Quando um simples número os deixa deprimidos!

[Rui Naldinho]

Esta semana tivemos a notícia de que no último trimestre, o país teve um crescimento económico de 2,8% em termos homólogos, em comparação com o ano anterior.
Sem querer embandeirar em arco estes resultados, até porque estas notícias, sendo boas, são sempre muito voláteis, registo no entanto a estupefacção de muita gente que nos ameaçou com inferno. Será que é natural? Tenho as minhas reservas! O número não sendo grande, pode ainda assim provocar algum arrepio a uma certa classe politica que profetizou o inverso daquilo que nos está a acontecer.

Este crescimento é conjuntural e não estrutural, dirão alguns.

E antes, era o quê? [Read more…]

​Sampaio esteve mal!

[Rui Naldinho]

Este início de 2017 tem sido fértil na publicação de “obras literárias” escritas por ex-Presidentes da República. E digo escritas, porque no caso do segundo volume da biografia de Jorge Sampaio, sendo a obra assinada pelo jornalista José Pedro Castanheira, o que lá está escrito, é aquilo que o ex-Presidente Socialista pretende dar a conhecer, e não o que o autor entende colocar. Esta obra parece ser mais uma tentativa de expiação de alguns pecados, em especial algumas decisões desastradas de Jorge Sampaio. Enganam-se, Cavaco e Sampaio, se pensam que nós mudamos a nossa opinião sobre aquilo que foi o seu legado na História de Portugal. O que está feito, feito está. Bem ou mal!

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Faz hoje um ano…

Rui Naldinho


Que muitos de nós, já estávamos a contar as horas para vermos sair pela “porta dos fundos” do palácio de Belém, o mais polémico Presidente da República da democracia portuguesa. E não digo o pior, porque esse julgamento será sempre feito pela História e não por um qualquer escriba armado em dono da verdade, que se queira substituir a ela. O enfadado Aníbal Cavaco Silva acabava assim o seu estágio remunerado de político não profissional, depois de vinte e dois anos a bulir em prol do Regime.

O ar que respiramos desde esse dia, parece ter ficado mais Aventar(ado), despoluído, fruto da (des)crispação introduzida na atmosfera politica pelos dons afectuosos do professor Marcelo Rebelo de Sousa. [Read more…]

O escritor apressado que baniu um Prémio Nobel da Literatura

Rui Naldinho

Presidenciais: Cavaco, o genial feiticeiro

Escrever livros é coisa normal em políticos, mesmo “amadores”. Depois de abandonarem os cargos para os quais foram eleitos, após um período de nojo, alguns escrevem as suas memórias biográficas. Outros escrevem ensaios sobre o seu pensamento político e filosófico. Mas em ambos os casos há uma vida para contar, um conjunto de experiências ao serviço da comunidade para transmitir aos mais novos, um estudo para debater e criticar, algo que possamos considerar uma marca cultural do exercício do poder.

O que não é normal em democracia, é vermos um ex-presidente com um passado político no mínimo duvidoso, a escrever um livro que mais parece uma vingança pessoal ou um ajuste de contas com um ex-primeiro-ministro.

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A história de uma mentira, que afinal é só meia verdade, mas que mostrou mais uma vez a miséria moral deste país!

Rui Naldinho

O envolvimento de Mário Centeno no processo que desobrigava os futuros administradores da CGD de entregar declarações de rendimentos tem sido o abono de família da Oposição, parca em iniciativas palpáveis que possam ajudar a melhorar as nossas vidas. PSD e CDS vêem na guerrilha ao actual Ministro das Finanças, a par de Vieira da Silva, os membros do executivo com mais influência nas decisões de António Costa, uma das raras oportunidades de fragilizar o governo, desacreditando Centeno, bem como os partidos que sustentam esta coligação.

Mário Centeno. Fotografia: MIGUEL A. LOPES/ LUSA

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Soares é fixe? A História fará o seu julgamento.

Rui Naldinho

soaresSoares foi um personagem controverso, por vezes até polémico. Isso é indesmentível. Mas, ao mesmo tempo, alguém incontornável na história da nossa democracia. Menorizar o seu contributo para a liberdade que hoje desfrutamos como povo, é no mínimo, não ter memória. E um povo sem memória não tem História.
É verdade que Soares foi o grito de liberdade que por vezes se confundiu com a vaidade. O tribuno republicano e maçon, que por vezes se comportou como um monarca. Um bonacheirão que por vezes tinha tiques de arrogância. Mas isso não pode diminuí-lo como o personagem mais importante na construção da nossa democracia.

O carácter de Soares era por vezes errático e as opiniões dividem-se a seu respeito. Há quem veja nele alguém que não olhou a meios para atingir os seus fins, mas também há quem veja nele o pai do regime político no qual ainda hoje vivemos.

Contrariamente aos seus mais fervorosos detractores, eu considero que o seu maior pecado foi o ter “mandado engavetar o socialismo”. Aí, de facto, ele borrou a pintura, e mostrou que tinha uma agenda diferente da que alardeava.

Mas, Mário Soares faz jus a frase de Ortega e Gasset, quando o filósofo espanhol afirmava: “O Homem é ele e a sua circunstância.”

Comecemos pelo princípio da nossa democracia e algumas das situações mais polémicas do percurso do velho antifascista

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Natal

Rui Naldinho

Alegrai-vos, apesar de tudo! Porque é Natal…

Os crentes festejam este dia, que no calendário litúrgico é atribuído o nascimento do menino Jesus. Nem o pagão descrente resiste a este cenário mítico do Natal, emprestando nessa noite igual a tantas outras, a sua emotividade aos familiares e amigos.

mesa de natal

Chego a casa horas antes da ceia do Natal, entro porta a dentro e reparo numa sala cheia de um consumismo inadequado aos tempos que correm. As crianças vão brincando diante da árvore iluminada de cores pisca-pisca, sobre um chão decorado com embrulhos enlaçados.  Algures, numa parede ao fundo arde um lume brando sem cessar, diante dos meus olhos transeuntes lacrimejados de chamas. Ao centro, há uma mesa com deliciosas iguarias confeccionadas pelos nossos ancestrais costumes. Intuo eu que serão degustadas à vez, numa sequência de ritos até que o cansaço nos esmoreça.

Porque é Natal… [Read more…]

É o discurso da direita  que agiganta a Geringonça

Rui Naldinho

A nossa direitinha Tuga apostou forte no desconchave da geringonça, mas o raio da maquineta não há meio de se estatelar!

Ilustração: Hélder Oliveira / Expresso

Nunca conseguiram digerir o seu afastamento do Poder. E com isso foram cavando um túnel entre a realidade e os seus traumas. À medida que o tempo passava foram desenvolvendo uma retórica derrotista, de tal forma penosa, que até conseguiram transformar em pouco tempo uma coligação que tinha todas as condições para sofrer abalos vários, fruto das suas diferentes formas de abordar a UE, a NATO e o Tratado Orçamental, numa máquina sincronizada. [Read more…]

God Bless América

Rui Naldinho

O carater vitorioso de uma candidatura é determinado, mais pelo conjunto de interesses que ela consegue aglutinar à sua volta, do que pelas ideias propostas ao eleitorado.

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Um Português à Passos

Rui Naldinho

O exemplo de um Português zeloso das suas obrigações com os mercados.

Passos Coelho e Ângela Merkel deram os parabéns a Pedro Dias por ter vivido um mês com apenas 60 euros

Eu aproveito para dar os parabéns aos dois primeiros, pelo facto de ao fim de vários anos terem descoberto o “Português Económico”. E, já agora, ao terceiro por ter tido direito a entrevista na RTP, ainda antes de ser detido, privilégio a que nem todos tem acesso, mesmo pessoas importantes.

Na realidade há gajos com sorte!
Sócrates deve estar a roer-se de inveja.

“Temos de empobrecer meus caros, se queremos pagar a nossa dívida. Caso contrário só nos resta emigrar.”

Para a América não, que agora está lá o Sr. Trump! Parece que ele não gosta de “imigras”. Já lhe basta ter de aturar os “cucarachas”. Mas há sempre uma terra desconhecida, algures. Quem sabe um país longínquo onde ninguém queira estar?

Talvez Pedro Dias tenha pensado nisso antes de se entregar!

O estado do desespero

Rui Naldinho

A PAF está zangada, irada, e em estado de desespero.

O debate deste OE 2017 teve momentos hilariantes, protagonizados por vários deputados da PAF, muito mais preocupados com as posições do BE, PCP e Verdes, do que com o documento OE2017 em si.

  1. Abreu Amorim acusa BE de “estar à venda” por “um naco de poder”
  2. João Almeida acusa partidos da esquerda de serem “idiotas úteis” ao PS
  3. CDS acusa PCP e BE de incoerência ao aprovarem o Orçamento

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A imagem assimétrica de José Sócrates?

Rui Naldinho

Acredito que a obra Dom Profano seja um bom trabalho na área da Liderança e do Carisma. Tudo temas que devem deixar Sócrates com a libido em alta.
Não deixa de ser irónico, para alguém que começou a vida como licenciado em Engenharia fazendo projetos de duvidosa qualidade urbanística, passando por quase todos os lugares da política, ele ter acabado após uma derrota eleitoral, a estudar filosofia em Paris.

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Faz algum sentido eliminar o feriado de “Todos os Santos”?

Rui Nadinho

O dia de ” Todos os Santos”, sendo um feriado religioso, não deixa de ser acima de tudo uma evocação à nossa ancestralidade. Aqueles que num passado recente resolveram por sua alta recreação apagar o feriado de 1 de Novembro, só demonstraram uma enorme insensatez, uma falta de princípios morais e éticos confrangedora, perante o seu apetite pelo neoliberalismo.

Cemitério de São João de Areias, Dia de Todos os Santos, 2014

Cemitério de São João de Areias, Dia de Todos os Santos, 2014
Foto: Lino Dias @Farol da Nossa Terra

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As duas realidades em que vivemos são ambas alternativas à realidade

Rui Naldinho
Pedro MagalhãesPedro Magalhães

Pedro Magalhães, sociólogo e professor universitário, mais conhecido dos telespectadores pelas noites eleitorais na RTP, com as sondagens da Universidade Católica, onde na altura trabalhava como investigador, deu uma entrevista ao DN, este sábado.

A entrevista é extensa, aborda o comportamento do eleitorado em geral e, do cidadão português em particular, o extremismo de direita na Europa e as eleições americanas.

Não concordando com tudo o que ele diz e, com uma parte da narrativa que ele constrói na sua análise, ele afirma no entanto coisas que nos fazem meditar, nomeadamente, por que razão as redes sociais serão no futuro recente, o mais importante veículo de captação de eleitores. [Read more…]

A estratégia de um perdedor

Rui Naldinho

Se o domínio presencial do PSD no comentário político das televisões em sinal aberto me faz alguma confusão, pela intoxicação permanente do público sem qualquer contraditório da outra parte, no caso da blogosfera, onde existe o “livre arbítrio”, não vejo que perigo possa existir em veicularem-se opiniões de forma sistemática, a favor ou contra uma ou mais entidades, desde que elas não promovam o terrorismo, o tráfico sexual, pedofilia, tudo coisas condenadas pela Lei.

Há dezenas de blogs para todos os gostos e feitios! Cada um lê o que quer, e interage como quiser. Criar um blog não é assim uma tarefa que exija mundos e fundos. Além disso a direita tem vários blogs que não fazem outra coisa senão pura propaganda politica.

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Um presidente mediocre

Rui Naldinho

Quando me falam das crises dos Partidos Socialistas e Sociais Democratas da Europa lembro-me sempre de uma entrevista recente dada pela politóloga e filósofa francesa, Chantal Mouffe, e cito apenas um pequeno excerto da entrevista:

Como sabe, hoje em dia, a classe operária vota maioritariamente na Marine Le Pen, e vota nela porque se sentiu completamente abandonada pelos socialistas. Os eleitores socialistas são a classe média e os imigrantes. Há um think tank, que se chama Terra Nova [próximo dos socialistas franceses], que afirma que a classe operária está perdida para os socialistas. É por isso que se concentram na classe média e nos imigrantes, que julgam que nunca votarão na Frente Nacional. Os governos socialistas ofereceram a classe operária a Marine Le Pen. Um problema fundamental é que a classe operária é também aqueles que são os perdedores do processo de globalização. E os socialistas interessam-se mais pela classe média, que ganhou com esse projecto. [Chantal Mouffe, em entrevista a Nuno Ramos Almeida, no i de 3/10/2016]

Discordo apenas da última afirmação de Chantal Mouffe. Para mim, uma boa parte da classe média também está a perder com a globalização. A única classe média que ainda se mantém à “tona da água”, corresponde a um sector intelectual ligado à ciência e às novas tecnologias, com profissões ainda bem remuneradas dada escassez no mercado europeu deste tipo de mão de obra qualificada, mas que a breve prazo se tende a massificar. Basta recordarmos que hoje a profissão de médico não tem emprego garantido, coisa que outrora não acontecia. [Read more…]

“Nós levamos a sério a política. Nós levamos a sério o país.”

Rui Naldinho

O BE, o PCP e os Verdes andaram anos a zurzir nos partidos do chamado arco da governação sobre o denominado “tráfico de Influências”, ou na, “porta giratória entre interesses do Estado e os interesses económicos e financeiros”, ou em “ facilitadores e lobistas que saem da política e plantam-se no grandes grupos económicos muitos deles monopolistas”, criando “parcerias público privadas com rendas excessivas”, …

O tempo urge, daí haver necessidade nesta legislatura de se mudar quase tudo aquilo que eles próprios afirmaram como uma das chagas que levaram ao atraso o país. Nessa matéria estou de acordo convosco, “camaradas”!
Já se fez alguma coisa? Talvez, mas ainda assim é pouco.

Na passada terça-feira assistimos a um despudorado comportamento no parlamento, dos muitos que têm ocorrido da parte do PSD. Com os votos da bancada socialista chumbou uma proposta do PCP que visava limitar os vencimentos dos gestores públicos a 90% do ordenado do Presidente da República. A iniciativa contou com os votos favoráveis de PCP, BE e CDS, mas os votos contra de PS e PSD puseram um ponto final na discussão.

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Le Tour de France

Rui Naldinho
Le Tour 2017

Le Tour 2017

Um evento digno de uma peregrinação!

Declaração de interesses: Sou um maluco pelo ciclismo. Se vejo na televisão como a maioria dos aficionados, por vezes adormeço. Mas aquilo é como as telenovelas. Dez minutos de sesta e toca a ver o resto da prova. Se estou na disposição de ir ver ao vivo, faço como todos os crentes. Torno-me numa espécie de peregrino, mochila às costas, e espero pacientemente que desfilem as minhas divindades.

No passado dia 18 de Outubro foi apresentado em Paris, no Palácio dos Congressos, o “LE TOUR 2017.” A Volta a França é o maior evento desportivo anual do mundo em termos de impacto mediático. Note-se que outras grandes competições como o Mundial de Futebol e os Jogos Olímpicos, não são anuais, mas sim quadrienais. Logo, não são comparáveis.
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José Gomes Ferreira arrependeu-se

Rui Naldinho

Todos já sabemos que o subdiretor da SIC Noticias tem sido um verdadeiro “Spin doctor” dos partidos da oposição e das confederações patronais, no canal de televisão do grupo IMPRESA.

José Gomes Ferreira, Fevereiro de 2014

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Oh meu Deus! A Kristalina perdeu!!

merkel
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O jornalismo económico à lambe-botas

Rui Naldinho

Há cerca de dois meses, o Dr. Carlos Paz, economista e professor do ISEG, afirmou sem quaisquer pruridos num canal de televisão, infelizmente não generalista, que cada um escolhe a terminologia que prefere atribuir aos eventos sociais e económicos que se sucedem no nosso dia a dia. Deu como exemplo uma afirmação do Presidente da CIP, António Saraiva, que considerou “Reformas” às medidas tomadas por Passos Coelho no anterior governo da PAF. Desde os cortes nos salários ao aumento dos escalões do IRS e diminuição do IRC, à desregulamentacão da contratação colectiva, à facilidade nos despedimentos, a precariedade, etc, tudo foram “Reformas” para o presidente da CIP.
Como dizia, e bem, o Professor Carlos Paz, uma “Reforma” pressupõe um consenso muito alargado da população, que acolhe sem grandes reservas as alterações propostas. Uma verdadeira maioria apoiada pelos partidos, pelas confederações patronais, pelos sindicatos, Ordens Profissionais, e demais associações com relevância na decisão a tomar. Caso contrário isso nunca será uma reforma, mas sim uma reversão das leis em vigor. Ou, no mínimo, uma alteração do equilíbrio de forças dentro das várias actividades. Mas o Prof Carlos Paz dizia mais: Tem-se tentado passar uma ideia de reversão, das “Reformas” produzidas na anterior legislatura, que nunca o foram. Quando muito pode falar-se de reposição do equilíbrio entre partes, ou entre sectores de actividade, mas nunca em reversão.
É neste contexto que entram os Joao’s Vieiras Pereiras, os Camilos Lourenços e os José’s Gomes Ferreiras deste país. Essa casta de iluminados que almoça com a CIP dia sim, dia não, vivem com ordenados muito acima daquilo que recebem a maioria dos profissionais do sector da comunicação social, enfim, pagos para dizer e escrever aquilo que os seus mandantes lhes pedem. Mas o mais caricato é afirmarem-se de vítimas. Denunciam que estão a ser pressionados pelas redes sociais e outras entidades que não descriminam, para não dizerem e escreverem aquilo que pensam. Mas será que eles pensam mesmo?
É preciso ser um grande lambe botas para se queixar do bullying das redes sociais!

“PSD recua e quer manter cortes nas subvenções” *

Rui Naldinho

“É uma reviravolta na posição do PSD, já que o comunicado enviado esta tarde, assinado pelo secretário-geral José Matos Rosa, contraria as declarações feitas pelo próprio no dia anterior à imprensa” – Observador

Começa a perceber-se que este PSD está a tornar-se numa organização disfuncional, sem um rumo e uma ideia que não seja austeridade. Não quer ser Oposição como seria sua obrigação, porque isso obriga a vir a jogo e dar a cara. Caso contrário apresentaria propostas de alterações ao Orçamento e a um conjunto de leis indispensáveis para o funcionamento da República.

Apostou na tragédia Grega, mas parece que falhou. Depois acreditou no inferno, e, esperando que Lúcifer fizesse o seu trabalho, este tarda em dar notícias.
Por fim, com a rentrée política do novo ano legislativo, só vemos gente do PSD desorientada a dar tiros nos pés. Do livro de mexeriquices sórdidas do Saraiva, que era para ser mas já não é, ao dito por não dito às subvenções dos partidos, qual delas a mais desastrada.

Porra! Mas já não há partidos da oposição?

*TSF

A devassa da vida alheia

Rui Naldinho

José António Saraiva resolveu escrever um livro acerca das supostas confidências que teve como jornalista com diversos políticos. Sendo algo que roça o mau gosto, porque revela conversas privadas, as quais nunca se tornariam públicas por autorização dos visados, mostra as suas fragilidades comportamentais. Nalguns casos fala por interpostas pessoas que já não estão neste mundo dos vivos para avalizarem ou denunciarem o que ali estiver escrito. Reproduz conversas tidas em privado com pessoas que pela sua avançada idade não estarão em condições psíquicas de o contrariar, ou até defender-se, caso a revelação os ponha em cheque.

Passos Coelho vai estar presente na apresentação do livro. Sabe que o livro é polémico e ficará sempre associado ao que de mau gosto o livro trouxer, da intriga menor á mexeriquice sórdida, porque muitas das coisas que ali estão escritas serão logo desmentidas pelos próprios visados. Outras não podendo ser desmentidas de viva voz, serão objecto de repulsa de amigos e familiares, por exemplo, pelos pais e filhos de alguns dos visados.
Mas por que vai o líder do PSD à apresentação do livro? [Read more…]