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–  “Finalmente, criadas salsichas de peixe que sabem a carne” (anúncio patrocinado pelo IPMA, dando conta de porfiadas investigações). Pronto. Agora já sabem o que o Crato entende por “investigação útil”.
– “Se reduzirmos as consultas para um máximo obrigatório de 15 minutos, deixa de haver falta de médicos de família” (declaração proferida, levantando o focinho das folhas de cálculo, pelos contabilistas do Tribunal de Contas). Pronto. Agora já sabem com resolver este grave problema e vislumbrar, seguindo este raciocínio até às últimas consequências, como se configura a solução final.
– “Ricardo Salgado não tem em seu nome um único bem; nem uma casa, nem um simples automóvel” (noticiam os jornais). Pronto. Agora, quando, para as bandas de Cascais, virem passar um homem de meia-idade, com um fatinho de 20 000 euros e acessórios personalizados, circulando de patins, já sabem: é o sr. Ricardo Salgado.

Postcards from the Balkans #05

‘Nasci solo muori solo, il resto è un regalo…’*

ou ‘It was terrible, terrible… still it was good’**

ou ainda Este é o (meu) sangue

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Fotografia: Tarik Samarah

Este postal começa ao contrário. A ordem das fotografias também está ao contrário. O mundo esteve (está) demasiadas vezes ao contrário, tornando-se o mal banal. A indiferença também. Afinal não é assim tão diverso.Eu hoje chorei. Porque vi o mal e me lembrei que o esquecera. Este mal. Sei que agora mesmo há outros, semelhantes, até nas razões. Sei também que muitas vezes, de forma mais ou menos (in)voluntária os vejo com distância, ou com indiferença, não sendo o mesmo, é. Eu hoje chorei e isso, na verdade, pouco tem de assinalável.

A mão aberta, com uma gota de sangue no dedo anelar pertence a uma mulher. Viva. Que testemunhou o mal como eu, vocês, ou seja, como a maior parte de nós nunca há-de testemunhar. A gota de sangue desta mulher serviu para determinar o dna dos corpos encontrados em valas comuns perto de Srebrenica e as relações familiares com os vivos. Mais de 8000 mortos, homens entre os 12 e os 77 anos. Arrancados às suas mulheres e mães, que uma década ou mais passada estendem as suas mãos, as suas gotas de sangue nos seus dedos anelares, em busca do único conforto possível: enterrar os seus filhos, maridos e pais. [Read more…]

Norte-americanos elegem Português do Brasil a 2ª Língua mais feliz do Mundo

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Música da semana – IV

Novo álbum do músico de Bristol será colocado à venda no próximo dia 08 de Setembro.

Vítor Rua: o que ser músico significa

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Imagem daqui

A TSF tem uma rubrica chamada «A Playlist de…» (e a palavra playlist estraga logo tudo). Toda a sorte de mais e menos famosos entregaram já nas mãos da TSF as suas preferências musicais, confidenciando na rádio as histórias e razões ligadas às escolhas que compõem a dita … playlist, assim chamam na TSF à música da vida das pessoas. A ideia – pôr no ar música escolhida por quem a ouve e gosta dela, pelas razões particulares que nos ligam às coisas – é em si boa. É o tipo de programa que fica sempre bem numa rádio que quer ser o espelho da sociedade a que as suas emissões se destinam. É também um dever de pluralidade e de memória, em favor da música de diferentes gerações. A música que cada um ouve é uma parte de si. Para aqueles que não se importam de a partilhar, uma rubrica assim vem a calhar – e sortudos os que possam ouvir com agrado, e se possível empatia, essa música de razões subjectivas que a rádio transmite.

Mas a música que cada um ouve é também uma caixa de mistério, uma escolha que em princípio não responde a nenhuma razão mercantil, e que habitualmente não passa na rádio. Isso é bom, uma lufada de ar fresco na névoa pesada e repetitiva da música para grande consumo com que constantemente nos moem o juízo (mas não foi sempre assim). Claro que melhor ainda seria a rádio deixar-se justamente de playlists, que não servem nem a música nem os verdadeiros músicos (que também os há falsos, em grande número até), mas os interesses intermediários e parasitas da criação musical e das indústrias que gravitam em torno dela. Sucede que a dado passo também as rádios sucumbiram aos imperativos dos mercadores de discos, concertos e cervejas, e estragaram tudo (mas a XFM existiu mesmo, e não é possível esquecê-la).

Vem tudo isto que já vai longo a propósito da entrevista que Fernando Guimarães, homem da rádio e também do Aventar, fez a Vítor Rua, uma pessoa que aposto que jamais aceitaria participar numa rubrica chamada «A playlist de…». [Read more…]

Sítios Onde Não Vais de Carro

Ecovia Ponte de Lima a Ponte da Barca.

Professor de Inglês, Mandarim, Matemática, Alemão, Espanhol e Francês

Alcabideche/Estoril
Procurasse Professor/a para lecionar em horário laboral, pós-laboral e ao sábado.
Pretendesse Profissional responsável, com experiência e disponível.

Deverá indicar o valor hora pretendido, pois sem esse dado não será considerada a sua candidatura.

Agradecemos o envio da candidatura com fotografia para:

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Postcards from the Balkans #04

‘The objects in the mirror are closer than they appear’

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de Ljubljana para Sarajevo à hora do almoço. Despeço-me da cidade e das pessoas do Hotel Macek, que são tão simpáticas. Se alguma vez forem a Ljubljana ou lá voltarem e se gostam de coisas simples (e bonitas, para mim é mais ou menos o mesmo), fiquem neste pequeno hotel à beira do Ljubljanica.Apanho um táxi para o aeroporto. O comboio demoraria 10 horas ou mais. Não que não gostasse de fazer a viagem de comboio, mas o voo dura apenas 50 minutos e 10 horas, às vezes, são muito tempo. Perco muito, já o sei de outras longas viagens de comboio, em preferir o avião, mas ganho mais umas horas em Sarajevo, onde chego pouco passa das 3 da tarde. Recolho a mala, levanto marcos bósnios e vou à procura de um táxi. São 12 km até ao centro e não consta (o meu guia assim o diz, tal como as pesquisas que fiz no google) que vá encontrar um autocarro. O meu guia diz que negoceie o preço. Assim, pergunto ao senhor, de ar extraordinariamente simpático, quanto me leva. 10 €. Vamos. Vou abrir a porta de trás e ele pede-me que me sente à frente. Hesito uns segundos, seria má educação recusar e entro para o banco da frente.

O taxista pergunta de onde sou. Portugal. Ah, Portugal, futebol, Portugal, Cristiano… Ronaldo, termino eu. E rimo-nos. Depois, o senhor – que fala pelos cotovelos – pergunta-me coisas, fala do calor, responde às minhas perguntas sobre a Bósnia e Herzegovina (doravante, carinhosamente BiH). Pergunto sobre a vontade dos cerca de 4 milhões de habitantes em fazer parte da União Europeia. Entusiasticamente diz que muitos querem a adesão, incluindo ele mesmo. Mas, depois, cabisbaixo, como que a reconhecer o (que daqui a nada há-de ser, para mim) óbvio: nem em 10 anos. Pela janela vou vendo os subúrbios de Sarajevo. Feios, quase tenebrosos, com os seus prédios mal construídos ou, talvez mais adequadamente, reconstruídos, as suas oficínas, o seu lixo, o seu trânsito infernal…
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Retrato musicado de António Marinho e Pinto

Porque eu só estou bem
Aonde não estou

TAP (memória)

1969 Amália Rodrigues[4]

1969: Amália Rodrigues embarcando num Boeing 727-282 da TAP – Transportes Aéreos Portugueses

Pobrezinho…

Com esta situação económica, julgo que deveria solicitar atribuição de RSI…

Fé económica

auto-flagelação
César das Neves é que percebe do Espírito Santo: muita oração, penitência, jejum, flagelação e virá um milagre. Ámen.

Portugal tem um novo patriota

Chama-se Vítor Bento. Vítor Vento para o Expresso.

O bug da Segurança Social

Tem mais, mas este é tão kafkiano quanto informático.

Postcards from the Balkans #03

‘Strawberry cakes forever’ e outras revelações

10557314_10204716135609551_601455223790232725_nOs lugares perfeitos não têm história. Um pouco como as pessoas, se as houvesse perfeitas. No entanto, estou quase certa que Ljubljana não é uma cidade perfeita. Tenho pouco tempo para o saber. Praticamente não vou além do centro e perco-o, de certeza, ao centro. Das coisas. Das estórias, quero dizer.

Mais do que faço nos lugares imperfeitos, ponho-me aqui a reparar em tudo, muito bem. Nas pessoas, nas janelas, nas paredes, nos parques, nas ervas e nos pequeníssimos malmequeres. Ljubljana é uma cidade cheia de parques e jardins, do grande Tivoli e da colina do castelo aos pequenos recantos, cheios de árvores e sombras. Não está demasiado calor, no entanto. De manhã decido ir à procura do quarteirão do parlamento, onde estão também os ministérios, as embaixadas e – o que mais me interessa – os museus, especialmente a Galeria Moderna.

Atravesso a ponte dos Sapateiros, viro à direita e logo à esquerda e estou de novo no parque Zvezda. Aqui, do lado esquerdo de quem sobe, um magnífico edifício da Universidade de Ljubljana. Meto pela rua Vegova cheia de escolas e cabeças de eslovenos ilustres. Uma rua muito sossegada e verde. Encontro ao fundo um monumento, escrito em francês, uma homenagem ao ‘soldat sans nom’. Há umas galerias de arte, pequenos museus, um teatro de verão, com um belo pátio. Sento-me na esplanada de uma praça. Os pardais voam muito depressa e, de repente, pousam por longos segundos nas mesas e nas cadeiras. Vários me visitaram a mesa. Foi por causa deles que levantei a cabeça, para acompanhar o voo e prever a próxima visita, e dei de caras com o nome da praça: Francoske Revolucije. Está então explicado o ‘sous cette pierre/ nous avons deposè tes cendres/ soldat sans nom‘. [Read more…]

Visto por outro lado…

Henrique Granadeiro aguentou-se até hoje sem se demitir da PT. É obra do Espírito Santo.

A grande evasão do Novo BES para a CGD

vai fazer encerrar balcões e levar ao despedimento de muitos trabalhadores – não se iludam. Carlos Fonseca, no seu último texto sobre o caso BES.

Os telhados de vidro ortográfico do Blasfémias

Espero, por estes dias, escrever mais demoradamente sobre a divulgação dos erros ortográficos cometidos por alguns professores que realizaram a chamada prova de avaliação de conhecimentos e de capacidades (PACC).

O inestimável Vítor Cunha já veio regurgitar a sua opinião. Ainda e sempre intoxicado por um cocktail em que estão misturados anticomunismo primário, ódio à administração pública e ignorância atrevida, é natural que seja incapaz de raciocinar ou de sentir empatia. Só isso explica que cometa a deselegância de chamar “proto-candidatos” a cidadãos com habilitação para dar aulas.

Não quero transformar esta questão dos erros ortográficos da PACC numa espécie de “quem diz é quem é”, mas, ainda assim, apetece-me relembrar o texto em que José Manuel Fernandes utilizou o particípio “fazido”.

O próprio Vítor Cunha, curiosamente, recorre ao neologismo “protocandidato” impondo-lhe um hífen contrário às regras, como poderia descobrir em qualquer prontuário.

Postcards from the Balkans #02

‘Dum vita est, sevdah est’*

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Levanto-me cedo, para meu hábito. Ljubljana é uma cidade pequena. A Eslovénia é um país pequeno. 2 milhões de habitantes ao todo, no país. Cerca de 900 mil na cidade. Pouca gente. E nota-se. Já ontem mencionei o silêncio. Está em toda a parte e é perfeito. Ljubljana é a cidade perfeita, para quem aprecia este género de perfeição. Eu gosto. Mas prefiro – ou aprecio mais – lugares menos perfeitos. Já o silêncio… bate-me em cheio no corpo quando saio do hotel e meto pela minúscula viela que vai dar à praça Mesint com a fonte dos três rios no centro e as torres da igreja de S. Nicolau atrás.

O silêncio leva-me ao mercado, na praça Vodnikov. Incrivelmente – trata-se de um mercado – o mesmo silêncio, que explode nas cores das frutas, dos legumes, das flores. As cores são a única coisa que interrompe o silêncio, especialmente o longo amarelo dos grandes girassóis. Passeio entre as bancas. Fotografo uma senhora que vende legumes. As flores. Outra vez as flores. Depois vou à procura do funicular para o castelo. Podia subir pela Studentovska, mas a rua parece-me íngreme demais (se tivessem os meus pés, compreendiam). [Read more…]

Engordar o porco para a matança?

Caixa Geral de Depositos

À medida que o Banco dos Pobrezinhos da Comporta vai fazendo jus ao seu nome, clientes preocupados com a segurança das suas poupanças abandonam o barco e tentam colocar-se a salvo no banco do Estado. Só na passada Segunda-feira foram depositados 200 milhões de euros na CGD, provenientes, na sua esmagadora maioria, de antigos clientes do BES.

É interessante ver que esta crise do sector bancário privado – o tal que era sólido como uma rocha – ontem aparentemente alargada ao BCP, está a engordar o porquinho mealheiro estatal que o PSD/CDS tanto querem privatizar. Alguém chinês ou angolano assessorado por algum social-democrata interessado? 40 ou 50 milhõezitos devem chegar. Até lá, engorde-se o porco para a matança.

A solidez bancária e o super regulador

Carlos

(Carlos Costa enverga a nota que lhe permitirá adquirir cerca de 57 acções do BCP)

Há pouco mais de um ano, o Banco de Portugal confirmava que o sistema bancário estava “sólido”. Em Junho passado, aquele que é já considerado como o melhor regulador da história dos reguladores pela SPO (Sociedade Portuguesa das Ovelhas) veio a público reafirmar essa solidez, avançando até que “Portugal está a criar um clima de confiança no sistema financeiro“.

Ora depois das recentes demonstrações de solidez do banco dos pobrezinhos da Comporta, solidez essa que em breve será solidificada com capitais provenientes do sitio do costume – não, não é o Pingo Doce, são mesmo os seus impostos –  voltamos a assistir a um filme a que assistimos há poucos dias: a CMVM decidiu ontem proibir as vendas a descoberto com ações do Millennium BCP, fruto de uma queda em bolsa de 15,07%, o que levou o preço de cada acção para valores abaixo do preço da pastilha elástica, mais concretamente 0,0879€.

Posto isto, aguarda-se com expectativa aquilo que os ideólogos do sistema terão a dizer. O super regulador é efectivamente um Cristiano Ronaldo da supervisão. Quando irá o BCE perceber o óbvio e apostar na sua contratação para a próxima época? Conseguem imaginar aquela frente de ataque com o Constâncio na esquerda, o Draghi da Goldman no coração da área e o Costa na ala direita? A conferência de imprensa de hoje promete…

Canções de uma mesma chama de secreta gravidade [Textos sobre música portuguesa V]

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«Um dia vou abrir o frigorífico e vai estar vazio», pensou certo dia Mísia quando, sozinha e angustiada em casa, pensava na crise e no seu futuro. «O que é que eu vou fazer? O que é que eu vou comer?», interrogou-se a cantora melodramaticamente à boa maneira portuguesa: sempre com a fome no pensamento. Assim nasceu o menu de canções que constitui o seu último trabalho, Delikatessen Café Concerto (2013), um jantar musical cozinhado com as suas melhores canções, e um punhado jeitoso de convidados à altura de tão finas iguarias: Iggy Pop, Adriana Calcanhotto, The Legendary Tigerman, Dead Combo, Ramón Vargas e Melech Mechaya. Para eles, e com eles, Mísia serviu canções portuguesas, francesas, boleros e tangos, afastando-se um pouco do seu caminho de fadista, embora não completamente, pois tudo o que canta se transforma de certa maneira em fados.

No final de 2011, Mísia editou Senhora da Noite, uma senhora que esconde treze outras senhoras: trata-se de um conjunto de treze temas, escritos por outras tantas autoras, de Amália a Aldina Duarte, passando por Florbela Espanca, Natália Correia, Lídia Jorge, Hélia Correia, Rosa Lobato de Faria, Amélia Muge, Adriana Calcanhotto ou a própria Mísia, num disco que celebrou o génio criativo feminino e constituiu um regresso ao Fado mais tradicional – tanto quanto a tradição pode casar-se com a modernidade do estilo de Mísia. [Read more…]

A vã-glória de um atirador furtivo

Santana Castilho *

Sobre a PACC (Prova de Avaliação de Conhecimentos e Competências) dos professores já me pronunciei sobejas vezes, a primeira das quais nesta coluna, em 7 de Fevereiro de 2008. O que passo a escrever tem duas finalidades: apelar à memória escassa da maioria, para melhor compreendermos a atitude ignóbil de Nuno Crato, e denunciar com frontalidade que a fixação do ministro no papel sacro dos instrumentos de avaliação é demencial.

Com o truque que todos conhecemos, para impedir que os sindicatos pudessem apresentar um pré-aviso de greve, o ministro da Educação actuou sem educação nem escrúpulos. Usou o capote da desfaçatez para bandarilhar uma lei da República, que protege um direito fundamental. Portou-se como um caçador furtivo a atirar sobre cidadãos que o Estado enganou, com dolo agravado por habilidades grosseiras. E foi a primeira vez que assim se desvinculou da ética política e da lealdade que deve àqueles que governa? Não, não foi! Os exemplos repetem-se e há muito que vêm desenhando um carácter. [Read more…]

Dignidade

Mesmo em política internacional, não pode valer tudo. Os EUA “esqueceram” o tradutor e Manuel Vicente “esqueceu” que sabe inglês. John Kerry evitou o embaraço…

Banco bom

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Postcards from the Balkans #01

Entre Zagreb e Ljubljana

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levanto-me em Lisboa às 4h30 da madrugada. Levanto-me como se tivesse dormido e não dormi. Ninguém se levanta à hora a que se deita. No aeroporto a confusão do costume, talvez um pouco menos já que é cedo demais. O voo sai a horas. Chega a horas. O voo, eu e a mala. Mal chego a Zagreb vou para a estação de comboios. Não sei porquê, convenci-me que iria apanhar um comboio rápido e moderno. O que me espera é, convenhamos, bastante melhor que isso. É lento e antigo. Entro num compartimento onde está um casal. O senhor – que novidade, claro, já se sabe que, não sei porquê, nunca chego verdadeiramente a tocar nas minhas malas, quando viajo – agarra-me na mala e coloca-a na grade, por cima da minha cabeça. As janelas do comboio vão abertas. Tenho sono. Mas é bom por a cabeça de fora e rir-me para os girassóis nos campos. [Read more…]

Elementar meus caros…

PB

Como poderia a PT na passada 5ª feira ter conhecimento de uma decisão que o governo apenas tomou no fim de semana?

Centro de Linguística da Universidade do Porto

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Como é do conhecimento público, em consequência de um processo de avaliação internacional conduzido pela FCT em parceria com a European Science Foundation, uma parte muito significativa das unidades de investigação do país não passou à segunda fase do processo e não terá, por esse motivo, financiamento a partir de 2015.

O CLUP – Centro de Linguística da Universidade do Porto é uma dessas unidades. Nas últimas semanas, vários órgãos de informação têm publicado notícias, entrevistas ou reportagens sobre a situação específica do CLUP. No entanto, é importante reforçarmos, também através de outros meios, o nosso sentimento de injustiça e de rejeição perante a avaliação que nos foi atribuída.

O Centro de Linguística da Universidade do Porto, unidade da FCT fundada em 1976 pelo Prof. Doutor Óscar Lopes, goza de uma grande reputação entre investigadores nacionais e estrangeiros, é responsável por publicações prestigiadas e lidas pela comunidade científica, apresenta índices de produtividade muito significativos em termos quantitativos e qualitativos e é a única estrutura científica de apoio à formação graduada e pós-graduada especializada em Ciências da Linguagem na Universidade do Porto.
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Três perguntas que ninguém parece querer fazer sobre o “novo banco”

Três perguntas apenas.

Não vai custar um tostão aos contribuintes

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Esta história já tem barbas. Deve ser por causa da tradição veraneante da repetição dos blockbusters.