Nem com um GPS isto se resolve.
Roubado no Facebook.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
“Menina prenda o seu melro / Que me vai à minha horta. / Esgaravata-me os tomates / À procura da minhoca”
Confesso que é o título mais foleiro que consegui arranjar. E, para isso, ouvi toda a pimbalhada epocal, da Ana Malhoa ao Álvaro dos Santos Pereira, da Assunção Cristas ao Quim Barreiros. Li e reli o Barcelos Popular. Da prosa miraculosa da Olga Costa (ó menina, 70 mil pessoas na Sra. da Aparecida nem Cristo no seu melhor aquando da multiplicação dos pães!) à literariedade jucunda dos escritos festivaleiros do Pedro Granja. Fui mais longe ainda. Esmiucei a mistela analítica e conselheiral de João Albuquerque e descobri que o engenheiro-cronista conseguiu parir uma “originalidade” doravante consagrada, estou certo, em todos os livros de citações. Assim: “todos os cidadãos devem assumir os seus plenos direitos e deveres.” [Read more…]
Qual Plano de Emergência Social, qual quê, quem os manda ser pobres?
Anda por aí uma grande trapalhada: Roberto foi vendido ao falido Saragoça? por quanto? parece a “venda” do BPN. Entretanto a felicidade reina nas hostes benfiquistas:
Roubado ao Nelson Louro Alves no Google+, que começa a servir para alguma coisa.
… não viram o “desvio colossal”.
(Por Fernando Saraiva)
Não conheço acessório humano mais ridículo e inútil que a gravata. Hoje em dia abundam os velhos piercings e multiplicam-se as tatuagens (a proibição medieval, pela igreja do costume, foi esquecida), mas nada se compara a um adereço masculino tão enfemeninado.
É curioso que se formos à wikipédia encontramos uma tentativa muito britânica de aldrabar a História, contando a velha lenda de que a gravata tem origem nos soldados croatas e seu lencinho à volta do pescoço, esquecendo-se que nem gravata sabem dizer. Explicação etimologicamente possível, quanto às origens do seu uso a versão francesa é bem mais pragmática e sabe bem do que fala; disto por exemplo:
Pelo menos a partir do séc XVII fez parte das mariquices com que se embelezavam os homens da aristocracia, numa época em que a bem dizer apenas as saias os distinguiam, na indumentária, das também mui adornadas mulheres.
Deixando de lado o meu mau humor quando se passa pelo barroco, a gravata foi evoluindo e transformou-se no séc. XX numa peça obrigatória a que estavam condenados os funcionários públicos, de colarinho bem apertado, não fosse ver-se a maçã de adão, com tudo o que de pecado original daí se pudesse sugerir. É escusado fazer trocadilhos com uma das palavras com que os gauleses designam o que separa a cabeça do tronco.
Pensava eu, ingenuamente, que tinha passado o tempo em que me podia gabar de nunca tertido tão abjecto trapo rodeando o meu pescoço, substituída pela camisola de gola alta em momentos mais complicados como a defesa de uma dissertação académica e defendendo-me sempre com os padres, que não se engravatam de modo algum mais que não seja porque sabem umas coisas de história, quando descubro agora por via de uma libertação, numa assumpção bem cristã e ponderada por motivos energéticos, que o pessoal nos ministérios ainda anda obrigado ao seu porte. [Read more…]
Pelo traço de Fernando Saraiva.
No BE fala-se em renovação. Não sei se falam de idades ou de imagem. Seja como for a pessoa que recomendo não tem idade e tem a imagem sempre renovada. E é trotskista, já o era nos tempos do salazarismo:
Foi então que percebi que o mundo não era um conto de fadas, e que não havia liberdade. Lia Marx e Trotsky, os meus amigos eram maoistas. Eu sempre fui mais trotskista…
Além disso tem a experiência da luta de classes vivida na pele…
Nunca sentiu que podia estar a ser usada?
Senti. Na maior parte das vezes, usada, abusada e deitada fora.
… a ponto de ter de usar roupas emprestadas…
Fica com as roupas ou tem de devolver?
Claro que tenho de devolver. Agora vou lá devolver o vestido que usei esta manhã. Por isso é que estava cheia de medo de o estragar nas fotografias.
… foi vítima de machismo…
O meu ex-marido não me deixava trabalhar [Read more…]
Nos últimos tempos temos assistido aos apetites gastronómicos do Mercado, os quais se tem manifestado em parangonas como “Dívida: no primeiro leilão pós-PEC a procura superou a oferta” (i), “Leilão de dívida pública teve grande procura e juros a dez anos em baixa ligeira “ (Público) ou ainda “Dívida portuguesa com forte procura” (DN).
Apetites não se discutem e cada qual come o que bem entende mas, com um apetite assim voraz, sempre pensei que o Mercado acabasse por comer algum veado, não destes mas daqueles que a Câmara da Nazaré tinha posto à venda. É certo que pagar a pronto, ter alvará da Autoridade Florestal Nacional e possuir um documento atestando que o comprador teria condições para abrigar os veados é capaz de ter afastado um ou outro interessado. Mas não terão sido estas simples e universais condicionantes que terão impedido o Mercado de se satisfazer com estes belos cervídeos, sendo antes o seu gosto por lixo a determinante condicionante para esta ausência.
Mercado não quer veado, está visto, o que torna oportuno lembrar aquela velhinha anedota do Bocage quando ele entra no comboio e pergunta “- Um par de cornos, quem precisa?” e, perante a ausência de resposta, deixa sair entre dentes “- Está tudo servido”.

Moody’s cortou rating da Irlanda para “lixo”

PS assinala que “redução das desigualdades” foi constante desde 2005
Os exemplos até, por acaso ou não, corroboraram a tese. Um empregado de balcão num banco conseguiu chegar a administrador. Um vendedor Avon subiu até a administrador dos CTT mesmo sem licenciatura. Outro foi vogal, também nos CTT, apenas com a frequência do 3º ano de um curso de Contabilidade e Administração. Depois há aquele Dragão de Ouro que, de funcionário do Banco Cetelem, chegou a Administrador executivo da “holding” Portugal Telecom e a Administrador Não-Executivo da Tagus Park. Isto apesar daqueles que já estavam bem e, por isso, não puderam melhorar assim tanto. Mas enfim, não pode ser só aspectos positivos…
Desde 2005 houve muitas desigualdades reduzidas. Infelizmente o anterior governo não esteve lá tempo suficiente para que chegasse a vez a todos.
Tenho ouvido cobras e lagartos por causa da Moody´s ter classificado a dívida portuguesa como lixo mas acho que estão todos errados e não vislumbram o bem que empresa fez à nação. Em primeiro lugar, o lixo deita-se fora ou recicla-se, levando a que algo incomodo deixe de chatear, ou até seja transformado em algo útil. Temos assim legitimidade para fazer desaparecer o buraco das nossas contas, algo que os governos anteriores procuraram fazer com os habituais truques de contabilidade mas sem que lhes fosse reconhecida legitimidade para tal. Agora, se um estrangeiro nos diz que podemos chapar fora este lixo, então é porque tal se pode de facto fazer.
Em segundo lugar, todos nós sabemos que quanto mais alto se está, maior será a queda. Ora bem, em Fevereiro (sim, há cinco meses apenas) o nosso governo fartou-se de gabar o excelente estado das contas públicas, que até tinham um excedente orçamental, e foi o que se viu. Sempre a piorarmos, sempre em queda. Agora a Moody´s veio dizer que estamos no lixo, que batemos no fundo, pelo que, a partir daqui, será sempre a subir. Só boas notícias para animar esses medrosos dos mercados, da bolsa e dos investidores.
Vá, agradeçam a quem nos ajuda, vá lá.
As crianças, vêem, ouvem e calam, especialmente em dias como estes, em que tudo está a mudar e nós devemos seguir essas pegadas para ultrapassar a miséria.
A criança fala, mas não entende do mundo dos mais velhos, menos ainda de finanças, acordos partidários e convénios políticos e sindicais. [Read more…]
Segundo Passos Coelho veremos no Natal o respectivo subsídio cortado a meio. A minha maior preocupação é que Natal é quando o homem quiser.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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