E ainda vai no adro

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Manifestações, críticas construtivas e propostas concretas

manifestaçomUm dos tiques habituais do político que está no poder ou de quem o defende reside em criticar os críticos, afirmando que só criticam por criticar, que não fazem “críticas construtivas” ou que não têm “propostas concretas”. A cor do partido que esteja, circunstancialmente, no governo é irrelevante: a crítica só serve para ser desvalorizada.

Sobre a manifestação de ontem já ouvi e li opiniões deste género, mesmo quando, a contragosto, reconhecem que algo está mal. [Read more…]

Assim se perde o respeito por um jornal

Há notícias e opinião. Há notícias sobre opiniões e opiniões sobre notícias. Cada qual tem o seu lugar e não se misturam, sob pena de se perder o respeito por quem o faz.

Terreiro do Paço, onde não cabem 180 mil, ficou por encher

Este artigo do Público, um misto de notícia com o spin do número de pessoas por metro quadrado, é a machadada na credibilidade de qualquer jornal.

1984

Adaptação da obra de George Orwell por Michael Radford. Ficha IMDB. Legendado em português.

Leitura   imprescendível

A crise europeia explicada em dois gráficos.

É a Economia, Estúpido!

camilo_lourencoUma análise que até o Camilo percebe!

Diz Passos Coelho, acompanhado pelo Coro de vozes dos principais responsáveis Europeus, que “o que está a acontecer em Portugal é consequência do que se passa na Europa”. É na diminuição do crescimento das exportações que o Governo encontra a tíbia explicação que dá para o fracasso das suas políticas.

Mas, não seria este abrandamento previsível? Era! Mais que previsível era mesmo uma consequência inevitável e uma “tragédia anunciada”. Senão vejamos:

O Plano (em Teoria) [Read more…]

A frase

Engulam em seco, o medo mudou de lado.

Ricardo M Santos no Facebook

E assim se saiu à rua para dizer “não”

Chegar à Praça D. João I, vindo da Rua do Bonjardim, vendo quem já lá chegou e quem passa:

1

Olhando quem desce a Rua Passos Manuel:

3

Tomando a Rua Passos Manuel, em direcção à Avenida dos Aliados: [Read more…]

Em Coimbra acabou assim

Moção popular de censura ao governo, e a Grândola cantada por quem mais ordena.

Texto da Moção: [Read more…]

Indignados contra a manifestação

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=tV4io-BK4Ls]

Participei na manifestação de Lisboa, com a minha mulher. Não somos ambos participantes assíduos e permanentes em manifestações. A última em que tínhamos estado foi a de 15 de Setembro. Antes, apenas eu, estive entre os manifestantes de 12 de Março de 2011.

As notícias, respeitantes ao número de aderentes, em certos casos, causam-me vómitos. Com imagens, e quem estudou comunicação sabe que  usando até a mesma imagem é possível transmitir diferentes perspectivas do acontecimento fotografado ou filmado; em ambos os casos por se tratarem de variáveis igualmente definidas em função do momento, tempo, em que se colhem as imagens.

A SIC ontem realizou um mau serviço. Captou imagens do Terreiro do Paço com a luz do dia, dado o horário estabelecido para o helicóptero. Fê-lo muito antes daquela praça encher, ao ponto de ignorar os muitos manifestantes que percorriam as Ruas do Ouro (principalmente esta), Augusta, havendo também gente, a maioria de idade, que se ficou pelos Restauradores e Rossio.

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Os aldrabões em processo de negação

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E contudo ela move-se, a terra e a multidão. Calcular o número de manifestantes com base no metro quadrado, que é imóvel, ou é ignorância de quem nunca esteve numa manifestação (e boa parte dos que criticam o 2 de Março estiveram no 12 de Março de 2011) ou pura aldrabice.

Vou mais para a segunda hipótese, digna de quem continua a debitar mentiras sobre a economia portuguesa, desde o célebre “chamámos a troika porque não havia dinheiro para pagar os salários e as reformas” (quando o que não havia, nem há, é dinheiro para pagar os juros da dívida que dispararam por via de um ataque concertado das agências de ranking) ao”temos professores a mais“. [Read more…]

Perceber os sinais

Ontem Portugal gritou.

Desta vez não foi um silêncio ensurdecedor.

Ontem, no Porto, em Braga, em Vila Real, em Coimbra, em Faro, Portimão, Castelo Branco, Évora, Lisboa e outras mais, os portugueses e as portuguesas desceram ruas e juntaram-se nas suas praças.

Para muitos comentadores e outros tantos desconhecedores da realidade em que Portugal e os portugueses mergulharam, foi uma manifestação contra a troika, o Governo e o Presidente da República.  Não foi tão redutor.

Os portugueses foram para a rua pelo desespero em que estão mergulhados. Vidas interrompidas. Os mais velhos por se verem espoliados de parte substancial da sua reforma a que tinham e continuam a ter direito. Os mais jovens por se terem apercebido de que não passou de uma miragem a oportunidade que lhes foi vendida pelo canudo obtido. A geração da minha irmã pela angústia de não saberem que futuro dar aos filhos e como sustentar o dia a dia. As crianças pelo desespero que sentem nos olhares dos seus progenitores. Os pequenos e médios empresários por estarem em pânico perante o esbulho fiscal que lhes retira qualquer esperança de recuperação. A minha geração por não saber, na realidade, se fica ou parte.

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Um milhão onde não cabem 300 mil

?????????????????????????????????2 de Março de 2013

Não fui, nem nunca iria a uma manifestação como esta que se verificou ontem, apesar de saber que poucas coisas, nos dias de hoje, andam razoavelmente bem no nosso País. Não encontro nos organizadores e apoiantes, no slogan simplista “que se lixe a troika”, e no entoar da “Grândola” em tudo quanto é canto e esquina ou acontecimento político em que intervenham ministros, qualquer vislumbre de pensamento positivo ou de propostas alternativas que sejam viáveis.

No entanto, este 2 de Março foi um marco, um aviso sério, um grito lancinante, feitos do desespero de alguns (muitos) e do oportunismo de muitos (demasiados).

Neste 2 de Março as gentes vieram para a rua não só para gritar contra a troica, não só para gritar contra Gaspar ou Álvaro, mas especialmente para avisar seriamente Passos Coelho do desespero que as consome.

Neste 2 de Março, o governo, melhor dito, o nosso Primeiro Ministro, tem de perceber que o povo está descontente, que não foi neste Gaspar duro e aparentemente insensível  que o povo votou e que o desespero pode provocar um ainda maior descalabro social. [Read more…]

Uma novidade aqui ao lado.

Uma boa cobertura do 2 de Março

Isto sim, é agregar informação .

Vaselina

Aos queridos comentadores que andaram por aqui esta tarde: doeu? Olha que chatice …

Grândola Vila Morena

Aqui numa arrepiante versão do Vítor Rua. Também pode cantar em casa.

Hoje…

…muitos amigos meus vão “para a rua contra a troika”. Que tudo corra bem, sem violência. Com Liberdade. Sempre.

Ainda não é desta que vou convosco. Um abraço!

Salgueiro nas matas

tmp_JS8825590875705829611Se uma instituição precisa de alguém para limpar uma mata é porque há um trabalho para fazer. Se há um trabalho para fazer, num país civilizado, há um emprego para oferecer, incluindo salário, descontos, direitos, deveres, enfim, respeitando-se o empregador e o empregado, como é próprio de um mercado laboral de um país civilizado. [Read more…]

É isto

Um grande texto do Samuel.

Vamos soltar a Grândola

grandola
Vou ali demitir um governo e já volto.

Somos Grândola

Até já.

O Santo

[youtube http://youtu.be/mhgW6U_CsDA]

Um idiota inútil

João Salgueiro, vai varrer as ruas, tá?

Quando é que um mais um dá 1?

Esta foi a pergunta que o mais pequeno me fez ontem quando entrou no carro depois das aulas.nos

Confesso que só a resposta dele fez luz perante a minha ignorância.

As gotas de água – uma mais uma…

É, talvez, a metáfora perfeita para o dia de hoje. Não vou por mais ninguém – vou por mim! Pelo meu futuro.

Serei apenas mais uma gotinha, que junto de outras, formarão uma gota maior, uma MARÉ tão grande que não será possível a Relvas, a Gaspar e a Portas passarem entre os seus pingos.

Não vou, não vamos por modas, por ter sido convocado ou porque vai toda a gente!

Vou por mim!

Vou porque defendo a Segurança Social, a Educação e a Saúde na esfera do Estado, para todos e de qualidade. Simples, não?

É isso que vou afirmar mais logo!

Eu vou fazer a minha parte!

Espero que faças a tua!

Expira hoje

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© Pedro Cancela 2013
Lisboa, Amoreiras

Uma Geração Equivocada

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Ainda há poucos meses alguns “estudantes” se manifestavam e indignavam porque a Reitoria da UM proibira certas praxes dentro do campus de Gualtar. E nos fora da especialidade, os adolescentes mostravam-se muito descontentes. E insultavam quem deles discordava.
Perguntei se se manifestariam quando, lá para fevereiro, houvesse colegas a desistir das aulas pelo não pagamento atempado das bolsas de estudo.
Não me responderam. E ainda não me convidaram para uma manif solidária
Geração na merda!

A morte dos portugueses

«Nunca uma situação se desenhou assim para o povo português: não ter futuro, não ter perspectivas de vida social, cultural, económica, e não ter passado porque nem as competências nem a experiência adquiridas contam já para construir uma vida.(…) O poder destrói o presente individual e colectivo de duas maneiras: sobrecarregando o sujeito de trabalho, de tarefas inadiáveis, preenchendo totalmente o tempo diário com obrigações laborais; ou retirando-lhe todo o trabalho (…) O português foi expulso do seu próprio espaço continuando, paradoxalmente, a ocupá-lo. Como um zombie: deixei de ter substância, vida, estou no limite das minhas forças – em vias de me transformar num ser espectral. Sou dois: o que cumpre as ordens automaticamente e o que busca ainda uma réstia de vida para os seus, para os filhos, para si. (…)

Este Governo transforma-nos em espantalhos, humilha-nos, paralisa-nos, desapropria-nos do nosso poder de acção. É este que devemos, antes de tudo, recuperar, se queremos conquistar a nossa potência própria e o nosso país.» José Gil na revista Visão

2 de Março

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Não te esqueças de ficar em casa

Fica em casa, pá.  Eu sei, isto não vai lá com manifestações, pá.  Só à bomba pá, com a malta toda a cercar S. Bento. Fica em casa, é onde a tua garganta fica bem.

E tu, fica em casa. Continua com medo. Esconde-te debaixo da cama.  O medo não te dá asas, dá-te pior ainda, vais ter tudo aquilo de que tens medo, uma boa razão para que fiques em casa, à espera que venha.

Fica em casa. Não queiras saber da política. Ela continua a entrar-te por baixo da porta, mas em casa é que estás bem. Em casa podes não ter pão, mas queres lá saber, os outros que decidam da tua miséria.

Fica em casa. E não te esqueças de repetir amanhã que estás farto desta merda toda, isto não pode continuar assim, cambada de gatunos, mas repete apenas em casa, para que ninguém te ouça, o governo é para ti uma coisa de estranhos. Não aprendas a democracia que não vale a pena.