Estação de Lousado

Estação de Lousado, últimas luzes dos anos 70.
À esquerda, a Unidade Dupla Diesel série 400, então com dois motores Rolls Royce, ligava ainda o Porto a Monção (Linha do Minho); à direita, a recém-chegada UDD de via métrica de fabrico francês ligava então Porto Trindade, Trofa a Guimarães e Fafe (Linha de Guimarães).
O cenário é hoje bastante diferente mercê a modernização da via até Braga e Guimarães (electrificada e com sinalização electrónica).

Ir ao Futebol de Comboio

Ramal do Estádio Nacional: há alguns anos, ia-se ao futebol de comboio, ía-se a muitos sítios de comboio.

À Entrada da Estação de Torre de Moncorvo

Linha do Sabor, anos 70.

Banda Teorema junto à Linha do Sabor

O comboio que subia do Pocinho passava aqui antes da estação de Torre de Moncorvo.

Hoje dá na net: Portuguese Railways

Portuguese Railways – um olhar inglês sobre o caminho-de-ferro em Portugal em meados dos anos 90. Muita coisa mudou nos últimos 17 anos…

Celorico de Basto, a Estação

Celorico de Basto e a Linha do Tâmega por volta de 1972.
Não havia democracia nesta terra!, nem Albertino Mota e Silva e Cavaco Silva tinham chegado ao poder.

 

Estação de Moura

O único troço de via férrea a leste do rio Guadiana chegou a Moura há cerca de 140 anos, num tempo em que a ponte ferroviária seria também rodoviária nas longas décadas a seguir. Da estação de Serpa-Brinches nunca o comboio haveria de chegar a Serpa nem de Moura a linha chegaria a Mourão, Reguengos  de Monsaraz ou Évora. Nem os girassóis da planície sabem quando o caminho-de-ferro de circunvalação do maior lago artificial da Europa voltará a ter comboios.

O Comboio na Póvoa

Em meados dos anos 70, um comboio traccionado pela mais poderosa locomotiva de via estreita portuguesa CP E144, e rebocando quatro carruagens de fabrico italiano, passa sob o aqueduto de Santa Clara. Esta locomotiva ainda hoje existe; o local também: é hoje atravessado pelo Metro do Porto.

A Trofa Há Pouco

À cabeça do comboio – vinha gente nele, e correio e tudo –  , a locomotiva CP 1429 reboca carruagens Schindler provavelmente desde Monção e com destino a Porto São Bento; a máquina foi montada na Sorefame (Amadora) sob licença da Vulcan Foundry algures entre 1966 e 1968 e ainda circula por aí. Das fabulosas e notáveis carruagens Schindler (pós-1956) restam apenas algumas para circulações eventuais na Linha do Douro. À esquerda, parece vislumbrar-se um ou dois vagões da via métrica (Linha de Guimarães) que ligava o centro do Porto (Trindade) a Guimarães e Fafe (até 1985). A Linha de Guimarães, que aqui tinha um ponto importante, foi alargada desde Lousado a Guimarães há cerca de uma década e recebe agora comboios directos de Porto São Bento e Lisboa Santa Apolónia (sim, o Intercidades). À direita, vêem-se ainda os carris da via métrica dentro da via larga junto do cais de mercadorias que ainda hoje subsiste. O tempo passou por nós todos e o comboio na Trofa passa agora noutro lugar a que se acede, pelo lado Sul, pelo 3.º mais extenso túnel ferroviário português (1404 metros), o 2.º maior a norte do Douro e o 1.º a ser construído no séc. XXI. Encontrei a foto aqui.

Eles são como o Cavaco Silva

Adoram andar de comboio! e não sabem se o rendimento chega para pagar as despesas.

Estação de Torre de Moncorvo, anos 70

Era assim Torre de Moncorvo (Portugal) em meados dos anos 70. Linha do Sabor.

A CP é porca!

Eis a vista da automotora onde circulei hoje, num dia cheio de sol, sem uma única nuvem no ceu:

 
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O Porto em 1956


Excerto do filme “O pintor e a cidade” de Manoel de Oliveira; para além de alguns comboios a vapor em São Bento e a caminho de Campanhã, surge também a ponte Maria Pia (então com 79 anos de idade) e as carruagens Schindler em início da sua carreira de meio século.

Vai Devagar, Emigrante…

Não se sabe se leva consigo na bagagem o Troinca ou a puta-que-os-pariu…

Canta, Graciano, canta…

CP condenada a pagar milhares de euros a cada maquinista

Na sequência do acórdão do Supremo Tribunal de Justiça datado de 16/12/2010 o SMAQ, sindicato dos maquinistas, anunciou em comunicado datado de 14/12/2011 que “FACE À RECUSA DA CP EPE/CP CARGA DO PAGAMENTO DOS DÉBITOS SALARIAIS AOS MAQUINISTAS/TRACÇÃO, O SMAQ INDICOU BENS À PENHORA NA ACÇÃO DE EXECUTAÇÃO DA SENTENÇA DA RETRIBUIÇÃO VARIÁVEL, HOJE, 14DEZEMBRO 2011: OS BENS MÓVEIS E IMÓVEIS DA SEDE DA CP; TODOS OS VEÍCULOS AUTOMÓVEIS; CRÉDITOS DA CP PERANTE A ADMINISTRAÇÃO FISCAL; DEPÓSITOS BANCÁRIOS E TODAS AS RECEITAS DE BILHETEIRA DE Lx. ORIENTE, Stª. APOLÓNIA, ROSSIO, CAIS DO SODRÉ, CAMPANHÃ, S. BENTO E COIMBRA-B.
O montante em causa, nesta primeira fase, é 152.669,43 €; atingindo até 2006 o valor de 14.000.000 € para a totalidade dos associados, acrescendo ainda juros de mora e o pagamento dos anos seguintes a 2006. Quando o Presidente da CP EPE/CP Carga afirma que cumpre as Leis da República, deve cumprir também, num Estado de Direito Democrático as sentenças do Supremo Tribunal de Justiça, como é caso/acórdão – processo nº2065/07.5TTLSB”. PONTO!

Maquinistas.org

Personalidade bipolar – Conselho de Administração da CP

O Conselho de Administração da CP desmente-se a ele próprio com escassos dias de intervalo.
No número 2, 2º quadrimestre de 2011, da revista “Grupo CP em revista” (imagem acima) o presidente do Conselho de Administração da CP, em entrevista cedida a este órgão de informação interna, afirma peremptoriamente que “o pagamento atempado dos salários, o pagamento dos descontos para a Segurança Social e dos impostos ao Estado, bem como os pagamentos a fornecedores, não está nem nunca esteve minimamente em causa“. Mais ainda, José Benoliel diz que “as receitas obtidas na bilheteira são suficientes para liquidar essas responsabilidades”, garantindo inclusivamente que não vislumbra “razões que possam levar os trabalhadores da Empresa a ter preocupações com o pagamento atempado dos seus salários”. O responsável máximo da CP informa-nos também nesta entrevista que no primeiro semestre de 2011 a CP registou em comparação com o período homólogo de 2010 uma melhoria de cerca de 24,4 milhões de euros no Resultado Operacional.

«COMUNICADO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Caros Colaboradores,
Face a gravidade da situação financeira da empresa e das insuficiências momentâneas [Read more…]

Os Carteiros São a Alma de Portugal

© Maria Amália Cidália Marques

Os Carteiros – que perifrasticamente a burocracia chama de “agentes de distribuição postal” – são os portugueses que melhor conhecem Portugal. Mais do que qualquer sociólogo ou turista acidental, muito mais do que qualquer político em campanha eleitoral. Os carteiros portugueses percorrem a pé, de bicicleta, de mota, de metro* ou de carro todos as avenidas, ruas, vielas, estradas, ladeiras e caminhos de Portugal, 260 dias por ano. Em todos esses muitos dias, os carteiros portugueses vão à procura e ao encontro de milhões de portugueses. Os carteiros estão em toda a parte, os carteiros são nossos amigos. Os portugueses confiam mais nos carteiros que nos advogados e nos juízes. 

Os Correios de Portugal organizaram um concurso de fotografia para carteiros. Chegaram (no correio?) de todo o país fotografias de todo o país. As mais bonitas estão em exibição em Lisboa. Espero que a exposição seja levada aos outros portugueses. Ficou claro que Portugal não é só Lisboa.

* noutros tempos, os carteiros viajavam de “ambulância“.

Um bramido de raiva

adão cruz

 

 

Senti um frio arrepiante e um buraco negro nas entranhas tão fundo como a silhueta daquele maldito comboio da inglória velocidade rebentando a dor direito à morte que está em pé na berma do cais pela mão de uma criança.

O pai nos braços de um escombro deste mundo sem sol nem lua destino bárbaro e cruel da perda total de mão dada com o filho contra a majestade de um gélido cadafalso de ferro parido pela força de um desumano progresso contra o qual se esmagam os pobres e desamparados que vivem em contra-mão.

Meu menino sonâmbulo de olhos negros e pálida doçura quase luminosa firme terna inocente confiante na verdade desfeita em sangue pela mentira das mãos fatalistas de uma sociedade podre.

Podia ser um menino nascido no berço do lado ao colo de um pai ou de um avô trabalhador-milionário desiludido porque a sua fortuna não havia atingido o limiar do absurdo o que não deixava de ser triste mas a vida filha da puta meu menino pobre nada mais te deu do que um pai sem nada sem prendas sem força nem entreactos que te enxergassem melhor sorte do que a morte.

O monstruoso comboio entra na tua boca a toda a brida o ar louco sai em turbilhão do teu pequenino peito sem eco a vida estilhaça-se em ruidoso estrondo e o teu corpo frágil cai em pedaços sobre os bonecos das tuas meias no pavoroso silêncio dos teus olhitos redondos.

E o mundo continua como se nada tivesse acontecido.

Quando vi que eras tu o menino que estava no curto caminho da morte pela mão de um pai que não dominava a fome e não tinha dinheiro para te comprar uma bola um pai que não sorria nem cantava para ti porque a alma se perdeu na praça do medo com o sol congelado na boca senti um bramido de raiva e uma louca vontade de pedir contas a Deus.

 

Santiago de Compostela-Madrid em menos de cinco horas

Clique na imagem para ver o vídeo promocional

La Palabra, La Obra. LAV Ourense – Santiago – A Coruña – Adif

E já em 2012, com a introdução de novos comboios híbridos, todo o noroeste da península ficará a menos de cinco horas de Madrid. Entretanto, da Corunha à fronteira portuguesa, já quase toda a linha é nova, moderna, rápida…

Alegria de Ver o Comboio Passar

De antologia. Podia ser assim uma estória na história da Linha do Tua e do caminho-de-ferro que foi Portugal; esta fotografia encontrei-a por aí. Assumo ter sido tirada por volta de 1966-67 na passagem de nível da Estrada Nacional 15 junto ao apeadeiro de Rebordãos, uns oito quilómetros a jusante de Bragança. Muito provavelmente, a fotografia ilustra a entrada ao serviço das então novas automotoras CP de fabrico holandês “Allan”, de via estreita, com veículo motor e respectivo reboque.

Passa o comboio, Trás-os-Montes veio ver o comboio passar.

Entretanto, nos dias que correm, e a 35 km da fronteira, passam cada vez mais comboios mais rápidos a ligar a  Galiza a Madrid e Barcelona… como dizia o outro: “virem-se para Espanha”…

ps: avisam-me que estas automotoras vieram para o Tua um pouco antes, em 1955.

Trans Europe Express


Não sei porquê mas hoje apetece-me ouvir Kraftwerk.

Gente diferente para pior

No ano de 2010 a Metro do Porto (MP) transportou 267 064 000 passageiros-quilómetro(PK’s). No mesmo ano a CP Porto (CPprt) transportou 622 767 000 PK’s. A CP Lisboa (CPlx), por seu turno, transportou 1 212 540 000 PK’s. Os custos operacionais destas entidades foram respectivamente de 41,729 milhões de euros para a MP, de 38, 244 milhões de euros para a CPprt e 92,477 milhões de euros para a CPlx. Destes números resultam que a MP gastou 0,15 euros por cada PK transportado, a CPprt gastou 0,06 euros por PK transportado e a CPlx 0,08 euros. 

 

Passageiros x km [PK] Custos Operacionais [M€] Custo por PK [€]
Metro do Porto 267 064 000 41,729 0,15
CP Porto 622 767 000 38,244 0,06
CP Lisboa 1 212 540 000 92,477 0,08

 

Salta à vista que as duas unidades de comboios urbanos da CP, de exclusiva gestão pública, onde todos os trabalhadores operacionais são seus funcionários e não “alugados” a um suposto concessionário, fazem uma gestão muito mais eficiente dos seus recursos apesar das supostas “melhores práticas internacionais” da Metro do Porto. Antes que perguntem pelos proveitos, eu respondo já que os preços são ditados administrativamente e é público que o preço pago pelos passageiros do MP é o mais alto do país. Ainda assim são os que no global conseguem obter o maior prejuízo por passageiro transportado. Mas isso deve-se, valha a verdade, a factores financeiros (a dívida acumulada) que para a questão em apreço não interessam.

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Estação do Pocinho, 1972

Comboios de via larga e via métrica na estação do Pocinho, por Paul Brysn.

Dias de Outono

Se os belos dias de Outono no Minho pagassem imposto…

Também Beja merece

O espectáculo, a partir das 21h30, é organizado pelo movimento de cidadãos “Beja Merece”, que foi criado para contestar o fim das ligações directas via comboio Intercidades entre Beja e Lisboa e defender a electrificação do troço Casa Branca-Beja e a ligação à Funcheira, que permite a viagem até ao Algarve.
Segundo a organização, o espectáculo servirá para “fazer o balanço da luta em festa” e “mostrar que os cidadãos de Beja devem ter motivos de orgulho pela vontade manifestada e assumida na luta”.
Correio do Alentejo

Onde estarei, em espírito, até porque sem Intercidades é complicado…

Futebol Com Piada

O Midões ganhou por 4-1 ao Leocadenses em mais uma jornada do Campeonato Popular de  Futebol Feminino de Barcelos; estava muito frio e passou o comboio pouco depois.

Ponte Maria Pia: Uma Ponte de Eiffel … e de Seyrig

“Aquando das comemorações do 75º aniversário da Ponte Maria Pia, em 1952, foi publicado um conjunto de artigos, sob o título “Os homens da Ponte Maria Pia”, associando três nomes à realização daquele notável empreendimento: Manuel Afonso Espregueira, que na sua qualidade de Director Geral da Companhia Real dos Caminhos de Ferro resolveu definitivamente o problema do atravessamento do rio Douro pela linha férrea do Norte;”

No 134º aniversário da Ponte Maria Pia, importa conhecer este documento da autoria de José Manuel Lopes Cordeiro (in 2009).

 

 

“Canção do Desterro”

Pocinho, Tua, rio Douro, linha do Douro…

Famalicão, 1963

Um comboio de via métrica sobe desde Lousado por entre os carris da via larga (1668 mm) entrando na estação de Famalicão. © Fred Matthews

 

O 6011

Naquele tempo (1987), os comboios do Douro eram os “seis mil”, os do Minho eram os “cinco mil”. No 6011, cujo horário de maquinista acima se apresenta, devo ter viajado uma ou outra vez, umas quantas vezes, as suficientes para saber que o mundo de agora é diferente daquele. Depois vieram os burocratas a vender-nos um futuro prêt-a-porter, grátis, em prestações sem juros e eis-nos chegado ao sopé dos piores anos das nossas vidas. A folha horária, que podia ser de meu pai, encontrei-a aqui. A página seguinte está aqui.