Foi quem mais brilhou na final de Turim. Parabéns Beto!
Um herói português
Como vingar a inquisição
Mais uma vez 6 milhões rezam contra o esconjuro de um treinador judeu. Bem feito.
O autocarro
O autocarro. A porta do autocarro. A roda do autocarro. O tecto do autocarro. A frente do autocarro. A traseira do autocarro. O autocarro parado. O autocarro estacionado. A câmara chega-se às bagageiras do autocarro. O zoom aproxima-as lentamente. O repórter, excitado, informa: as bagageiras ainda estãããoo vazias.
Pois. Aí está: a metáfora ao jornalismo de merda que acompanha estes eventos.
O meu amor é andaluz
contou-me de si o meu amor, andaluza de certeza e talvez vinda de cigana, sorri, olha para mim galego sabido e judeu algures, devolvi; tem o meu amor de ser ibérico, que te amo tanto?
não era forçoso, podias ser prussiana, das bretanhas, até mesmo de castela, a ocupadora, mas ainda bem que sim, o meu amor é árabe donde portugueses filhos somos mais que dos germanos, podia ser negra, do leste, o meu amor é de onde venha e assim te amo, para onde vás, assim te sigo.
mas andaluz, e gitana ou judia, prefiro, sem embaraços, facilita.
de qualquer forma e agora e hoje concretizando, que perca o clube do bairro de benfica da cidade de lisboa, onde se me juntaram as letras formando as palavras ódio e a mais selvagem arrogância, assim mas ensinaram de pequenino, assumo, feitas as contas (que na caminhada todos os pontos a todos ajudam) e um dia não são dias, hoje sou, com o meu amor: Sevilha.
W. B. Neher
Depois do café da manhã Guel põe os olhos no CM e lê um cabeçalho: “Internamento compulsivo de João Pereira Coutinho. Ouvia vozes, sobretudo aquela que já Chesterton identificara como a mais perigosa: a voz da razão.” O Guel esfrega os olhos preocupado. Aquela marca baratucha de minis que provara a noite passada era suspeita. Estava-se mesmo a ver. Mais um café. Um cigarro a trabalhar. Mais aliviado, Guel repara agora que é apenas uma daquelas notícias a brincar que cada vez mais se assemelham à própria realidade.
Desta vez concordo com Cavaco
Cavaco diz que “há uma nova esperança a nascer em Portugal”. Chama-se fim dos mandatos e rua com eles.
PT Empresas: fuck off

Em boa hora, deixei de ser cliente MEO. Posto isto – e tendo eu pedido por três vezes o grato favor de não mais me importunarem – qual a razão válida para a PT Empresas me continuar a assediar? É que… no caso de hoje, usando o insuspeito número de telefone 21 358 7700, obrigaram-me a gastar a recepção de uma chamada em roaming… para vos dizer outra vez… não me liguem mais. A sério, não liguem…
O PSD acha que defender a Constituição é uma mancha
Ou isso ou Teresa Leal Coelho é uma brincalhona.
O voto dos novos emigrantes portugueses começou hoje
À atenção de todos os que mantendo residência oficial em Portugal já tiveram de fugir da zona de conforto dos banqueiros: os emigrantes podem votar, hoje, amanhã e quinta-feira. O facto de isto ser desconhecido e aqui anunciado por uma candidata diz tudo sobre quem foge ao castigo: o governo.
Quando a realidade chateia a ficção
Lá se vai resvalando para a verdade: uma entrevista ao Público atesta o óbvio e desde sempre sabido papel dos bancos na crise, que é sobretudo deles e que estamos a pagar por eles, sejam portugueses, franceses ou alemães. O caso nacional é alvo do recente livro Jogos de Poder onde o jornalista Paulo Pena nos arrepia com uma descrição minuciosa dos bastidores financeiros da cedência aos interesses dos bancos, num país com leis bastaria uma citação que por ali anda para Carlos governador do Banco dito de Portugal dar com os costados numa cela.
Estas coisas incomodam os pacientes: quem vive na fantasia de uma crise provocada pelo socialismo sofre com o trauma de se desvendar que a crise é do capitalismo financeiro. João Miranda diz que tudo não passa da nossa mania de culpar os alemães (esse povo indómito, esse nação valente, esse império imortal). É o chamado nazi-complexo de perseguição, digno de quem acha muito bem que se tenha perdoado a dívida de guerra à pátria que esteve quase quase a derrotar os malvados dos comunas. Helena Matos não gosta do título e inventa com quatro pontos de exclamação que o conteúdo o desmente (a negação, ah, neguemos, neguemos até ao fim, para quem não leu resulta sempre).
O problema disto é que falamos de uma ficção todos os dias martelada de tal forma que, segundo as sondagens, 30% dos que se dispõem a votar ainda acreditam nela. Temo profundamente pela choque que esta gente vai sofrer no dia em que lhes caía mais um pedaço de verdade em cima.
Ao desbarato
Da imprensa de hoje: enquanto as Finanças travam a classificação de imóveis como monumentos para vendê-los, o ministro da Economia foi à China vender os transportes de Lisboa e Porto e a EGF. Até às próximas legislativas, sobrará alguma coisa?
Alucinações de campanha
Rangel distribui calendários do mundial de futebol e chama-lhe pedagogia europeia.
Bitcoin
Este vídeo é dos mais interessantes que conheço sobre o assunto. Certezas não existem, apenas previsões e teorias, mas sem dúvida alguma que será algo a acompanhar num futuro não muito distante.
A economia dispensa a história

Já dizia o pequeno comentador do economiquês nacional que os professores de história em nada contribuem para o crescimento e o certo é que vamos confirmando que, nesta nova Europa utilitarista, as humanidades são entretenimento para inúteis. Os resultados nem estão a demorar muito a aparecer. Desmemoriada e cega pelos números, a Europa condena-se a repetir os seus horrores.
Leia-se esta reportagem de Maria João Guimarães, em Marselha, acerca do clima de rejeição aos estrangeiros, sobretudo em zonas multiculturais, e de como os partidos nacionalistas estão a capitalizar o descontentamento face à situação económica e a desconfiança em relação à diferença. Quem tem memória de um passado não tão longínquo, como o reformado Auguste Olive com quem a repórter falou, não pode evitar as comparações: [Read more…]
Go Anna!
Um vídeo que tinha que passar por aqui, ou não fosse o Aventar um blogue de excelente bom-gosto. Critique-se o que se criticar, e este videoclip (será que se lhe pode chamar isso?) está pejado de oportunidades para praticarmos esse exercício, é interessante a associação que se pode fazer entre By Anna e Vai Anna (Go Anna), e, em última instância, Baiana (que me perdoem as Baianas, mulheres que muito admiro). Lagarto, lagarto, lagarto! Ou, como a Anna certamente dirá: largato, largato, largato! Por tudo aquilo que pode ser retirado desta brincadeirinha, isto dava um excelente tema de uma tese de doutoramento. Pena é a melodia gamada à Britney Spears. A Anna ter-lhe-à (perdão, terá-lhe) pedido autorização? Uma coisa é certa, se a rapariga pôs isto a render através do Google AdSense, como já foi sugerido, nem precisa de um marido para fazer fortuna.
«Angela Merkel que aceitou resgatar os bancos alemães com os empréstimos a Portugal e Grécia»
Conversa do ajudante do Sheriff de Nottingham:
Passos Coelho disse que as eleições europeias são numa oportunidade para que os “portugueses e as portuguesas possam condenar e recusar a mentalidade que ia destruindo Portugal e que ia pondo em causa o euro e a Europa” [*]
Conversa de um dos conselheiros do cherne, aquele que fez ouvidos de mercador para se aliar ao Sheriff de Nottingham e que agora sonha ser delegado-mor do Sheriff de Nottingham na província rectangular:
Quero dizer que os Governos puseram os interesses dos bancos à frente dos interesses dos cidadãos. Por várias razões. Em alguns casos, porque os Governos identificam os bancos como campeões nacionais bons para os países. Em outros casos tem a ver com ligações financeiras. Muitos políticos seniores ou trabalharam para bancos antes, ou esperam trabalhar para bancos depois. Há uma relação quase corrupta entre bancos e políticos. [Read more…]
Cavacos úteis
Ao que giro!
Hoje é dia de cortejo da “queima das fitas” cá em Coimbra. A criatividade anda à solta. Há 60 anos desfilavam camionetas armadas com rede de galinheiro ornada com pindéricas flores de papel. Hoje – o progresso não pára – desfilarão camionetes armadas com rede de galinheiro ornada com pindéricas flores de papel. É consolador admirar tanta imaginação! O ano passado, por exemplo, houve uma recreação nova: engraçados estudantes urinavam nas caixas de correio a que podiam chegar com os respectivos instrumentos. Que engraçado! A minha vizinha que recebia nesse dia o cheque da sua pensão não parou de rir. Também outro vizinho que nesse dia recebeu um subscrito com fotografias dos seu filho e netos há muito tempo emigrados e que há muito tempo não via, achou um piadão. Até eu, a quem os amáveis foliões destruíram vários vasos de flores – duas das quais com mais de vinte anos de cuidados – não pude deixar de rir. O humor inteligente é sempre bem vindo. Não sei, por isso, porque um amigo meu neurocirurgião prescrevia, furioso, para estes simpáticos criativos, um transplante de cérebro. Feitios…
Coincidências

Claramente que a imagem de cima, do tumblr de autoria desconhecida e que até deu título no SOL, deve selfie-royalties às imagens de baixo.
PARTIR, de Sarah Adamopoulos

8, 9 e 10 de Maio | 21:30 | Teatro Extremo | Almada | Apareçam!!
A crise, a banca e a emissão de moeda
É o banco, em função da sua avaliação do risco, que ao conceder um crédito cria depósitos, quer dizer, dinheiro efectivo a partir do nada. [Rui Hebron no DO]
O cão fiel
As manobras de manipulação eleitoral em favor da maioria têm, em todos os canais televisivos, atingido níveis demenciais, nunca vistos (e os deuses sabem que já vimos muito!…). Dá resultado? Vai dando. As sondagens parecem mostrá-lo (já sei, já sei, as sondagens valem o que valem, etc. e tal).
Não querendo gastar-vos a paciência com especulações sobre a alienação dos oprimidos, aqui vos deixo um poema breve do velho mestre, que dedico a todas as vítimas que tencionam votar nos seus carrascos:
O cão fiel
Era um cão fiel…
Foi a dar ao rabo atrás do dono
até à oliveira em que este
o enforcou com um arame.
(Joaquim Namorado)
Imagem
«A culpa é da Páscoa»
Já ouvimos no passado o mau tempo ser acusado dos maus resultados da economia. E o que parecia surreal e anedótico, foi ontem verbalizado pela ministra luís albuquerque.
Ouvi incrédula esta espécie de governante dizer, na sua postura sempre arrogante e fria, completamente distante de quem votou nos palhaços que a colocaram naquele posto, que a economia não teve melhores resultados no primeiro trimestre do ano porque (hélàs, já cá faltava esta desculpa) a Páscoa foi tardia! E como a Páscoa calhou em Abril, as pessoas fizeram as compras de Páscoa em Março, arruinando, assim, a nossa tão promissora economia. É que, segundo aquela brilhante mulher, se a Páscoa tivesse sido em Março, as pessoas teriam feito as compras em Fevereiro e a economia teria florescido em todo o seu esplendor.
Triste país este, tão atacadinho de todos os lados! Ou é o mau tempo, ou é o Coelhinho da Páscoa, está tudo contra nós…
Nem a Nossa Senhora de Fátima nos salva desta cambada hedionda que se colou às cadeiras do poder, qual lapa mijona atracada às rochas.



















Recent Comments