Herman José: Humor de Perdição – Entrevista Histórica a Luís de Camões
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Ref: E se tudo o mundo é composto de mudança,
Troquemo-lhes as voltas que ainda o dia é uma criança.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
Mas se tudo o mundo é composto de mudança,
Troquemo-lhes as voltas que ainda o dia é uma criança.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
Mas se tudo o mundo é composto de mudança,
Troquemo-lhes as voltas que ainda o dia é uma criança.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
Mas se tudo o mundo é composto de mudança,
Troquemo-lhes as voltas que ainda o dia é uma criança.
Camões e a Tença
Irás ao paço. Irás pedir que a tença
Seja paga na data combinada.
Este país te mata lentamente
País que tu chamaste e não responde
País que tu nomeias e não nasce.
Em tua perdição se conjuraram
Calúnias desamor inveja ardente
E sempre os inimigos sobejaram
A quem ousou ser mais que a outra gente.
E aqueles que invoscaste não te viram
Porque estavam curvados e dobrados
Pela paciência cuja mão de cinza
Tinha apagado os olhos no seu rosto.
Irás ao paço irás pacientemente
Pois não te pedem canto mas paciência.
Este país te mata lentamente.
Sophia de Mello Breyner Andresen
Luís Vaz de Camões

E indaha quem faça propaganda d’isto:
a patria onde Camões morreu de fome
e onde todos enchem a barriga de Camões!
Almada Negreiros, A Cena do Ódio
imagem Magnus Muhr
Rui Araújo, um jornalista de letra pequena, e uma reportagem muito grande
Confesso que nem sabia onde parava o Rui Araújo, que entre outros títulos distintos ostenta o de primeiro repórter português a entrar em Timor-Leste ocupado. Numa altura onde se confunde jornalista com licenciado em jornalismo, onde a investigação anda muito mais Cabrita que Felícia, sabendo que essa é a lógica dos donos dos órgãos, que investigar pode mesmo ser perigoso, encontrei-o hoje a contar a estória do “maior aterro nacional”.
Demolidor, Rui Araújo demonstra, encosta, narra, mais um processo e vários crimes que nunca existiram, até porque hão-de prescrever a tempo de evitar chatices a muito boa gente, gente dos poderes, políticos, e outros dinheiros.
Podem vê-la, 30 minutos a não perder. Recomendado a estômagos sensíveis apenas depois de uma refeição ligeira. Há sempre o risco de vomitar.
A mosca

está a chegar o verão, e com ele as moscas. as moscas ainda são piores que as pombas, essas ratazanas voadoras a que um evangelista em hora pouco inspirada atribuiu a visualização do espírito santo.
as moscas varejam, repetem-se, são a proto versão biológica do loop, com a diferença que o seu voo é menos matemático.
a mosca sacudida regressa sempre. prega que tudo se resolve na próxima geração, que o ódio é assim não se resolve já. basicamente a mosca suga, sobretudo o trabalho alheio. e os seus olhos multifacetados nem num espelho a reflectem. uma mosca analfabeta nunca entenderá que não sabe nem ler nem escrever. se a sacudirmos apanha uma aragem, vai dar uma volta, e regressa. regressa sempre para chatear o meu braço, que deve ter tocado acidentalmente num qualquer mel, ou pedaço de merda, a mosca adora o bolo e o excremento, é da sua natureza.
já quanto à mosca ciclista, a que faltam asas porque um jornal se meteu entre si e o negócio da sua vida, corre para lado nenhum mas para um sítio certo.
tenho uma mosca no meu copo de vinho, bêbada com estava não leu:
enfiou um chapéu que nem sequer era para moscas mas para mosquitos sugadores e transmissores de maleitas, e agora é assim, vai ali, volta, larga a caganita, faz as suas acrobacias, tenta aterrar-me num braço, sacudo, foge, regressa, detesto o verão, o calor não se pode despir, mas esse seu acessório garantido, a mosca, e sobretudo a que não se mede, mentirosa perante si própria sob risco de falhando entrar em depressão absoluta, vai mentindo ao mundo, como se o mundo, mesmo sem os multifacetados olhares da mosca, não a tivesse topado de gingeira.
detesto insecticidas, e não me apetece nada ir vasculhar estórias velhas, do tempo onde as moscas ainda falavam. agora só varejam. lá vou de ter de sacudir o braço mais vezes. paciência. volta outono, e leva-me as moscas daqui para o estado larvar. quando menos chateiam.
Violência policial, agora ouçam
Ao minuto e 45:
“traz esse gajo. traz esse gajo das fotografias”
O que tinha a dizer sobre isto já o escrevi. Mais informações num blogue que corre o risco de ter muito que escrever, e onde se clarifica este ponto, que tem entretido jornalistas de merda (não há outra expressão) que se esquecem do pormenor de o fotógrafo agredido ser seu colega (sim, colega e não camarada, que como dizia um outro, colegas são as putas):
No passado dia 3 de Junho, surgiram notícias em alguns orgãos de comunicação social, nomeadamente o DN e a TVI sobre o caso das agressões policiais da madrugada de 30 de Maio. As notícias são relacionadas com alegados processos-crime anteriores de 4 das 5 vítimas.
A Plataforma Contra a Violência Policial, que tem vindo a acompanhar as vítimas nos últimos dias, quer relembrar os orgãos de comunicação social que esta notícia serve somente para denegrir as vítimas. Relembramos que os agentes da PSP envolvidos nas agressões brutais aos jovens e ao cidadão inglês não tinham qualquer informação prévia antes de os espancar nem os revistaram. A sua actuação foi pura violência gratuita, atentando mesmo contra a liberdade de imprensa, espancando o fotojornalista que tentava fotografar a agressão à rapariga.
Onde anda o Sindicato dos Jornalistas?
E de que lado estavam vocês em 1992?
A diferença entre a missão Lusitânia Expresso em 1992 no mar de Timor e o que agora ocorreu em águas internacionais ao largo da Faixa de Gaza é apenas a de que os indonésios souberam conter-se, os israelitas não. E parece que os portugueses não levavam berlindes.
A diferença entre a Palestina e Timor-Leste não é nenhuma: a mesma ocupação, a mesma tentativa de fazer um povo desaparecer da face da terra.
A Fretilin também era uma organização terrorista?
A memória das pessoas é mesmo muito curta. A leitura sempre ajudava a suprir a amnésia, mas para isso era preciso saber ler, o que está logo vedado a quem nem escrever articulando ideias consegue, limitando-se a despejar o mesmo loop, dias a fio. Temos as caixas de comentários cheias disso.
Um feriado a mais

As festas e procissões do Corpo de Deus já não são o que eram, restando algumas dignas desse nome no norte do país. Criada na Idade Média tende a desaparecer com a descrença no cristianismo e a concorrência dos feriados municipais próximos do solstício de Junho.
O facto de ser festa móvel também ajuda. Não embarcando na cantiga das pontes e feriados, onde a festa se mantém que passe a descanso municipal. Como feriado nacional não faz sentido.
Adenda:
Como era de esperar os incansáveis anti-feriadistas atacaram hoje, num dia em que têm alguma razão. Segundo o sr. Luís Bento, que professa numa tal Universidade Autónoma de Lisboa, 3 feriados a mais que a Europa equivalem a um prejuízo para a nação de 111 milhões. Não sei como se fazem tais contas, mas sei como se contam feriados, nem que seja pelos dedos. Ora como já aqui se demonstrou Portugal tem 12 feriados, sendo a média europeia de 11,92. Para Bento e o jornalista temos 14 feriados, o que ainda assim não faz 3 acima da média. E como se chega a esse número? é simples, conta-se o Domingo de Páscoa como feriado (o que até é verdade) e a Terça-feira de Carnaval também (o que é mentira, embora a experiência cavaquista de retirar a tolerância de ponto nesse dia tenha corrido mal). 111 milhões? desconfio que já percebi como atingiram tal número.
os cães de israel

Paula Rego, Mulher Cão
Quando as coisas chegam à pirataria marítima pura e dura e burra mete alguma impressão que ainda surja uma horda de defensores do estado (neste caso é mais do governo, que o massacre nem colhe apoios internos) de Israel.
Pelas caixas de comentários do Aventar e em muitos blogs o fanatismo tenta tapar os olhos a quem vê, neste caso o mundo inteiro.
Uns são simples mossadistas (foi denunciada há muito tempo a sua rede de agentes de propaganda em todo o mundo, a vida está cara e custa a todos), alguns agem por convicção religiosa (convém não esquecer que o judaísmo é uma religião como as outras, a que qualquer um pode aderir), mas o mais estranho é o enternecedor carinho da direita para com esta gente.
Há várias teorias para o explicar, e também tenho uma, que não se aplicando a todos funciona bem para alguns.
Aquela direita fascistóide que não se quer assumir (a assumida vai mais pelas tradições nazis e está do outro lado, marchando sempre contra o que lhe cheire a judeu) além de apreciar as virtudes de um estado confessional e anti-democrático abusa da oportunidade de estar do lado do governo mais nazi do planeta mas que não seria nazi porque o seu povo até teria sido a vítima da Alemanha nazi.
Sendo certo que os judeus foram vítimas de um processo de extermínio ariano (mas proporcionalmente os ciganos sofreram bem mais, e os primeiros que Hitler aniquilou foram os comunistas alemães), se fossem coerentes salivavam de igual forma perante qualquer perseguição a ciganos, a comunistas, a homossexuais, ou a simples democratas.
Nunca achei o cão de Pavlov um animal inspirador, e este caso só me dá razão.
Na PSP há criminosos à solta: quem os prende? quem pára Rui Pereira?

São casos a mais em tão pouco tempo. O último inclui um gravíssimo atentado à liberdade de imprensa e pode ser lido no tvi24.
Tenho plena consciência que a polícia de hoje não é a da minha infância. Sou amigo de gente que trabalha ali como poderia ter escolhido outra profissão. O que se está a passar é um reflexo da crise: os polícias também são assalariados, vivendo em condições miseráveis principalmente nas grandes cidades, e que são treinados para deixarem de ser homens, como os soldados que todos já foram.
Esta estratégia de espevitar o pior que há dentro de cada um deles, como dentro de nós existe escondido, de soltar a fera fascista, tem de ter responsáveis, dentro da hierarquia, mas sobretudo tem um: o ministro que a tutela.
Tudo leva a crer que Rui Pereira deu ordens para soltar os bichos, para amansar as feras. O pânico pela violência social que vem já a seguir explica tudo. E justifica essa mesma Grécia que cresce dentro de nós.
O próximo treinador do Porto é mesmo André Vilas Boas
As informações sobre contratações do FCP são razoavelmente blindadas, e deixam sempre dúvidas. Já por aqui se aventou sobre isso, incluindo a provocação Scolari.
O mesmo não sucede na Académica, e em Coimbra sabe-se que Jorge Costa será ainda esta semana o treinador que substitui o novo treinador portista.
Conforma-se a informação que já vai saindo em alguns jornais nacionais, e se lessem os regionais tinham lá chegado mais cedo.
Preferia Domingos Paciência a André Vilas Boas (o Vilas é Vilas ou Villas?), e ainda alguém me explicará porque carga d’água não o vai ser, sem que o compreenda.
Mas do mal o menos, e a ver vamos como diria o João Pinto. A Académica também não fica mal servida. Sabendo-se que Jorge Costa quererá ultrapassar os resultados de Domingos, tem uma boa motivação, e muito DVD para ver (e jogadores portistas para rodar também).
A Grécia e a crise explicada aos peixes por Cohn-Bendit
Intervenção de Daniel Cohn-Bendit no Parlamento Europeu (legendada em português). Tudo muito bem explicadinho mesmo para quem não quer perceber. Num aparte confunde Durão Barroso com Cavaco Silva, mas bem vistas as coisas o partido é o mesmo.
Impressionante como os gregos têm sido acusados de tudo e mais alguma coisa, e ninguém se lembra da particularidade de terem 100 000 soldados num país de 11 milhões de habitantes.
Novas Oportunidades para a publicidade
O José Simões foi à página da transparência na Administração Pública, escreveu “novas oportunidades” e saíram-lhe 3.956.176,33 €. Ou melhor: saíram do Orçamento do Estado quase 4 milhões de Euros gastos em publicidade. É fantástico não é?
O esforço de oferecer o 12º ano a toda a gente (e não apenas a quem merecia que lhe fossem reconhecidas competências adquiridas ao longo da vida) não alcançou nem de perto os resultados estatísticos pretendidos: segundo um estudo do Banco de Portugal continuamos a estar na cauda dos países com menos escolaridade da OCDE. O estudo diz que a culpa é transgeracional
Os filhos “têm um trajecto escolar fortemente influenciado pela experiência educativa dos pais. Portugal é um dos países da OCDE em que esta transmissão intergeracional é particularmente marcada”,
ou da
“qualidade do ensino e da formação de professores.”
Nesta última causa é evidente que após o 25 de Abril houve uma entrada massiva na profissão de gente sem qualificações para tal, e não podia ser de outra forma, tal como a baixíssima frequência escolar até aquela data tem um preço que ainda hoje estamos a pagar (qualquer professor sabe que o desinteresse de muitos alunos passa por terem ultrapassado a escolaridade dos progenitores, e acharem que já chega).
As Novas Oportunidades não deixam de ter aspectos positivos, mais que não seja porque garantiram emprego a muitos candidatos à docência, e criaram a economia paralela da fraude em trabalhos de RVCC.
Espero que os Ministérios da Educação e do Trabalho poupem aqui, antes que se volte ao tempo em que os professores pagavam fotocópias do seu bolso, mas devo esperar sentado: tal como o e-escolas, estas foram oportunidades de caçar votos a torto e a direito. E comprar votos compensa, acham eles.
Dennis Hopper por Denis Hopper
Dennis Hopper (1936-2010)
Um dos actores que me fazia ir ao cinema. O Amigo Americano, Apocalipse Now e Easy Rider são 3 dos filmes da minha vida, e não existiriam sem ele.
Podem ver o resto a partir desta ligação.
A mentirinha deprimente do costume
Chico Burque desmentiu: foi Sócrates que manifestou vontade em o conhecer, razão porque o recebeu em sua casa.
Não é bem a mesma coisa que a peta posta a circular por aqui: teria sido o cantor a pedir esse encontro.
Nada de novo na rotina habitual: mentiras e aproveitamentos. Já estamos tão habituados que nem estranhamos. Só que Chico Buarque da Holanda não se chama Luís Figo.
Estes não foram à manifestação
- Jorge Coelho, Presidente-executivo da Mota-Engil
- Rodrigo Costa, Presidente-executivo da Zon Multimedia
- Ferreira de Oliveira, Presidente-executivo da Galp Energia
- Paulo Azevedo, Presidente-executivo da Sonae SGPS
- José Penedos, Antigo presidente-executivo da REN
Não têm tempo para essas coisas. Precisam de fazer contas à vida, procurando onde gastar o seu magro salário.
O Portugal de Pinto Monteiro
O procurador-geral da República, Pinto Monteiro, disse, esta quinta-feira, que Portugal «não é um país de corruptos»
Num país a brincar ao estado de direito Pinto Monteiro é PGR. E fala. A bem dizer, e tendo em conta as sentenças recentes contra Sá Fernandes, ele até tem formalmente razão: Portugal é um país em que a legislação feita pelos amigos dos corruptos permite que a corrupção seja intocável, mesmo que apanhada em flagrante delito.
E se com um grande esforço pensarmos melhor no assunto, Portugal nem é um país de grande corrupção, mais submarino menos fripór, mais banco menos SLN: é o país da cunha, do arranjinho, do sucateiro, e do Pinto Monteiro que se deixa ser PGR a compor o ramalhete, dizendo estas coisas sem se rir.
A esmagadora maioria dos milhões de euros que fogem de Portugal, nem fogem: vão devagarinho e legalmente para um offshore qualquer.
É triste mas acabo por lhe dar razão: Portugal é um país de Pinto Monteiros. Sempre em frente e a assobiar para o lado.
Os estágios algo complicados
Gonçalo Castilho dos Santos dedica-se agora à fé, a Lusa à incompetência habitual.
O PEPAC era um programa que visava proporcionar 5000 estágios a jovens licenciados. Estava tão bem organizado que só 2500 foram colocados. Parece anedota mas não é. Basta passar pelos blogue Porque Estágios Parecem Algo Complicado para entender que houve trapalhada da grossa.
E que faz a Lusa? ouve o actor que representa neste governo o papel de Secretário de Estado da Administração Pública, o qual
admitiu que o número fica “aquém” das expectativas para o programa, fruto do próprio funcionamento do sistema, mas disse acreditar que nos próximos dias haverá ainda “várias centenas” de jovens a aceitar os convites endereçados.
Ou seja: o sistema não funcionou, e passamos para a fé. Ele acredita. Eu tenho a certeza absoluta que só neste governo teria lugar acima das suas capacidades intelectuais, que o habilitam eventualmente para um estágio na área dos serviços de limpeza, e mesmo assim acho que estou a facilitar.
A próxima vez
A próxima vez que ouvir um banqueiro, um gestor de topo, um economista de trazer por casa que sempre comeu da mão de banqueiros e gestores de topo, o gajo da CIP que ainda é pior que o anterior, ou o da CAP, ou esse tal de Carreira cujo apelido diz tudo, ou outro ex-ministro das finanças, ou o actual, ou o próximo, ou o primeiro-ministro, ou o segundo que ainda está na oposição,
a próxima vez que uma destas imitações de um padre na hora de punir em confissão a beata que acaba de sair da sua cama com 30 avé-marias, e 5 padre-nossos pelo sexo oral, repetir à exaustão, como se não soubesse que mente, que engana, que sabe muito bem que está a mentir, que pretende deliberadamente aproveitar a sua crise para proveito seu e dos seus,
a próxima vez que ouvir que a crise se resolve com poupanças, que a crise é culpa de ganharmos (nós, nunca eles) excessivamente e de produzirmos pouco, e a dívida, a dívida que é deles mas agora é de todos, e nem sequer é grande coisa como dívida mas virou o adamastor com que se mandam os meninos para a cama fugindo das águas revoltas que nos abrem novos mares,
da próxima vez, juro, vou retomar a leitura de um velho barbudo e mal comportado, de seu nome Karl Heinrich Marx, leitura interrompida vai para anos que ando com preguiça para mudar o mundo e quanto mais interpretá-lo, e em plena contradição aparente repescar de um outro cidadão oitocentista a frase
A Propriedade é o Roubo
e depois não digam que não vos avisei, quando levardes com o espectro que paira de novo sobre a Europa e desta vez muito mais mundo.
Os feriados em Portugal, na UE, e as deputadas fracturantes
Ouve-se muitas vezes que temos mais feriados que os outros países europeus, mas pela primeira vez alguém tem a coragem de propor no parlamento a sua redução.
É preciso coragem para afrontar o descanso e as tradições, e até era capaz de discutir a validade de alguns feriados religiosos referentes a práticas hoje ultra-minoritárias, mas antes achei melhor ir verificar os feriados dos outros.
Ora conforme a tabela que publico no final deste texto temos12 feriados por ano, sendo a média comunitária de 11,92. Sendo as médias o que são, mas os arredondamentos o que sempre foram, estamos na média, diria eu.
Faltam, aqui as tolerâncias de ponto, exclamarão os intolerantes. Pois faltam. Mas não só elas são supostamente excepcionais, como por regra só afectam a função pública, e convinha saber se outros países não as usam, para continuarmos a comparar como deve ser.
O tal excesso de feriados que não temos seria uma causa da nossa baixa produtividade, acrescido da tendência para gerarem pontes. Ora as pontes consistem muito simplesmente na utilização de um dia de férias, numa sexta ou numa segunda-feira. Diz o bom senso que férias repartidas têm efeitos bem mais positivos no descanso dos trabalhadores que o tradicional mês de férias por inteiro. Diria mesmo que fechar o país no mês de Agosto (o que é bem visível nas grandes cidades) é uma tolice, e ainda por cima num país que pretende atrair turistas. [Read more…]









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