Não querem aproveitar e fazer as Legislativas no mesmo dia das Autárquicas?
Quem tramou a carta de Vítor Gaspar?
A carta de de demissão de Vítor Gaspar, um tipo de documento que não costuma ser público, muito pelo contrário, e tanto embaraço está a causar ao governo, ou a parte dele, circulou esta tarde mas não a partir do seu original. Foi feita numa KONICA MINOLTA bizhub C253, um aparelho profissional de digitalização.
São imensos os caminhos que a carta pode ter tomado até virar um ficheiro pdf, o tom de fundo que substitui o do papel dá a entender que o original foi fotocopiado. Deu-me para pensar que Paulo Portas, desta vez, não vai levar fotocópias para casa; tal como esta coligação, é uma tecnologia completamente ultrapassada.
Gaspar: grandes frases…
…e muitas grafias (com os cumprimentos do Expresso). Já estamos habituados. Pois, por lá continuam os contatos. Muito bem.
O melhor povo do mundo
“O povo português revelou-se o melhor povo do mundo e o melhor activo de Portugal” (Vítor Gaspar, 4/10/2012)
Maria Luís Albuquerque: 11 − 9 = 2
Aproveitemos o assunto do dia, para uma reflexão e um lembrete.
Albuquerque.
Lembrem-se dos Prefab Sprout e estejam atentos à pronunciação. À deles, é claro: Albuquerque.
Agora, concentremo-nos no português. Albuquerque? Grafia extremamente anacrónica, composta por duas letras ‘mudas’ (credo, letras ‘mudas’!): 11 (Albuquerque) − 9 [aɫbuˈkɛɾkɨ] = 2 (Albuqerqe).
Subitamente, lembrei-me da base XX, 5.º, do AO90 e dos “diagramas [sic] gu e qu, em que o u se não pronuncia“. Pois, não: o u não se pronuncia. É verdade.
Também é verdade que <qu> é –grama, mas não é ‘dia-’ é ‘di-‘. Sim, ‘di’: digrama. Efectivamente.
Reflexão ortográfica ao cuidado da comissão negociadora do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 2090, a entrar em vigor em 2109, através da Resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2111. Exactamente: 2111. Ainda falta muito tempo.
A demissão de Gaspar segundo o DN
Que muitas das suas intervenções eram difíceis de entender, já se sabia. Que algumas das suas decisões eram estranhas, idem. Agora, o DN foi mais longe e publicou a carta de demissão de Gaspar em “gasparês”. Não havia necessidade….Por falar nisso, o CAA teve razão antes do tempo. Só para recordar os mais desatentos.
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A Carta de demissão de Gaspar
A carta!
Que pelos vistos já tinha seguido em Outubro… Mas, já agora uma questão existencial – é possível alguém demitir-se de uma coisa que não existe?
E como fica aquilo sem um Primeiro-ministro?
Ainda acham que não vale a pena lutar?
A realidade, mostra, um dia após o outro, que não temos alternativa.
É só empurrar mais um pouquinho…

Portugal é um casino
Promover uma ajudante a ministra no momento em que se constata que falamos de:
- alguém que mentiu na AR
- uma jogadora no casino dos contratos swap (e mais grave do que isso: foi gestora financeira de uma administração da Refer com a missão de a desbaratar e privatizar).
é digno de um país entregue aos bichos, ou melhor, ao jogo do bicho, onde a sorte lhe pode ter sido favorável mas não deixou de andar a apostar na roleta russa das especulações financeiras.
Maria Luís Albuquerque foi professora de Passos Coelho na Lusíada, e fica agora explicado porque a manteve e tem suportado num cargo de Secretária de Estado de onde deveria ter saltado como os outros: neste governo premeia-se o crime económico. Valha-nos que por uns tempos não escutaremos o pior Ministro das Finanças de sempre, pódio que, fosse-lhe dado tempo e não estivéssemos perante mais um sinal do fim mais que anunciado, a sua substituta se encarregaria de ocupar. A má política faz maus políticos, a péssima piores ainda.
E se fosses dar banho ao cão?
Maria Luís Albuquerque não sabia dos contratos swaps. Se nem sabe o que assinou, demita-se.
Pedro Passos Coelho
Contra os modelos neo e mesmo ultra-liberais de putativa vanguarda da teoria económica.
Diz que é preciso despedir funcionários públicos (3)
Plataforma Democrática do Povo – PDP
Ouvi falar deles pela primeira vez na Manifestação do dia 2 de Março no Porto. Gostei do que ouvi. Cansada da alternância não democrática em que vivemos, buscava uma alternativa fidedigna em que acreditar e a PDP pareceu-me sê-lo.
Assinei o documento em que se solicita a legalização da PDP como partido político.
Trouxe o endereço do site e fui pesquisar. Confirmei o que me tinha parecido. Os princípios, o programa, toda a base ideológica da PDP são exactamente aquilo em que acredito.
Tornei-me membro do grupo na página do Facebook.
Há muito que alinho pela ideia de que a sociedade e a forma como se faz política só podem ser alteradas com democracia efectiva. E uma democracia efectiva tem que assentar na participação de todos e na responsabilização das decisões tomadas. É também isso que a PDP defende.
Não sou, ao contrário do que já me acusaram de ser, contra os partidos políticos ou contra os políticos. [Read more…]
A progressiva optimização da fiscalidade do professor
O consenso aparentemente existente, entre falantes de português europeu, acerca da pronunciação da amálgama ‘setor’ deveria ser motivo suficiente para quem se entretém a adoptar o Acordo Ortográfico de 1990 – por obrigação, engano, prazer ou convicção – ter uma ideia bastante clara sobre a perturbação introduzida na ortografia portuguesa europeia através da supressão do cê de ‘sector’ — a grafia ‘setor’, note-se, não cai do céu, encontrando-se, por exemplo, não só no Assim Mesmo, no Ciberdúvidas, na Sábado e no Expresso, mas também cá por casa, em trabalhos académicos (cf. Zenhas, 2004 e Dias, 2011) e na Infopédia.
Acrescentemos ao raciocínio uma dose de estupefacção: apesar de a hipótese ‘sector’ existir, estando prevista na própria base IV do AO90 (“sector e setor”) e sendo autorizada pelo VdM, há quem opte por ‘setor’ — neste preciso momento, ocorrem-me umas cinco ou seis razões para tal acontecer, mas hoje, convenhamos, é domingo.
Antes que me esqueça: repararam na ‘optimização’? Com pê? Sim? Pois, no título. Óptimo. Adiante.
Continuando na senda de ‘setor’, o título deste trabalho (“Uma análise das competências do professor de Turismo a partir da perspectiva dos estudantes”) é mais uma demonstração de que efectivamente o AO90 não veio “fazer com que a língua portuguesa tenha uma ortografia única. Ou tanto quanto possível aproximada”, como se pode depreender dessa perspectiva mantida no Brasil, mas em Portugal, pois, claro, proscrita — se lerem o artigo completo e encontrarem aspectos (sim, aspectos) e respectivamente, não se admirem, lembrem-se da “ortografia única” ou “tanto quanto possível aproximada” da “língua portuguesa” e continuem sempre a acreditar.
Actualização (1/7/2013): Referência ao VdM.
Praia Fluvial com Estacionamento Pago?
O impensável acontece nas margens do Cávado, na periferia da propalada “terceira cidade de Portugal”.
Sem factura, que o lucro é para causas nobres, dizem.
Teixeira dos Santos ou Lixívia Política
Continuo a pensar que a entrevista que Teixeira dos Santos à TVI é mais uma manifestação de branqueamento histórico de uma história mal contada. As razões que levaram Portugal ao pedido de ajuda externa não podem ser objectivadas por aqueles que degradaram o rating português e viram a dívida escalar num par de anos até à vulnerabilização final atribuída ao chumbo de mais um PEC, o IV. O testemunho de Teixeira dos Santos não vale e não colhe, tal como não vale nem colhe dizer do passado o que nos apeteça para que nos apareça com a melhor cara possível. O pedido de resgate era inevitável e ao PEC IV teriam certamente sucedido PEC sucessivos e intermináveis, num apodrecimento que nada poderia apaziguar. Fala-se do efeito dominó provocado pela crise grega, mas deveria falar-se no efeito dominó dos nossos próprios problemas estruturais e da nossa política doméstica assente no regabofe da dívida pública, na ineficiente cobrança fiscal e nula competitividade da economia, com os seus sectores protegidos sempre prósperos e o sector produtivo mirrado e paralisado. [Read more…]
Escritores moçambicanos na diáspora repudiam Acordo Ortográfico
Depois do PEN Internacional e da Sociedade Portuguesa de Autores, eis os Escritores Moçambicanos na Diáspora:
o AO é muitíssimo prejudicial, visto que empobrece e desagrega o idioma de um modo geral, introduzindo ainda inúmeras incorrecções e incongruências exaustivamente apontadas já por filólogos portugueses e brasileiros.
Ovação de pé.
Actualização (1/7/2013): Texto da Moção (via Ivo Miguel Barroso).
Vícios privados, públicas virtudes
A notícia da jovem angolana violada por três angolanos que retirou a queixa porque “havia que salvar a reputação das famílias” só pode admirar quem nunca tenha vivido numa ditadura, como Angola continua a viver.
Sim, isto é política, e social: o peso de uma classe que se ostenta a partir da acumulação corrupta de capital é terrível.
A reputação das famílias de filhosdaputa acima de tudo. E a não esquecer: os três filhosdaputa são bolseiros do governo angolano.
Escutas dos EUA à Europa
A Comissão Europeia e alguns países europeus estão indignados com as escutas americanas a instituições, cidadãos e dirigentes do continente. Têm razão e pediram, para já, explicações aos EUA.
Só na Alemanha a vigilância americana intercepta cerca de 500 milhões de comunicações por mês.
Estes dados, revelados por Edward Snowden ao jornal Guardian, confirmam suspeitas antigas ainda não provadas. Dificilmente os EUA confirmarão o que quer que seja e o caso ficará em águas de bacalhau, a menos que a Europa decida agir activamente, repondo alguma justiça pelo caminho, acolhendo, albergando e protegendo Edward Snowden, dando um sinal de que não tolerará a repetição destas práticas e abrindo brechas para futuros “Snowdens” denunciarem casos semelhantes.
Não acredito que a Europa (esta Europa hoje sem valores nem espinha dorsal) o faça, mas devia.
Se o PSD diz
E, já agora, a malta do PSD já se decidiu?
De manhã andam com um, supostamente independente, para a Câmara e à tarde aparecem com outro, do partido, para a Junta…
Vão levar a candidatura até ao último lugar do pódio ou vão mudar de candidato para, juntando dois perdedores, conseguirem um resultado um pouquito menos mau?













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