O Partido Sobre as Declarações

O PSD está transformado no partido da entrega das declarações de rendimento dos administradores da Caixa. Sem largar o osso, a ver se abre uma ferida no governo, nem que deixe o país com uma fractura exposta.

Não se lhes vislumbra um programa político de oposição que não seja isto. Passos Coelho, fazendo uso da expressão que arremessava repetidamente à oposição quando era primeiro-ministro, é um líder sem ideias para o país.

A ver vamos se o calculismo não lhes sai ao contrário e ainda caem mais nas sondagens. Portugal à Frente, uma porra.

Parabéns Passos Coelho, parabéns direita

O primeiro-ministro no exílio conseguiu a sua primeira grande vitória. A Caixa está pior agora, graças ao caso diariamente repescado na imprensa amiga. O salário do sujeito é pornográfico e tudo à volta da declaração de rendimentos é obsceno? É, sem dúvida. Falta saber, minto, sabemos, porque é que, no entanto, os telhados de vidro de quem atira pedras estão intactos. O país ficou melhor? Não, mas o governo ficou pior. É este o fiel das lutas que a direita escolhe. Parabéns, conseguiram.

Respeitinho, se faz favor

Eis quando ao faltoso nada acontece, sendo quem o acusa que é punido. Vergonhoso.

Um Português à Passos

Rui Naldinho

O exemplo de um Português zeloso das suas obrigações com os mercados.

Passos Coelho e Ângela Merkel deram os parabéns a Pedro Dias por ter vivido um mês com apenas 60 euros

Eu aproveito para dar os parabéns aos dois primeiros, pelo facto de ao fim de vários anos terem descoberto o “Português Económico”. E, já agora, ao terceiro por ter tido direito a entrevista na RTP, ainda antes de ser detido, privilégio a que nem todos tem acesso, mesmo pessoas importantes.

Na realidade há gajos com sorte!
Sócrates deve estar a roer-se de inveja.

“Temos de empobrecer meus caros, se queremos pagar a nossa dívida. Caso contrário só nos resta emigrar.”

Para a América não, que agora está lá o Sr. Trump! Parece que ele não gosta de “imigras”. Já lhe basta ter de aturar os “cucarachas”. Mas há sempre uma terra desconhecida, algures. Quem sabe um país longínquo onde ninguém queira estar?

Talvez Pedro Dias tenha pensado nisso antes de se entregar!

A revelação: Porque é que o diabo não chegou em Setembro?

O Aventar está, finalmente, em condições de explicar porque é que o diabo não veio em Setembro. Segundo se apurou, Mefistófeles tinha quase ultimada a compra do seu modesto T-666 ali para os lados da Boca do Inferno, com uma  fabulosa vista de mar e pleno de sol, sendo uma questão de dias até se instalar neste el dorado do imobiliário. Era um demónio feliz, que havia encontrado o paraíso na terra, na qual já antevia as delícias que teria ao seu dispor graças ao caldo condimentado com austeridade, propaganda e crescente miséria.

Certa manhã dirigia-se para o Ministério dos Vistos Dourados, para tratar da sua futura casinha, quando sentiu as veias gelarem. A Mariana Mortágua estava na televisão a falar de alterações à tributação do património e das regras do IMI e ele, um pobre diabo, começou a ver para onde caminhava a situação. “Dão-me um visto, olha, compra uma casita, mas querem é os meus tostões.” Foi com este estado de espírito que se dirigiu ao ministro, dizendo-lhe que assim não vinha e de nada lhe valeu o PowerPoint do Comissário das Interpretações Correctas, explicando-lhe que o Imposto Mortágua era, na verdade, o Imposto Passos. O mal estava feito e para ele, fonte de infortúnios para a humanidade, maldade não era coisa para o próprio sentir na pele.

Foi por isto que o Diabo não veio em Setembro. Fruto de impostos demonizados pela Direita, aquele que lhes poderia trazer a passadeira do poder ficou no quentinho.

Pessoas, essas distraídas

Eu sei que a vida quotidiana das pessoas não está melhor, mas não tenho dúvidas que a vida do país está muito melhor do que em 2011” – Luís Montenegro, enquanto líder da bancada parlamentar do PSD, em Fevereiro de 2014.

Hoje podemos dizer que o país está pior, embora as pessoas não estejam bem conscientes disso” – Pedro Passos Coelho, enquanto líder do PSD, acumulando com primeiro-ministro no exílio, em Outubro de 2016.

O primeiro baseava-se na baixa dos juros da dívida e do défice para se justificar, optando por ignorar o brutal aumento de impostos, a crescente injustiça social, os corte nos salários e nas pensões e os orçamentos inconstitucionais.

O segundo argumenta que existe aumento de impostos e injustiça social, que o orçamento não é transparente e que as pessoas estão mais pobres, escolhendo desvalorizar a baixa do défice, algo onde ele havia falhado, fazendo tábua raza da baixa de juros e pretendendo repôr salários e pensões não tem impacto na qualidade da vida das pessoas.

A hipócritas e cínicos, como estes dois, o que lhes desejo é que sofram pessoalmente na pele os problemas que causaram com os cortes e impostos que fizeram aplicar cegamente aos que já viviam no limiar do suportável. Apenas isto.

Passos Coelho tem razão

«Este orçamento é um mau orçamento». Contudo, os orçamentos de Passos Coelho (OE2012, OE2013, OE2014, OE2015) não foram melhores do que o OE2016 e o “mau orçamento” em apreço: o OE2017.

Acabar com as gorduras do Estado

Em 2014, e de acordo com a Inspecção-Geral de Finanças, 40 Fundações não cumpriram as regras de transparência. Dezenas de organismos públicos da administração central e local fizeram transferências consideradas ilegais.

Ainda o Diabo do Passos

O Setembro negro de Passos Coelho
Passos Coelho previu a ocorrência de uma desgraça durante o mês de Setembro e fê-lo com ar de quem sabia o que se riria passar, mas, apesar de algum nervosismo que se sente para os lados da bancada do PSD, nada ocorreu. Passos Coelho não está, nem é parvo de um todo, ainda que aparente alguns sinais de loucura ainda não enlouqueceu, o líder do PSD tinha de estar ou de ter sido  convencido de que algo de desagradável poderia empenar a gerigonça durante este mês. (…)
Passos Coelho falava da armadilha que ele próprio, com a ajuda preciosa de Paulo Núncio, Paulo portas e da máquina do CDS,  montaram  ainda quando era primeiro-ministro. Entre reembolsos de IVA adiados e o aumento exponencial dos reembolsos do IRS, tudo poderia ter descambado quando tivessem encerradas as contras das declarações de rendimentos do IRS de 2015, o que ocorre em Agosto, com a liquidação do imposto para os contribuintes que têm outros rendimentos, para além dos do trabalho e das pensões.

Passos Coelho pensava ter matado dois coelhos com uma cajadada, teve folga orçamental para iludir a realidade em 2015, ludibriou os portugueses com a promessa do reembolso da sobretaxa e sobrecarregou as contas de 2016 com os reembolsos do IVA e do IRS. (…)

Foi ouvi-los meses a fio sobre os reembolsos do IRS estarem atrasados. Não sei se estavam ou não em falta, mas os pafiosos sabiam bem a porcaria que tinham deixado. Belo serviço que a camiladaecompanhia prestou ao país, primeiro fechando os olhos ao enrolanço nas contas e até anunciando milagres feitos com água de Massamá, para depois virem dizer que era água do chafariz, pois o engarrafador é outro.

Fezes de Coelho não chegam ao céu

besouro

Todos recorremos a mecanismos de negação para lidar com situações especialmente perturbadoras, é uma forma de defesa e pode preparar a consciência para o rebate. Eu uso a desvalorização para não soçobrar à realidade. Morreram 200 mas salvaram-se 500. E há dezenas de reconfortantes maneiras de chupar um seixo… Agora, insistir nas virtualidades da austeridade para a recuperação económica de um país e na eficácia dos seus resultados tendo à frente o resumo do estudo coordenado por Carlos Farinha Rodrigues, intitulado “Desigualdade do Rendimento e Pobreza em Portugal – As Consequências Sociais do Programa de Ajustamento”, já não pode ser negação, é perversão sexual. Saborear o produto defecado e insistir em servi-lo aos outros como uma iguaria não é senão uma forma de sado-masoquismo coprofágico.

São conhecidas as primeiras conclusões do documento: o “processo de ajustamento” teve profundas consequências na distribuição de rendimentos em Portugal. Entre 2009 e 2014, os 10% mais ricos sofreram uma quebra de 13% no seu rendimento enquanto os 10% mais pobres tiveram uma quebra de 25%, o que agravou o fosso entre ambos os extremos, ou seja, a desigualdade social.

É que, na verdade, como se refere no dito estudo, a forma como os custos do “processo de ajustamento” foram repartidos entre a população portuguesa constitui um elemento essencial para a caracterização das políticas seguidas neste período. O desemprego delas resultante tornou irrelevantes os paliativos fiscais para os rendimentos do trabalho mais baixos. E, citando, o recuo das políticas sociais (no Rendimento Social de Inserção, no Complemento Solidário para Idosos e no Abono de Família), tanto na sua abrangência como nos montantes atribuídos, alterou significativa e decisivamente as condições de vida das famílias mais pobres.

Ou seja, o discurso oficial da justiça distributiva da penalização dos rendimentos revela-se uma treta absoluta em todo o seu esplendor.

A pobreza disparou, mais cerca de 143.500 pobres – eram, em 2014, números corrigidos, 2,5 milhões de pobres, quase ¼ da população -, como cresceu a intensidade da pobreza e em números que rondam os 30%, atingindo este indicador o valor mais alto desde que há registos desta natureza (2002). O estudo não leva sequer em conta a situação dos 500.000 portugueses que tiveram de fugir de toda esta carnificina programada.

Foi assim, enojado e enjoado, que ouvi ontem o debate parlamentar. Que a política se pode tornar num alucinado exercício de retórica… Mas isto, em bom inglês, já é tomates.

 

 

Ó Passos, tira os óculos laranja

O presidente do PSD acrescenta: “foi justamente porque tive a oportunidade de ler o livro e de perceber que havia um filtro que não tinha sido aplicado devidamente, pelo menos na minha concepção”. Por isso, Passos Coelho pediu a José António Saraiva que o dispensasse de fazer a apresentação do livro, prevista para a próxima segunda-feira, dia 26 [TSF]

Deve ser o mesmo filtro que mostra uma desgraça a cada esquina.

Grau zero da política

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Passos Coelho, na Festa da Beira Baixa, que PSD organizou em Castelo Branco

Depois de ter quebrado todas as promessas eleitoral supostamente por causa das metas do défice e da dívida,  depois de não ter atingido nenhuma dessas metas, depois dos colossais aumentos de impostos para chegar a esses objectivos, depois de não ter perdido uma oportunidade para falar do pouco conseguido sempre que estes números eram menos maus, depois de ver que, talvez, a Geringonça consiga atingir a meta do défice, depois disto tudo, Passos Coelho tem a enorme lata de dizer que quatro anos e meio de sacrifícios foram para algo que não se ambiciona.

O grau zero da política é isto.  Dizer uma coisa e o seu oposto, conforme dê  jeito, se necessário até no mesmo discurso.

“Há algum português que ache que o melhor que pode ambicionar nos próximos anos é andar a ver se cumprimos a meta do défice?” Sim, todo o PSD, menos Pacheco Pereira, e o CDS de há um ano.

Já agora: O artigo na imprensa do costume ainda tarda a sair?

“O autor é ele, não sou eu”

Passos Coelho a procurar reescrever um velho ditado português sobre ir às uvas e ficar à espreita.

Passos sabe

Quando Passos Coelho sentencia que Portugal “não precisa de agravamento de impostos” é capaz de ter razão. Afinal, só ele, em 2013, promoveu uma subida do IRS correspondente a 16 vezes a exigida pela troika.

O diabo do Passos

Se a DBRS emitir um downgrade no próximo mês“. Eis o programa da direita.

Bilhete do Canadá – Olha que dois

Passos afina com Mitsotakis visão que supere “insuficiências” de Costa e Tsipras [DN]

Foto: EPA/Nuno Veiga

O grego pertence ao partido Nova Democracia, um dos três partidos que, sozinhos ou em coligação, entraram na batota financeira organizada pelo Goldman Sachs, com os olhos oportunamente fechados da União Europeia do Barroso, caldinho esse que levou a Grécia à bancarrota e ao calvário da austeridade e da humilhação.  Esta fotografia mostra que se juntou a fome com  a vontade de comer. A verdade é que o PSD e o Passos só têm parceiros desta laia.

Pôr o dinheiro num país dirigido por comunistas?

JamaisCoisas com comunas só se for para lhes dar o controlo de empresas estratégicas para o país, como a REN.

Bilhete do Canadá – Última hora

“Quem é que põe dinheiro num país dirigido por comunistas e bloquistas?”, pergunta Passos
Lusa, 28 Agosto 2016

Fontes que só bebem do fino e que adoram blogs, fazem chegar às nossas mãos um bilhete endereçado a Christine Lagarde, Angela Merkel, Schauble, Junker e Draghi.  Assinam Rockfeller, Selim, Soros e outros representantes do grande capital.  Reza assim a prosa:

“Queridos empregados – É de coração partido que ouvimos o grito de dor do nosso nunca por demais louvado Passos Coelho. O mainato tem razão.  Se não houver, em Portugal, um governo chefiado por ele que, garantidamente, conte com a Maria Luís Albuquerque, o Macedo, o Portas, o Relvas, a Cristas e o resto dos democrata-cristãos, nunca mais consentimos que se ponha um centavo em Portugal. Só entra dinheiro se o governo for deles, isto é, da nossa confiança. Ouro sobre azul seria entrar o Dias Loureiro para a pasta da Economia, o José Manuel Fernandes para tomar o travão de toda a comunicação social, o Duarte Lima para o Banco de Portugal.  Os Senhores, queridos empregados, têm a faca e o queijo na mão para procederem à mudança.  Tratem de agir. É uma ordem.”

Imagem: Miguel Baltazar

Bilhete do Canadá – Que pena, Madeira!


Há dias houve o comício anual do PSD-Madeira, no Chão da Lagoa, durante o qual, por muitos anos, Alberto João Jardim abria a torneira dos disparates e das ameaças para dali a pouco tempo, quando precisava de dinheiro do “Contenente”, dizer o contrário diante daqueles que tinha insultado. Sem vergonha nenhuma.

Este ano, Passos Coelho esteve presente. Em mangas de camisa, com aquele ar amarrotado e desfeito que resolveu arvorar depois de ter deixado o governo e as suas mordomias. Disse as alarvidades a que nos vem habituando e que, vistas as sondagens, não o beneficiam. Nem ao partido que diz servir.  Pois, desta vez, Miguel Albuquerque, o actual presidente do Governo Regional, saiu-se a dizer que “Passos Coelho salvou Portugal da bancarrota” e por ali fora, visivelmente ansioso de ver regressar a São Bento o Soba de Massamá.
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Passos Coelho e o «bode expiatório para lavar as mãos»

bode2Pedro Passos Coelho é um homem ocupado, já se sabe, e é, portanto, natural, que nem sempre tenha tempo para pensar naquilo que diz, até por falta de hábito. Nos últimos tempos, o ex-governante está demasiado “focado”, para usar um verbo que está na moda, em repetir a ideia de que as possíveis sanções por défice excessivo não se devem ao facto (repito: facto) de que o seu governo deixou um défice excessivo, mas sim à falta de competência do actual governo que ainda não pôde gerar défice excessivo. Passos Coelho é como as criancinhas que partem uma jarra e culpam outro menino que tinha acabado de entrar na sala.

A repetição de ladainhas embota ainda mais o cérebro de quem a reproduz e uma pessoa acaba por baralhar as referências. Há uns anos, Assunção Esteves pôs Beauvoir onde deveria estar Babeuf. Passos Coelho conseguiu misturar numa mesma frase o Antigo e o Novo Testamento e, ao querer acusar o actual executivo de atirar culpas para a burocracia eurocrata, declarou que o governo procura «um bode expiatório para lavar as mãos.» [Read more…]

Oposição ressabiada

Rui Bebiano

Em entrevista ao DN, Passos Coelho declara que “o governo tem o dever de cumprir a legislatura que roubou”. Anuncia ainda que com António Costa o país vai ficar “esganado”. É pena a nossa oposição estar confinada à exibição ininterrupta e patética do ressabiamento, pois em democracia todo o governo precisa de contraditório à altura.

Sabemos o que disseste em Maio passado

O líder do PSD mostrou-se “genericamente” a favor da ideia defendida pelo Partido Popular Europeu sobre aplicação de sanções aos países que falhem os objectivos de estabilidade e crescimento. (TSF)

Atendendo a quem falhou em 2015, estamos perante um caso de masoquismo.

Bilhete do Canadá – Iguais e perigosos

É fácil verificar que Rajoy e Passos são iguais como pentes produzidos em linha de montagem.  Não interessa espezinhar o país por conta duma clique alemã que domina a União Europeia, o importante é impedir a esquerda de governar ou de manter as suas posições. Esta novela da UE com a Direita vai acabar mal, se os povos atingidos pelo abuso não derem o providencial murro na mesa.

“Declarações de Schäuble mostram que ‘a desconfiança se instalou’, diz Passos”

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Quem colocasse de facto Portugal à frente não atiraria gasolina para a fogueira criada por declarações de tamanha irresponsabilidade. É nos pequenos actos que se vislumbram as verdadeiras motivações. Passos e seus aliados vibram com tudo o que prejudique o país, pois só a catástrofe lhes devolverá o poder.

É irrelevante se as coisas correm bem ou mal, basta que a direita aliada no poder vá criando dificuldades. E estas têm surgido. O exemplo mais gritante é todo o contexto à volta das eventuais sanções a Portugal, depois de um governo que falhou durante quatro anos e meio, enquanto aplicava zelosamente o programa do invasor. Porquê agora? A única explicação é não estar a cor certa no governo português.

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Duas ou três coisas sobre a CGD e sobre o BANIF

1. CGD

carlos costa
Carlos Costa

O momento escolhido para a apresentação do plano quanto à CGD foi típico de quem o quer fazer sem levantar ondas. Não é a primeira vez que governos apresentam medidas impopulares em situações semelhantes e não há-de ser a última. Neste caso, houve uma feliz coincidência quanto à escolha do momento para o anúncio. Juntaram-se dois flops e só se estragou um dia.
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Emigração: a estratégia versus a declaração

costa profs frança

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Desmontar a propaganda nunca é fácil. Por reduzir a realidade a mensagens simplistas, torna-se necessário recuperar a totalidade dos factos para se descobrir a careca. [Read more…]

A emigração, ainda como arma de arremesso

Em Dezembro de 2011, Passos Coelho apontou a emigração como solução para os professores desempregados. Passados estes anos e com um novo governo, eis que António Costa recorre a argumentação semelhante para os mesmos profissionais.  Um olhou para os PALOP, o outro para França. Enfim, triste sina a de se ter que sair do país para se ter trabalho. Mas, ainda assim, há uma nota substancialmente diferente: o contexto. Enquanto que Passos Coelho exultava a que os portugueses saíssem da sua zona de conforto, Costa falava de um compromisso, feito pelo Presidente francês nas celebrações do 10 de Junho, para “desenvolver o ensino da língua portuguesa em França”. É um detalhe para quem emigra, mas as palavras de Passos Coelho não foram de circunstância, mas sim decorrentes de uma série declarações, proferidas por diversos membros desse governo, com o objectivo explicito de apelar à emigração como solução para o desemprego.   [Read more…]

Demência moral

a espera

Alguém que tenha a caridade de explicar ao responsável pela governação do país durante 348 dos 365 dias de 2015 que ele até poderia ter tido ausência de défice se tivesse adiado despesa qb mais um mês.

Varrer o BANIF para debaixo do tapete, até ter rebentado nas mãos do inquilino seguinte, não serve de argumento para fazer de conta que não foi nada com ele.

Passos Coelho insistiu que Portugal teve um défice de 3% em 2015, se se descontar a despesa com o Banif.

Não é por se insistir na mentira que esta passa a verdade. Mesmo com as vozes do dono a fazerem de caixa de ressonância na comunicação social.

A demência, no entanto, não fica por aqui. Mandam recados para Bruxelas a pedir que Portugal não seja castigado por défice excessivo. Há logo a questão da linguagem, tão ao gosto católico, do pecado e penitência. O irónico é que, como vimos, o pecador estava a pedir, nem mais, nem menos, do que absolvição para si mesmo. [Read more…]

Pinóquio Coelho

Há alturas em que se quer deixar o passado para trás, mas há passados que insistem em querer ser presente. Aos poucos, vão putrificando, empestando o meio com um rasto bafiento capaz de competir com o aroma de peixe estragado.

No que me toca, preferia deixar de verter caracteres sobre Passos Coelho. Chegou-me escrever, durante mais de quatro anos, sobre as falsidades e insultos com que matraqueou os portugueses. Porém, a mentira, instrumental na sua carreira política, torna-o no passado que teima em nos perseguir, tal como neste caso das inaugurações que diz não ter feito. Os descarados são assim, nem se preocupam com a possibilidade de serem desmascarados.

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Lembram-se daquele Guião da Reforma do Estado, em corpo 16, a 2 espaços, que não saiu do papel?

Se Passos aponta o dedo aos powerpoint de Costa, é bom não esquecer que quem aponta tem 3 dedos a apontar para si mesmo.