… terá tempo para ligar ao pai?
O presidente de alguns portugueses

A decisão de Cavaco é aceitável. Encarregar de formar Governo o líder do Partido mais votado, mesmo que não se concorde, é uma solução normal.
O discurso, esse, é completamente inaceitável. O presidente da República de todos os portugueses faria este discurso. Mas Cavaco nunca foi o presidente de todos os portugueses e, como tal, entendeu que seria o momento mais adequado para atacar selvaticamente uma parte do eleitorado que, apesar de tudo, representa 20% dos portugueses que votaram. Não lhe bastava dizer que dava posse a Passos Coelho porque a Coligação teve mais votos, era-lhe necessário demonizar o Bloco de Esquerda e o PCP e entrar num registo de «líder de facção» que chega a apelar à rebelião de deputados eleitos. Esquecendo-se que aqueles que não votaram nele são tão portugueses como os seus portugueses.
Se eu fosse deputado socialista e estivesse tentado a deixar passar o Programa do Governo PSD, ontem tinha mudado de opinião.
Nos últimos anos, Cavaco andou a encher a boca de bolo-rei e de estabilidade. Engoliu um e outro com a mesma convicção. Vê-se agora, ao preferir dar posse a um Governo minoritário e ao humilhar uma franja importante do eleitorado, o que ele pensa da estabilidade. Pensa, obviamente, aquilo que der mais jeito aos seus portugueses.
Seja como for, os dados estão lançados e, agora, chegou a hora da Esquerda. PS, Bloco e PCP devem votar contra o Programa de Governo sem qualquer hesitação. Mais: devem apresentar uma alternativa maioritária sólida que garanta a estabilidade parlamentar e um Programa de Governo que diga, preto no branco, que Portugal não vai sair da NATO nem da Zona Euro, que reconhece o Tratado de Lisboa, o Tratado Orçamental, a União Bancária e o Pacto de Estabilidade e Crescimento.
Só para ver quais os argumentos que Cavaco vai utilizar a seguir para manter Passos Coelho no poder.
Vamos então falar de trair os eleitores
Passos pergunta a Costa se quer entrar num Governo com a coligação [E]
Ó mãe, aquele menino bateu-me

“Passos sentiu-se gozado” na última reunião com Costa. Não sejas piegas, ó Pedro, que já és crescidinho e até tens um pin na lapela que te dá super poderes.
[imagem]
Touché, encore
quando o passos coelho se uniu ao PCP e ao Bloco para derrubar o sócrates, aí já não falaram em golpe de estado [MCS]
Mestre do corte olha para a sua matéria prima

“Vamos lá ver se não me esqueci de nada”, pensa o mestre.
| Cortes na pensão da velhinha … feito | |
| Corte no complemento solidário da idosa… feito | |
| Aumento das taxas moderadoras… feito | |
| Corte na comparticipação nos medicamentos… feito | |
| Cortes no salário do filho… feito |
As tracking polls, as sondagens, a realidade e o day after.
As tracking polls (tp) que nos tem sido” servidas ao quilo ” pela RTP e pela TVI têm levantado muita polémica. Tanta polémica que o que se tem discutido nesta campanha são estas e não o que foi feito na última legislatura, nem as ideias e propostas para o futuro do país. Estas são mesmo o ruído de fundo que faltava e interessava à coligação PSD / CDS.
As amostras das trackings polls são pequenas mas são dinâmicas, dado que em média a cada 4 dias, a amostra altera-se na sua totalidade. Os inquéritos são efectuados por chamada telefónica, em norma para a rede fixa, que dão origem muitas vezes a resultados enviesados, atendendo a que um número considerável de portugueses não possuem telefone fixo, bem como a grande maioria da população activa está automaticamente excluída dada a hora em que são efectuados a maioria dos inquéritos. Os inquéritos efectuados através de chamada telefónica produzem também elevados níveis de não resposta bem como de pessoas que recusam responder. Por algum motivo as próprias estações televisivas chamam às tracking polls estimativas eleitorais.
Entendo que as tp permitem observar tendências de subida e descida de cada partido e a evolução dos indecisos. Não são instrumento da medição de intenção de voto. Porém são indicadores que não devem ser desprezados e que a evolução dos dados devem ser seguidos com atenção. As sondagens são mais confiáveis porque têm amostras maiores e, por isso, margens de erro mais baixas, por sua vez, as tracking polls tem margens de erro mais altas, muitas vezes a rondar os 5%, consequência da própria forma como são efectuadas.
Aliás a própria legislação obriga as sondagens a cumprir determinadas obrigações legais, porém a mesma é omissa em relação às tracking polls. Logo aqui pode inferir-se que estamos perante trabalhos distintos que poderão levar, no caso das tracking polls, a estudos menos rigorosos. Esta novidade das tracking polls divulgadas diariamente pela comunicação social deveria merecer uma reflexão profunda pela parte da ERC de forma a que estes tipo de estudos de opinião estejam sujeitos no futuro a uma legislação mais apertada.
Três efes

Nossa Senhora, que já nos salvou da esterqueira do Prestige (Portas dixit), foi convocada para a campanha. Mais os velhinhos, as criancinhas, e “a fé nas pessoas”, essas enternecedoras pieguinhas dispostas a dar mais uma oportunidade a quem prometeu e não cumpriu.
Conta o Expresso:
“Tem fé nos resultados?”, pergunta o repórter. Passos agarra a chance e vai ao bolso. Exibe. A cruz. A direita gosta disto.
Dar certo, segundo Passos Coelho

Lembrem-se disto quando os juros deixarem de ser tão baixos como actualmente. Esse dia chegará e com ele virá o 4º resgate. Nessa altura, não sabemos que governo estará a ligar para a troika, mas foi o actual governo que deu o número de telefone. Escrito nas costas de uma factura de austeridade, sem outros resultados que não um país em pior estado do que aquele débil Portugal de 2011. Desculpem qualquercoisinha por estar a estragar a festa.
Tecnoforma: a face (ainda) oculta de Pedro Passos Coelho
(Comeriam estes convivas uns bons robalos nos tempos das jantaradas da JSD?)
Quantos robalos se podem comprar com 5 mil euros por mês durante três anos? Não faço a mínima ideia, tudo dependerá das flutuações no preço desta commodity, algo que me ultrapassa, nunca percebi muito bem os meandros da especulação mercantil. O que eu sei, pelo menos a julgar pelo que a “imprensa” cor-de-rosa regurgitou há uns meses atrás, é que a família Passos Coelho aprecia um bom robalo (e deixa boas gorjetas). Eu também gosto muito de robalos. Armando Vara e Manuel Godinho são connaisseurs. Miguel Relvas será com toda a certeza doutorado em robalologia, bastará para isso que tenha passado, pelo menos uma vez na vida, a 100 metros de uma peixaria. [Read more…]
Passos: nenhum Governo afecta rendimento das pessoas “por prazer”
Exacto. É por opção ideológica.
Passos Coelho: “Não me venham falar de Dias Loureiro”. Não “nacionalizámos o BPN”
Pois não. Só nacionalizou o BES, como agora se comprova ao não conseguir recuperar os empréstimos para salvar o banco. Em todo o caso, não percebo. Não é Dias Loureiro um exemplar empresário?
Votem em mim mas não me chateiem
Primeiro-ministro a um dos lesados do BES:
“Diga às pessoas que estão consigo que percebo que estejam angustiadas com este problema, mas não é por virem a todas as minhas acções de campanha que vão resolver isso”.
Passos quer um cheque em branco
Vejamos. Em vez de discutir o seu programa, falou de Sócrates. Para não prestar contas sobre o seu mandato, falou de Sócrates. Para não ter que ser confrontado com o que fez e com o que vai fazer, fugiu aos debates e entrevistas – ficou claro porquê: ia levar porrada, como levou e falar de Sócrates já cheira a desculpa de quem nada tem para dizer.
Costa, por outro lado, foi incapaz de desmontar os “resultados” (cof cof) de que Passos se gaba. Tem um extenso programa mas falta saber se acabará na mesma gaveta onde enfiaram o socialismo.
Isto tem um nome
Miúfa. Passos Coelho está a repetir a receita da múmia de belém: falar o menos possível. Medricas. Quem não deve, não teme, ó Pedrocas.
Educação Especial: 5 760 professores para 78 763 alunos
Nos últimos anos, o governo tem apontado a baixa da natalidade e a diminuição do número de alunos como razões para o despedimento de cerca de 40000 professores nos últimos quatro anos. Mesmo sabendo que as verdadeiras razões são outras, note-se, ainda assim, a contradição: o número de alunos com necessidades educativas especiais aumentou (mais 70% do que em 2011), enquanto o número de professores da área se manteve o mesmo.
Ainda assim, porque há gente para tudo, poder-se-ia pensar que o número de professores seria suficiente para cobrir as necessidades. A reportagem do Jornal de Notícias de ontem, contudo, mostra que há alunos que, graças à falta de recursos humanos, só têm direito a meia hora de apoio por semana, o que pode ter efeitos devastadores e irremediáveis na recuperação/evolução dos alunos em causa. Nada de novo: temos um governo que não cumpre o dever de contribuir para que os cidadãos mais frágeis sejam ajudados, preferindo a lei da selva à mais elementar humanidade.
Vivemos num mundo em que se exibem números. Juntem-se, então, mais alguns e repitam-se outros: em Portugal, no século XXI, em quarenta anos de democracia, há 5760 professores para 78763 alunos com necessidades educativas especiais, o que leva a que alguns destes tenham apenas meia hora de apoio por semana.
“Os bancos e os Governos não existem para trazer os amigos.”

Passos Coelho dixit. Todos nós acreditámos. (via José Adelino Maltez)
Passos Coelho sob investigação
A notícia foi dada por Paulo Rangel, professor da Universidade de Verão: há “um primeiro-ministro sob investigação.”
Nemo me impune lacessit

Sou um homem de paz. Por isso, sinto-me inquieto. É que ao ouvir o último discurso de Passos Coelho deu-me, subitamente, uma irresistível vontade de o convidar para provar um copo do barril de Amontillado que guardo nas profundezas de uma cave. E declarar-lhe – vocês sabem…- “Nemo me impune lacessit”!
Passus Eroticus
“O que aqui está não abre nenhum buraco em lado nenhum” (Passos Coelho, discurso de apresentação do programa do PàF)
Febre eleitoralista
Enquanto o homem que nos aldrabou regressa ao discurso do “que se lixem as eleições”, o protagonista do episódio mais aproximado a uma bebedeira parlamentar vem defender o aumento do salário mínimo em 2016. Reles mas legal.
A ideia salvadora
O meu amigo estava desesperado. Ele é matemático e o melhor do seu trabalho ocorre no estranho e esotérico campo da matemática estocástica. Ora, estando há uns tempos de volta de um inovador e complexo paper destinado a uma prestigiada revista científica, tinha emperrado numa dificuldade. Faltava-lhe um detalhe, qualquer coisa, uma intuição salvadora que o desencalhasse. Os computadores fumegavam, as folhas de notas acumulavam-se cheias de cálculos cuja mancha gráfica parecia uma colónia de formiga salalé enlouquecida. Mas nada. Falei com ele num serão de angústia criativa, animei-o conforme pude, já que ajudá-lo nas suas matérias de investigação estava completamente fora do meu alcance. De repente, pareceu-me que lhe ocorria algo de novo. O seu rosto iluminou-se um pouco. Partiu, resmungando que se aquilo não resultasse, nada resultaria. [Read more…]
#PorAcasoFoiIdeiaMinha
Entre tanta pantominice e porcaria feita por este tipo e é pela gabarolice que leva porrada.












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