buraco 2

O Comboio de Alberto João Jardim*

Foto © Nuno Morão (clique)

Alberto João Jardim, o inimputável e democraticamente eleito presidente do Governo Regional da Ilha, admite que a dívida que o deixaram contrair é de “cinco mil milhões de euros“. Ora, por altura de 1998, aquando da aquisição da frota de comboios Alfa Pendular da CP, cada um terá custado aproximadamente *2,5 milhões de euros*.

Como a minha máquina de calcular é modesta, tive de pedir ajuda a um amigo para que traduzisse em “comboios” o montante da dívida insular (para me conseguir localizar um pouco melhor). E concluímos que, a valores originais de 1998, AJJ poderia dispor hoje de uma frota de quatrocentos comboios Alfa Pendular (a CP dispõe de 10). Como cada um tem cerca de 159 metros de comprimentos e uma lotação de 301 lugares, o buraco de AJJ equivale groso modo a uma frota de:

2,000 Alfa Pendular x 159 metros = 318 km

2,000 Alfa x 301 lugares = 602,000 passageiros.

Por outros termos, 318 km = ± Lisboa-Espinho ou Lisboa-Algarve – 318 km = 2,1x perímetro da ilha da Madeira; 602,000 lugares = 2,2 lugares por habitante da ilha

*Rectificação: 2,5 milhões de CONTOS foi o preço preço aproximado de cada Alfa Pendular. Em euros: 12,5 milhões de euros. Equivaleria dizer:

400 Alfa Pendular x 159 metros = 63,6 km, grande comboio. Pelo menos tão longo como Lisboa-Setúbal, Lisboa-Azambuja, Porto-Guimarães, Porto-Aveiro, Guarda-Covilhã

400 Alfa Pendular x 301 lugares = 120,400 lugares (para metade da população da ilha).

E falamos do valor do buraco. Não falamos de todo o orçamento “normal” para o funcionamento daquele paraíso. É mesmo o paraíso. Só há coisas boas. As dolorosas são pagas pelos patêgos do Contenente.

O 18 de Agosto ou o 18 de Setembro

santigobebé

Para mi Weñe Javier Max Raúl Isley

Bem sabemos que no 18 de Setembro de 1810 o Reino do Chile ganhou a sua Independência da coroa da Espanha, como tenho explicado nos meus ensaios de Julho e Agosto deste ano. São 201 anos de autonomia, com um breve período de ditadura de 18 anos, que é melhor não lembrar.

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Mais rápido do que a velocidade da luz

Eu não sei falar sobre ISTO.

Apenas sei que nada sabemos.

*

Ler mais sobre o assunto, aqui

Coisas do demo….

Ora façam o favor de ir ao tradutor do google e coloquem a seguinte frase:

“Pinto da Costa está alegre” e toca a traduzir para inglês. Está?

Agora façam o mesmo com a frase:

“Jorge Jesus está alegre”.

DO CATANO!!!!

Braga 2012 – Saber explicar uma obra:

Israel é um estado viável?

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É só clicar e ganhar

Para comemorar o Dia Mundial do Turismo (27 Setembro) nada como ganhar umas noites de borla em bons hotéis do Norte de Portugal. Querem saber como? Então, toca a clicar no link abaixo e “bora lá”:

TPNP

 

 

 

Troy Davis, homicídio de estado

Mesmo depois de eleito um preto para presidente, nos States continuam os assassinatos de pretos, condenados à morte apenas por serem pretos. Se isto é uma democracia, eu não sou democrata.

Fotografia: Tami Chappell

Nota: antes que me venham com a música do não se diz preto, diz-se negro, de um lado ou do outro, conto uma experiência de vida: dei aulas a uma turma constituída maioritariamente por africanos, adultos. Um dia lá calhou, nunca soube policiar a linguagem, e sai-me um preto, onde deveria estar um negro. Fiquei um pouco atrapalahdo, confesso, e pedi desculpa aos presentes. Resposta imediata:

– Professor, isso não tem mal nenhum, o que conta não é a palavra, mas a maneira como a dizem. Já me insultaram chamando-me negra, e como a disse agora, aqui ninguém se ofendeu.

Isto dito com o melhor sotaque guineense.

Não Te Deixes Enganar!

Também no feicebook.

 

ser ou não ser um buraco

Mea Culpa, Mea Culpa, Mea Máxima Culpa

Foi a sua persistência, a da sua mulher Jenny e a de Friedrich Engels, o amigo eterno, que Karl Heinrich Pembroke Marx foi capaz de descobrir a formação do capital e convertê-lo numa fórmula que todos deviam saber. Sem saber economia, como tenho referido entre outros dos meus livros:

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P3

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O jornal Público continua a inovar, desta vez com um novo suplemento, o P3.

O P3 nasceu para todos os jovens (e não só) que se encontram afastados dos órgãos de informação por não se reverem nos temas tratados. É um site de informação generalista produzido por uma equipa que concilia a experiência jornalística do PÚBLICO com a ousadia dos estudantes da Licenciatura e do Mestrado em Ciências de Comunicação da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. A nossa preocupação é que este site seja feito por jovens e para jovens. 

Pretendemos acompanhar a actualidade nacional e internacional e apostar nos temas culturais e nas novas narrativas multimédia. A recomendação de conteúdos e a interacção nas redes sociais são preocupações constantes, reforçando o incentivo à participação dos utilizadores. Por outras palavras, contamos com os teus textos e as tuas imagens. 

Convidam à partilha. Atendendo ao considerável número de pessoas a escrever, por exemplo em blogs, parece-me que não lhes faltarão materiais originais.

Boa sorte, estou curioso.

Um concurso armadilhado

O que aconteceu nesta fase do concurso de professores é muito simples: deliberadamente montou-se uma perfeita aldrabice para, entre a injustiça e a confusão, aparecer um Ramiro Marques a escrever:

Nuno Crato, em silêncio, deve tirar uma conclusão do episódio: pôr fim aos concursos nacionais, entregando aos agrupamentos de escolas a tarefa de recrutar professores para preenchimento de necessidades transitórias.

Após este comerciante (que não deve ter ganho pouco dinheiro com os seus blogues publicitários à custa da luta dos professores contra a avaliação de desempenho da socióloga Rodrigues, dedicando-se agora à defesa intransigente da privatização das escolas públicas, lá deve ter novos negócios em mira), outros virão. Para quem está fora do assunto: as denúncias do que se vai passando nas escolas onde as direcções, ou os municípios, têm autonomia na contratação de professores, para todos os efeitos funcionários públicos, colocam a coisa ao nível da Madeira: ele é parentes, conhecidos e outras amizades. Enfim, o expectável.

O que está em causa é muito simples: funcionários públicos contratam-se através de concursos transparentes, ordenando-os com critérios claros, ou funcionam exclusivamente pelo factor c(unha). Nestas coisas os neo-cons (ler em francês) ultrapassam em muito Salazar, que ainda obrigava os procedimentos a algum decoro. O resto é areia para os olhos.

Cultura: a vez da autonomia controlada

O secretário de estado da cultura, Francisco José Viegas, certamente em consonância com o primeiro ministro, declarou em conferência de imprensa o seu amor pela autonomia artística. No entanto

O secretário de Estado defendeu, por outro lado, que a programação destas entidades deverá ser discutida com o seu gabinete e que os resultados de bilheteira serão tidos em conta. “Vamos valorizar os resultados das bilheteiras nos cinemas e nos teatros”, disse. Mas, sublinhou, isto “não porá em causa nem um milímetro da autonomia artística” daquelas entidades. Trata-se de uma “questão ética”  –  “não acho justo que uma companhia, um encenador ou produtor não manifeste preocupação com as questões de público.”

A nova estrutura, que foi explicada em detalhe pelo secretário de Estado, extingue a OPART (que agrupava a CNB e o São Carlos) e cria estas cinco EPE, que terão gestão financeira centralizada no ACE. “A gestão deve ser entregue a especialistas de gestão para que as EPEs se possam concentrar na programação”. Quanto à necessidade de discutir o conteúdo desta programação, Viegas frisou que “não significa impor” alguma coisa. “Defendemos um repertório de primeira linha para os teatros nacionais e queremos ser informados sobre o que vai ser feito”, afirmou.

E se o secretário de estado, ou alguém por ele, não concordar com as opções tomadas? A autonomia mantém-se? E como é que não se altera um milímetro a autonomia artística se a programação fica condicionada pelas “questões de público”?

Admito que FJV pretenda, com estas medidas, quebrar alguns círculos viciosos que há muito se instalaram nestas estruturas. Escusa é de falar em autonomia artística.

Cavaco foi outra vez às vacas

“Ontem eu reparava no sorriso das vacas, estavam satisfeitíssimas olhando para o pasto que começava a ficar verdejante”, contou Cavaco Silva.

É admirável a capacidade de análise bovina de Cavaco. Depois do episódio da ordenha temos a novidade das vacas sorridentes, não confundir com a conhecida marca de queijo, rir e sorrir não é bem a mesma coisa. Em próximos prados é bem possível que venha a gabar os quadrúpedes que não fazem buracos ou a docilidade dos ruminantes incapazes de um motim.

Uma vez vi uma vaca que chorava, e cheguei a puxar de um lenço para lhe aparar as lágrimas. Estarei a caminho de me converter ao cavaquismo?

O Jardim impede que se veja o matagal

Nos últimos dias, e justamente, Alberto João Jardim tem estado na berlinda, e, na sua fuga em frente, usa o voto dos eleitores como garantia ética, à semelhança do que fez o sr. Silva quando ganhou as eleições. Aqui, no Aventar, não conseguimos fugir a tão candente tópico. Carlos Moreno, entretanto, vem lembrar que há muitos outros buracos orçamentais, tantos que já caímos dentro deles e ainda não nos avisaram.

Com a rapidez do costume, as anedotas sobre a Madeira já nasceram. Olhem em volta: se virem algum presidente da câmara a rir muito alto é porque deve ter alguma coisa a esconder. Os ansiosos por mais austeridade disfarçam o mais que podem e agradecem, também eles, a Jardim.

Sempre pela Madeira

Sempre pela Madeira, sempre, sempre. Custe quanto custar.

 

Júlio Resende 1917/2011

Júlio Resende, o pintor, morreu hoje aos 93 anos. Como sempre acontece com os grandes artistas, a morte pode pouco contra a obra, que permanece.

Viagens

Um blogue sobre viagens, hotéis, aviões, low-cost, descontos, escapadas, fins-de-semana, enfim: como descansar viajando em época de crise.

Que tem um sedentário como eu a ver com isso? o gozo de ver os novos voos do nosso José Freitas. Antes de embarcar faça o check-in.

O último a saber

O “desvio colossal” das contas da Madeira escondido pelo PSD regional estava, pelos vistos, no segredo dos deuses. No caso, da santíssima trindade Jardim-Cavaco-PGR. O marido, que é como quem diz o pagante contribuinte, foi, como sempre é, o último a saber.

(Manuel António Pina, JN 20Set2011)

O cidadão Aníbal, segundo a imprensa, já sabia do enorme buraco ilhéu, antes de convocar as eleições que deram a maioria à Direita. Calou-se, cometendo o crime de ocultação; estará o cidadão Aníbal acima da Lei, não vindo a ser punido pelo crime? E o representante do Ministério Público junto da secção regional madeirense do Tribunal de Contas, que também se calou perante um crime de denúncia obrigatória, também sairá impune?

Decididamente, a república das bananas estende-se já do arquipélago ao Terreiro do Paço. Cavaco junta mais uma mancha às nódoas que já lhe conhecíamos – ele, que deveria ser uma referência nacional; a Justiça, na vertente MP, carrega mais um episódio de descrédito, a somar ao imenso labéu que a cobre.

Resta aos cidadãos manifestarem a sua revolta, por todos os meios. A desobediência civil ganha todos os dias novas justificações morais.

Carlos de Sá


O medo

Esta excelente dissertação de Mia Couto (encontrada neste post do Paulo Granjo) sobre o medo e os seus efeitos na sociedade impressiona e revela muito sobre a natureza humana, limitada e sonhadora ao mesmo tempo. Mia Couto tem razão, porque podemos construir um mundo melhor se tivermos a capacidade de enfrentar os nossos medos, olhando-os nos olhos e confrontando-os com os nossos sonhos. E quem diz o mundo, diz também o seu país, a sua cidade, a sua família…

O medo também afecta os políticos. Nota-se muito agora pela subserviência dos políticos europeus à liderança alemã. Nota-se também muito pela liderança autista alemã, à qual falta a confrontação às suas ideias e ambições, até para poder ter uma liderança um pouco melhor e tornar novamente a Europa na referência mundial onde muitos outros países do mundo possam encontrar a inspiração para o seu próprio desenvolvimento.

Mas o medo afecta em primeiro grau o comum cidadão. Como diz Mia Couto, citando Eduardo Galeano, “Os que trabalham têm medo de perder o trabalho, os que não trabalham têm medo de nunca encontrar trabalho. Quando não têm medo da fome têm medo da comida. Os civis têm medo dos militares, os militares têm medo da falta de armas e as armas têm medo da falta de guerras.” Mia Couto ainda acrescenta: “Há quem tenha medo que o medo acabe”. Muita gente, acrescento eu.

Se queremos realmente criar um mundo melhor para nós temos de perder o medo. Temos de querer que a nossa voz se oiça. Somos suficientemente responsáveis para não haver razão nenhuma para termos medo. E quem diz medo, diz também vergonha. Não é vergonha nenhuma querer um país melhor ou um mundo melhor: é um orgulho!

Por isso, o próximo dia 15 de Outubro é o dia de não termos vergonha de dizer-mos o que queremos para Portugal, para a UE e para o mundo. É o dia dos cidadãos saírem à conquista da sua própria vida. Como muito bem ilustra a Gui, é o dia de não termos medo! É o dia de termos orgulho em nós próprios.

 Hakeem

grandes buracos

O avarento ou a escola da mentira dos governantes

a cristmas carol

Harpagón

Estamos enganados. Os séculos que vivemos não são o XXI, é o XVII. Harpagón governa-nos. Não estamos no ano 2011, estamos em 1668, a data em que Jean Baptiste Moliére criou a personagem referida antes, este pai de Elisa e Cleanto, [Read more…]

A Seguir:

O blogue Polaroid.

Promete boas fotografias, essa é que é essa!

Acabou-se a Teta*, Alberto João Jardim

Diz a Visão esta terça-feira que se acabou a teta na Madeira; pelo menos é o que me parece estar escrito: “detetado“, que é como quem tira a teta a um mamão.

Só espero que largar a mama assim de repente não traga complicações a Alberto João Jardim e o faça bolsar jarros de pesporrênciap’ra fora.

* Post inspirado aqui; as minhas desculpas ao usurpado leitor.

Como matar um coelho

Down by Law de Jim Jarmusch. Qualquer insinuação política sobre este grande momento da história do cinema será considerada uma leitura abusiva da sondagem hoje publicada (que trocada por miúdos revela uma natural transferência de intenções de voto do CDS para o PSD) .

Declaração de interesses: nunca comi (conscientemente) coelho, por motivos religiosos (é muito parecido com gato, esse animal sagrado).

ai, mísero de mi, ai, infelice

deprimido

Esforçava-me em esquecer os dramas que hoje em dia vivemos, só, sem amigos, doente e sem dinheiro, esse número de desventuras que podem cair sobre nós, quando as empresas e indústrias, também estabelecimentos de ensino de todos os tipos não cumprem o seu dever, e a pobreza nos agarra como um vento de furacão, que nem comer permite-nos.

Com que dinheiro, com que meios vivemos, qual a água que usamos para não pagar esse 40% mais que começa a ser cobrado? Voltamos as velas para nos iluminarmos e fugir dos impostos? Usamos mantas para nos sentar e agasalhar-mos-nos, fugindo do frio e dos impostos? O título do meu texto explica bem, penso eu, a depressão que o sítio causa, especialmente se o encontro é com a gestora dos meus bens, dos poucos que ficam, porque os outros foram-se com o vento da falência portuguesa e da Europa. [Read more…]

TGV: Concurso de ideias

O Aventar, na linha de serviço público que o distingue, lança aqui um patriótico apelo à criatividade lusa, também conhecida por desenrascanço, por forma a ajudarmos o nosso primeiro-ministro a encontrar mais ideias sobre como fazer um TGV que se tinha prometido não fazer e, ainda, poupar uns tostões, perdão, uns cêntimos. À ideia mais criativa será oferecida uma lâmpadazinha onde ela possa brilhar.

CONCURSO DE IDEIAS TGV-AVENTAR

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Contribuições:

  • Uma linha e meia de TGV, com esquema de bifurcação para duas linhas. Autor: Pedro Passos Coelho.
    Comentário do júri: a ideia até é gira, pois quando o comboio abrandar para os 20Km/h nessas bifurcações até deve dar para ir às uvas
      
  • Em vez do pequeno troço de via dupla, as pessoas atiravam-se todas para o lado de fora do comboio para que andasse só com um dos rodados nos carris, assim à moda dos “cascadeurs”. Autor: pessoa equilibrada.
    Comentário do júri: poderá ser uma opção arriscada pensar em equilíbrios quando as nossas contas estão tão desequilibradas
     
  • Uma rampa de lançamento para fazer um TGV passar por cima do outro que viesse em sentido contrário. Autor: Leonardo da Vinci
    Comentário do júri: mais uma vez se comprova o génio de da Vinci que, há uns 500 anos, já anteviu a hipótese de um TGV ir em via simples até Poceirão-City
      

  • Deixe a sua ideia na caixa de comentários. O país agradece.

Nova York, 17 de setembro