Arte-Assistência

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© Fernando Aguiar, Troika e Crises

Dando continuidade à iniciativa que teve lugar nas ruas de Lisboa, no dia 21 de Agosto, a Casa da Liberdade – Mário Cesariny inaugura “Arte – Assistência: 15 artistas para AMI(gos)” – uma exposição mais alargada com trabalhos originais de todos os autores que participaram da 3ª edição de “Arte Urbana em Mupies”.
Autores: Alberto Pimenta, Albino Moura, Alfredo Luz, Cabral Nunes, Carlos Zingaro, Eurico Gonçalves, Fernando Aguiar, Fernando Grade, Henrique Vaz Duarte, João Garcia Miguel, Jorge Pé Curto, Manuel João Vieira, Maria João Franco, Raquel Rocha e Vítor Rua.

CASA DA LIBERDADE – MÁRIO CESARINY | Rua das Escolas Gerais nº 13 – 1100-218 Lisboa
De 2ª-feira a sábado das 14h às 20h | Tel.: 218822607/8

Castas portuguesas, a Família Durão Barroso

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Anda por aí um espanto porque Luís, filho do José Manuel, foi ganhar a vida no Banco de Portugal.

Luís José Durão Barroso, tio deste sobrinho e por coincidência irmão do José Manuel, é desde Janeiro de 1994 Vogal da Comissão Nacional de Protecção de Dados. Suponho que remunerado.

Postcards from the Balkans #09

A grande beleza da Bósnia. O insuportável calor da Herzegovina. Um filme de Emir Kusturica e as cigarras de Mostar.

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A BiH não é um país fácil. As razões são muitas. E não tenho tempo (nem rede, neste momento) para enumerar todas. As pessoas ora são simpáticas, ora extraordinarimente rudes. A paisagem ora lembra o paraíso (como se eu soubesse o que é o paraíso), ora o mais profundo inferno (como se eu soubesse também o que isso seja). Ora descobrimos recantos de silêncio belo, ora encontramos a música mais atroz.

Saí de Sarajevo no autocarro das 11h30 em direção a Mostar. Um dos senhores do hotel levou-me a mala até à estrada, à entrada da cidade velha, para que eu apanhasse o táxi que me levaria à estação dos autocarros. Disse-me que esperava comigo e embora eu lhe tivesse dito que não era preciso, ali ficou. Enquanto esperávamos disse-me que eu tinha feito bem em ficar tantos dias (na verdade, não acho – e agora que estou em Mostar, até acho menos – que tivessem sido assim tantos), que uma cidade não se conhece em dois dias. Concordei e disse-lhe que, mesmo em cinco dias, não tinha visto tudo. Uma cidade como Sarajevo precisaria de uma vida inteira. [Read more…]

Likes, blogues, etc.

Pois, a Internet é tramada.

Rendição

O Tribunal de Contas era uma instância da qual, embora timidamente, saíam pareceres e relatórios onde se vislumbrava alguma da decência que gostaríamos de ver noutras estruturas do Estado. Por ser assim, muita da sua produção era ignorada pela comunicação social e pelo governo. Hoje não foi assim. Excitada pelo relatório agora publicado – e, designadamente, no que diz respeito à Segurança Social – a imprensa não se fez rogada em agitar os monstros habituais e o governo esfrega as mãos de contente. Através de estatísticas com metodologias que já fariam rir um cientista social sério há anos, o TC vem, agora, apresentar a sua rendição à doutrina social dos canalhas e oferecer-se para receber as festinhas no lombo que estas coisas sempre proporcionam. Tristeza.

Um homem rádio

Nos inícios da década de 80 a RDP tinha uma prateleira onde depositava os profissionais que não permitia no fazer do jornalismo do dia-a-dia, gente de esquerda (começara em 76 o fabrico de uma comunicação social domesticada, voz dos donos disto tudo), dando a alguns ainda assim umas migalhas. Saboreei uma delas religiosamente todos os domingos ao almoço, chamava-se Ver, Ouvir e Contar, era a Rádio em estado puro e refinado, a reportagem com o sabor dos passos nas aldeias abandonadas da Serra, o cheiro dos homens e mulheres que catavam o lixo onde o depositavam, era gente a entrar-nos pela casa dentro, era a Rádio, uma meia-hora semanal de deleite, amargura, a vida.

Realizava esse milagre Emídio Rangel, os melhores pedaços tinham o cunho do repórter magia Fernando Alves.

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Houve uma profissão que quis ter, e dela desisti porque prostituição não me rimava, e mais sacanices menos detalhe terminou como hipótese no dia em que um patrão me ordenou as regras da agenda da casa. Não fui homem da rádio, ambicionando perder a partícula de ligação, paciência.

Mesmo assim e isto dito de outra forma: obrigado Emídio Rangel.

Só por milagre

Convenhamos que a escola é muita: engravidar uma virgem e fazer um carpinteiro assumir a paternidade, patrocinar um Salvador e assim lançar uma religião mundial, não é obra para qualquer um.

Vem isto a propósito da “novela BES”, onde fico a pensar se não deveria ser legal, pegar numa qualquer empresa (uma carpintaria, por exemplo) que foi levada à ruína por gestão danosa, abrir uma outra empresa, passar para esta máquinas, trabalhadores, créditos cobráveis, inventário, património, saldos bancários, encomendas e demais activos, e deixar na empresa falida tudo quanto é dívida vencida, crédito de difícil cobrança, prejuízos, negócios de risco e outros sacos do lixo?

Depois, reflectindo melhor, concluo que não, pois teríamos sempre de estar perante a obra e graça do Espírito Santo, ou seja só por milagre.

Uma nação doente

Santana Castilho *

A conturbada Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC) foi realizada por 10.220 professores, dos quais 1.473 reprovaram. Esclareço que o uso do qualificativo “professores”, que não “candidatos a professores”, como o ministro da Educação lhes chama, é consciente e está correcto. Porquê? Porque a lei vigente lhes confere esse título profissional, logo que terminam a sua formação superior. Portanto, se os apelidarem de “candidatos”, serão só “candidatos” a um lugar em escolas públicas. Feito este esclarecimento, passemos aos factos e às considerações que me merecem:

1. Segundo os resultados divulgados, relativamente ao item da prova em que se pedia a produção de um texto com uma dimensão compreendida entre 250 e 350 palavras, 62,8% desses textos continham erros ortográficos, 66,6% erros de pontuação e 52,9% erros de sintaxe. Isto é preocupante? É! Seja qual for a área científica da docência, é exigível a um professor que conheça o código de escrita e, muito mais, a sintaxe, sem cujo domínio não se exprimem ideias de forma ordenada e coerente. Como é preocupante o presidente da República dizer, reiteradamente, “cidadões” em vez de cidadãos! Ou recriar o futuro do verbo fazer, de farei para “façarei”. Como é preocupante o primeiro-ministro dizer “sejemos” em vez de sejamos. Como é preocupante encontrarmos no comunicado do Ministério da Educação e Ciência, ironicamente sobre a PACC e no próprio dia em que teve lugar a segunda chamada, um estranho verbo “revir” em lugar de rever. Como é preocupante uma deputada escrever “sensura” por censura, “tulero” por tolero ou “bloquiarei” por bloquearei. [Read more…]

Lauren Bacall, 1924-2014

Bem me apetecia repetir aqui que hoje Bogart voltou a assobiar e ela foi ter com ele, e beijaram-se, e serão muito felizes na eternidade. Sucede que ambos estão mortos, a eternidade só existe na nossa memória e mais importante ainda: Lauren não foi só a companheira do grande actor que com ele contracenou em Ter ou Não Ter (um dos filmes da minha vida) ou À Beira do Abismo. Lauren Bacall foi uma grande actriz, uma das mulheres mais belas para os padrões de beleza do seu tempo, e ouçam aqui, cantava, e não era pouco:

Ouvido? Ok, agora o assobio e o beijo. Que beijo… [Read more…]

Postcards from the Balkans #08

‘I didn’t realize you’re a stranger’

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É interessante o modo como nos afeiçoamos a certos lugares. Ou como certos lugares se afeiçoam a nós. Tenho sentido isto, algumas vezes, em sítios muito diversos mas que talvez partilhem uma beleza imperfeita, uma conjugação do muito belo e do incrivelmente feio. Que talvez partilhem uma certa tristeza. Ou melancolia. Gosto de lugares assim. Ligo-me a eles instantaneamente, sinto-me completamente deles. Aprendo-os. Percorro-os como se tivesse sempre ali vivido, embora não distraidamente como nos lugares onde vivi. Aconteceu-me isto em Sarajevo.

Hoje não vi cemitérios, nem memoriais aos mortos. É o meu último dia em Sarajevo. Vivo os lugares dos vivos. Mesmo se é impossível ignorar a melancolia que têm os lugares e as pessoas onde e a quem aconteceu um grande sofrimento. [Read more…]

P. H.

Os labregos do clube do croquete nacional estão exultantes. Uma das suas musas, Paris Hilton, está entre nós. E a televisão dá. Destacando-se por ter tentado, com igual grau de indigência, diversas actividades sociais e “profissionais”, resolveu agora ser DJ. E a televisão dá. Chegou entre luzes e aplausos, bamboleando-se pela passadeira vermelha – que, parece, tinha exigido…- com a sensualidade de uma esfregona. E a televisão dá. Subiu ao palco, colocando-se atrás das maquinetas com ar esclarecido. E a televisão dá. Lá deu com o botão que punha em marcha a mistura “musical” que alguém terá preparado para ela, começando a agitar-se como quem está com comichões várias. E a televisão dá. Posa depois, entre beijinhos, com o ramo feminino da família de Cristiano Ronaldo, sobre cujos atributos discorreu. E a televisão dá. Nos programas da manhã não faltarão comentários sobre comentários dos pomposamente designados “comentadores sociais”. Tudo a televisão dará. Até à náusea.
(Nota para os mais distraídos: este post não é sobre Paris Hilton)

O Captain! My Captain!

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(Robin Williams 1951 – 2014)
O Captain! my Captain! our fearful trip is done,
The ship has weather’d every rack, the prize we sought is won,
The port is near, the bells I hear, the people all exulting,
While follow eyes the steady keel, the vessel grim and daring;

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Postcards from the Balkans #07

Srebrenica ou a tristeza no fim de uma estrada demasiado bela

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Levanto-me às sete da manhã em Sarajevo, depois de ter dormido quatro horas. Viajei cinco horas hoje. As primeiras duas horas e meia entre Sarajevo e Srebrenica. As últimas duas horas e meia entre Srebrenica e Sarajevo. A mesma estrada, que serpenteia entre as montanhas. Uma estrada bela, muito verde, escoltada pelas florestas, pelos montes de palha, pelas aldeias onde as casas tradicionais começam a desaparecer, dando lugar a edifícios que, ainda que muito feios, não conseguem arruinar (ainda) a tranquilidade e a harmonia desta paisagem. Aqui e ali pessoas trabalham nos campos. Há cabras. Ovelhas. Algumas vacas. De vez em quando, nas curvas da estrada, um velho carrega uma pá, um sacho, ou outra coisa qualquer, às costas e caminha. De repente, de manhã, há um vale cheio de nuvens, como algodão, que interrompe o verde e as curvas da estrada. O mundo está cheio de beleza.

Viajamos três. Eu, o guia*, que conduz o carro, quase sempre em silêncio e um rapaz holandês. E a velocidade e as curvas não deixam que façamos mais que contemplar longamente a paisagem. A Federação da Bósnia e Herzegovina e a República Srpska para onde nos dirigimos agora formam um ‘país’ tão bonito que é difícil acreditar que é o mesmo onde correu o sangue de milhares de pessoas ainda não há duas décadas. O ‘país’ que é (ainda) uma espécie de panela de pressão. As tensões internas são várias e a tensão com a Sérvia, ali mesmo ao lado, são evidentes em todas as narrativas. A Sérvia, a mãe de todo o mal. A mãe dos rios de sangue que aqui correram há pouco menos de vinte anos. Eis um resumo dessas narrativas. [Read more…]

Homem bicentenário morre aos 63 anos

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Robinson Williams, 1951-2014

E Bombardear o México?

ann_coulterA escritora americana Ann Coulter é, apesar de loira, parva. Adepta das técnicas de defesa que Israel tem levado a efeito perante a ameaça dos palestinianos da Faixa de Gaza, a moça parece defender para os EUA a mesma abordagem quanto à fronteira com os indigentes do Sul, o México. Bomba neles.
E porque a ignorância é quase tão grande como a estupidez humana, gostava eu de saber como resolveriam os nativos americanos (vulgo “índios”) os seus problemas de fronteiras e território se, como os EUA ou Israel, tivessem acesso a recursos bélicos ilimitados. Uma chacina, como em Gaza?

O campeonato dos hospitais

bigstockphoto_Victory_Podium_-_Winners_In_Go_3778414Para os iluminados pelo espírito empresarialês, o mundo não é mais do que um conglomerado empresarial (holding para os amigos), o que faz com que qualquer instituição seja vista como uma empresa. No fundo, o empresarialismo é uma religião, com os gestores, erigidos em sacerdotes abençoados pela infalibilidade, a anunciarem virtudes cardeais como a concorrência ou a competitividade ou o empreendedorismo.

Sendo uma religião proselítica, é claro que os clérigos tudo fizeram até impor as suas crenças a entidades que não eram empresas, como é o caso das escolas e dos hospitais. Assim, criaram a ilusão de que o sucesso é sempre mensurável: a Igreja fazia proclamações; o empresarialismo anuncia estatísticas, rankings e percentagens. Como sempre aconteceu, a maioria, embrutecida, repete a ladainha.

Mais uma vez, hoje, pude confirmar a omnipresença desta seita. Silvério Cordeiro, Presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Gaia/Espinho e antigo director do Centro de Formação Profissional da Indústria da Cortiça, queixava-se de falta de obras e de equipamentos, em entrevista ao Jornal de Notícias. Para o administrador, isso fez com que a instituição perdesse “claramente competitividade face aos hospitais da região.” [Read more…]

Contas feitas

Somos um país injusto, onde reina a desigualdade.

Por mais que seja santa

a guerra é a guerra. Aqui muito bem explicada aos indignadinhos do costume.

Esta é a banha da cobra, que estica mas não dobra

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Receita de IVA caiu em vez de aumentar em 2013. [Read more…]

Faixa de Gaza em Agosto

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Parece Hiroshima em 6 de Agosto de 1945.
A Humanidade tende para a monotonia à medida que a História se repete.

Sítios Onde Não Vais de Carro II

Mais devagar se vais mais longe.

Uma País, Duas Leis

E quando se consegue adivinhar o teor de uma notícia pelo seu título apenas?
Ou o título é muito bom ou, infelizmente, a realidade confirma as suspeitas: Portugal é um país com dois tipos de Lei a aplicar conforme a tipologia dos cidadãos.

Santana a presidente?

Aos apoiantes do Facebook, deixo a minha contribuição, evocando  os tempos em que foi primeiro-ministro…

O PS dos negócios apoia quem?

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António José Seguro, o da engenharia eleitoral, afirmou que o “PS associado aos negócios e interesses é apoiante de António Costa“.  Pode ser que sim, mas nesse caso será um também.

Luís Vilar era um funcionário bancário quando Manuel Machado lhe descobriu competência para ser vereador do Município de Coimbra. Mas tinha outras, no ramo dos negócios:

Vereador do PS na Câmara de Coimbra entre 1997 e 2009, Luís Vilar ficou na história de dois dos maiores casos de corrupção julgados nas últimas décadas na cidade dos estudantes. Em ambos acabou condenado. Primeiro, em 2010, a três anos e meio de prisão (com pena suspensa) , por corrupção passiva para ato lícito, abuso de poder, angariação de fundos não identificados para campanha eleitoral e tráfico de influências, no processo Bragaparques, em que estava acusado de favorecer a empresa nos negócios da construção de um parque de estacionamento e um edifício de escritórios, na Baixa da cidade. Já este ano, recebeu nova condenação (quatro anos de prisão, com pena suspensa, por corrupção passiva), por ter servido de intermediário no negócio de venda irregular do edifício dos CTT de Coimbra (que no mesmo dia fora comprado pela empresa Demagre por 14,8 milhões de euros e vendido por 20 milhões…)

Quando António José Seguro decidiu que Manuel Machado era o seu candidato nas eleições do ano passado, que ganhou por uma unha negra, valha-nos que Luís Vilar também fora condenado à pena acessória de proibição do exercício de funções como titular de cargo político, pelo que não constou da lista. O actual presidente da câmara,  promovido pelo PS a líder da ANMP, retribuiu sendo mandatário de António José Seguro. Quanto a Luís Vilar, entretanto dado a negócios falhados no ensino superior privado, não foi expulso do seu partido, e adivinhem quem apoia na actual palhaçada interna do PS.

Postcards from the Balkans #06

Sarajevo: 1425, 159, 329, 11000

ou o mesmo céu sob o qual vivemos

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Dizem aqui que se nunca vieste a Sarajevo, nunca foste a lado nenhum.

Sarajevo. O lugar que reúne 4 das casas de deus. O mesmo deus a quem se pedem desejos. Os mesmos desejos. Dizem aqui que se pedires a deus o mesmo desejo nas suas 4 casas (mesquita, sinagoga, igreja ortodoxa e igreja católica romana) obterás o que procuras. Não experimento, no entanto. Os meus desejos são simples e terrenos. Mais do que de deus – a existir seja em que casa for, ou em toda a parte – os meus desejos dependem de mim. Dos Homens, que vivem todos debaixo do mesmo céu. Qualquer que seja o deus – mesmo nenhum – em que acreditam. Os meus desejos são poucos, está bem de ver.

Sarajevo é um símbolo de multiculturalidade étnica e religiosa. Os sinos das torres das igrejas ouvem-se quase ao mesmo tempo que o chamamento (tão belo) para a oração dos muçulmanos. Os homens amam mulheres de outra religião. As mulheres amam esses homens. Como se a religião não importasse, num lugar onde importa tanto. Os mortos são, em muitos cemitérios (e há tantos cemitérios em Sarajevo!), enterrados debaixo da mesma terra. Com o mesmo céu por cima. Há beleza bastante em tudo isto. Há humanidade bastante em tudo isto.

Se vens a Sarajevo não é possível que não saibas, ou que não queiras saber, o que é, o que foi, o que há-de ser Sarajevo. Não é possível que não perguntes onde estava deus há quase 20 anos. Se escondido dos Homens, numa das suas 4 casas ou acima do céu sob o qual vivemos, o mesmo é dizer em lugar nenhum. [Read more…]

Companhia Portuguesa de Pesca (Olho de Boi, Almada, 2014)

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© Célia Amado (2014)

Elogio da pobreza (Osso Vaidoso)


Osso Vaidoso, do disco Animal (2011). A letra é da Regina Guimarães.

Há Várias Diferenças

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entre Adolf Hitler e Benjamin Netanyahu. O bigode é uma delas.

E segue…

O Marinho largou a advocacia para ser parlamentar europeu; vai largar o cargo de parlamentar europeu para se candidatar a parlamentar na Assembleia da República; posteriormente, deixará este cargo para se candidatar à presidência da República.

Vamos lá Marinho, pá, ousa o golpe de asa final e candidata-te à coroa do Reino Portugal. Mal podemos esperar por um debate entre ti, o Duarte Nuno e o fadista Câmara.

Crime e sem castigo

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Esquecendo os considerandos, é consensual entre os portugueses que a família Espírito Santo merece castigo, tal como todos estamos de acordo sobre a impossibilidade de isso suceder, mais depressa passa o Camilo Lourenço pelo buraco de uma agulha do que um rico muito rico vai em Portugal dormir na cadeia.

Nas nossas leis e procedimentos judiciais houve sempre o cuidado na redacção de deixar uma vírgula, um parágrafo que remete para outro e outro, trabalho dos melhores escritórios de advogados que ali redigiram enquanto deputedos. É verdade que o Isaltino e o Lima já lá foram, mas não são ricos, novo-rico é outra coisa, começou por baixo, pode descer.

E depois somos um país de branduras e muito perdão, roubaram mas foi sem mão armada, aquilo até foi sem querer e pela salvação das empresas e empregos, etc. etc. Ora só vislumbro uma saída: a financeira, pois claro. É avisado que até à conclusão de um processo desta envergadura todos os bens sejam sequestrados, mas já é sabido que o Ricardo, por exemplo, nada tem em seu nome. Haja portanto a coragem de um juiz lhes decretar o rendimento mínimo, e apurada vigilância para que não possam despender nem mais um cêntimo, proibição de esmolas incluída, isto até que esteja concluído o julgamento, no próximo século. Nessa altura, uma vez expulsos da casta e brincando aos pobrezinhos em versão mendicidade, sempre quero ver se Fernando Ulrich (nunca mais chega a vez do BPI) insiste em que não bate nos que estão na mó de baixo. Duvido que se aguente.