Exposição de Onik Sahakian

Onik Sahakian Nasceu em 1936, na capital do então Império Persa. Em criança, recebeu uma bolsa de estudo para a frequência do Curso de Pintura de Miniaturas Persas, no afamado Honarestan Zibaé Keshwar (Instituto de Belas Artes de Teerão). Em 1956 partiu para os EUA, ingressando na Chouniard Arts School de Los Angeles, concluindo o seu Master em 1964, tendo estudado as técnicas dos pintores clássicos, sendo influenciado pelas escolas francesa, holandesa e italiana, embora numa fase posterior, viesse a interessar-se pelos impressionistas franceses. Foi consultor da Imperatriz Farah Diba, no âmbito do Centro Cultural Niavaran.

Conheceu Salvador Dali em 1958 e essa amizade perduraria até ao fim da vida do pintor espanhol, inevitavelmente sendo também atraído por uma certa visão do mundo, plasmada no irresistível apelo do Surrealismo Daliniano. Em 1987, Onik estabeleceu-se em Lisboa e aqui realizou a sua primeira exposição em território nacional, onde o seu multifacetado talento proporciona trabalhos de pintura e joalharia – algumas das jóias de Gala eram de sua autoria -, escultura, cenografia e guarda roupa para ballet.

O Aventar convida todos os leitores para a inauguração da sua exposição “Time for Wine and Roses”, a realizar-se no dia 2 de Junho de 2011, pelas 19.00H, na Galeria MAC – Movimento Arte Contemporânea (Av. Álvares Cabral 58-60, Lisboa).

Barcelona: se os filhosdaputa voassem não se veria mais o sol

O futebol como desculpa: evitar confrontos se o Barcelona ganhar a final da Liga dos Campeões. À bastonada e a tiro tentam desalojar os acampados em Barcelona, que resistem de mãos no ar.

A seguir deve aparecer uma ordem de despejo noutras cidades baseada no facto de tanto tempo ao ar livre prejudicar a saúde e provocar cancro de pele.

Como cantou o catalão Pi de la Serra, se os filhosdaputa voassem não se veria mais o sol.

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Músicas e letras barrocas na Europa e nos Andes. Ensaio de antropologia social

Dedico este texto à nossa próxima neta, ainda sem nome, filha de Félix Ilsley e Camila, nascida Iturra. Tive a premonição que seria menina, menina é. Sentir-me-ei Beethoven e Bernard Shaw, se for nomeada Elisa. Donde, este ensaio sobre arte de música e letras é para a minha imaginada Elisa.

1.Antropologia.

Lembro-me que com vinte anos de idade dava aulas como assistente na Faculdade de Direito e Ciências Sociais da hoje Pontifícia Universidade Católica de Valparaiso, o porto mais amável e lindo do Oceano Pacífico. Encontrava-me a terminar o curso de Direito e Ciências Sociais, quando foi aberto concurso para assistente de várias Cátedras. Os Catedráticos que me estimavam e que sabiam o que eu sabia de Direito Penal, Direito do Trabalho, Direito Comercial, Direito Constitucional e de Medicina Legal solicitaram-me que concorresse. O Colégio de Advogados do Chile tinha-me premiado por ser a pessoa que mais sabia dessas matérias. Apesar disso, bem sabia eu o que existia por detrás desses convites: os 370 votos do operariado de Indústria do nosso pai, mais esses outros 370 das suas mulheres e um considerável número de votos dos seus descendentes maiores de idade. Mais os colegas do Senhor Engenheiro, os técnicos que trabalhavam para ele, e uma família imensa, coordenada pelo próprio Senhor Engenheiro, o nosso pai. [Read more…]

Escadas até ao céu

As obras arquitectónicas, aquelas criadas com a intenção de perpetuarem o regime que as ergueram, sofrem  dos inevitáveis debates por quem nelas vê tempos a olvidar. No entanto, com o decorrer da gerações, as gentes vão-se habituando e adoptam-nas como património. É este, o destino reservado às escadarias da Universidade de Coimbra. Goste-se ou não se goste do estilo ou da mensagem. Foram construídas e para sempre alteraram a malha urbana da cidade dos estudantes.

Escadas destas existem na Alemanha, Rússia, no monumento a Vítor Manuel II – em Roma -, em quase todas as capitais do leste europeu, em Pequim e Piong-Iang. Com o fito de glorificarem os poderes então instituídos, ergueram-se também na Mesopotâmia, Antigo Egipto e América Central. Têm vários tipos de mensagem, desde a vitória sobre as dificuldades topográficas, até a interpretações mais etéreas, aproximando os homens do topo, podendo este ser terreno ou celestial.

Em alguns casos, as escadas conduzem-nos a um espaço onde prepondera a figura de um Grande Chefe, chame-se ele Mao, Lenine, Kim il Sung ou Estaline. No caso coimbrão, trata-se da Universidade mais antiga do país e quando da construção do conjunto monumental, pretendeu-se marcar a posição e o activismo construtor da 2ª República e de Salazar. Nada de espantoso, pois em Paris fez-se o mesmo no Trocadero, obedecendo aos mesmos requisitos arquitectónicos que aproximavam regimes liberais como a 3ª República francesa, a Itália de Mussolini, a Rússia soviética, a Alemanha nacional-socialista ou os Estados Unidos da América. [Read more…]

A besta acordou, escusava de ser em Coimbra

O que esta fotografia mostra a um conimbricense nada diz. O mamarracho chamado Escadas Monumentais pintado é coisa que felizmente vemos desde 1975, por regra feito pelo PCP, que na altura ocupou o espaço e tacitamente os restantes partidos e áreas políticas deixaram ficar.

Digo felizmente porque falamos de uma aberração arquitectónica e urbanística. Trabalho de Cottinelli Telmo, só mostra como aberrante foi a destruição patrimonial da Alta de Coimbra para dar lugar à Cidade Universitária, ícone da arquitectura fascista em Portugal, e para nós símbolo de como se tiram uma belas e funcionais escadas para se construir um verdadeiro suplício. [Read more…]

Depende de ti

Dedicado à Helena que no sábado se indignava com a gente acampada na Puerta del Sol, e à Matos que agora pede o Rossio cheio até 6 de junho. No dia 7 vai exigir, tal como a alcadessa de Madrid, polícia de choque e em força.

A bipolaridade da direita radical é muito complicada.

Parabéns Robert Allen Zimmerman

Blowin In The WindBob Dylan faz hoje 70 anos.

Bandex – Africana

O regresso de Diogo de Leite Campos, o desaparecido vice-presidente do PSD, ao ritmo africano de Pedro Passos Coelho.

The National ao vivo em Portugal

É já amanhã, dia 23, no Coliseu do Porto e depois de amanhã, 24, no Campo Pequeno em Lisboa.

Em Prole da… Censura…

Gabriela Canavilhas, para além de achar que um paredão de 90 metros nada interfere com a eventual classificação do vale do Tua, insiste em confundir o ministério da Cultura com uma delegação de um partido político.

Ainda ontem se podia ler num blogue mantido pelo Ministério da Cultura (pensava eu, de todos e para todos os portugueses) um manifesto eleitoral do PS, tal como ontem denunciámos. Ontem estava lá escrito, hoje não está escrito nada, o post foi apagado. O post foi apagado e o “blogue da cultura” foi terminado porque “cumpriu a sua missão“.

Simpaticamente, a sra. ministra agradece a preferência e a interacção com o blogue. Interacção? – Só não percebo é como, se o blogue não publicou comentários assinados… Lapso? Erro de Sistema? Censura?… Asco…

ps: versão em cache do belo naco de propaganda.

Vagamente, uma ministra

Lembro-me vagamente de uma ministra da coltura (só pode ser), ficar feliz por abrir um museu por troca com uma barragem assassina – em V. N. Foz Côa, e fazer um comentário do tipo «a classificação (da linha do Tua)não é impeditivo da barragem». Ora, essa ministra vem agora dizer que e tal o PSD quer transformar a coisa numa secretaria de Estado! Para alimentar deste tipo de atitudes e baboseiras típicas de yesmen (note-se que disse men, homens, em inglês) – que ainda mais se estranha numa senhora – até podia ser um gabinete meio perdido nos paços de qualquer monárquico falido… Esta publicitação ao programa do governo – ou o que seja, nem li – só demonstra que para este ministério (com m minúsculo), até um programa pós-afundanço é coltura (só pode ser).

Tirem-me deste filme!

José Cândido

Rocío

E enquanto George Bailey corre a cidade em desespero, e Rocío se encolhe no sofá, reconfortada na sua tristeza, eu penso como seria o dia de hoje na rua Preciados se Rocío nunca tivesse nascido, se não houvesse esta tarde em que coincidimos nos grandes armazéns e eu a deixei fugir para sempre sem saber que a inventei.

ler nas cousas lindas que a Carla Romualdo continua a escrever.

Cravos nas ruas de Madrid

Primeira manifestação de bom gosto: a geração à rasca no resto da península chama-se Indignados. E a poesia já está na rua:

Además, muchos llevan ramos de claveles recordando a la revolución portuguesa. Argumentan que si la policía carga se defenderán con flores.

Ana Marcos

Puerta del Sol, texto lido a 18 de Maio

Pedem-nos propostas, os que nunca tiveram propostas.
Pedem-nos programas políticos os que guinam sistematicamente os seus programas políticos.
Pede-nos transparência quem nunca nos contou nada. Quem nunca nos perguntou nada.
Pedem-nos propostas, os que têm milhões e milhões aos que têm barracas e insegurança, papelão e desemprego, dívidas e mais dívidas.
Pedem-nos propostas porque o poder já não são eles, o poder somos nós todos.
Pedem-nos propostas porque têm pressa, têm pressa porque têm medo.
Mas nós não temos pressa, porque o tempo agora já não é o alheio. O tempo é nosso.
Temos paciência porque sabemos que isto vai crescer.
Temos paciência porque não temos medo.

Roubado no 5Dias

Bandex, Sócrates e o Amor

Eles voltam a atacar. “O Amor não é para ser entendido, é para ser vivido“.

Depois de 6 anos a aturar o amor de Sócrates pelos portugueses, preferia ter só entendido.

Tu, Ministro da Cultura? Tem juízo, pá!

Qualquer indivíduo que tenha assistido a três festivais de verão e visitado duas exposições acha-se com uma cultura superior à média. Ouvindo e gostando dos violinos de Chopin pode ser-se secretário de estado. E se, por acaso,  se tiver folheado a Ulisseia e visto As Obras Completas de William Shakespeare em 97 minutos estáse apto para ministro da cultura.

A cultura, com a honrosa excepção de Carrilho, é uma espécie de florzinha para pôr na lapela, uma coisa onde há uns coquetéis e é agradável aparecer para ver quem está e ser visto. E os ministros, mais rissol, menos rissol, têm-na tratado assim, de acordo com este entendimento.

O resto, os sítios onde não há rosé nem canapés de camarão, é composto por hordas de tipos que protestam e gritam alto, dá-se-lhes uns subsídios para os calar, arranja-se umas bolsas, mas só aos que gritam mesmo alto. Os outros ignoram-se e pronto. De vez em quando, de preferência nas alturas em que aparecem altos dignitários estrangeiros e se faz uma cimeira, organiza-se uma inauguração de encher o olho e aí está: com este programa não se faz pior que os anteriores ministros, no mínimo faz-se igual.

Até hoje, os governos foram mantendo o ministério, apesar de subfinanciado. Era uma flor cara, mas pronto, dava para ostentar junto à gravata ou ao colar de pérolas, fazer figura de inteligente e gozar o deslumbramento do poder. Agora, Passos Coelho afirma que vai acabar com a Cultura, perdão, com o ministério e será ele próprio, além de primeiro-ministro, ministro da cultura. Não podia ser mais esclarecedor sobre a sua interpretação. Com ele, nem para flor a cultura serve.

Bob Marley e Zé Pedro

Is this love, Bob Marley

Duas figuras da música são hoje notícia; curiosamente, dois defensores da liberdade, da paz e da justiça social. Um, Marley, faleceu há 30 anos, com apenas 36 de idade. Outro, Zé Pedro, dos Xutos, vai ser submetido a um transplante do fígado.

O desaparecimento ou sofrimento de quem admiramos dói sempre. Nestes casos, dói-me absoluta e justificadamente. Tive o privilégio de viajar, lado a lado, em vôo Londres-Lisboa, com Bob Marley. Ia para África. Duas horas de conversa inesquecíveis. Foi na 2.ª metade da década de 1970. Aprendi que Marley era um inconformado lutador contra a fome, a miséria e as desgraças que ainda hoje castigam os povos de África, em especial os subsarianos. Marley era jamaicano de nascimento, mas africano de alma e coração. Como o tempo voa! Hoje, completam-se 30 anos desde a sua morte. Para mim, o rei do Reggae será sempre um símbolo vivo e digno de homenagem.

Zé Pedro, fora dos palcos, a última vez que o encontrei foi no Museu do Arroz, na Comporta. Festejava com familiares e amigos a recuperação de um caso complexo de saúde, de que havia sido acometido em Portimão tempos antes. Agora, está confrontado com a necessidade de se submeter a um transplante de fígado. No limite da capacidade humana, aquém e além dos médicos, dou-lhe publicamente o meu estímulo para que vença mais esta etapa. Força Zé Pedro! Os meus votos são sentidos e sonorizados, por “Is This Love” de Bob Marley. Uma canção com letra à feição de Zé Pedro, penso.

De pé, ó vitimas do júri

A luta continua, e fica comprovado: a Europa não gosta de nós. Quero uma jangada de pedra, a flutuar por aí. Até ao Brasil.

(aqui entre nós: desculpem lá, mas a classe operária feminina, a camponesa nem tanto, na década de 70 arejava as pernas. era uma concessãozita, minimal, e tinha ajudado. isso e um decote)

Actualização: Brainpool, vão prá Eurovisão que vos pariu e para o corno que a amansou.

O Festival Eurovisão e os Homens da Luta

Por causa dos Homens da Luta fiz o que há muitos anos não me lembro de fazer: estive a assistir ao Festival Eurovisão (semifinal). Uma xaropada de todo o tamanho, um hino ao mau-gosto europeu, pimbalhice pura.

Os Homens da Luta não se apuraram. Podia ter sido ao contrário que a minha opinião não mudava um milímetro. Aquilo é tão mau que ninguém pode orgulhar-se de ganhar. Só participar, já envergonha.

Filhos de uma grandessíssima luta

O portuguesinho anda sempre muito preocupado em ser bem-comportado quando se devia revoltar, ao mesmo tempo que vive obcecado por quebrar regras sem importância em nome de direitos irrelevantes, o que o leva a não respeitar filas ou a deitar lixo para chão.

Os “Homens da Luta” conseguem o milagre de herdar o espírito de revolta que nasceu com o 25 de Abril, atacando o comodismo burguês, e, pelo caminho, ridicularizam a própria imagem dos que cultivam o espírito de revolta e cultivam, na clandestinidade, o mesmo comodismo burguês. Para usar uma expressão associada ao Jel, com os “Homens da Luta” vai tudo abaixo.

É verdade que, hoje, em Dusseldorf, não vão representar Portugal. Para o fazerem teriam de tentar imitar o pior que se faz na Europa, só porque é o que se faz na Europa. Pelo contrário, os “Homens da Luta” continuam, pelo menos, a abanar o país do respeitinho, o país que vive preocupado com o que vão pensar de nós, o país que, para ser o bom aluno, chegou a um ponto em que é muito menos país do que era.

Para o ano, espero que sejam os “Ena Pá 2000” a ganhar o Festival. Luta que os pariu a todos!

 

Hoje é dia de luta, com alegria

Como e quem pode votar na Eurovisão, meia-final de hoje:

1 – Não é permitido votar no país onde se está a ver o programa. Por exemplo, quem está em Portugal não pode votar na canção portuguesa.

2 – Só podem votar na Semi-Final 1 (10 de Maio às 20 h de Portugal) os 19 paises a concurso mais a Espanha e o Reino Unido.

3 – Cada pessoa (telef) só pode votar 10 vezes.

4 – Os portugueses que estejam num dos países abaixo referido devem sintonizar o canal que nesse país estiver a transmitir o evento e votar através do número que aparecer no ecrã para votação. A canção portuguesa acaba em 16 seja qual for o país.

5 – Só quem estiver nestes países pode votar na canção portuguesa:

Polónia, Noruega, Albânia, Arménia, Turquia, Sérvia, Rússia, Suiça, Geórgia, Finlândia, Malta, Sam Marino, Croácia, Islândia, Hungria, Lituânia, Azerbaijão, Grécia, Espanha, Reino Unido.

O Farsola: Bandex volta a atacar

Cada vez gosto mais dos Bandex. Era mesmo isto que nos faltava no comentário político, em vídeo, e musicado. Acabado de publicar. Ainda cheira a baba de caracol.

Os três tristes e os Homens da Luta


– Não é uma canção para representar Portugal na Eurovisão – afirma o Calvário.

– A RTP devia “enviar canções com um cariz mais étnico” – tossica o Cid.

– Onde é que estão os poetas e os músicos do meu país? – pergunta a Oliveira, Simone.

Não há pior surdo do que aquele que não quer ouvir. Três representantes do nacional-cançonetismo* (enfim, o José Cid nem tanto) aflitos só pode ser bom sinal. A Luta é Alegria. No ano de Portugal na UEFA, vamos ver se a inteligência repete o feito na Eurovisão.

Circo já temos, e pão não vai haver. Siga para bingo.

* Nacional-cançonetismo, expressão consagrada na década de 70 para designar o que hoje chamamos pimba.

las calles (ruas) narran

las calles narran

…para mi joven hermana, Dra. Blanquita Iturra de Toro…psicoanalista

 Fue apenas una casualidad. La calle de aldea que muestro, es más un adorno que una casualidad, a pesar de corresponder a esquinas de las calles de la quinta en que vivíamos en Santiago de Chile. Un barrio antiguo, con una quinta rodeada de calles que tenían historia. La propia calle de la quinta, tenía una historia. No era por acaso que se

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Os Homens da Luta na Eurovisão

Já dão nas vistas (ler este artigo no Guardian).

Espalhem a notícia por quem conheçam na Europa (só se pode votar neles para lá de Vilar Formoso). E deixo a conferência de imprensa, hilariante, em Mourinho’s style, diz o gajo:

parte 1

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O viúvo alegre – fantasia barroca

A Viúva Alegre, de Franz Léhar

Narra a ópera A Viúva-alegre, a história de uma mulher que, para não sentir pena pelas tristezas da vida, se diverte: pinta-se, as suas roupas são coloridas, ama sem parar nem dar por isso ou propositadamente. Como as suas roupas, os seus amores são de sentimentos trepidantes e usa a artimanha do barulho para chamar a atenção. Conforme a sociedade manda devia estar vestida de preto, a cor do martírio do luto, a quem falece um marido amado. A ópera tem um autor, Franz Lehár (Komárno, 30 de Abril de 1870Bad Ischl, 24 de Outubro de 1948) foi um compositor austríaco de ascendência húngara, conhecido principalmente por suas operetas. Ele foi um dos maiores compositores da Áustria.

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Como Se Fora Um Conto – O Dia da Minha Mamã

De mão dada, passinhos curtos como convém, lá passeamos pelo jardim que ladeia a avenida,

a minha mamã e eu.

Não a minha mãe como agora se usa.

Fui habituado a trata-la por mamã. Nessa altura, a da minha juventude e aprendizagem da vida, de entre as minhas relações só dois dos meus amigos tratavam as respectivas mães por mãe.

“Ó mãe … “, diziam, e essa maneira de as tratarem fazia-me impressão. Parecia-me duro, ainda hoje me parece de uma excessiva dureza, ou melhor dito de uma excessiva falta de doçura. Mas aceitava, claro, como hoje aceito, embora hoje tudo seja diferente e esse tratamento se tenha banalizado.

Para mim, no entanto, eles eram diferentes de nós, conquanto amigos até hoje. Até no restante das suas maneiras de falar eu notava diferenças. Tinham uma pronúncia diversa da minha e tudo. Tinham nascido lá mais para o sul do País. Um era ribatejano, do meio dos cavalos e dos touros, e outro beirão, do sopé da serra grande. De qualquer modo o chamar a nossa mãe por mãe estendeu-se a todo o País e hoje, chama-la por mamã, quase não é “bem”. É lamechas, démodé, velho, antigo, diferente.

Não para mim. Para mim a minha mamã será sempre

a minha mamã. [Read more…]

O elixir

Depois de um certo almoço, ontem, alguns comensais, incluindo eu, devem sentir mais ou menos isto que a letra descreve. Um brinde a eles.

A Festa das Cruzes em Barcelos

A primeira e das maiores festas populares do Minho; até Outubro, temos mais 700…

Parabéns aos noivos

Polly Styrene – RIP

Polly Styrene, aliás Marianne Joan Elliott-Said, vocalista do X-Ray Spex, não era a Siouxie, mas andava lá perto. A morte aos 53 anos. RIP.