Ironias fiscais e desculpas esfarrapadas

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Corria o ano de 2005 e Rudolfo Rebelo, à data jornalista do DN e hoje assessor económico de Pedro Passos Coelho, denunciava em primeira mão o incumprimento fiscal de Paulo Macedo, à data Director-Geral dos Impostos, hoje Ministro da Saúde. Perante a acusação, Macedo escudou-se por trás de uma das desculpas esfarrapadas que o primeiro-ministro usou no início desta polémica, alegando não ter sido notificado.

É irónico que o director-geral de Impostos entre em incumprimento fiscal e alegue a ausência de notificação para justificar a situação. Igualmente irónico é o facto de Passos Coelho ter hoje um assessor que denunciou uma situação muito semelhante àquela que agora coloca o primeiro-ministro em xeque. Mais irónico ainda é saber que, não contente com as justificações de Paulo Macedo, Rudolfo Rebelo citava, em artigo publicado no DN à data, um especialista em direito fiscal que afirmava que “os contribuintes, pelo facto de não receberem o aviso não têm desobrigação fiscal de pagar” e, indo ainda mais longe, referia também que “um diretor de impostos tem especiais responsabilidades e tem de permanecer acima de toda e qualquer suspeita”. O mesmo se aplica, claro, a um primeiro-ministro. Imagino o tormento de Rudolfo Rebelo quando confrontado com o calote passista.

É caso para perguntar: onde estava este senhor enquanto o primeiro-ministro se ia enterrando, declaração esfarrapada após declaração esfarrapada? Tanta trapalhada que poderia ter sido evitada pelo assessor Rudolfo…

Arco da Porta Nova

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E a linha do eléctrico que vinha da estação para a cidade.

Sabedoria Berlusconiana:

a jovem da Juventude Conservadora dinamarquesa que sabe que a beleza vende e que a sua aparência pode ajudá-la a ganhar popularidade política. A Cicciolina é que a sabia toda!

O presidente delegado do PSD

Não é um Presidente da República. É alguém que, novamente, tomou o partido do seu partido, ao dizer que assuntos da estrita responsabilidade de PPC são “jogadas político-partidárias“. Diz que PPC lhe deu explicações. Serão tão boas como as que teve sobre o BES?

Por coisas destas também, ainda foi preciso o dia de ontem

Violador diz em documentário que a culpa é das raparigas

A grande desilusão

Os filhos aspiram a ter uma profissão, a sua própria casa, a sua independência, sem que isso implique menos afecto pelos pais. É natural que seja assim. Não é natural que os pais tentem travar o legítimo direito dos filhos, entrando em disputas que deixam marcas de injustiça e amargura. O mesmo acontece com os territórios coloniais em que quem os descobriu encontrou povos com a sua maneira de viver. Povos que, digamos assim, passaram a ser filhos adoptivos das potênciais coloniais. Quando esses povos atingiram a maturidade (ou a saturação) e quiseram ser independentes, bem andaram as potências colonizadoras que negociaram, garantiram os seus interesses empresariais e a presença em segurança dos seus residentes, não se deixando enredar em guerras que abriram as portas à corrupção, à violência, ao abuso, envenenando o clima de bom entendimento entre os velhos países e os novos países.

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Crónicas de Timor-Leste II

António José
#2 – Quanto acordo é isto…

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ou isto se deslizar umas escassas dezenas de centímetros… [Read more…]

Sondagem peticional

Duas petições antagónicas, qual vai ganhar?

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A jota anda distraída ou o pote leva-lhes o tempo todo?

Ao ler a segunda, tive que olhar bem para o URL para confirmar que não tinha à minha frente o Inimigo Público.

Mais uma amostra de senilidade

Cavaco largou mais uma pérola. Para o nosso odioso e odiado Presidente da República, e quiçá para os seus incompetentes assessores de imprensa (qualquer assessor de imprensa já teria dito ao home para estar calado), a polémica gerada por um primeiro-ministro incumpridor ao estado que dirige é ‘cheiro a campanha’ e um ‘jogo político-partidário’ (‘que ele ainda sabe distinguir muito bem’ do que é realmente importante – a banalização da falha cívica do agora primeiro-ministro, na altura, ex-deputado da nação por parte daquele que tem, por ofício, a primária obrigação de zelar pelo estado português é no mínimo indigna, assustadora, reveladora do proteccionismo que Cavaco sempre demonstrou em prol deste primeiro-ministro e contrasenssual ao discurso dos sacrifícios que tanto um como o outro fartaram-se de apregoar e exigir aos portugueses nesta legislatura.

Hoje é o Dia da Mulher

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“Le donne odiavono il jazz’?*

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(Com Carlos Cerqueira)

No dia internacional da mulher, o dia em que se lembra que a luta das mulheres por uma vida digna, por direitos iguais não está ainda, apesar de longa, terminada, o Jazz faz Noite ** celebra as vozes femininas do jazz que cantam temas sobre as mulheres. Dos que falam do amor e dos desgostos do coração, próprios de todos, mulheres e homens, aos que nos dizem que as mulheres tudo podem ser e fazer, como os homens.

Este Jazz faz Noite encerra, no entanto, com Bread and Roses, interpretado por Judy Collins, que não é uma voz do jazz. Mas essa luta das mulheres por salários dignos e iguais, que essa canção e o poema (abaixo traduzido por mim) de James Oppenheim nos recordam, não pode e não deve ser esquecida em nenhum 8 de março ou noutro dia qualquer do ano.

As mulheres querem pão e rosas, como os homens, ‘porque os corações morrem de fome’ exatamente como os corpos. [Read more…]

O exílio da vontade

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Quando preciso de alento (a que outros chamam esperança) releio Albert Camus. Há nos seus textos, e até mesmo nos mais tardios, uma combinação benfazeja de propriedades apaziguadoras dos inquietos, o sopro da verdade profunda que apenas a arte diz, a voz dessa sabedoria sem época. Um dos seus livros que prefiro é L’été (O Verão), originalmente publicado em 1959. Trata-se de uma compilação de pequenos textos, e num deles, intitulado O exílio de Helena, Camus detém-se no lugar da Grécia na Europa.

Há nos territórios (e numa certa e relativa medida também nos seus passados) da Grécia e de Portugal uma espécie de insuportável beleza do Mundo que aproxima os seus povos: gentes nascidas na angustiante superlativa beleza de lugares que se habituaram a abandonar, para procurar noutras partes do Mundo os modos de vida que nos seus países não têm aparente vontade de erguer. Bastará dizer que, no caso da Grécia, foi um país que teve retornados (em significativa quantidade, comparável à de antigos impérios) sem ter sido colonizador.

Quando Camus refere «o nosso tempo», é evidente que o seu tempo (dele Camus) não é o nosso, mas ao mesmo tempo é, nesse pós-guerra em que escreve Camus que é em certa medida o nosso também. Outros textos dessa recolha chamada O Verão foram escritos antes da Segunda Grande Guerra, outros ainda muito depois do seu término, mas na essência não importam as datas: em pano de fundo está a guerra, e a supremacia pragmática e impositiva da razão técnica sobre a vontade, que é o que vivemos por estes dias. | S.A.

Albert Camus, L’été, «L’exil d’Hélène», 1948
[tradução rápida da autora deste post]
«O Mediterrâneo tem a sua própria tragédia solar, que não tem nada a ver com a das névoas. Certos fins de dia, no mar, junto ao sopé das montanhas, a noite cai na delineação perfeita de uma pequena baía e, provinda das águas silenciosas, emerge então uma plenitude angustiada. Apenas estando lá podemos compreender até que ponto os gregos conheceram o desespero através da beleza, e do que ela tem de opressivo. É nessa infelicidade dourada que a tragédia culmina. (…)

Forçámos a beleza ao exílio, e os gregos limpam as armas para defendê-la: eis uma primeira diferença, que no entanto vem de longe. [Read more…]

Portugal igual a si mesmo…

Parto do princípio que o cidadão Pedro Passos Coelho terá neste momento regularizada a sua situação com a Segurança Social, tal como milhares de cidadãos portugueses eventualmente poderá ter incorrido em incumprimentos, ficou sujeito a coimas, juros, eventualmente terá beneficiado de prescrições, tudo dentro da legalidade.

Mas Pedro Passos Coelho não é um normal cidadão. Ocupa a função de Primeiro-Ministro e lidera um dos principais partidos portugueses. Quando António Guterres bateu com a porta e afirmou que atrás dele estava o pântano, não poderia ser mais premonitório. Durão Barroso, Pedro Santana Lopes, José Sócrates e agora Pedro Passos Coelho descambaram a política lusa a um nível rasca, jamais visto ou sequer imaginado na choldra em que transformaram o rectângulo. E olhando para o seu mais que provável sucessor, não parece que a coisa venha a melhorar nos próximos anos. Não se admirem, isto resulta do somatório dos jardins de infância laboratórios partidários onde se formam quadros, vulgo jotas, ao estado a que isto chegou excessivo peso do Estado, com inúmeros lugares para distribuir pelos boys de serviço ao governo de turno. [Read more…]

O Hakim Quer Ser Meu Amigo

amizades_facebookAceito ou não aceito o pedido de amizade Hakim?
Vou dormir sobre o assunto e amanhã tomo uma decisão que pode mudar toda a minha doravante.

Eu apoio Passos Coelho

Quem se confessar distraído e curto de finanças poderá sempre contar com a minha compreensão, porque gosto de me sentir acompanhado. Possuo uma capacidade de desorganização demasiado humana e, portanto, imperfeita e sou, muitas vezes, obrigado a fazer alguns malabarismos financeiros para que o mês não fique mais comprido que o salário. Também eu não sou um cidadão perfeito. É por isso que compreendo Passos Coelho.

Também tolero a dificuldade do primeiro-ministro em explicar-se: uma pessoa, às vezes, dá uma resposta apressada e, depois, tem de andar uns tempos a tentar endireitar aquilo que nasceu torto. Primeiro, não sabia que tinha de pagar e pensou que havia obrigações opcionais. Como essas explicações não podiam ser aceites pelo Direito e eram malvistas pelos que pagaram à Segurança Social, é natural que Passos Coelho, humanamente, tenha tentado disfarçar, fazendo de conta que havia “chicana política” ou invejas ou mesmo mau-olhado. Finalmente, não restaram senão a verdade ou a verosimilhança sob a forma de distracção e de falta de dinheiro.

Devo dizer que a crónica de Vasco Pulido Valente acabou por contribuir para que a minha tolerância para com Passos Coelho aumentasse ainda mais. Na realidade, as pessoas que passam pelas juventudes partidárias são, muitas vezes, as crianças-soldado da política, obrigadas, desde pequeninas, a alombar com as armas da demagogia e da conspiração, ficando, para sempre, deformadas e, portanto, incapazes de dizer a verdade ou de governar um país.

É por isso que Passos Coelho poderá sempre contar com o meu apoio para deixar de ser primeiro-ministro, porque faz tanto sentido colocar um jotinha a governar o país como oferecerem-me um lugar de cirurgião. É que pode morrer gente, senhores!

O jihadista de Telavive

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Foto: The Cagle Post

O extremista Benjamin Netanyahu – e aqui o termo “extremista” assume roupagens de verdadeiro radicalismo numa óptica de violência indiscriminada, não se tratando, portanto, do termo novilinguístico desenvolvido pelo regime e respectivos assessores, os oficiais e os residentes nas colunas de opinião e blogues da corda – foi por estes dias à capital do império visitar os seus pares republicanos num acto público de pré-campanha eleitoral. Para além de apelar ao voto e ao medo, registo habitual dos jihadistas de Telavive, Netanyahu, foi relembrar os senhores que se seguem na Casa Branca que o Irão quer produzir armas iguais às suas e que tal é inadmissível.

O ainda primeiro-ministro israelita aproveitou para apelar ao bom senso da extrema-direita republicana avisando-os do perigo que um acordo com Teerão representa. Até porque, convenhamos, tendo o Irão atacado zero países nos últimos anos, a ameaça é real e deve ser encarada com tal. Se é para celebrar acordos com gente com gosto pelo totalitarismo, os EUA já dispõem de um leque variado de amigos como Israel, China ou os novos oligarcas nazis da Ucrânia. Radicais que cheguem e que sobrem. Até no campo do extremismo religioso, os norte-americanos têm já o seu aliado de peso, a monarquia totalitária ultra-radical da Arábia Saudita, uma referência do financiamento terrorista e da repressão, que pune a liberdade de expressão com chicotadas e queima bruxas na fogueira. Mais aliados radicais e totalitários para quê?

Lapela

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A mais pequena história de crianças do mundo

Não sabia que era preciso pagar Segurança Social.

Este também não sabia que era preciso pagar impostos

Os exames de inglês/Cambridge e o preço para os portugueses

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O custo de algo não se resume a um número, traduzido num valor monetário. Lugar comum, sempre ouvimos dizer que a vida não tem valor, apesar da afirmação de Pedro Passos Coelho, enquanto chefe deste governo, lhe colocar um tecto por não se salvar alguém “custe o que custar”.

O conhecimento, outra coisa invalorável, acaba também por estar associado a aspectos que têm um preço perfeitamente quantificável, sendo um deles os mecanismos de medição, ou melhor, de gradação, desse conhecimento, como é o caso dos exames.  [Read more…]

Portugueses pelo mundo

Passos Coelho, o imperfeito, no New York Times.

«the rising of the women means the rising of the race»*

Alguém pergunta qual é o papel do homem na ciência, hoje?

A questão que me colocaram não era esta. Tanto mais porque hoje é o dia internacional da mulher. A questão que me colocaram e a que, supostamente, eu deveria saber responder em dois parágrafos, de forma objetiva, foi: qual é o papel da mulher na ciência, hoje?

A minha resposta seria um manifesto inteiro, sobre os homens e sobre as mulheres, na ciência e fora dela. Sobre as persistentes desigualdades de género, na ciência, na academia, no mundo ocidental e fora destas esferas. Na verdade, poderia escrever um manifesto inteiro sobre o respeito dos direitos humanos mais básicos e a sua violação constante, em todas as dimensões da vida coletiva, em todos os pontos do planeta. Até um manifesto sobre a sorte e sobre o azar de ter nascido com o sexo certo, no lado certo do mundo e no lado certo da rua.

Em dois parágrafos não se faz um manifesto. Apenas se pode começar por dizer que se me fazem esta pergunta, que se esta pergunta merece sequer reflexão, sobretudo se apenas merece reflexão num dia específico, é porque, evidentemente o papel da mulher na ciência, o papel da mulher em toda a parte, hoje, ainda está longe de ser igual ao do homem.

Muitos cientistas, homens e mulheres, têm demonstrado, objetivamente, estes papéis desiguais, sem outra origem aparente que a circunstância de se ter nascido homem ou mulher. Estou a simplificar obviamente e estou apenas a referir-me ao lado do mundo que costumamos qualificar como ‘desenvolvido’.

Dados do Eurostat (2008) demonstram que, apesar de existir um equilíbrio quase completo entre homens e mulheres nas Universidades (onde uma boa parte da investigação científica, da ciência, se faz, hoje), no topo das carreiras, onde as grandes decisões (científicas e outras) se tomam, os homens continuam a dominar e ultrapassam a percentagem de mulheres de forma impressionante.

Em Portugal, por exemplo, mais de 45% dos docentes e investigadores são mulheres, mas 80% dos que estão nas posições de topo são homens. Na Universidade de Aveiro, por exemplo, 42% dos docentes e investigadores são mulheres, mas contam-se pelos dedos das mãos, as mulheres que ocupam as direções dos departamentos, que têm assento no Conselho Científico, que são vice ou pró-reitoras. [Read more…]

Quando é que desistimos de ser idealistas?

André Serpa Soares

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Não sei se é fenómeno nacional ou global mas, pelo menos em Portugal, é certo que não temos cultura de exigência.
Tendemos a relativizar as falhas dos poderosos, assim como desvalorizamos as dos que nos são mais próximos, desde aqueles com quem convivemos na nossa actividade profissional, até aos nossos familiares e amigos. Provavelmente, até acabamos por ser mais exigentes com estes últimos do que com os outros.
Isto nota-se em quase tudo, desde a larga tolerância à falta de pontualidade – confesso que é algo que me encanita – até à forma como aceitamos, de forma mais ou menos passiva, os erros e omissões daqueles que pregam o rigor e têm a obrigação de ser um exemplo.
Na política, por exemplo, em nome de um putativo pragmatismo e defendendo a escolha do “mal menor”, deixámos de acreditar e pouco exigimos. São já clássicos da nossa cultura política frases como “rouba mas faz”, “é mau, mas os outros são piores” ou, ainda mais triste e habitual, “são todos uns ladrões mentirosos”. [Read more…]

Miguel Angel Belloso leva uma sova de Pablo Iglesias

Ainda gostava de entender a necessidade que terá sentido o DN para ir contratar um neoliberal no mercado espanhol,  Miguel Angel Belloso de seu nome.  Parece-me injusto, há tanto religioso do mercado por cá, não havia necessidade.

Como, ao contrário das televisões portuguesas, os nossos vizinhos caíram na asneira de debater com adversários, aqui fica o Belloso (e ajudante) a levar uma abada do Pablo Iglesias. Imaginem um Carreira ou um Gonçalves em idênticas circunstâncias…

Esbracejando em areias movediças

Passos com dor de cabeça

O segurançasocialgate de Passos Coelho transformou-se numa gigantesca bola de neve cujo impacto é ainda difícil de quantificar. Não me entendam mal: não acho que vá acontecer nada de particularmente grave com o indivíduo, até porque o Sócrates está preso e isso já chega para serenar a turba até 2046 no que a punir escumalha partidária diz respeito. Mas a verdade é que, de cada vez que abre a boca para falar no caso, o primeiro-ministro enterra-se mais um bocadinho. Depois de vários dias a contar histórias, a contradizer o passado, a provar a sua incompetência e a demonstrar que honrar dívidas é coisa que nem sempre lhe assiste, Don Pedro Passos Tecnoforma Coelho de Segurança Social e Massamá teve mais um momento digno de figurar no Tubo de Ensaio ou na Mixórdia de Temáticas:

Houve anos em que entreguei declarações e pagamentos fora de prazo com coima e juros, umas vezes por distracção, outras por falta de dinheiro” (declarações ao semanário SOL)

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Discriminação?

Manuel Pinto considera que foi alvo de um tratamento diferente daquele agora dado ao primeiro-ministro. E não é que foi mesmo?

Monica Lewinsky

Uma sombra azul que voltou para atormentar a família Clinton, entre o arranjo floral e a lareira.

As bibliotecas também se abatem

Jorge Gustavo Lopes

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Na bela vila da Nazaré famosa pela sua história e tradições e, mais recentemente, pela sua onda gigante, existe uma bela biblioteca inaugurada em 2008. Mas neste cenário idílico algo aconteceu….
No passado mês de Março de 2014 foi dispensada uma equipa de quatro funcionários qualificados que asseguravam, desde a abertura da biblioteca em 22/11/2008, o seu pleno funcionamento e a possível transformação deste espaço numa espécie de “Pavilhão Multiusos Cultural” num evidente atropelo à utilização de dinheiros públicos e fundos comunitários e numa lógica de destruição de um espaço cultural moderno e de serviço público. [Read more…]

Economista britânico diz que Europa está na iminência de um ‘IV Reich’ | iOnline

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Lusa . 4 Mar 2015 – 15:22

O economista britânico Stuart Holland disse hoje em Lisboa que a Europa está “na iminência de um IV Reich”, referindo-se à situação na Grécia e à “hegemonia de Berlim” na União Europeia. 

“Temos uma hegemonia alemã que (os antigos chanceleres) Willy Brandt e Helmut Kohl não queriam. Eles não queriam uma Europa alemã, mas Angela Merkel que não tem as referências da Europa Ocidental não aceita conceitos como a solidariedade”, disse à Lusa o economista britânico, à margem da conferência “Grécia e Agora?”, que decorre na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

Texto integral em http://wp.me/p29WGc-Ak

Portugal não é a Grécia

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Depois dos casos BPN, BPP, BCP, BANIF, BES, Sobreiros, Miguel Relvas, Submarinos, Vistos Gold e do seu próprio caso pessoal – contributivo e Tecnoforma -, entre muitos outros, percebe-se agora que ao insistir na ideia de que “Portugal não é a Grécia!”, Passos Coelho estava afinal a defender o bom nome e a honorabilidade do povo grego (que não as das elites dirigentes da Grécia que são iguais às nossas).

Publicado originalmente em: http://wp.me/p29WGc-Ah