E se a OMS proibisse o traque?

Entende a OMS quanto aos cigarros electrónicos que o seu consumo em espaços públicos fechados deve ser proibido “a menos que seja provado que esse vapor exalado não é perigoso para quem está mais próximo”.

A OMS sabe que tal vapor, além de água, contêm nicotina. Também sabe que a nicotina não é cancerígena, e que ao contrário do cigarro de tabaco a quantidade consumida é mínima, e mínima das mínimas a parte que pode ficar num espaço fechado onde caibam várias pessoas, sendo impossível afectar o sistema cardíaco do próximo, esse sim, o preço pago por quem o consome.

Mas a OMS tem duas certezas: a pressão da indústria tabaqueira e a obsessão compulsiva contra tudo o que possa dar prazer, esse vício tenebroso.

Aguardo que proíba a flatulência, em espaços abertos ou fechados. Pelo seu impacto ambiental, azoto e metano já para não falar do risco de incêndio, até que me provem o contrário, também devem fazer mal à saúde de quem inadvertidamente os inala. E o cheiro é geralmente desagradável.

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Os Putos

Pobre, até prova em contrário, é gatuno.

Urinóis: públicos ou privados?

Costumo ir a banhos para sul, mais especificamente para o Algarve. E para além de outros rituais sempre que lá estou, gosto de ir a Vilamoura à noite dar um passeio na marina e comer um gelado. Assim fiz. Como o jantar em casa foi mais regado, e estou a tomar diuréticos, lá tive que ir ao WC da marina, que é privado. Cobram 30 cêntimos para ir à mijinha da ordem.
Mas o que me admirou não foi isso. É que na semana anterior tinha ido a Campanhã buscar um amigo, e ele, apertado como vinha, foi ao WC da estação. Além de estarem um pouco sujos, cobram 50 cêntimos pela dita mijinha.
Claro que há-de haver uma explicação para esta diferença, mas que é estranho, é.

Solidariedade

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Muçulmana protege judia com o seu véu, escondendo a estrela amarela. Autor desconhecido, Saravejo, 1941

Água fria

balde solidario

França: Hollande manda despedir o executivo governamental

depois de duras críticas do ministro da Economia, apoiado pelo também já despedido ministro da Educação. Rajoy e Merkel apoiam a dita «política reformista» e de «rigor orçamental» que o amiguinho de Hollande Manuel Valls pretende prosseguir.

Os hippies da sharia

Carlos Roque

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Ela tem 22 anos, adoptou o nome de Khadijah Dare e é de Lewisham, Londres. Ele acolheu o nome de Abu Bakr e é sueco. São casados, ambos combatem pelo ISIS e vivem com o filho pequeno em Raqqa, a capital do Califado.
O sonho dela é ser a primeira mulher a decapitar um “terrorista” dos EUA ou Reino Unido (como o James Foley, segundo afirma no Twitter).
Convertida durante a adolescência, vive aquilo que chamamos de radicalismo islâmico, que não é, nem mais nem menos, que viver em rigor sob os ditames da Sharia, a Lei Islâmica, mantendo aceso o fogo sagrado da Jihad de a impor a cada ser humano do planeta. E apenas isso.
Para muitos um bicho-de-sete-cabeças, que evoca açoites e chicotadas, apedrejamentos, amputações e execuções, a Sharia, baseada em tradições muito anteriores ao Islão, é, na verdade, uma resposta pragmática, simples e eficaz a muitos males que assolam a sociedade ocidental.
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Dizem que é o melhor do mundo…

Grande movimento ofensivo da marca CR7…

Dizem que é um governo liberal – II

-Marques Mendes afirmou que o  governo mais liberal de sempre irá discutir em Conselho de Ministros a subida do IVA para 24%, taxa máxima. Segundo o alcoviteiro comentador político, a medida prende-se com a necessidade de financiar o descontrolo na despesa. Isto faz todo o sentido num governo que dizem liberal. Nem imagino como seria Portugal governado por socialistas…

E tudo o BES levou – até as elites, diz Cadilhe

José Xavier Ezequiel
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Mesmo os media ‘sérios’ não conseguem desdenhar a oportunidade de, todos os anos por esta altura, alinharem na parvoíce do ano. Sendo que este Verão, até ver, o que está a dar são as banhocas dágua fria. Mesmo que a maioria dos consumidores da silly season não faça a mais pequena ideia do que é a esclerose múltipla. Ou se isso e a banhoca têm mesmo alguma coisa a ver uma com a outra.

Em contrapartida, o Económico resolveu convidar dois (relativamente) velhos marretas, do tempo em que o jornal ganhou nome, e pô-los a entrevistar, como deve ser, alguns dos cromos do tempo em que Portugal ainda parecia ter futuro.

Quinta-feira, 21 dagosto, foi a vez do ‘controverso’ ex-ministro das finanças do cavaquismo, Miguel Cadilhe. Entre outras frases a dar para o floreado-histórico-auto-indulgente, é muito interessante vê-lo afirmar que:

“Portugal está de luto e a elite está posta em causa com o fim do BES.”

Qual elite, caro Miguel Cadilhe?

Aquela que Salazar nos deixou, e que o cavaquismo se apressou a recuperar, feita de nomes tão sonantes como os Espírito Santo, esses que agora se afundam na ignomínia da pirosíssima fraude novo-rica?

Ou à elite nova-rica-propriamente-dita, aquela que Miguel Cadilhe ajudou a construir durante o advento do cavaquismo e dos BCP’s e dos BPN’s e da hoje pouco lembrada Caixa Económica Faialense?

Se é a alguma destas que Miguel Cadilhe se refere, não vejo aqui elites dignas desse nome. E isso, na verdade, explica muito do Portugal que não temos.

Trabalha, cliente

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Portugal Litoral, Agosto de 2014, foto jjc.

Henrique Raposo nos algarvios: porrada por encomenda?

Quem percebe de Educação? Os gestores, claro! (3)

Carlos Guimarães Pinto (CGP), apesar de se ter sentido ofendido com as minhas críticas, ainda se deu, generosamente, ao trabalho de contestar um outro texto meu.

Nesse seu sofrido comentário, continua a não responder a nenhuma das perguntas que lhe coloquei em qualquer um dos textos anteriores e faz deduções que são, no mínimo, cómicas.

Desta vez, vem armado até aos dentes com gráficos que, no seu entender, são suficientes para explicar a realidade, gráficos cujos dados, aliás, dependem da informação transmitida pelos governos, que, como se sabe, são entidades absolutamente competentes, impolutas e desinteressadas.

Em primeiro lugar, continua a não resistir ao fascínio do “rácio” professor-alunos, “rácio” esse que é suficiente para concluir que há professores a mais. É claro que, mais uma vez, CGP não explica, por exemplo, de que modo são contabilizados os professores. No entanto, a decisão de contratar mais ou menos professores não se pode limitar à comparação com outros países, mas, para compreender isso, lá está!, CGP teria de estudar mais. Ou melhor: teria de estudar.

Depois, atira mais umas tiradas, declarando, por exemplo, que os professores passam pouco tempo nas escolas a desempenhar outras funções para além das docentes, (como se fosse possível saber isso com base nos dados que utiliza), que os professores ganham mais do que alguém com as mesmas habilitações (o que não é o mesmo que dizer que os professores ganham bem) ou que os professores não andam a perder poder de compra. [Read more…]

Estudos fiscais

impostos

Polícia, mentiras e bordeis televisivos

Os inimigos das redes sociais, basicamente analfabetos envergonhados e malta que não gosta de convívio, proclamam entre os males das mesmas que o virtual é uma treta, um perigo e uma ilusão, ao vivo e olhos nos olhos é que é bom.
Ora parece que o pessoal adolescente decidiu dar-lhes ouvidos, e vai daí organizam-se em encontros de conhecidos virtuais, a que chamam meets (que saudades do velho meeting revolucionário, um anglicismo cuja origem nunca entendi).
Num desses encontros, e entre 600 presentes, dois micro-grupos envolveram-se à porrada, e duas garinas cometeram um assalto, perfeita rotina num centro comercial de grande dimensão, logo é chamada a autoridade, esta, a precisar de treinos, veio em força e desata à bordoada, pelo menos uma grávida e tudo. [Read more…]

Governo cria Lei da Corrupção Privada

O Conselho de Ministros aprovou recentemente uma actualização à Lei da Cópia Privada, tendo também já na calha uma outra lei, forjada com nos mesmos moldes desta, como forma de combater a corrupção.

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Música da semana – VI

Continuando a explorar o inesgotável filão de boa música da escandinávia, esta semana escolho Agnes Obel.

Ritual Transdisco


Pop Dell’Arte, do disco Contra Mundum (2010).

Com a lei da cópia privada…

…os cadernos dos alunos passarão a pagar mais alguma taxa?

Cópia privada

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Abriu a época da caça

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Abriu a época de caça. Aos patos, aos coelhos, às rolas, aos pombos e mesmo a alguns animais em vias de extinção, como os funcionários públicos.
“Estes calendários, têm como objectivo indicar aos caçadores quais as espécies que podem ser capturadas, o período em que a caça pode ser exercida, o número de peças que podem ser abatidas e os locais onde a caça é permitida”, dizem os jornais. Confere. De resto, quanto às espécies classificáveis como “funcionários públicos”, raramente os períodos de defeso são respeitados, sendo frequente a caça furtiva. Mas agora é oficial. [Read more…]

Postcards from the Balkans #17

To sam ja (this is I)* ou tudo está ligado

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Este é o último postal desta viagem. Não vale a pena falar da nostalgia que sinto já. Já o disse ontem. De acabar esta viagem onde aprendi, como sempre, tantas coisas, mas sobretudo continuei a aprendizagem do que sou. E o que sou é isto. Esta mulher que aprende sempre, que nunca deixará de o fazer. Esta pessoa que caminha pelas ruas em cidades estranhas – algumas onde seguramente nunca mais voltará – e se sente também ela estranha. Isto sou eu. «To sam ja». «This is I». E isto que sou é tantas coisas que, mesmo que quisesse, jamais saberia por onde começar. Isto sou eu. Esta pessoa que perde e ganha oportunidades. Esta pessoa que vê tudo muito bem e escreve postais para si mesma, para a lembrança amanhã, para a memória que há-de vir nos dias longos do futuro. [Read more…]

Chamam-lhe a nova lei da cópia privada, eu chamo-lhe a lei da extorsão (acho que faz mais sentido)

Caros senhores do Governo, da SPA, Agecop e afins, posso fazer-vos umas perguntas?

Sempre me disseram que perguntar não ofende, por isso desde muito cedo comecei a fazer perguntas. Um vício que ainda não perdi. Hoje, os senhores do Conselho de Ministros aprovaram uma nova lei, uma nova versão da lei da cópia privada. Mexe com direitos de autor e, acima de tudo, mexe com o dinheiro de todos os cidadãos.

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As sacanices

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Aprovar leis em Conselho de Ministros em pleno Agosto é, já de si, sinal de má fé por parte do governo. Fazê-lo para uma lei repescada e que não tem urgência alguma que impedisse a respectiva apresentação daqui a 15 dias é sacanice. E assistir a uma pseudo-reportagem na SIC de 1 minuto e picos, depois de dezenas de minutos sobre uma botija de gás que rebentou e onde nem os aspectos polémicos são abordados, é a cereja no topo das sacanices. [Read more…]

Albufeira, Agosto 2014

Proibido © Célia Amado

Postcards from the Balkans #16

A chuva em Zagreb, como se fosse outono. Tavez seja outono. Há um gato preto à entrada da Galeria de Arte Moderna. Quem me dera que a minha vida fosse apenas isto…

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Quem me dera que a minha vida fosse apenas isto. Reparar nos gatos. Neste gato preto à entrada da Galeria de Arte Moderna, alheio a quem passa, naquela posição tão tipíca dos gatos, aquela que todos sabemos desenhar desde pequenos. Um gato de costas. Coisa tão simples. Quem me dera que a minha vida fosse apenas isto, repito plagiando mais ou menos o mais simples dos heterónimos de Pessoa. Embora ele não falasse de gatos. Mas falo eu. Quem me dera que minha vida fosse apenas isto… reparar nos gatos em museus, nas cidades alheias, com se fosse próprio dos gatos estarem sossegados nos museus e de mim reparar neles. Para existir deve ser preciso pouco mais, estou segura. [Read more…]

Postcards from the Balkans #15

Das cores de Zagreb, dos homens bonitos de pedra ou bronze e de como, ainda assim, tenho saudades de Sarajevo.

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Zagreb é uma cidade calma. Como já disse há poucos turistas e, sendo agosto, mesmo que os locais sejam em maior número que os forasteiros, a cidade está relativamente despejada de gente. Que contraste (magnífico) com Split cheia de italianos e americanos. Que contraste com a BiH, a terra onde o este encontra o oeste, a terra das mil casas de deus. Zagreb é, assim, uma cidade calma onde domina a casa do deus dos católicos. Tal como os outros países da antiga Jugoslávia também a Croácia foi palco de conflitos nos anos 90 que destruiram alguns monumentos e causaram mortos e feridos. Porém as consequências não foram tão desastrosas como na BiH, nem material nem culturalmente. Ao contrário da BiH, não encontramos aqui ruínas nem destroços da guerra. Tudo está arranjado, limpo e ordenado. [Read more…]

Ligue Já 760 10 20 30!


“(…) desde que o seu dealer tenha um terminal multibanco, pode comprar droga!
Já viu… se não é uma coisa maravilhosa?
Esses mil euros vão-lhe dar muito jeito, de certeza, ao fim do dia”.
É p’ra loucura…

19 Agosto – Dia Mundial da Fotografia

Paulo Abrantes
Bayard

Se pudesse contar a história com palavras, não precisava de arrastar comigo uma máquina fotográfica.

Lewis Hine

A fotografia foi inventada para servir as artes e a ciência como um Janus de duas caras; marcada pela ambiguidade, nasceu como ciência e cresceu como arte. Talbot tinha uma frustrante negação para o desenho, e por isso se entregou devotadamente à pesquisa de um processo fotogénico permanente; a luz, esse «lápis da natureza», seria o substituto da sua mão desajeitada. Mas uma vez inventada, a fotografia foi logo posta por Talbot ao serviço das causas técnicas, por exemplo auxiliar na decifração de textos cuneiformes do British Museum, em que estava envolvido.
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Dia Mundial da Fotografia

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É hoje. Honra aos pioneiros da imagem fotográfica como Emílio Biel, sem cujo trabalho seria difícil, por exemplo, imaginar o vale do Douro e a foz do Tua em finais do séc. XIX.