A rameira da esquerda

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Hoje, à porta do Congresso do PS, houve manifestantes contra os cortes nos contratos de associação. Concorde-se ou não com as posições defendidas, fico contente com o facto de haver pessoas, em Portugal, que lutam por aquilo em que acreditam.

Numa das partilhas de partilhas do Facebook, descobri três fotografias  com cartazes dessa manifestação no mural de Carlos Guedes. Copiei uma delas, porque o texto merece algumas considerações.

Alguns poderão considerar que a palavra “rameira” é ofensiva, mas, na verdade, do ponto de vista da pessoa que segura o cartaz, só a contracção “da” é que poderá ser neutra. Na casa daquela senhora (ou daquele senhor), as crianças foram ensinadas, à força de repreensões firmes, a dizer “pela direita” e “pelo outro lado”, porque “esquerda” é uma palavra feia e se voltas a dizer isso ainda levas mais. [Read more…]

Sondagens

Ora saem mais umas sondagens. Não de cá mas da Grécia. E como dizia o Pessa, e esta hem?

Monstro à vista?

monsanto e bayer

Imagem: Campact

55 mil milhões de Euros é a maquia que a Bayer oferece para engolir a mais tristemente famosa transnacional: a Monsanto.

“Estão a brincar”, responde, por agora, a Monsanto e simultaneamente,  só devido a esta hipótese, as acções da Bayer desceram 8%. Obviamente, estes trejeitos fazem parte dos preliminares e a procissão ainda vai no adro. Se o negócio se vier a realizar, estará criada uma mega-corporação que vai controlar quase tudo o que comemos. E o que comemos será produzido com recurso a uma quantidade crescente de fábricas agrícolas, tecnologia genética e pesticidas, já que a fusão só será rentável se a Monsanto-Bayer obtiver ainda mais lucro com o glifosato, a manipulação genética e as sementes patenteadas.

O mercado agrícola global é hoje dominado por meia dúzia de multinacionais: enquanto em 1985 as dez maiores empresas de sementes detinham, em conjunto, uma parcela de mercado de cerca de 12,5%, em 2011 dominavam 75,3%. Uma Monsanto-Bayer passaria a ser a maior produtora mundial de sementes e pesticidas, com um poder de Lobby gigantesco – haja em vista o sucesso da pressão que ambas já vêm exercendo sobre os governos e a comissão europeia.

Além de um quase monopólio sobre a nossa alimentação, a compra da Monsanto – que seria também um caso a analisar à luz da regra de concorrência comunitária – representaria uma aposta de 55 mil milhões de Euros na carta da exploração, manipulação e destruição desenfreada da natureza. Mais um empurrão dos donos do mundo para o precipício, como se houvesse algures um outro planeta novo a estrear. Adeus sonho de uma agricultura agroecológica não industrializada…

Ministro comete crime de apresentar queixa crime contra a Sábado por esta ter praticado um crime

O Direito, ah, o Direito, essa ciência inexacta e críptica e, pelos seus meandros e alçapões, por vezes tão maligna. O esforço que é necessário fazer para esclarecer alguns cidadãos dos seus obscuros desígnios.

Não será certamente o caso de bem intencionados “jornalistas”, a quem o interesse do público à informação rigorosa e isenta, intensa luz que os guia na sua ânsia de verdade, tantas vezes lhes inunda a ética e a deontologia. Esses sabem que o Direito é o agente da mais pérfida censura quando contra eles se vira.

Tomemos como exemplo um hipotético título jornalístico:

“Tiago Brandão Rodrigues cometeu um crime”

Tiago Brandão Rodrigues não é uma hipótese. É uma pessoa. E vá, ministro da Educação. Digamos que o hipotético título é de um órgão de comunicação social detido pelo grupo Cofina, insuspeito de lançar ataques ideológicos nos seus pasquins. E assentemos em que esse órgão é uma revista. Digamos, a “Sábado”. Decerto que não se importará de emprestar o seu reputado nome a este pequeno exercício de pedagogia.

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TRInta5

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Um título que Rui Vitória mereceu. Os jogadores do Sporting honraram a camisola que vestem e o TRInta5. Parabéns a Nós.

Panama Papers

Para quem quiser procurar e cruzar informação sobre os ditos Panama Papers.

O Túnel

Não haverá por aí alguém

Que possa fazer a lista dos donos dos tais colégios?

O contrato de associação do Colégio Paulo VI em Gondomar

Este post já tem 5 anos, mas dado que a Caranguejola aproveitou o assunto para dar os primeiros sinas de vida, parece-me fazer todo o sentido a sua republicação.

O post do João José Cardoso sobre a manifestação das escolas privadas em Lisboa fez-me querer saber quais são as 93 escolas que têm contratos de associação no país. Aqui estão elas.

Reparei que uma das escolas que mantém contrato de associação é o Colégio Paulo VI, em Gondomar. Estamos em presença de um bom colégio, mas não é isso que está em causa.

Porque o que está em causa é o seguinte: é um colégio que não cumpre o principal requisito das escolas com contrato de associação – oferecer educação gratuita a uma região que não dispõe de oferta pública. É que, em redor do Paulo VI, a menos de 1 ou 2 km, existe uma extensa rede de escolas públicas, todas com capacidade para albergar mais alunos. No total, são 47 escolas primárias (1.º Ciclo), 7 escolas E B 2 3 (2.º e 3.º Ciclos) e 4 Escolas Secundárias – Gondomar, Rio Tinto, S. Pedro da Cova e Valbom. São números que respeitam apenas à cidade de Gondomar e às freguesias limítrofes e que não contabilizam, por isso, as freguesias mais afastadas da freguesia-sede, como Jovim, Foz do Sousa ou Melres.
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Zangam-se as comadres

Algo está a mudar, ou escapa-me alguma coisa?!

http://www.novojornal.co.ao/artigo/63167/marcolino-moco-ha-mortos-nos-hospitais-os-cadaveres-nao-cabem-nas-morgues-e-ela-isabel-dos-santos-abre-grandes-centros-comerciais

A falta de vergonha

Miguel Torga citado na inauguração do Túnel do Marão. A falta de vergonha institucionalizada.Nada que  surpreenda.

“Eu é que escolho”. E quem é que paga?

No princípio do verão de 1987, o meu pai chegou a casa com uma indicação de agenda, para uma tarde na Associação da Moita do Boi. Constava que deixaria de haver transporte para a escola da Guia,  transformada em C+S depois do 25 de Abril, antigo externato privado. Além disso, estava a nascer no Louriçal “um colégio novo” – que oferecia transporte, claro – e um dos sócios dispusera-se a explicar, detalhadamente, a cada família, o projecto no seu todo. Lá fomos. Nunca me esquecerei da imagem de António Calvete, à época rapaz de sub-30, camisa e calça de ganga, sapatilhas, óculos redondos e olhar certeiro. Estava sentado sozinho, numa mesa ao cimo daquele salão de baile. Falava pausadamente, discurso estudado e fluente, abusava da bengala de linguagem “no fundo”, e no fundo eu sabia que de pouco adiantava dizer ao meu pai que não queria estudar no Louriçal, que ninguém queria passar os dias na vila, que vivia há anos na sombra do foral manuelino e do convento, mais o mercado ao domingo. Estava escrito nas estrelas, e lá fui, meses depois, para o primeiro 9º ano da vida do Instituto D. João V: 300 pessoas ao todo, entre alunos, funcionários e professores. 50 professores. A nata da nata que havia em Pombal e Figueira da Foz.
Naqueles primeiros tempos da escola fomos todos muito felizes. [Read more…]

Sobre os Contratos de Associação

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Os contratos de associação entre o Estado e os estabelecimentos de ensino particular e cooperativo estão previstos no Decreto Lei 152/2013, de 4 de Novembro, que define o Estatuto do Ensino Particular e Cooperativo. A saber:

  • São uma das modalidades de contratação prevista no nº1 do artigo 9º;
  • Os princípios gerais de contratação e obrigações das entidades beneficiárias estão previstos no artigo 10º e 11º;
  • Os princípios específicos dos contratos de associação e obrigações das entidades beneficiárias estão definidos nos artigos 16º, 17º e 18º, os quais constituem a Subsecção III do referido DL 152/2013.

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Da objectividade da imprensa portuguesa

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Ou como tudo muda no espaço de 5 dias.

Via Os Truques da Imprensa Portuguesa

Outro fascista!

Ouve-se e não se acredita. Encerrar os orgãos de comunicação social privados? Como disse? Outro a querer que sejamos todos norte-coreanos!

Abril, 25

Mariana Figueiredo, 6 anos

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não ter nenhum mês senão Abril

Guilherme Portugal – 18 anos

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Abril são muitas palavras, nós conhecemo-la por revolução, essa onde tanques dispararam pessoas aos abraços, e muitos cantares, e era a nossa liberdade que começava no outro e acabava nos outros tantos que ainda estariam por começar. Glossolalia aos versados no discurso da força prepotente da força, mas dia 25 ninguém falava mais português do que qualquer cravo. Não a certeza da presença de um ouvido rente à porta, mas de uma porta rente à página, à nota melodiada, ao discurso urrado. Ninguém entendeu, mas perigoso e infeliz é começar a entender. Perdemos Abril quando formos entendidos nele – chamá-lo de Abril, colocar-lhe dicionários à frente, convencendo-o de que é um mês e não um poema violento de amores. Deixo-vos nos plantares, palavras flores, hoje só anoitece às oito e meia:

Escada que desanda

de cada cadência colorida de um segundo,

cada um, cada essência.

Tão labirinto como escrever ou pôr letras no papel ou redigir.

Digo que andar é desfrasear e destruir, e como emenda,

vai-se buscar água-palavra à fonte (tu) como poema-cantil,

viver a escrever é não ter nenhum mês senão Abril.

 

(imagem daqui)

 

25 de Abril visto pelos mais novos

abril
Assinalam-se amanhã 42 anos da revolução que nos restituiu muitos dos direitos básicos que os longos anos de fascismo nos tinham tirado e cerceado.

Se para os mais velhos esta data continua a merecer ser comemorada por tudo o que lhes está subjacente, para os mais novos, que sempre viveram com liberdade e tudo o que lhe está inerente, é só mais um dia lavrado na história.

Mas será mesmo assim?

É isso que gostávamos de saber. E por isso mesmo, o Aventar vai abrir as portas aos mais novos: crianças, jovens ou assim-assim, para que, em forma de texto, desenho ou áudio, digam o que para eles significa a data e todos os valores que o 25 de Abril nos restituiu.

Pedimos pois aos nossos leitores que nos façam chegar por aqui colaborações para, ao longo do dia irem sendo publicadas.

A iniciativa vai prolongar-se até ao dia 1 de Maio.

Desabafo: vocês estão ficando ridículos

/u/caribbeanparty

Nota prévia: este trata-se de um post feito no sub-reddit /r/Brasil acerca da atmosfera que se vive nas caixas de comentários onde se fala de política brasileira. Penso retrata bem a situação e, de alguma forma, aplica-se também ao que se passa em Portugal.


É sem noção.

Hoje alguém postou um link sobre as várias ditaduras que os EUA apoiou. Em seguida alguém postou, com as mesmas palavras, um link sobre as ditaduras que a URSS apoiou. A cada vez que alguém aqui posta qualquer coisa sobre a ditadura militar brasileira alguém posta sobre a ditadura cubana. Se escreve sobre fascistas, alguém escreve sobre comunistas. Esse sub, e parte do “debate” brasileiro, parece que está congelado em 1968, vivendo em outro mundo que o de 2016.

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O mundo está perigoso!

O ex-primeiro ministro José Sócrates disse numa entrevista que não assumiria a liderança do governo se não ganhasse eleições. Também disse, na mesma entrevista e a propósito de outro assunto, que pela primeira vez estava de acordo com Ana Gomes.

De um “conservador” para um ignorante

Santana Castilho*

1.O ministro da Educação afirmou que a sua política é “progressista” e que quem a critica “apresenta uma visão conservadora do país”. Crítico que sou da política em análise, Tiago Brandão Rodrigues chamou-me conservador. É altura de lhe dizer que é ignorante.

Porque só um ignorante da complexidade do insucesso julga que o combate com fornadas de formação para os professores. Estou a referir-me às indizíveis acções que acabaram de ter lugar em Évora, Leiria e Braga. Em golpe de mão, onde a surpresa e a rapidez da convocatória nem permitiram a muitos saber ao que iam, arregimentaram-se professores para ouvirem em dois dias (no primeiro, das 09.30 à meia-noite), fechados num hotel, as mais finas tretas de um “eduquês” que agora será reproduzido “em cascata”, primeiro para directores, coordenadores de directores de turma e coordenadores de 1º ciclo (numa imposta maratona até Junho) e, posteriormente, para todos os professores. Aos que preferiam ver-me como o patinho sentado da história que o ministro mandou contar às escolas, e se apressarão a decretar o exagero do meu sarcasmo, deixo um naco da prosa que extraí dos respectivos documentos de apoio:

«Se as organizações fossem vistas como jardins, os líderes não poderíam mandar que crescessem. Teríam que enfrentar as impredictibilidades, os fatores ambientais, trabalho em equipa e fatores de risco que normalmente se caracterizam quando se pensa em desenvolver algo. Os líderes só podem promover o desenvolvimento ao “reorganizar as condições e as estruturas”… Para os jardins, estas condições são o sol, humidade, solo, nutrientes e temperatura; para as escolas são o tempo, espaço, materiais, incentivos, formação, colegialidade, respeito, confiança e recursos humanos»

(Os erros ortográficos, mesmo o do verbo ter, estão no documento consultado).

Se os leitores quiserem mais, acedam à indigência dos PowerPoint usados. Encontrarão, por exemplo, um slide piroso com um gatinho amarelo frente a um espelho, que lhe devolve a imagem de um leão de farta juba. Ao lado, a mensagem profética que vai resolver o insucesso:

Os professores com altas expectativas dos seus alunos transmitem essa atitude (intencionalmente ou não) e em geral estes estudantes obtêm melhores resultados do que os dos professores cujas expectativas são baixas”.

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O princípio

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Meia volta, pessoas conhecidas ou amigas falam de casos de corrupção miúda, tipo haver oficiais a cobrar maquias para não levantarem ondas, digamos, quando se quer fazer uma simples obra num muro do quintal. De cada vez, a minha incredulidade em relação à existência desses rapinas só é ultrapassada pela incredulidade em relação à inevitabilidade da cedência aos mesmos. Por muito que me expliquem que, por serem as leis tão complicadas em Portugal, às vezes não há escapa, não aceito que não haja outra maneira, legal, de resolver os problemas. Dá mais trabalho? Dará. Mas quem embarca na facilidade pactua, é bem claro. Vem isto a propósito da notícia “Rede de corrupção nas Finanças foi denunciada por um contribuinte“, da qual consta: “O homem disse que não e foi apresentar queixa na Polícia Judiciária.” Ora aí está, é esse o segredo, basta dizer que não e proceder em concordância.

Caso contrário, porquê tanta admiração em relação aos grandes embustes? É só uma questão de escala? Não minha gente, é mesmo o princípio, a par de coragem civil.

Pode ser PTE?

Dada a ausência de tomadas de posição do PAN quanto a matérias de touros e eucaliptos, será que Partido Touradas e Eucaliptos – PTE estaria bem?

Mais do mesmo?

Anunciado o próximo Secretário de Estado da Juventude e Desporto. Mais do mesmo outra vez?

O banano, o sopapo e a solha

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Era uma vez um banano que andava às lostras. Muito entretido, distribuía tabefes pelas chapadas do reino quando se deparou com um imponente sopapo nas ventas que não hesitou em esbofeteá-lo com acinte: “Pfff, isso lá são bofatadas? Que saudades da pífia PAF, esses é que eram de estalo e gritos”. Abananado, o banano ainda ensaiou uma lamparina. Porém, perante a tapona da solha, abandonou e tudo voltou à normalidade no reino da bolachada.

#esefosseeu ?

Se calhar, não tenho bem a certeza, porque percebo bem a dificuldade que é sairmos de nós mesmos, esta campanha da RTP – ‪#‎esefosseeu‬ -até era bem intencionada. Isso mesmo, se calhar tinha apenas a intenção de convidar as pessoas para esse exercício difícil que é colocar-se no ‘lugar do outro’ e chamar a atenção para a questão dos refugiados.

 

Ao ver este vídeo (e outros, como por exemplo o do Sérgio Godinho, o do Nuno Markl, o do Marcelo Rebelo de Sousa, mas sobretudo este da Joana Vasconcelos) percebemos quão difícil é esse exercício, quão difícil é sair da superficialidade com que atulhamos o quotidiano, quão difícil é imaginar que, de repente, temos de sair de casa e levar apenas o essencial. É um bocado deprimente pensar que o essencial da Joana (como o de muitos outros ‘entrevistados’) é absolutamente acessório e fútil. As ‘jóias’ diz a Joana, como se atravessar o mar, as fronteiras, deixar para trás uma vida inteira em nome do grande desconhecido, enfrentar processos absolutamente desumanos e injustos, numa situação de extraordinária vulnerabilidade, fosse o mesmo que ir a um jantar dançante ou a uma soirée no Palácio da Ajuda.

#esefosseeu até podia ter sido (se calhar em alguns sítios foi) uma boa campanha de sensibilização. Com estes exemplos, é só mais uma palhaçada.

Já agora #esefosseeu, eu mesma, quero dizer, levava-me a mim. O resto talvez se encontrasse depois. Não é o que se leva que importa, mas o que se encontra. E o que muitos dos refugiados encontram é a desumanidade e a humilhação. A espera interminável pelo futuro. E algumas vezes, como sabemos, o regresso ao sítio de onde fugiram.

O resto são futilidades.

Só inquietação

Personalidades como José Sócrates, Armando Vara, Duarte Lima, José Penedos, Dias Loureiro, Paulo Portas, Miguel Relvas, Marco António Costa ou Manuel Godinho ainda não foram indiciados nos Panamá Papers?

Crónicas Desportivas (8)- Sagan, o feiticeiro

Na despedida de Fabian Cancellara da Volta à Flandres (com muita pena nossa, a bom da verdade; assim como também lamento a despedida da equipa Tinkoff no final desta temporada) Spartacus, alcunha carinhosa pela qual é conhecido este suíço nascido nos arredores de Berna há 35 anos, julgava-se no direito de despedir-se da prova com mais uma vitória, aquela que seria a 4ª da sua carreira no Tour de Flandres, um dos designados 5 monumentos do ciclismo. Numa prova novamente marcada pelas quedas, Spartacus bem tentou anular a diferença para Sagan nos 12 km finais mas o eslovaco, campeão do mundo em título provou que é neste momento o ciclista em melhor período de forma para abordar as clássicas, resistindo à perseguição do suíço e do holandês Sep Vanmarcke da Lotto-Jumbo-NL.

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Carta do Canadá – Os rapazes do Paraíso

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Café Paraíso, encontrado no Boas Notícias

Há poucas semanas a minha velha amiga Gisélia (Constantino de solteira), que há 50 anos geme saudades de Tomar em Angra do Heroísmo, fez o habitual telefonema que me faz reviver os tempos do bibe aos quadradinhos vermelhos e brancos, as botas de atanado e a pasta cheia de ilusões. O pai da Gisélia, muito moreno e cortês, era dono de uma perfumaria pequenina mesmo ao lado do Café Paraíso. Tinham família na Estrada da Serra, onde eu vivia com os meus pais, pessoas que eu conhecia desde Angola. Acho que conheci a Gisélia e o rio Nabão ao mesmo tempo. Depois, crescemos e cada uma foi para seu lado. A Gisélia acabou por me descobrir no Canadá e quando telefona, dá-me sempre novidades: ou está nos Açores o filho do António Campos, o farmacêutico de Santa Cita, ou terminaram as obras do mercado, ou caiu de vez o eucalipto dos Silveiras. Há semanas, dizia eu, comunicou  que o Graça, do Café Paraíso, me mandava um beijo e tinha ficado com pena de não me ver quando fui a Portugal. Fiquei tão contente!  Falámos do outro Graça do Paraíso, o Joaquim. E do Artur.

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The Panama Papers

A próxima bomba já rebentou. 12 antigos e actuais lideres mundiais, 128 políticos, desportistas e famosos foram associados por controlo de empresas offshore por parte da maior fuga de informação da história, a “Panama Papers”, numa investigação conduzida por mais de um centena de órgãos de comunicação social mundiais, pelo jornal alemão Suddeutsch Zeitsung e pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação.