Uma perguntinha

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Porque é que os funcionários públicos não podem ter o mesmo número de dias de férias e o mesmo número de horas de trabalho semanais que os outros trabalhadores?

Momentum

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Depois de ler este post do vitorcunha no Blasfémias, resta muito pouco para dizer sobre o que os sindicatos andam a fazer ao País, aos Alunos, aos Pais dos Alunos e aos próprios Professores.

Não tenho dúvidas que surgirão argumentos para tentar desmontar o indesmontável. Serão mais ou menos rebuscados, mais ou menos lógicos, mais ou menos estultos consoante o grau de cegueira, de desinteresse ou de comprometimento do seu autor. Para ajudar, deixo já aqui alguns que podem usar sem qualquer limitação: Marte está no signo de Capricórnio, foi o Pinto da Costa, isto tem dedo da CIA ou só falo na presença do meu Advogado.

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Isenção para quê?

Perceber a greve de ontem pelas capas dos jornais de hoje, é como ler sobre o FCP na Bola ou no Record.

Greve dos professores

Como registo inicial de interesses, devo afirmar, desde já, que não compreendo que, nos dias de hoje, se continue a considerar a greve como um direito. Não entendo e, dificilmente, entenderei que se tenha por legítima uma acção cujo único propósito é causar prejuízo em grau tão elevado que leve o interlocutor a ceder e a acatar as reivindicações dos grevistas. Para mais, normalmente, os danos sobram, não para a contraparte negocial, mas para o público em geral.

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Ah! As Virgens!

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Não deixa de ser costume comigo, mas, apesar disso, estas situações têm sempre o dom de me tirar do sério. Explicando melhor, estou, desde há muito tempo, habituado a estar do lado da barricada que menos aceitação tem pelo “mainstream”. Até gosto porque, normalmente, o dito “mainstream” jura a pés juntos que é muito “main”, mas, na verdade, a sua representatividade resulta mais dos decibéis e dos favores da comunicação social, do que da pura aritmética. E pelo facto de apregoarem aos ventos que representam a maioria, é-lhes oferecido, em bandeja de ouro e sem real préstimo que o justifique, o “double standard” (isto de meter muitas coisas em inglês, fica sempre bem). É assim com o futebol, com os benfiquistas a arrogarem uma enormidade de adeptos e a conseguirem um tratamento muito mais favorável como é assim na política onde a esquerda (até a mais radical) obtém, da parte dos arautos, permissividade, privilégios e parcialidade.

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A música mais bonita de sempre

Deve ser bom acreditar em deus. Deve ser bom acreditar num ser que tudo sabe e tudo pode. Deve ser bom saber que, no limite, a culpa não é nossa. Deve ser bom saber que, a qualquer momento e numa fracção de segundo, ele pode resolver-nos qualquer problema. Na verdade, até nem é isso que nos vai fazer mais pequenos, porque pequenos já nós somos. Poderá, quanto muito, impedir-nos de sermos maiores, mas diga-se, em abono da verdade, que a maior parte de nós quando chega o momento de poder ser grande ou já se instalou ou já fez tanta asneira que já não conseguirá medrar.

Mau é ter de enfrentar a realidade sem ajudas. Sem o conforto de uma ilusão que, quer se queira quer não, ajuda a esbater a crueldade e a frieza do que temos de enfrentar. E com a absoluta certeza que, não tendo havido alguém que no princípio dos tempos tenha escrito o regulamento desta coisa, não há limites para o tormento. Isto tudo, polvilhado de minuto a minuto com a desesperança com que a realidade nos brinda.

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Irritações

 

É tarde e na televisão passa a repetição de um programa de discussão política, emitido umas boas horas antes. Os personagens são conhecidos, demasiado conhecidos. Têm o seu passado de inutilidades e equívocos branqueado por isso mesmo, por ser passado. Ouço-os, e à natural falta de paciência causada pelo cansaço de quem precisa, mas não consegue dormir, junta-se uma estranha irritação. Os sorrisos sobranceiros que decoram as palavras, não ajudam. A discussão que esconde mal, mesmo muito mal, um pacto tácito entre todos, azeda-me o fígado. A sabujice de quem modera (?) revelada nas lambedelas que substituem as perguntas, é suficiente para tirar do sério o mais fleumático dos mortais. Mas há ali qualquer coisa mais. Qualquer coisa que eles tentam, mansamente, encobrir. Qualquer coisa que, a pouco e pouco, se vai tornando perceptível, quase palpável. E de repente, “voilá”. Finalmente percebo e também percebo que, afinal, a descoberta nada tem de notável. Aquelas aventesmas não vão para ali dizer o que pensam. Vão para ali dizer o que lhes dá jeito e apenas dizem o que serve os seus interesses pessoais.

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O que sobra

Nunca um Governo permitiu como este permitiu o seu próprio escrutínio.

Nunca um Governo tentou ser tão transparente nas suas medidas e acções.

Nunca um Governo recrutou os seus Membros com base em critérios de competência e mérito tão restritos.

Nunca um Governo teve tão poucos filiados e militantes nas suas fileiras.

Nunca um Governo se marimbou tanto para os desejos e ambições do seu próprio aparelho partidário.

Nunca.

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Não acho bem!

Não acho bem que um bispo, mesmo sendo das Forças Armadas (e alguém mais perspicaz do que eu, conseguirá, seguramente, explicar para que serve um bispo das Forças armadas), seja assumidamente ATEU. Eu também sou, mas acho que um bispo não devia ser. Pô! É um bispo! Devia, no mínimo, disfarçar e dar a ideia que acredita na justiça divina. Cometer, ostensivamente, p’raí 3 ou 4 pecados mortais de uma só vez é de alguém que se está a marimbar para o que a sua “colectividade” tenta impingir. Bem prega “Frei Tomaz”, fazei o que ele diz mas não o que ele faz!

PS: O nosso bispo sem fé também assinou aquele “manifesto”. Em grande!

Cede????!!!!!

É triste ao que chega um jornal que chegou a ter algum prestígio, na sua patológica ofensiva contra o Governo.

 

Jornalismo v.2.1

“Há muito tempo,  numa galáxia muito, muito distante…” os jornalistas eram muito estúpidos e só publicavam factos e faziam-no com isenção e ética. Até tinham um código deontológico e tudo que dizia burrices como “O jornalista deve relatar os factos com rigor e exactidão e interpretá-los com honestidade”, “O jornalista deve assumir a responsabilidade por todos os seus trabalhos e actos profissionais, assim como promover a pronta rectificação das informações que se revelem inexactas ou falsas” ou “O jornalista não deve valer-se da sua condição profissional para noticiar assuntos em que tenha interesses”.

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Much Ado About Nothing

Este é o chamado “post kamikase “. Sim porque se, por estes dias, alguém disser que passou, um dia, a menos de 10 metros de Miguel Relvas, essa ousadia garante-lhe, desde logo, o ostracismo social. Se, por desventura, alguém muito estúpido ousar dizer que conhece Miguel Relvas pessoalmente, no mínimo, publicar-se-ão 742 primeiras páginas indignadas por tal confissão, ainda, não ter originado 16 comissões de inquérito e vários processos-crime daqueles porreiros que têm nomes catitas. Pior, se um desatinado qualquer tiver o topete de defender, publicamente, Miguel Relvas, nem sequer a danação eterna seria suplício bastante para remir tamanho sacrilégio.

Pois, o problema é que eu nunca pautei as minhas opiniões pelo temor ou respeito ao “mainstream” (que por acaso e numa perspectiva aritmética, não é assim tão “main” como isso). Por isso aqui vai, e a ver se nos entendemos:

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Estado de negação

Numa análise que pecará por superficial, parece evidente que os seguidores de algumas ideologias políticas estão, desde há uns anos, completamente à nora para continuarem a sustentar premissas e valores completamente vetustos e, principalmente, desadequados.

Os tempos mudam, e as mudanças não lhes foram generosas. O que outrora parecia, alegadamente, a justiça e a harmonia feitas ideal político, hoje mais não é que um aglomerado de protestos e críticas que se fundamentam já não numa tese única e estrutural que lhes dava consistência e mérito, mas antes num desesperado desejo de sobrevivência política. Já não trazem nada de novo, válido ou exequível. Desistiram de participar. Aceitaram, cobardemente, o império da crítica sem alternativa séria, a supremacia da reprovação populista abrigada na impunidade de quem, voluntariamente, prescinde da responsabilidade de governar ou de, algum dia, vir a governar o País. [Read more…]

Quem pode, pode.

Lamborghini Aventador J

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Greve

A greve é um direito legítimo dos trabalhadores.

PORQUÊ?

Aos Bloggers

O Congresso do PSD que se vai realizar nos próximos dias 23, 24 e 25 de Março em Lisboa, vai aceitar pedidos para credenciação da denominada social media onde se incluem os Bloggers.

http://congressopsd.com/pt/informacoes_uteis

relacoespublicas@psd.pt

 

Coragem ou Coerência: alguém as viu por aí?

Nojo

As palavras são de um génio e foram maravilhosamente escritas: We hold these Truths to be self-evident, that all Men are created equal, that they are endowed by their Creator with certain unalienable Rights, that among these are Life, Liberty and the Pursuit of Happiness (Thomas Jefferson, 1776.07.04, A Declaration by the Representatives of the United States of America).

É, pois, profundamente repulsivo que os, estupidamente, denominados “avanços civilizacionais” nos estejam a encaminhar para uma sociedade em que a qualidade de vida se torna no elemento definidor da própria sobrevivência do ser humano. Abriram-se e continuam-se a abrir portas para que o direito de outrem à vida dependa, em absoluto, da sua futurológica “quality of life”.

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O “Direito” à Greve

Eu sei que esta opinião vai deixar os “saudosos” do “couraçado potemkin” a pedir a minha rápida deportação para um “gulag” (espécie de resort de férias que era muito apreciado e procurado). Mas mesmo assim, aqui vai:

Não acho que o denominado “direito” à greve faça sentido nos dias de hoje! No mínimo, seguramente que não faz sentido tal como está, presentemente, tipificado.

Em primeiro lugar, nunca achei que o reconhecimento do “direito” à greve fosse, tal como apregoaram, um avanço civilizacional (aliás, esta coisa dos avanços civilizacionais tem muito que se lhe diga e dava “pano para mangas”). Alguns destes “passos em frente” da civilização (obviamente que não todos) são facciosamente entendidos à luz de concepções transitórias e, normalmente, não subsistem à passagem das gerações.

Mais, e porque na sua grande maioria, as greves destinam-se a pedir aumentos de salários ou aumento de contrapartidas económicas, não tem qualquer lógica exigir-se mais dinheiro através de uma ferramenta que elimina, pelo menos momentaneamente, fontes de receitas. [Read more…]

Desabafos de um exilado

Obrigado a permanecer em sombrio degredo na capital deste País dois terços da semana e coagido à jorna por entre políticos e seus satélites, consegui ao fim de meses e meses de árdua investigação e profundo estudo, alcançar que nestas gentes e nestes meios há uma subtil dicotomia: os que são lisboetas e os que estão lisboetas.

Os que são lisboetas, uma óbvia minoria, distinguem-se pela sua procedência, ou seja, não procedem por que já cá estavam. E já cá estavam os seus Pais. E já cá estavam os seus Avós. São poucos, porque a maior parte dos lisboetas que por castigo divino aqui nasceram, não se coíbe de falar, com os olhos lacrimejantes de saudade, da sua querida terrinha (que, evidentemente, não é Lisboa).

Já os que estão lisboetas reconhecem-se pela sua enorme argúcia pois descobriram que podem ludibriar a naturalidade e, como quem não quer a coisa, passarem por nativos desde que lhes copiem os trejeitos. Assim, incham o ego até este fazer fronteira com o Uzbequistão, ostentam os talentos que irrelevantemente podem ou não ter, efeminam o registo vocal e obliteram antigas pronúncias, encaram o próximo com a grandeza dos predestinados, etc., etc., etc.

E diga-se em abono da verdade que não deixam de ter sucesso (e razão) porque por estes lados, grassa a soberba e a presunção. É como se o Barroco se limitasse ao Rococó.

Para agravar, os que estão lisboetas, normalmente, não reconhecem as ténues linhas da impostura e ficam mais lisboetas que aqueles que são lisboetas. E isso é supinamente patético.

Deus ou outra qualquer entidade todo-poderosa me ajude a resistir e a continuar “Tripeirinho da Silva”. Porque, sinceramente, e como está tão na moda, ser Portuense é, claramente, um avanço civilizacional.

Francisco José Viegas

PORQUE NÃO SE DEVE ATENTAR CONTRA A HONRA DAS PESSOAS LEVIANAMENTE:

Francisco José Viegas

Porque reconheço em Francisco José Viegas uma enorme integridade, não posso deixar de reagir a alguns posts que aqui no Aventar têm sido publicados, nomeadamente, este escrito pelo Ricardo Santos Pinto.

Todos temos direito a opiniões próprias. E quase todas as opiniões devem ser respeitadas. Agora fazer extrapolações de alguns factos reais para, expressa e literalmente, se pôr em causa o carácter de um Homem bom, sério e competente, é algo que nos deve inquietar. Assim:

1.- No ajuste directo em causa, a empresa adjudicatária denomina-se “Ideias e Conteúdos – Produções em Comunicação – Sociedade Unipessoal, Lda”., que, como a própria firma diz, tem apenas um sócio que se chama Ana Paula de Sousa Bulhosa (informação pública disponibilizável em qualquer Conservatória do Registo Comercial).

2.- O montante do ajuste, obviamente, que não foi entregue a FJV, mas sim à empresa adjudicatária que, presumo, com ele deve ter pago os necessários custos de produção (estudos, projecto, deslocações, filmagens, staff, etc.), bem como, garantido a sua legítima margem de lucro.

3.- Sinceramente, não sei nem posso asseverar que 138.600,00€ são ou não exagerados para pagar a produção de 7 documentários (para TV e DVD) de aproximadamente 1 hora cada. O que sei é que, na minha confessada ignorância, o valor em causa não me sugere, sem mais, quaisquer suspeitas.

4.- FJV foi a pessoa escolhida para coordenar e apresentar os referidos documentários. Como não disponho de quaisquer informações privilegiadas, presumo, novamente, que deva ter recebido honorários por tais serviços. O que é natural, normal e legítimo.

5.- Em defesa da verdade, o ajuste foi efectuado pela Direcção Regional de Cultura do Norte e não pela Secretaria de Estado da Cultura ou pelo Ministério da Cultura de então.

6.- O pagamento do montante da adjudicação teve o co-financiamento do Programa Operacional Regional do Norte, da Fundação EDP, da RTPN e das autarquias de Mesão Frio, Peso da Régua, Lamego, Sabrosa, Sernancelhe, Moimenta da Beira, Tabuaço, Mogadouro e Freixo de Espada à Cinta.

7.- A opinião dominante aponta no sentido dos referidos documentários além de possuírem qualidade, proporcionaram à região retorno económico (como resulta de breve procura na net).

8.- Por último, mas de maneira nenhuma menos importante, a decisão de fazer os documentários através da referida empresa estava tomada pela DRCN em Janeiro de 2009; Elísio Costa Santos Summavielle só se tornou Secretário de Estado da Cultura em 31 de Outubro desse ano.

Atirar areia para os olhos

Tem muita piada ver as pessoas escandalizadas com a deslocalização da Jerónimo Martins. É que, só do grupo das empresas que integram o PSI-20, antes da JM, já outras 18 o tinham feito.

Como é muito engraçado, ver o principal partido da oposição dizer que tinham tentado prevenir esta situação, mas o Governo não quis. É que 95% dessas empresas efectuaram a deslocalização durante os 6 anos de governo PS!

Aliás, e para continuar o registo cómico do principal partido da oposição, é vê-los insurgirem-se contra a suposta ligação de alguns membros da bancada do PSD à maçonaria. Sim, o PS tem todo o direito de ficar indignado porque fizeram um inquérito na sua própria bancada e conseguiram descobrir deputados PS que não são “maçons”! Não eram muitos, mas descobriram alguns. E só uma pessoa mal intencionada poderia insinuar ligações entre os históricos do PS e a maçonaria.

Vão por mim, ainda vamos ver o insigne Ricardo Rodrigues, colérico e revoltado, a acusar membros da bancada do PSD de andarem a “gamar” gravadores aos jornalistas.

 

 

Parabéns

 

Nascido a 28 de Dezembro de 1937, Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa tornou-se Presidente do FC Porto em Abril de 1982. Nestes últimos 29 anos, e sob a sua presidência, o FC Porto tornou-se num dos maiores clubes mundiais.

Num Norte perdido nas suas próprias culpas, Pinto da Costa e o seu (nosso) FC Porto são a excepção no que deveria ser a regra.

E num País que experimenta tantas dificuldades, eles são o exemplo da vitória no meio das maiores adversidades.

Como disse??????

RTP – BOM DIA PORTUGAL – 2011.12.27

Greves

Confesso que nunca fui simpatizante de greves. Nunca aceitei muito bem o poder negocial que se funda na capacidade de causar prejuízos. Nunca compreendi como podem os sindicatos vangloriarem-se de uma qualquer greve ter sido uma vitória quando esse triunfo se mede pela proporção do dano causado. E pior, não compreendo e não aceito quando esse dano é causado directamente à população em geral. Neste tipo de greves quem sofre não é o Conselho de Administração ou a Entidade Patronal que se quer antagonizar, mas o Povo.

Mais incompreensível é o facto de alguns objectivos que se pretendem alcançar com as greves serem, no mínimo, ilegítimos. Neste caso da CP, tentar através de uma acção de força sindical alterar o resultado de processos disciplinares que são pendências que, obviamente, devem ser decididas em sede disciplinar e eventualmente em sede judicial, constitui uma pressão inadmissível. A lei proíbe, manifestamente, qualquer tipo de coacção sobre quem tem o poder de julgar.

Nesta altura do campeonato em que todos devemos estar preocupados com o aumento da produtividade nacional, esta greve da CP é como ter no barco um “gajo” a remar para trás, de propósito e todo contente.

Ora uma greve que é feita durante toda a quadra natalícia e que impede as pessoas de viajarem de comboio e em muitos, mas mesmo muitos, casos vai impossibilitar aquela que é, por excelência, a oportunidade anual de estar com toda a Família, é asqueroso.

O meu primeiro desejo para 2012 é que depois de se ter vendido parte da EDP aos chineses, se venda a CP à Coreia do Norte (por mim até pode ser dada)!

Bambúrrios

1.- Acertar na combinação do Euromilhões;

2.- Ter emprestado dinheiro ao Steve Jobs ou ao Bill Gates para eles abrirem as suas empresas;

3.- Ter lá em casa um “quadrozito” esquisito que pertencia à Sogra e que se vem a descobrir que foi pintado pelo Picasso;

4.- Ir a Campanhã apanhar o comboio e não ser dia de greve na CP.

Não à Greve Geral

Um Amigo meu contou-me uma história interessante: o seu Filho padecia de uma doença que apesar de não ser muito grave, o obrigava a fazer uma medicamentação que, comprovadamente, tinha um sabor terrivelmente mau. Sempre que a criança tinha de tomar o remédio, protestava ruidosa e energicamente. Normalmente, tentava recusar-se a fazer a medicamentação e ameaçava que, se o obrigassem, deixava de estudar, de fazer os trabalhos de casa ou de ir à escola. O Pai, tranquilamente, lá lhe explicou que o remédio era imprescindível porque se a criança não o tomasse o seu estado pioraria imenso e, no limite, poderia, mesmo, morrer. Também lhe explicou que já tinha falado com vários bons médicos e que não havia qualquer outro medicamento que o pudesse curar. E também lhe explicou que se deixasse de estudar, o primeiro prejudicado seria ele próprio. A criança que só tinha 10 anos, conseguiu compreender.

Não à Greve Geral

E se fossem à m…

Hoje de tarde, entre as 14.30 e as 17.30, não houve, em Lisboa, ligações fluviais no Tejo.

Porquê?

Porque os Trabalhadores estavam reunidos em plenário para decidirem o que vão fazer.

Segundo a TVI, as pessoas desesperaram pelo transporte que não havia.

Ao ver a reportagem, tentei, mas a sério que tentei mesmo, descobrir entre as caras indignadas que protestavam, o rosto de Ricardo Salgado ou de Américo Amorim. Não consegui. Eram só pessoas simples com aspecto de quem precisava do barco para ir para o trabalho ou para voltar para casa.

Por isso, e porque se começa a perceber que para além das reclamações legítimas de quem sofre e vai sofrer na pele a austeridade, subsiste um paradigma sindical, perverso, hipócrita e egoísta, que se marimba nos próprios Trabalhadores e no País, gostava que os “gajos” da Soflusa e da Transtejo que pararam os barcos para se reunirem, fossem à MERDA!