PSD e CDS chumbam audição a Durão Barroso sobre o caso dos submarinos. Não vão os telhados de vidro desabar como a selecção brasileira…
O demagogo, a clientela e os subsídios
O candidato António Costa (o tal que é boy rosa mas quase ninguém lhe chama isso, isto dos boys é só para os do PSD) ), prometeu, a uma “assembleia de clientes”, que iria, caso fosse governo, criar novamente o Ministério da Cultura.
As chamadas “pessoas da cultura” (que eu não sei como se caracterizam) vão desde a actores de televisão e cinema, escritores, escultores, poetas, pintores, músicos, etc, e até de personagens como Gabriela Canavilhas (ex-Ministra da Cultura de triste memória e amiga das touradas). Vendo de relance a lista de apoiantes (há uma página no Facebook para isso), e com algumas excepções, verifica-se que temos mais uma vez a corte dos subsídios. Lembrei-me logo dos GNR, ou dos Moonspell, entre outros, que fizeram carreira, e nunca receberam qualquer subsídio do Estado.
Que a cultura deve ocupar um lugar central na nossa sociedade, estamos de acordo. Mas devemos discutir o que cabe nesse guarda-chuva chamado “Cultura” e qual deverá ser o papel do Estado e da sociedade civil nessa matéria. E depois, sim, qual deve ser o modelo político e administrativo para cumprir tal missão.
Sem isso, isto não passa de demagogia barata e de clientes a berrar por subsídios.
Enjoo
Para a TSF, comprova-se, contar uma greve não vai muito além do “transtorno” para quem não foi atendido, com historietas que roçam o ridículo, como a do utente do centro de saúde que só ia para pedir uma receita e agora “teria de ir ao privado”, como se a receita não pudesse ser pedida daqui a dois dias.
Mas a minha favorita da manhã foi mesmo a entrevista ao condutor de camionetas que nos últimos tempos só tem feito excursões de protesto. Hoje vai levar médicos do Porto a Lisboa, a semana passada foi outra classe profissional, para a semana será outra.
Pergunta do repórter: “Já deve estar enjoado de tanto protesto, não?”
O condutor não sei, mas eu estou enjoada da TSF.
O bom senso imperou
e Élsio Menau foi absolvido. Que bem empregues que estes recursos públicos foram. Haja dinheiro!
“Pelo jornalismo, pela democracia”
Super Tuga
Todos, um dia, precisamos de um herói que nos salve.
Todos, um dia, precisamos de um Super Tuga.
Coisas de banqueiros
Compreendo perfeitamente que a concorrência se esmifre por herdar os clientes do BES. Se neste momento só um tolinho lá guarda o seu, consumado o assalto pelo PSD, com o banco entregue àquele amigo de Cavaco Silva, o Oliveira Costa, perdão, o Vítor Bento, só um grande tolo ali deixará depósitos (e alguns tolinhos precoces parece que já arranjaram chatices na Suiça, o que me dá um gozo tão grande como me deu o da canalha que andou nos idos de 70 a delapidar o património português e ficou sem ele, entregue a algum terrorista menos benemérito para passar a fronteira).
Mas chegados a este ponto:
Fico com o José Simões:
Um castanheiro [?] um carvalho [?] que dá laranjas [?] pêssegos [?], uma família que contra as mais elementares regras de segurança, ensinadas às crianças logo nos primeiros anos de ensino, face a uma colossal tempestade se abriga debaixo de uma árvore. O logro, a mentira, a irresponsabilidade do sistema financeiro que colocou os Estados debaixo da maior crise dos últimos 90 anos e aos cidadãos sacrifícios e privações de que já não havia memória, e que voltará a colocar, porque a árvore, passada a tormenta, torna a dar frutos, tudo explicado em 01:05 minutos num spot publicitário do BPI [Banco Português de Investimento]. Muito obrigado senhor Ulrich pela sessão de esclarecimento.
O Cavaco e o Carmo
Os portugueses do presidente da república andam numa azáfama: que um prémio agora atribuído a Carlos do Carmo não vale nada, é irrelevante, não merecendo portanto cavaco presidencial.
Tenho uma falência, de pequenino, com o cantor Carlos do Carmo. Irrita, até me coço na testa com o fado canção onde se afirmou, não há anti-histamínico que me sossegue quando entra pelos ouvidos e por razões socais não posso mudar o disco. Sou insuspeito mesmo sendo de esquerda, portanto.
Mas fosse a Kátia Guerreiro a ganhar um Grammy, pequenito e latino que seja sempre é um prémio votado pela indústria, portanto o mercado, era uma festa em Belém e poupavam uma trabalheira a desvalorizar a homenagem ao artista que tem tudo de pop latina (esse pequeno nicho do castelhano, português e portunhol, coisa pouca, o segundo do planeta), não era?
Sede uns senhores, carago!

É extraordinário o ódio que despertam entre os escrevinhadores e comentadores oficiais homens que pensam, falam e agem coerentemente com as convicções que (se) constroem. A adoração pelas alforrecas morais e os invertebrados cívicos e políticos continua a ser uma toxina incurável herdada dos 48 anos malditos de infecção das consciências. E não faltam arautos bem pagos e apaparicados para manter tal doença crónica. Como eles gostavam de ter um bastonário da Ordem dos Médicos ( e de outras ordens profissionais) de cerviz caída, fazendo vénias ao poder e frequentando o clube do croquete. Como lhes era grato ter um dirigente da Fenprof calado, obediente e beijando a mão ao governo. Mas não têm nada disso. Os senhores doutores em geral e de todos os graus – veja-se bem! – portam-se mal. Parece não se importarem que os considerem “trabalhadores” (bbrrrrr…), prescindindo das fidalguias com que os tentam seduzir. E, para cúmulo, não só defendem os seus interesses como parecem preocupados com os de todos nós! Abusadores! Assumi o vosso ilustre estatuto e portai-vos como os senhores que deveríeis ser. Afinal tendes – todos! – mais habilitações académicas que os membros do governo. Se continuardes a fazer ondas, sereis execrados por todas as pessoas finas da elite – desde o Relvas à Lili Caneças! E, assim, é bem feito que continueis merecer os exorcismos comentatórios dos senhores José Manuel Fernandes, José Gomes Ferreira, Marques Mendes e outros répteis
postais da xávega, torreira (5)
Por um Jornalismo com Pessoas Lá Dentro
A concentração é hoje, Segunda-feira, pelas 18h30.
É isto
Tudo está a venda, tudo é comerciável e negociável, e tudo se pode regatear, desde que seja público.
Alínea a) Com excepção da dívida pública
Alínea b) Com excepção dos contratos PPP
Alínea c) Com excepção das rendas ao sector energético
Alínea d) Com excepção do financiamento aos colégios privados com contrato de associação que, ao contrário do que previa o memorando de entendimento com a troika, viram a verba do Orçamento do Estado aumentada.
(…)
[no Der Terrorist]
Em roda livre

O que é que se pode escrever sobre esta semana que passou, mais uma, no palácio da loucura? Que a vergonha desapareceu por completo da cara dos políticos que se apossaram de Portugal e da Europa. Na Grécia privatizam-se praias, edifícios, tudo o que possa render uns tostões que paguem o dízimo à banca. Antecâmara da nossa realidade, lá chegaremos em breve. Pelo caminho, suspira-se para a comunicação social um esquema para autarcas e governo se financiarem pelo fornecimento de escolas com menos professores do que os “necessários”.
O BES continua a afundar-se e a ameaçar levar-nos ao fundo com ele, sem que mais uma promiscuidade entre banca e governo perturbe o presidente dos artificiais consensos. Deu, no entanto, origem a uma declaração, daquelas com a voz colocada em falsete, cheia de indignação devido aos nomes escolhidos para esse banco estarem “todos associados à actual maioria política“. Depreende-se que esse banco ter nomeado um ministro da economia já será aceitável.
Quanto à guerra do trono, depois do truque dos cartazes, digno de uma RGA, vêm a lume, no tempo certo, os negócios feitos na (ante)câmara de acesso ao governo, com as suas contas tão pouco transparentes como as de tudo o que é Estado hoje em dia.
A parte deveras perturbadora é, novamente, se constatar que um louco pode tomar o poder e meter um país de pantanas sem ser travado. A banca nomeia políticos, os políticos nomeiam-se para a banca e, enquanto cumprem o tempo de serviço obrigatório no governo, vão fazendo leis que alimentam este binómio. A bancocracia, que com a partidocracia faz a outra face da mesma moeda, é absoluta.
[imagem]
«Os Dias Cantados» e «A Cena do Ódio»
brilham na rádio pública lembrando os mais distraídos que é na rádio que estão alguns dos melhores textos: sobre a música que o 25 de Abril libertou e sobre os piores sentimentos que inspiraram as melhores canções.
Consenso
define o que acontece quando de forma tácita (e sem grandes conversas, e muito menos ainda Conselhos de Estado) a grande maioria da opinião pública, e independentemente de posicionamentos outros, concorda num determinado aspecto relevante para a vida dessa sociedade, estabelecendo-se uma convergência de interesses. Não é o que está a acontecer, apesar dos apelos do PR e dos desejos de uma parte da classe política afecta ao PSD e ao PS. O que está a acontecer é um forcing (actualmente já na sua fase decadente) que, como Passos Coelho gosta de dizer “não tem aderência à realidade” fragmentada da sociedade portuguesa. Pois consenso haveria caso a grande maioria dos portugueses (de que as elites partidárias são apenas uma pequenina parcela) estivesse de acordo e consentisse que os partidos que têm governado o país se unissem nessa operação que o PR gosta de adjectivar como sendo de «salvação nacional». Não é o caso.
A maioria da população não vota, e não vota movida pela raiva contra a classe política, nesse terrorismo contra a democracia que não é aliás um fenómeno nacional: a Europa inteira anda nisso, para falar dos seus cidadãos empenhados em protestar pela abstenção. E os que votam estão fragmentados: entre os que prosseguem votando nos partidos que têm governado, avalizando que prossigam governando embora representando cada vez menos, e os que dão o seu voto a todos os outros que os princípios pouco democráticos (falando de representatividade) do ainda vigente sistema eleitoral tornam irrelevantes, com a ajuda da propaganda dos que reclamam para si o ofício de governar todos os outros.
Conselho de Estado
Houve Conselho de Estado. Dele resultou um daqueles comunicados. Quando o secretário lia o comunicado o meu gato miou. Uma coincidência.
A diferença entre os dois sons é que o miado do meu gato tinha sentido e um significado: o seu prato de biscoitos estava vazio e ele reclamava. Quanto ao Conselho de Estado, só produziu uma declaração relevante quando Manuel Alegre declarou que tinha fome. Como o meu gato, afinal.
O jornalista alemão Harald Schumann
veio a Portugal filmar a nossa miséria pós-troika e entrevistar pessoas para o seu novo documentário. O governo não aceitou falar com ele. Em Outubro passado o Aventar legendou o seu «Quando a Europa salva os bancos quem é que paga?».

Ganhando milhões, queimando outros tantos
Pelo que li no artigo de ontem do Pedro Santos Guerreiro no Expresso, o “investimento” da PT na Whatever Espírito Santo (ou Espírito Santo Whatever, depende dos dias) não está a correr lá muito bem. Para além das perspectivas pessimistas dos gurus do mundo financeiro, e da expectativa de que o prazo para o reembolso do investimento não seja cumprido, existe a possibilidade de que as perdas provocadas pelo investimento possam comprometer os objectivos da empresa no processo de fusão com a Oi. Oi?
Após avaliação decorrente do processo de fusão com a Oi, os activos da PT foram estimados em qualquer coisa como 1900 milhões de euros, o que corresponderia a uma participação da PT na nova empresa de cerca de 37%. Ora como sabemos, a PT queimou recentemente cerca de 900 milhões de euros em “papel” – qual papel? – de uma Espírito Santo Whatever qualquer, quase metade do valor da avaliação. Por causa deste tiro voluntário nos dois pés, os tais 37% podem cair para algo entre 20% e 30%. Queima dinheiro, compromete a sua posição num negócio fundamental para as ambições da empresa e ainda vê as suas acções caírem perto de 20% em bolsa, uma das mais acentuadas quedas da história da PT.
Perante tudo isto, alguém por favor me explique isto porque eu aparentemente sou ignorante demais para perceber: quem são os idiotas que remuneram principescamente este tipo de incompetentes? É isto a gestão de topo em Portugal?
Desde já o meu muito obrigado.
P.S. O camarada Maduro envia cumprimentos.
Visto de fora
O “resgate” errado, que apenas
salvou os investidores estrangeiros,
principalmente alemães, de
perderem nos maus investimentos
que fizeram, mina a confiança nas
instituições democráticas dos países
afectados. Os Governos e os
Parlamentos desses países parecem
ser apenas marionetas nas mãos de
desconhecidos, e não eleitos,
burocratas estrangeiros. E, ou, de
investidores.
…
o verdadeiro objectivo dos
“planos de resgate” foi salvar os
bancos – alemães, franceses,
ingleses – e os seus clientes ricos
que fizeram investimentos
estúpidos em bancos
sobredimensionados, alimentados
pelas bolhas imobiliárias, na
Irlanda, na Espanha e em Portugal.
Por esta razão, as dívidas dos
bancos a credores privados foi
reciclada em dívida dos Estados a
credores oficiais. Em vez dos
investidores, quem assumiu o risco
foram os contribuintes de todos os
Estados da Europa [P]
Estado do governo da nação

Vai um governado à página do governo e o google avisa não ser este o site que procuro, que procurava aceder a http://www.portugal.gov.pt, mas, em vez disso, acedi a um servidor que se identifica como a248.e.akamai.net.
Isto poderá dever-se a uma configuração incorreta no servidor ou a algo mais sério.
Diz o Google.
Um utilizador mal intencionado na sua rede poderá estar a tentar levá-lo a visitar uma versão falsa (e potencialmente maliciosa) de http://www.portugal.gov.pt.
Ora mais malicioso do que gov.pt não há, no Google são uns exagerados com a segurança.



Acordo e 












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