a Chaves acabou por nunca acontecer; Chegar à Feira do Fumeiro de Montalegre só mesmo por estrada.

Rota do Património da Humanidade do Vale Internacional do Douro/Duero

Já em tempos aqui antecipei (tendo sido na altura muito bem secundado por  Daniel Rodrigues) esta verdadeira “vantagem competitiva” que é a feliz concentração de locais classificados pela UNESCO em toda esta grande região. É com alegria que vejo materializar-se este desiderato estratégico para a indústria turística regional através de uma associação de entidades portuguesas e espanholas. É assim que as coisas devem ser: com visão, horizontes abertos, ultrapassando as fronteiras artificiais que nos tolhem, em rêde. A estratégia regional terá sempre que ser construída nestes moldes. Afinal estamos posicionados geograficamente num dos mais importantes “nós” da Ibéria. [Read more…]

Vá passear

É certo que está um frio bom para pinguins e que férias são só para quem as tem. É certo que o pessoal aperta o cinto e que para o ano vai ser pior, ao que se diz. É certo que a gente anda de trombas e há quem não veja saída, nem entrada, nem veja nada. E é bem certo que há muito quem fique mal disposto e lhe dê azia por ver outros que se divertem e se passeiam.

Mas também é certo que há quem não esgote a vida apenas fazendo contas a amanhãs que já não cantam. E há quem viva durante a crise por poder estar morto depois dela (pois para morrer parece  – há quem diga transparece – que basta estar vivo). E consta que há vida para além do pessimismo, como muito bem diria o outro, ou outro em seu lugar.

Porque há toda uma indústria (não, não vou escrever panóplia) de coisas para fazer e viver que também passa dias difíceis. Há muito que fazer no Algarve, muito que experimentar no Douro e muito que viver na serra.

É por isso que lhe digo caro amigo, aproveite se puder, e vá passear.

A regionalização não vai custar nem mais um tostão…

Um dos argumentos apresentados para justificar a não reorganização administrativa e política do estado é o custo que isso iria ter.

Esta verdade absoluta é postulada inclusive por aqueles que tiveream responsabilidade directa na criação do estado que temos actualmente que, tenho ouvido dizer, não é assim tão sustentável quanto isso.

Para perceber porque não pode a regionalização custar nem mais um tostão e apresentar ideias sobre como o fazer, o Movimento Partido do Norte vai realizar no próximo sábado, 18 de dezembro, no Ateneu Comercial do Porto, ás 16.30, uma sessão sobre este tema com a participação de Eng. Carlos Brito, Dr. Pedro Froufe Madeira e Dr. Paulo Morais.

Estamos na altura de construir novas opções e pensar de forma diferente na resolução dos nossos problemas, se quiserem fazer parte dessa discussão apareçam.

Porto, Ponto de Encontro de História, Arte e Religião

Solidários? Siiim… mas poucochinho, por favor. Ok?


O Movimento Partido da Terra entregou ontem na Assembleia Municipal de Lisboa, uma interessante proposta, visando a entrega a uma instituição de solidariedade social do concelho, das senhas de presença dos deputados no areópago (cerca de 80€ por cabeça).

John Rosas, o deputado municipal do MPT, afirmou: “É com grande satisfação que, em nome do partido que represento nesta Assembleia Municipal, o Partido da Terra, venho submeter à consideração de V. Ex.ªs a aprovação de uma Moção na área da intervenção social.”

Esperava-se uma reacção de imediato apoio, talvez até com algum entusiasmo. No entanto, o resultado foi o seguinte: todos os partidos componentes da Assembleia Municipal de Lisboa (PS, PSD, CDS, PCP, BE, PEV e “independentes do PS”), votaram contra a proposta, chumbando a dita solidariedade, rotineiramente por todos eles apregoada como “grande princípio da república”. Apenas o MPT votou a favor.

É esta, a preclara moral da trombalazanagem que governa, põe e dispõe. Ficamos elucidados.

*Correcção: o CDS “absteve-se”.

Ermida e Picão, concelho de Castro Daire (contributo para uma reorganização administrativa do País)


Quando vêm com histórias de extinguir concelhos e freguesias como forma de resolver o problema financeiro do País, começo logo a estrebuchar. Não é por aí – o défice combate-se, sim, extinguindo os privilégios pornográficos dos políticos passados e presentes, dos gestores públicos e de todos os «boys» do PS e do PSD que pululam pelo País. Combate-se, sim, acabando com Parecerias Público-Privadas que mais não são do que presentes dados às empresas amigas do poder e que oneram as gerações futuras até à exaustão. Combate-se, sim, acabando com os inqualificáveis benefícios fiscais dados anualmente à Banca e às grandes empresas e que, por si só, eram suficientes para comprar dois submarinos por ano.
Mas a verdade é que há situações que merecem um reajustamento no mapa administrativo do País. Não porque é preciso poupar, mas porque é urgente servir melhor as populações e introduzir uma certa lógica na forma como estas questões são abordadas. É o caso do concelho de Castro Daire (distrito de Viseu), que alberga no seu seio essa famosa aldeia que dá pelo nome de Colo de Pito.
Na parte norte do município, há duas freguesias cuja configuração é no mínimo estranha: Ermida e Picão. Mais do que as palavras, é suficientemente esclarecedor olhar para o mapa que publico. A primeira parte da freguesia de Ermida fica encostada à sede do concelho. Um outro bocado fica mais para ocidente, enquanto que o terceiro bocado fica a norte. Três membros desgarrados, entrecortados por uma freguesia «intrusa» que aparece pelo meio, Picão.
Pode haver razões históricas para esta situação, mas actualmente não se justifica. Ermida (que até já foi concelho) tem 267 habitantes, Picão tem 297. Mais do que a reduzida população, a proximidade em relação à sede do concelho garante, dentro do possível, o cumprimento das necessidades mínimas. E para além de tudo isto, não tem lógica esta situação. Porque uma freguesia é uma unidade administrativa. Uma unidade. E era o que fazia sentido neste caso: uma freguesia e não duas.
É assim que deve ser feita a reorganização administrativa do país. Pegando em casos concretos e não através de critérios cegos do género «com menos de x habitantes, extingue-se». Não é assim, não pode ser assim.

Colo de Pito

Portugal no seu melhor…

O Governo cuspiu na cara de todos os habitantes do Grande Porto e Norte nesta questão das portagens nas SCUTs e o que fez a maralha?

Ao mais puro estilo bovino foi a correr comprar o chip.

Porreiro, pá!

Pornografia no Baixo Tâmega

A merda continua, há-de continuar porque o povo daqueles bandas é soberano, ainda que particularmente analfabruto. Estão perdoados.

“Joaquim Monteiro da Mota e Silva, presidente da Câmara Municipal do Celorico de Basto, torna público, em cumprimento da deliberação desta Câmara, de 6 de Outubro de 2010, que no próximo dia 22 de Outubro de 2010 se vai proceder pelas 11 horas, no salão nobre do edifício dos Paços do Município, em Celorico de Basto, se procederá à alienação em hasta pública dos travessas, carris e restante material ferroso existente na extinta linha do Tâmega (entre o km 25,724 e o km 45,439)”

Quem tem razão é o Malmaior.