Quem Não Mente?

Hoje, Maria Luís Albuquerque poderá retractar-se ou não! da imprecisa formulação inicial acerca da transmissão do terrível dossiê swap. Já observámos uma sensível evolução discursiva do «nada lhe foi transmitido relativamente à matéria dos swap» para «o que lhe foi transmitido acerca da matéria dos swap era insuficiente para tomar decisões». As modulações discursivas são imperdoáveis em Política [em comparação com o facto de se ter lesado os contribuintes e o erário em vários milhares de milhões de euros, coisa de que nem se fala nem interessa para nada], especialmente quando o que se pretende é abater alguém seja a que pretexto for, por daí se extraírem vantagens mesquinhas na contenda política. E a questão é muito simples na sua extrema e intrincada complexidade: interessa ao País que as Oposições explorem este filão de putativa inconsistência até às últimas consequências ou o que interessa ao País é perceber quantos contratos swap os Governos Socialistas autorizaram, por que motivo os autorizaram e por que, na altura da transição, Pedro Felício, Carlos Costa Pina e Teixeira dos Santos sabiam tão pouco ou quase nada acerca dos prejuízos potenciais e virtuais de esse tipo de negócios ao ponto de ter sido aos bochechos que toda a informação se reuniu para formar um quadro só inteligível ulteriormente?

Por que motivo tem de ser a nova Ministra das Finanças a pagar toda a factura de uma matéria por que não foi responsável directa enquanto governante, tendo herdado um dossiê escabroso?! Ok, talvez Albuquerque o tenha engonhado e não o poderia engonhar. A vingança serve-se fria, mas o Regime Socialista Português serve-a a ferver sempre que um titular de cargo público ouse encalacrar o Partido Socialista, os seus ex-titulares de cargos públicos, entalando-os nas gravíssimas irresponsabilidades em que incorreram. Isso é que é imperdoável, em Portugal. Denunciar abusos, excessos, malfeitorias políticas costuma ser mortífero para o atrevido denunciante. É por isso que está interdito falar no socratismo [raro é o companheiro do BE que convoque, invoque, relacione o passado socratista com muitas das opções políticas em decurso, pacta sunt servanda] e muitos preferem falar no cavaquismo e nas culpas da monarquia às riscas a abordar o hiato de irrespirabilidade antidemocrática dos anos 2005-2011. Albuquerque meteu a unha no mau trabalho dos socialistas, denegriu-o, quis dar a entender que os titulares desse Governo não lhe transmitiram nada porque pouco ou nada saberiam. Azar. Quem se mete com o PS, leva. E hoje, quem se mete com o PS ex-Governo, leva dos galfarros do PS e pode levar com toda a violência e toda sanha dos esbirros não-PS, iludidos com futuros e convénios de Esquerda que nunca sucederão, bem pode vaca tossir e os agentes do Grande Satã branquear todos os dias a pessoa política e pública do grande embusteiro. Nós, os que amamos a verdade, não temos culpa que a verdade incrimine os governos socratistas. Pela dívida. Pelos improvisos. Pela inaudita vertente casino trazida para a governação.  É a vida.

Mentirosa


Hoje, 30 de Junho, em actuação no Parlamento.

Não há dinheiro (título seguido de interrogação, exclamação ou ponto final)

government-money

No princípio não era o verbo mas sim a gordura, as gorduras, para ser mais exacto. Era preciso cortá-las, apesar de derretê-las fazer mais sentido, fisicamente falando.  Quando chegou a hora de as cortar, indo ao dinheiro dos partidos, como o das fundações, dos trabalhos adicionais e dos pedidos a escritórios de advogados,  a montanha pariu um fica-tudo-na-mesma e o arco do poder deixou de falar no assunto. [Read more…]

Moedas, Borges, FLAD e Machete: relações perigosas

pilhas-de-moedas-de-ouro-16812996Uma pequena empresa pode comprar uma companhia do tamanho da PT? Pode. Um grande especialista neste tipo de operações é o nosso amigo Moedas. Fundou mesmo uma empresa que só faz isso, temporariamente em nome da mulher desde que entrou para o Governo

Essa empresa é associada do Grupo Carlyle (exactamente, o proprietário do Freeport), do qual tem a representação EXCLUSIVA em Portugal, que tem esta actividade no centro do seu core business.

Como funciona o esquema?

Constitui-se uma pequena empresa, com capital social simbólico (a Leitaria Garrett, por exemplo). Através das relações, no mercado de capitais e na banca, obtém-se um empréstimo no valor suficiente para a aquisição (hostil se necessário) da maioria do capital de uma empresa do tamanho da PT. Realiza-se o negócio e, no dia seguinte, a “PT” compra a “Leitaria Garrett”, herdando assim o seu património: activos e dívidas. Deste modo será a própria “PT” a pagar a dívida contraída para a sua aquisição. Curioso, não?

António Borges explica, e defende, os Hedge Funds…

 

Versão integral deste artigo aqui

Selassie e as trocas (swaps?) da ‘troika’

Certos caminhantes, de passos erráticos e de baixas dioptrias, conformam-se com a visão curta. Inibem-se de tomar consciência do horizonte distante e profundo de misérias que tragam e destroem milhões neste devassado e imenso mundo.

Selassie, o etíope do FMI vai deixar a ‘troika’ da ‘ajuda externa’ (?) a Portugal. Nada de novo. O dinamarquês Poul Thomsen, louro e de olhos azuis, também já o fizera.

As trocas de homens de epiderme distinta, em termos de ternuras, poderiam conduzir-nos até Vinícius:

Se por acaso o amor me agarrar
Quero uma loura pra namorar

Mas se uma loura eu não encontrar
Uma morena é o tom

Infelizmente, contra as excepções dos abastados que sustentam com jóias e lusitana, espanhola, francesa, italiana ou germânica paixão, os sentimentos populares são de tristeza.

Portugal, como outros países, está condenado a estas mudanças de homens da ‘troika’. O alemão Juergen Kroeger também nos deixou.

Todavia, é imperativo permanecermos conscientes de que com a substituição dos homens, do FMI, da CE ou do BCE, ficam em boas mãos a herança de nos fazer controlar o défice orçamental, garantir os cortes de despesas públicas através de despedimentos da fp, de reformas e pensões, e de outras coisas mais, que são  malévolas demais.

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Dompenaxinho – Já não dói não

Gosto de cantigas de Verão, mesmo sem gostar do Verão. Esta é das mais surpreendentes dos últimos anos.  Os mitras açorianos são os maiores.

Obrigado Hugo Ferreira.

Cenas Menores Contra um Bode Expiatório

É preciso deixar de repetir o que muitos socialistas e outras abéculas do fanatismo insultador dito de Esquerda têm-se esforçado por demonstrar e tem falhado no âmago: que Maria Luís Albuquerque recebeu a totalidade da informação pertinente relativa aos swap aquando da transição de pastas entre Governos cessante e empossado, em Junho de 2011. Perante o Parlamento e os portugueses, Albuquerque disse que não recebera tal informação cabal nessa altura. De todas as vezes o disse. Modificou a forma de o dizer, mas manteve o que disse. Afinal, farrapos de emails, informações avulsas a seu pedido, relatórios tardios, resumos, elementos posteriormente enviados, acrescentados, portanto informação em construção, indicam que mentiu segundo a sindicância peremptória da Oposição?! Porquê?!

O ataque concertado de que Albuquerque é hoje alvo também é uma manobra, mais uma, que fundamentalmente branqueia e oculta as aselhices e incúrias dos Governo Sócrates. Sobre a matéria de facto e os acontecimentos passados relativos aos swap importaria explorar por que se fizeram em tal número e quem deles beneficiou lateralmente. Nunca o saberemos porque sabê-lo não é típico do modo como se sindica dolo e desgoverno em Portugal. Não se sindicam. Insista-se na mentira da Ministra e sindicar-se-ão ainda menos. Não temos razões para acreditar que, neste imbróglio, só Teixeira dos Santos, Carlos Costa Pina e Pedro Felício é que são a parte rigorosa no relato dos factos. Pelo contrário, tendo em contra o fluxo de informação subsequente àquela transição solicitado pela então secretária de Estado, este tripé de sábios pouco saberia do que lhes foi por ela solicitado. Pouco ou nada saberiam os facultadores da informação. Andariam aliás tão às aranhas quanto caloiros à entrada no Curso Superior, sendo que aqueles estavam de saída do regabofe governamental e ignoravam as perdas escandalosas que aqueles contratos comportavam. [Read more…]

Mas Antes

Há textos que não consigo só deixar aqui em forma de endereço quando leio o último ponto final.  Acontece uma ou duas vezes por ano, e é regra desta casa não republicar textos a torto e direito. Este é um deles, do Gregório Duvivier (esse, o actor e argumentista da Porta dos Fundos), roubado na Folha de S. Paulo.  Como escreveu a Clarice Falcão, com quem Gregorio partilha os dias, “O maldito escreve muito bem, esse maldito.”

Ela saiu de casa batendo a porta. Mas antes, ele tinha mandado ela tomar no cu. Mas antes, ela tinha pedido que ele pelo menos limpasse a merda que fez. Mas antes, ele tinha derramado vinho no tapete. Mas antes, ela tinha duvidado de que ele derramaria o vinho todo no tapete. Mas antes, ele tinha dito que derramaria o vinho todo no tapete. [Read more…]

Luis Buñuel – O Fantasma da Liberdade

[youtube http://youtu.be/t-N8_wF6z60]

O Fantasma da Liberdade, legendado em português. Um filme de Luis Buñuel (1974) com  Jean-Claude BrialyAdolfo Celi e Michel Piccoli.

Ficha Imdb.

Nova ‘cantata’ de Maria Luísa Albuquerque

Afinal a maioria assentiu e o espectáculo é atraente.  A ‘mezzo-soprano‘ Albuquerque volta a interpretar a ‘Opera Buffa’  dos ‘swaps’ amanhã na AR. Sem se furtar a falsetes, lá teremos a repetição da cantata de negação do inegável: mentiu!

Pigarro, o Proprietário do Partido

Acabo de ler mais uma entrevista de Mário Soares, o proprietário do PS. Elas são semanais. Quantas mais entrevistas, mais desespero, menos poder efectivo na sombra de eminência pardacenta do Regime. Lê-se aquilo e fica-se com imensa piedade de qualquer um que resolva ser líder desse partido, tirando a suprema besta desavergonhada, Torpe Playboy, que fez o que bem lhe apeteceu, devastou, estropiou, e ainda se queixa da coligação negativa que o conduziu a demitir-se, após anos sob um chorrilho de críticas públicas, tsunami de detestação geral e razões fundadas para processos consecutivos numa Justiça que não fosse mero penduricalho impotente, à vez, do Partido no Poder.

Todos os líderes do PS têm sido títeres de Soares, tendo o beneplácito inicial do octogenário-viciado-em-aparecer, até ao momento em que resolvam efectivamente liderar, tomar posições próprias, demasiado livres da tutela opinativa e chantagista da eminência parda Soares, formatador do Regime segundo um perfil soba do tipo venha-a-nós-sou-rei. Mesmo Passos foi acalentado e apoiado inicialmente por este Dono do Regime [há outros, como Almeida Santos, patrono de centenas de empregados no Aparelho de Estado], até ao momento em que Soares se viu ignorado ostensivamente, traído e vexado no velho vício de influenciar, pressionar, condicionar um Primeiro-Ministro de cada vez, assegurando o velho fluxo de recursos com que se paga alguma paz mediática e opiniativa para um Governo. [Read more…]

O mundo encantado das edições únicas

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Richard Zimmler, na sua página do facebook, mostra uma muito compreensível alegria com o facto de haver, agora, uma edição brasileira do seu livro para crianças. O título do livro em Portugal é Dança Quando Chegares ao Fim; a edição brasileira intitula-se Dance Quando Chegar ao FimO autor comenta: “Chegou hoje a versão brasileira do meu livro para crianças Dança Quando Chegares ao Fim. Todos os “tu” agora são “você”, claro. Daí a diferença no título.”

Os vendedores de virtudes do chamado acordo ortográfico (AO90) têm anunciado aos quatro ventos a ideia de que, agora, é possível haver edições únicas no Brasil e em Portugal.

Talvez o meu conceito de edição única seja um bocado redutor, mas, mesmo correndo o risco de ser considerado muito limitado, passo a explicá-lo: uma edição única seria aquela em que não houvesse nenhuma diferença de nenhum tipo, com mesmas palavras, as mesmas frases, os mesmos períodos e os mesmos parágrafos, no Brasil e em Portugal. Mesmo podendo parecer um perigoso radical, atrevo-me a afirmar que uma edição única deveria ter, exactamente, o mesmo título, sem tirar nem pôr, o que implicaria a inexistência de alternâncias como dance/dança ou chegar/chegares.

Como é evidente, a fotografia e o comentário do autor são suficientes para demonstrar que a realidade é extremamente maçadora e que o AO90 não cumpre um dos seus principais objectivos. Ainda assim, seria interessante ir além do título, porque, ou muito me engano, ou será possível encontrar mais diferenças entre as duas edições e é quase certo que algumas dessas diferenças serão, também, ortográficas.

Fotografia do facebook de Richard Zimmler

O secretário de estado anal

O  novo Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Luís Campos Ferreira de seu nome, já deu cartas na política local. Aqui assegura que os presidentes de câmara não se receitam como supositórios, embora alguns, no seu entender, merecessem ter o mesmo destino do medicamento.

E faz sentido: alguns autarcas introduzem-se no ânus do cidadão sem pedir licença. É desagradável. Pior ainda que secretários de estado com dotes para a oratória de merda.

Saúde: custos das PPP agravados em 6 mil milhões de euros

O ‘Correio da Manhã’ saiu hoje para as bancas com o seguinte destaque de 1.ª página:

Correio da Manhã_28-07-2013(2)

Trata-se, como é sabido, de um jornal sensacionalista, suscitando dúvidas quanto à credibilidade de títulos de primeira página. Todavia, nem sempre especula sem sentido. Certas vezes, recorrendo a provas dignas de confiança, acerta na ‘mouche‘, como é o caso do descontrolado e pesado gasto não previsto com as famigeradas PPP no sector da saúde, dominadas pela HPP (CGD), Grupo Mello, uma sociedade gestora herdeira da SLN do BPN e, para completar o cartaz, o grupo Espírito Santo Saúde, dirigido por essa ardilosa e insolente figura, Eng.ª Isabel Vaz.

Desta vez, não há, de facto, dúvidas, menores ou maiores. O CM baseia-se no Relatório nº. 18/2013 – 2ª. Secção do Tribunal de Contas, de conteúdo pormenorizado, e até exaustivo, que em 347 páginas descreve, avalia e recomenda acções do governo sobre as Parcerias Públicos Privadas no Sector da Saúde.

Os resultados para os cofres públicos, conforme o TC justifica, saldam-se por enormes gastos, tomando por base os custos previstos face aos custos reais para o Estado que, como diz o CM, se reflectem em encargos adicionais de 6 mil milhões de euros.

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Comentário – Comunicado do FMI de 25 de Julho de 2013

O comunicado é extenso, contraditório e impudente. Define-se como análise da Zona Euro, como esta compreendesse um espaço monetário e social coeso, consistente e formado por Estados-membros a funcionar em condições homogéneas ou, pelo menos, semelhantes.

O Tratado de Maastricht, ingénua ou deliberadamente, criou a União Europeia e os fundamentos da União Monetária, de iniquidades e problemas económico-financeiros que submetem ao sofrimento os povos da agora designada ‘periferia desqualificada e empobrecida’.

Acima das controvérsias a nível nacional, reduzidas à visão de interesses partidários e de lobbies substancialmente alimentados por negócios de fundos comunitários e afins, prevalece a verdade de que, do grave impulso às PPP e obras públicas de tonitruante propaganda, iniciadas por Cavaco diga-se, Portugal e outros chegaram à funesta condição de perda do tecido económico tradicional – agricultura, pesca e indústria – e a um crescendo de endividamento insustentável (Grécia com 160,5% do PIB, Portugal 127,2%, Irlanda 125,1%, países assistidos, e Itália 130,3% são o paradigma, no 1.º T de 2013, que a mais indecorosa das verborreias não conseguirá negar).

As projecções integradas no final do documento do FMI, quebra de – 0,6% do PIB da Zona Euro em 2013, são bastante elucidativas dos topetes cantados na alvorada europeia.

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Mulher admirável

É grande e admirável a MULHER que reage assim à estupidez.

Então sejemos

Sim, somos governados por analfabetos.

Regresso ao passado

Passos Coelho quer uma união nacional, para já.  A acção nacional popular, partido único, guarda-a para a primavera segurista.

A mentira é uma arma, da burguesia

Mentir, intoxicar, envenenar, enganar.  Os aldrabões de serviço falam de uma taxa de IRC de 31,5%. Mas com os “descontos” é isto que as empresas em Portugal têm pago.
TAXA DE IRC PAGA PELAS EMPRESAS EM PORTUGAL

Objectivo: mandar, só para o ano, mais 220 milhões de impostos para cima da população, aumentando o lucro das empresas.
A ler a explicação e desmontagem do embuste neste texto do Eugénio Rosa (pdf)

A Cilada

PortasA tomada de posse do Governo Passos Coelho II foi um momento de esfuziante êxtase. Paulo Portas surgiu felicíssimo, confiantíssimo, sorridentíssimo, o que enfatiza um excepcional grau supercola na coligação. Ainda bem. Ele, que era o principal santo para o peditório socialista por ruptura, demissão, divisão na coisa governamental, deixou de poder ser um alvo. Já não há uma brecha para a Oposição explorar obsessionadamente, tirando a vulnerabilidade aparente da inamovível Maria Luís Albuquerque ou o estatuto gagá de Machete, espécie de sumptuário tardio, senecta anedota num ministério esvaziado em forma de sinecura, coisa que lhe não é estranha, depois de uma vida inteira a passear estilo e boa vida.

A pergunta agora é esta: a quem e a quê se agarrará o PS, na sua mó retórica por eleições antecipadas ou por demissões forçadas?! Regressar esse PS ao comunicado demissionário de Portas, ao alarde da sua consciência, ao cansaço do adjectivo irrevogável já está gasto. Mas alguém tem paciência para essa insistência e essa merda?! Por que não se entretém o PS a conferir as suas próprias propostas apresentadas na Távola da Salvação Nacional e que o Governo Passos II engatilhará como passíveis do voto coerente favorável do mesmo PS?! Esqueçam Paulo Portas: sim, dissera que «ficar no Governo seria um acto de dissimulação», mas não é. Não é simplesmente porque o Governo já não é o mesmo. Não é materialmente o mesmo. Não é pessoalmente o mesmo. Não é retoricamente o mesmo. [Read more…]

Gerações o diabo que vos carregue

Ouvi ontem duas vezes ( pela voz de dois jovens deputados do PSD) uma das frases mais odiosas e perigosas das que habitam o actual debate político: “A geração anterior deixou à nossa geração um conjunto de problemas que…”- o que se segue é variável.

Ouçam uma coisa, espécie de candidatos a “camisas laranjas” (esta qualificação é forte, mas não sei se vocês a percebem): a situação não é construída por uma geração, mas por partidos concretos (que se designam a si próprios “arco da governação”), pessoas concretas, políticas concretas, servindo interesses concretos. As vítimas são pessoas concretas de todas as gerações. Parem, pois, de semear ódios analfabetos – se é que existem outros. A luta de gerações como eixo dominante do conflito social é pasto para imbecis.

Ai, se o revogável irrevogável sabe, revoga já

Passos Coelho volta a piscar o olho ao carneiro mal-morto…

Uma alemã, outra portuguesa e ambas nos endrominam

Merkel

Merkel

M.L.Albuquerque

M.L.Albuquerque

Eis as duas louras governantes, com as semelhanças do corte de cabelo e de outras coisas que as fotografias não mostram  – essa das  louras “estúpidas” foi o que contou pra você.

O meu amigo João, quanto à Maria Luís de Albuquerque, já se pronunciou aqui sobre a mentirosa criatura que, a despeito de provas evidentes e operações de swaps complexos que ela própria fechou na Refer, insiste em faltar à verdade.

O curioso é a personalidade da ‘czarina’ germânica, Merkel, corresponder também a pessoa dissimulada, estranha e muito ambiciosa em alcançar o comando da Europa. Tudo isto e muito mais pode ficar a saber-se através desta entrevista ao ‘Negócios’ de Gertrud Höhler, ex-conselheira de Helmut Khol, que acaba de publicar um livro a desancar na Merkel até ao tutano.

Da entrevista, nada me surpreende do que Gertrud Höhler revela; do livro, garanto que vou lê-lo muito atentamente. Eis o que saiu do prelo, que agora é computadorizado:

livro de Gertrud Höhler

Como dizem aqui no Alentejo, uma alemã, outra é portuguesa e as duas andam a ‘endrominar agente’, filhas d’um….

Queres ir para o governo?

Assalta o estado e vais para secretário do mesmo.

O caso da ministra muito mentirosa

180140O governo CDS/PSD mantém uma ministra do governo PSD/CDS que mentiu descaradamente no parlamento. A coisa é de uma evidências tão óbvia que apenas o João Miranda, meia-dúzia de assalariados governamentais e o meu amigo Joaquim, que funciona pela fé e só acerta nas vitórias do FC Porto, ainda gesticulam em defesa de Maria Luís Albuquerque.

Adiante. Com muito mais interesse sobre a ainda ministra, e já não falando do emprego do marido na EDP, parece-me o seu curioso currículo académico.

Em 1987 ia para a Universidade Lusíada quem não tinha nota para entrar numa pública, ou na Católica.  Estávamos em pleno esplendor dos turbo-professores das turbo “universidades” privadas, dedicadas em exclusivo aos cursos de papel e caneta.

Curioso. Que foi para lá fazer a jovem? Como também o é afirmar que o seu pai, militar da GNR “foi militante do PSD, logo após o 25 de Abril.” Como toda a gente sabe a militância partidária é, e sempre foi, interdita a militares de carreira.

 

FMI, conclusão do artigo IV de 2013 da Consulta sobre Políticas de Zona Euro – Tradução para português do Comunicado de Imprensa n.º 13/275 de 25-07-2013

A comunicação social portuguesa ignorou, com é hábito, o Comunicado de Imprensa indicado em título do FMI, relativo a conclusões sobre ‘Políticas da Zona Euro’. Das excepções, refira-se o ‘Jornal de Negócios’, que publicou uma notícia sob o título: “FMI alerta para “elevado risco de estagnação” na periferia do euro”. Louve-se o mérito.

O documento em causa, embora focado na Zona Euro, tem nítidas conexões com o actual e os próximos momentos da política portuguesa; em especial, em incidências com o OGE 2014 em que constarão os cortes avultados nas chamadas reformas estruturais ou, dito em linguagem do governo, a reforma do Estado – os 4,7 mil milhões de euros.

No ‘Aventar’, o mediatismo não é obsessão; mas sim, relatos e notícias que possam influenciar – quase sempre negativamente, diga-se – a vida dos portugueses e o paradigma da doentia ‘consolidação orçamental’, no curto e médio prazo, castradora do crescimento e promotora do desemprego e outras consequências desastrosas para muitos milhares de famílias.

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BE e PCP, Seduzidos e Abandonados

É prodigioso observar o fenómeno do passa-culpas no dossiê contratos swap. A Oposição acaba de encontrar um gnu manco na manada governamental. Saltam leoas, hienas e abutres no seu encalço. Pedem sangue e demissão. Pobre Maria Luís Albuquerque! Bem tenta espernear, aparar os golpes, mostrar que não mentiu. Mas nada parará a magna tarefa patriótica dos partidos da Oposição de moralizar o Governo Moribundo, Morto, Inumado, Exumado, etc., coisa a que se prestam, à falta de mais o que fazer. Portugal, que já engoliu elefantes e baleias com licenciados falsificados, com decisores absolutamente criminosos, não pode, ai Jesus, engolir a girino Albuquerque, as imprecisões e graduações da verdade da Ministra das Finanças!

Coisa curiosa é a sintonia de propósitos e princípios entre BE, PCP e a Ala Socratista do PS: dir-se-ia que os primeiros estão a ser seduzidos para a grande convergência de Esquerda, materializável em eleições a qualquer momento. Pobres partidos! São como a mulher ingénua e simplória para a foda oportunista e o engano que a descartará sem qualquer sombra de dúvida. Entretanto, com a barafunda, o pó levantado, a vozearia estéril, em torno da tenra Albuquerque, perde-se de vista quem em primeiro lugar contratualizou os swap, quem os autorizou e recrudesceu autorizações, quem, em seis anos de Governo, não fez a ponta de um corno para suspendê-los, renegociá-los ou abortá-los. Não. Pelo contrário, com a bênção tendenciosa dos media nervosos com o estatuto indeterminado da RTP, somos obrigados a determo-nos, com olho exigente, no que em dois anos não foi feito. Isso é que é gravíssimo. Cenas fúteis e cínicas que nem a remodelação do Governo permitiu secundarizar e fazer esquecer. [Read more…]

A Quinta da Boeira procura escravos

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É mesmo isto, sem tirar nem pôr. Pronto, talvez esteja a exagerar um bocadinho. Mas só um bocadinho. É certo que quem for contratado poderá trabalhar sem receio de chicotadas físicas, embora não saiba se poderei dizer o mesmo de chicotadas psicológicas.
A primeira recebe-se logo quando se vai à entrevista: são cinco dias de trabalho a multiplicar por sete horas diárias. É um horário nocturno (das 16 às 24 horas) mais horário de fim-de-semana (de 4ª a Domingo). Mesmo sem fazer contas aos valores que qualquer empresa com alguma honestidade pagaria pelo trabalho nocturno e pelo fim-de-semana, espera-se que saia dali um salário decente. [Read more…]

Promessa fácil

Há um ano e uns meses a França via François Holland ser eleito presidente. Questionava-me na altura se as promessas seriam para manter e a resposta aí está. A França prepara uma subida de impostos que renderá 4 a 6 mil milhões de euros.

Nessa altura, em França ganharam as promessas que fazem o imaginário reivindicativo da oposição em Portugal. O PS apresentou há dias umas quantas banalidades com as quais acha que virá a ganhar as eleições e, tal como Holland, chegar ao poder.

Hesitações por se prometer o que  se sabe que não se irá cumprir? Importa lá. Há que dar de comer à trupe que vive daquilo que o partido proporciona e a promessa é ainda mais fácil quando os incompetentes estão no governo. Bastam banalidades.

E não é bom?

Para Malik Ibn Benaisa, estudioso do Corão, «a mulher não pode ter a cara e as mãos descobertas, não pode usar saltos altos, tem que levar um lenço para tapar o peito e não pode usar perfume porque a mulher que o faz é uma fornicadora». E então, senhor Benaisa? Não é bom ter uma mulher fornicadora? A menos que o senhor prefira um homem fornicador e aí está na mesma tudo bem.
Pela minha parte, depois de ver este estudo, só lamento não usar saltos altos. Acho que vou reconsiderar esta falha.