
Pensávamos que o Verão seria relativamente sossegado, que a época dos fogos florestais não teria o impacto dramático de outros anos, de triste memória, e eis que, num abrir e fechar de olhos, a esperança é reduzida a cinza e o país volta a arder.
Vidas destruídas.
Hectares ardidos.
Danos irreparáveis.
Outra vez.
O problema de Portugal é o de sempre: pensamos a curto prazo, o horizonte governativo continua a ser a eleição seguinte, não temos estratégia, ou meios adequados, e não olhamos para este flagelo como problema existencial de uma nação que tem na floresta uma das suas maiores riquezas.
Será por falta de dinheiro?
Não pode ser. Se escolhemos investir milhões em jornadas mundiais, em torneios de futebol onde somos meros figurantes ou em borlas fiscais para jovens que não precisam delas, o problema não pode ser dinheiro. [Read more…]























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