Lenha e Pinhas

Alexandre Fax – vendedor de lenha, pinhas e carumas variadas. Cuidado, pode partir a moca, a rir

Olha quem fala

Chama-se a isto «ociosidade criadora», noção clássica inteiramente estranha a gente rústica e pindérica como os portugueses e sobretudo às classes médias enlouquecidas pelo trabalho da nova era «liberal»

Adivinhem.

Os esperados couratos com Sebastião, gargajola insuportável, Luciana Abreu e sua bomba

Futurista, amamentado e tudo:

A apojadura pátria nunca esteve por meias medidas, só medidas cheias, Luciana Abreu, recém-genetriz: “comprei uma bomba para tirar leite”. Adelaide de Sousa, com filho de dois anos e meio: “estou a amamentar o Kyle e ainda dou leite para outro bebé” – outros povos não mamam tanto: apenas por tetuda ser, KateUpton foi banida do YouTube, (reconsiderada depois para maiores de 18 anos).

Ler no Pratinho, as notas, as notas:

Em vez de promover workshops para esta excelência poética musicada, a AFP ataca a linha dos bytes de ouro

Apanha-se mais depressa um anglófilo do que um coxo

Até tenho o Rui Rocha em conta de alguém de quem se discorda mas que produz leitura agradável, mas… touche pas a mon pote. Não fosse o delito de ter escrito que o contributo decisivo para a modernidade veio da Inglaterra (a pérfida Albion do God Save the Queen) ainda passava, uma vez ultrapassados os limites aqui fica a explicação óbvia para as ilusões criadas pela fotografia que publica.

Não que isso me afecte muito (até tenho a mesma altura, só não uso é calçado para fingir que tenho outra), só que uma foto enganadora num texto onde cuidadosamente se omite que Daniel Cohen-Bendit tem tanto de francês como de alemão, necessitava de um contraponto da verdade a que temos direito

A seguir ao corte, a fotografia original com Hollande e Sarkozi, juntos e aos mortos. [Read more…]

Os truques do costume

Hollande parece que já encontrou o buraco inesperado nas contas francesas que desculpará as promessas que não vai cumprir. Diz a direita que segue Sócrates. Como se Passos Coelho não existisse.

Hitler era de esquerda?

Aquele primarismo que vê num partido o nome que invoca (tipo o PSD ser social-democrata) continua a dar com força no pessoal centrista democrático e social.

Esta resposta diz tudo, mas nem tento ir pela natureza de classe dos apoios do nazismo. Como toda a gente sabe as classes sociais nunca existiram.

O importante é vender a alface

No admirável mundo moderno do João Miranda:

produzir uma alface é mais fácil do que colocar uma alface onde eu a quero comprar, com o aspecto que eu quero, no dia e na hora a que eu quero e a um preço que eu esteja disposto a pagar.

A ideia de que o valor acrescentado pelo distribuidor é mais importante do que a mercadoria produzida é fascinante. Deixem-me incluir nesse valor acrescentado o da publicidade, que me garante ser aquela alface a verdura que eu desejo. E ter em conta que dada a mísera margem de lucro do produtor da alface numa economia com 1,2% de peso da agricultura essa percentagem se pode aproximar do zero.

Em breve atingiremos o nirvana do absolutismo do mercado: um empresário bem sucedido será aquele que coloque à venda um pacote de merda onde ele quer, com o aspecto de uma alface que ele gostaria de comer, e no dia e na hora em que lhe dê o apetite estará então disposto a pagar por uma salada de merda. Regue com óleo de urina e bom apetite João Miranda.

O pupilo chamou o mestre

O algodão não engana: misturar trotskistas com a União Soviética, é joão-almedismo puro e duro. Já agora, também lhe ofereço um vídeo:

Com a ressalva de não achar que todos os anti-marxistas tenham necessariamente um sinistro fascínio (passe a redundância) por Pinochet (passe o pleonasmo).

Há quatro hipóteses

Nazis, fascistas, comunistas, extrema-esquerda, trotskistas, chamem-lhes o que quiserem. São todos da mesma família.

O autor desta frase é:

a) analfabeto
b) idiota
c) idiota e analfabeto
d) um discípulo de João Almeida 

Um velório tipo sapataria, à medida do pézinho

Fernanda Câncio tem uma nova causa: funerais à sua medida. Luís Rainha consegue escrever sobre o nojo dos outros. Eu não.

A falsa história do sexo de despedida

Desmontada pelo Marco Santos. Acrescento que tratando-se de muçulmanos vale tudo e todos os disparates passam. A caça ao mouro em todo o seu esplendor.

O que mais irá acontecer

Câmara Corporativa hibernou com as primeiras chuvas do ano. A Fernanda Câncio vai ao 25 de Abril dos que o fizeram. A partir daqui tudo é possível, até mesmo que Sócrates faça um doutoramento num dia da semana.

É apenas incompetência

E tratando-se de Assunção Cristas, tende sempre para ser asneira grossa.

A Ler:

notícia de que duas raparigas terão sido espancadas por se recusarem a participar numa praxe em Coimbra indignou muita gente, mas não provocou os efeitos que esperava. O crime terá ocorrido em Outubro e, ao que parece, só agora um tal Conselho de Veteranos – haja paciência! – «abriu um inquérito» para apurar responsabilidades. Ler o resto AQUI

Cinco anos a roubar biclas

Parabéns. E se quiserem rever o original… I Ladri di Biciclette.

Ir a Espanha por estes dias

Viagem ibérica com a Ana Vidal.

Grandes momentos digitais:

Quando dois esquerdistas se encontram fazem uma tendência. Quando se junta um terceiro há sempre uma cisão – RMD no 31 da Armada.

Como tu tens razão CAMARADA… como tu tens razão! Nesse aspecto, os direitistas são mais práticos – logo que cheire a poder, estão todos UNIDOS! – João Paulo do Aventar em comentário no meu facebook.

Hoje há couratos

A política é a arte de criar rebanhos de bípedes implumes

amanhã não sabemos.

Deixem o paneleiro em paz

Aquele pobre diabo que, sendo burro como um calhau (perdoem-me, asnídeos), escrevendo mal e porcamente, não lhe sendo reconhecida nenhuma habilidade especial que o habilite a ser mais que moço de elevador num hotel onde a sua pilosidade facial fosse apreciada, chegou à profissão de director de jornais por razões que permanecem na neblina onde por vezes adormece a capital, vamos fingir que o bom nome familiar não teve nada que ver com o assunto, debitou mais uma das suas recorrentes tentativas de sair discretamente do armário.

Como de costume meio mundo e o outro caiu-lhe em cima. Deixem o gajo em paz, não lhe aparem o joguinho, não citem, não lhe respondam. O défice de atenção não se trata com atenção, o homem precisa é de tratamento, e de sair de vez do armário, é claro.

Garimpeiro de blogues

O Pedro Correia percorre o rio dos blogues e decifra as pepitas nas areias. Não gostarei de todos, mas preguiço-me no seu labor paciente.

A Imprensa Regional.

Para promover os desígnios pessoais e colectivos de certos edis e edilidades existe a imprensa regional. Longe dos tempos em que servia a quezília política e ideológica, anunciava abertura de novas mercearias ou publicitava as carreiras de vapor para o Brasil ou os comboios para França, o pequeno jornalismo serve hoje de bandeja o longo rol de obras paroquiais e municipais. A mentalidade ainda é semelhante à que imperava durante essa longa noite radiofónica chamada Estado Novo: o jornalista local é uma extensão do funcionalismo , agora munido de gabinetes de comunicação que preparam as notícias. Estas não diferem muito, em teor e assuntos, do tempo da Segunda República (1926-1974), quando os senhores dos velhos municípios liberais (escudados em anacrónicos pretensos direitos medievais) se ufanavam de, com pompa e circunstância, inaugurar fontanários, caminhos rurais ou casas do povo. Hoje são rotundas, parques de merenda e auditórios, como se a cada concelho coubesse a necessidade de equipar-se segundo um pequeno país. No fundo não temos municípios mas antes 308 principados do “tipo Andorra” cada um com a sua biblioteca, o seu auditório, tribunal e complexos desportivos que poucos usam porque as muitas estradas levaram os habitantes a procurar outras paragens. No meio desta esquizofrenia urbanística estão, portanto, os jornais locais. [Read more…]

Uma leitura essencial:

Um excelente texto, ESTE, para se perceber quem são os Tuaregues.

Aventar: agora sou eu!

Agora falo eu, pode ser?

Acho que nunca percebi o alcance do Aventar. Nem hoje percebo.

O Aventar? O que é o Aventar? Lembro-me de ter sido discutido o nome! Recordo-me de ter sugerido outra coisa qualquer e quando ouvi Aventar, perguntei o que é isso?

De “conversar” com gente que só conheci há dias – gente antes, amigos agora! Recebi há dias o maior elogio que alguma vez me foi feito e em “público”: obrigado Ricardo, pelo convite e pelo MEGA-elogio!

Mas, chega de conversa.

Não faço a mais pequena ideia sobre o que foi o meu primeiro post… Mas, DEUS, como ele continua actual. [Read more…]

Cinfães e o Café Poeta, ou como o Aventar nasceu numa noite de boémia

Disse um dia o Rui Reininho que andava sempre a contar a mesma história, só que com palavras diferentes.
É exactamente a sensação que tenho quando relembro, em dia de aniversário, o momento da fundação do Aventar. Eram umas 3 horas da madrugada de 16 de Março de 2009. Ou 4 horas. Ou 5. Não sei, a essa hora já estava tudo muito enevoado lá para os lados do Café Poeta, o único ponto de encontro dos noctívagos da vila de Cinfães.
Dou aulas há 18 anos, mas aquele, por todas as razões, foi o melhor. Quando se está longe de casa, sozinho na imensidão do Douro Sul, os dias parece que não acabam. Há tempo para tudo e até para preparar as aulas do dia seguinte. E à noite, bem, à noite começa a festa.
Naquela noite, a festa já tinha acabado. Porque a madrugada já ia alta, os mais fraquecos desistiram. Com o Vítor, o dono do Poeta, eu era o único que resistia. Eu e um trapalhouço de que não reza a história. Naquela noite, especialmente naquela noite, o João Pestana teimava em não chegar. [Read more…]

O Aventar faz três anos, dê-nos uma prenda

Dê-nos uma prenda votando no nosso cabeçalho. Que é também uma forma singela de agradecer ao Hugo o trabalho de o ter criado, tal como já referiu o JJC.

Palavras leva-as o Aventar

Pertencendo eu à geração do papel, a verdade é que devo à Internet, em geral, e ao Aventar, em particular, a possibilidade de escrever em público, um dos meus sonhos de adolescente. O outro sonho, o de jogar no Benfica, tem sido constantemente adiado, para grande alívio das defesas adversárias, evidentemente.

A importância da blogosfera e das redes sociais é tão inquestionável que se tornou inclassificável. O Aventar, em três anos, ocupa, agora, um espaço importante e quase único, graças ao convívio improvável de tantos contrários, uma ideia generosa do Ricardo Santos Pinto.

Neste dia de aniversário de um blogue, faria sentido contar uma história ou fazer um bocado de história. Como não faço parte do núcleo fundador e como, de qualquer modo, estou a atravessar uma fase egocentrista – que durará o tempo que demorarei a escrever este texto –, limitar-me-ei a confessar que o Aventar me fez ver que sou muito mais intolerante, muito mais preguiçoso, muito mais ignorante e muito mais irresponsável do que pensava e que, portanto, deveria fazer um esforço por combater quatro desses meus muitos defeitos. Não é que esteja muito melhor, mas sinto-me muito menos pior. Obrigado, Aventar.

Um prazer com três anos…

Já o escrevi uma vez e repito. Ao logo destes três anos o Aventar provou algo em que sempre acreditei: é possível partilhar espaço de ideias entre homens e mulheres tão diferentes, da esquerda à direita, monárquicos e republicanos sem medo, sem preconceitos e em plena democracia.

É por isso que uma frase chega para sublinhar aquilo que sinto no Aventar: Um enorme prazer.

Melhor cabeçalho dos blogues portugueses

Poderá ser o que nos ofereceu o Hugo Colares Pinto? pode, o voto decide.

O Simão organizou um concurso, que tem a sua graça e faz todo o sentido.

Na categoria Outros, estamos a votos, vede, comparai, e votai.

Carta de amor

Faz hoje exactamente 3 anos, meu amor. Sim, meu amor. Reunimo-nos lá em casa para festejar o teu aniversário e eu, virado para o Zé Freitas, saí-me com uma brincadeira: «Estamos aqui reunidos para festejar o lançamento do Aventar».
O Aventar ia começar exactamente à meia-noite, dia 30 de Março. Não gostaste. Achaste que estava a dar mais importância ao blogue do que a ti. E não foi. Só estava a brincar, não devias levar a mal.
15 dias antes, no Poeta, em Cinfães, tinha decidido lançar um blogue colectivo pluralista. Estava longe de ti, como estive sempre durante esse ano. Tinha de ter um entretenimento e escolhi a blogosfera. Falei com o Luis Moreira e decidimos avançar.
Sei que não vais ler isto, por isso estou à vontade. Recusas-te a ler o Aventar, detestas o Aventar. Sentes que ao longo de 3 anos te substituí constantemente por ele. Quando passava horas e horas a escrever posts e a agendar o dia seguinte. Quando passava horas no chat com o JJC a definir estratégias e a exultar pelos números das audiências. Quando ia (vou) para os intermináveis convívios de Coimbra.
O que aconteceu ontem foi grave, amor da minha vida, tão grave que desejei pela primeira vez nunca ter fundado o Aventar. Desejei pela primeira vez que o Aventar nunca tivesse existido. [Read more…]

Deus escreve direito….

Hoje, junto ao Hospital de S. João (Porto) duas senhoras de idade avançada e munidas de umas revistas perguntaram-me se eu conhecia Deus.

A minha resposta foi pronta: “conheço, sim senhor e até tenho aqui o número dele. Precisam?”. A reacção não foi a melhor. Eu pensava que as simpáticas senhoras precisavam de falar com ele. Agora que é da CPN do PSD podiam, eu sei lá, precisar de alguma coisa…