“Talvez tenhamos errado”, diz o ministro da Cultura do Brasil.
Mais um tesoureiro partidário atrás das grades
Depois do caso Bárcenas no PP de Rajoy, foi a vez de Vaccari Neto do PT de Dilma Rousseff. Por ali culpam-se tesoureiros, por cá a culpa costuma ser dos técnicos.
Neo-fundamentalismo cristão
Por estes dias, o João José Cardoso chamou-me a atenção para uns indivíduos que, simpatia a dele, considerou mentecaptos. Confesso que, ao ver tamanhos primatas em semelhante êxtase fundamentalista, algo que pelos vistos até foi saudado por algumas camadas adeptas do nacional-socialismo cá da terra, que criticam as manifestações e os pedidos de demissão que vão sendo dedicados a alguns dos nossos parasitas governamentais mas que pelos vistos até vêm com bons olhos uma intervenção militar do Estado mais violento do planeta contra um governo que, corrupto ou não, foi democraticamente eleito, fico ainda mais certo que não há sebastianismo que se equipare ao saudosismo fascista que alguns idiotas por cá cultivam. Deus nosso senhor tenha misericórdia da sua alma e que a cada um cresça uma pequena Cerejeira no rabiote.
Por falar em fundamentalistas, e na falta de quem entre as hostes cristãs rivalize com os paranóicos bombistas que acreditam na fábula das 40 virgens, o meu amigo Simão, homem de bons devaneios que apesar de inúteis oferece de forma gratuita, apresentou-me estes lunáticos da Igreja Universal do Reino de Deus e o seu exército de seres inenarráveis auto-denominados Gladiadores do Altar. Felizmente ainda ninguém lhes parece ter dado uma arma para a mão, mas, considerando o crescente poder da IURD e de outros paranóicos evangelistas no Brasil, não deve faltar muito tempo até que este grupo de radicais se transforme numa espécie de força paramilitar ao serviço de homens que se dizem ao serviço de Deus mas que estão apenas ao serviço deles próprios, tal como as contas bancárias destes “profetas” revelam.
Saudações suspeitas com o braço direito em riste, formações militares e marchas, uniforme verde-tropa e palavras de ordem, e tudo isto dentro de uma igreja. Ou lá o que aquilo é. Chega a ser assustadora a naturalidade com que um batalhão de tropas da IURD entra pela igreja a marchar e bate continência ao pastor-general. Até Dilma Rousseff bate continência ao controverso fundador da IURD, Edir Macedo, homem que pede o dízimo ao pé descalço e se desloca de helicóptero, tal é o seu desprendimento dos bens terrenos.
Eles andam por aí, lá e aqui
Mentecaptos desfilando nas ruas do Brasil.
Apelo ao golpe de estado, em americano para a CIA ler. A nostalgia de um tempo que não volta para trás, foi saudada entre nós no Insurgente. Liberais, dizem-se hoje, velhos fascistas são.
Fotografia Revista Forum.
Municipalização do ensino é…
…“um retrocesso da vida democrática” (artigo de 2002, sobre a municipalização do ensino público brasileiro).
Politicamente correcto…
A comunicação social e, até, alguns amigos nesta rede social, não se cansam de comentar a vitória da PresidentA Dilma. Se acompanho quem saúda a sua vitória, confundem-me os que persistem em usar substantivo no feminino, embora não ignore que a própria Dilma prefere assim – o que não é importante; ela é Presidente e não professora de português. Mas eu pergunto: se ganhasse o Aécio, seria o PresidentO? De qualquer modo, quanto ao resultado, fiquei contente (ou contento?…).
Não estarão a atribuir demasiada importância?
A moça não quis ofender os portugueses ou menosprezar Portugal, apenas procurou um trocadilho para criar uma graçola, ressabiada com o resultado da eleição. Saiu mal, o resto é apenas burrice…
Super Mário regressa…
Após uma bem sucedida carreira futebolística, Mário Jardel começa forte na política. E não está sozinho…
Regresso ao tempo dos coronéis?
Parece que a extrema-direita brasileira acordou hoje com hipóteses de regressar ao Planalto.
Da salgalhada que é o sistema político brasileiro, onde ainda domina a Globo embora os televangélicos tenham conquistado algum terreno, resulta também a anedota de para os nossos jornalista Aécio ser o candidato socialista e social-democrata, que deve ser a área política de Passos Coelho, Dilma será trabalhadora e eu sou a Josefa de Óbidos.
É um risco que em termos internacionais, em particular para a América latina, pode ser um retrocesso grave. Mas que terá as suas vantagens: quero ver o “neoliberais” saudosos da ditadura a esfrangalharem a economia brasileira, a levarem com o povo nas ruas (povo pobre mesmo pobre, que os outros já lá andaram), e pode ser que a esquerda ganhe juízo. Desde que não acabe em ditadura militar (o que é sempre uma ameaça e vontade não lhes falta), às vezes a social-democracia aprende quando perde. E Dilma tem muito a aprender nas suas cedências aos oligarcas.
Meanwhile, in Brazil
Com o fim da prestação brasileira no Mundial marcada pela mais pesada derrota de sempre em jogos oficiais, antevê-se uma noite quente. Esta bandeira que o diga…
[Fotografia: Veja São Paulo]
7 – Luís Filipe Scolari -1
Tinha de ter uma alegria neste mundial, escusava era de vir da Alemanha.
No país onde toda a mulher é fruta…
… a Pêra quer salvar a selecção do Felipão (será que os homens são todos pão?):
Mundial 2014 – Portugal vs Alemanha
Desta vez não me apetece postar o video das imagens dos golos. Todos os vimos. Todos sabemos decor o que é que falhou. Todos nós vimos aquilo que sabíamos ser previsível: a nossa selecção não jogou nada, com Paulo Bento não joga nada, não tem fio-de-jogo, não tem um colectivo, vive excessivamente daquilo que Ronaldo e mais 2 ou 3 conseguem fazer e continuando assim, arrisca-se a voltar a Portugal no próximo dia 26.
1. Nos primeiros 10 minutos de jogo ainda criámos um calafrio quando Ronaldo atirou com o pé esquerdo para defesa de Neuer. Desde cedo entendi que Paulo Bento ia apostar numa atitude defensiva, de forma a não deixar os alemães colocarem em prática a circulação de bola semi-apropriada ao Bayern de Munique de Guardiola: muitos passes entre os homens de meio-campo, muitas combinações entre o médio interior, o lateral e os alas e respectivo cruzamento para área à procura da referência de ataque da equipa, neste caso Thomas Muller, o herói da partida de Salvador da Baía. [Read more…]
Brasil 2014 – Brasil vs Croácia
O novo Arena Corinthians, ou Itaqueirão, como quiserem, estádio de raiz construído para a inauguração deste campeonato do mundo e, em jeito de curiosidade para quem seja curioso destas coisas, para suprir a necessidade que um dos colossos do futebol mundial, o Corinthians, tinha de possuir finalmente um estádio próprio, recebeu o jogo que marca o início de mais um Mundial entre Brasil e Croácia. Apesar de não estar cheio, o Itaqueirão foi ao rubro quando o onze brasileiro escalado por Felipão cantou fervorosamente o hino brasileiro, entoado a letra do hino que vai para além do som previsto para o momento. [Read more…]
Tensão no Brasil
A imagem de capa da edição do jornal Público de 10 de Junho de 2014. Fotografia inesquecível de Kai Pfaffenbach (distribuído pela Reuters). Bom jornalismo
Anarcomiguxos
A palavra não é fácil de explicar: migucho é um equivalente brasileiro para amiguinho, abreviado na nova língua portuguesa dos teclados, em tuga penso que se escreve mgo. Anarco, neste caso, vem da pretensão da extrema-direita moderna se apresentar contra o estado, excepto quando, armado e feroz, lhe suporta o poder económico.

Anarcomiguchos é a designação de uma página no Facebook, onde gente de várias esquerdas se diverte com os seus adversários políticos, inspirados pelo astrólogo Olavo de Carvalho e muito concentrados no mises.org. Assenta que nem uma luva, no Brasil onde os devotos da ditadura militar ainda são um entretenimento, não nos chega, que os temos no governo e dali não irão sair se continuarmos a suportar o arco do capitalismo selvagem que nos tem governado neste século, fora o passado.
Porque o anarcocapitalismo está para o anarquismo, como o emo está para o punk – é o seu lema. E tanto mar nos separa, é o remate que aqui me interessa, a esquerda portuguesa até finge ser este mais um governo de direita como os outros, enquanto da serpente todos os ovos estalaram. Alguma malta, depois num campo de concentração qualquer, ainda discutirá o assunto.
Tordos
Esta semana aprendi que o Tordo do pimba de esquerda (ou social-cançonetismo, para haver precisão histórica) é pai de outro Tordo, de quem me sobra a recordação de um imenso tédio ao fim de meia-dúzia de páginas na tentativa de entender o mistério de alguns sucessos literários em Portugal; a desgraça numa família nunca vem só. Parece que o pai foi cantar para o Brasil.
Alguma esquerda choninhas lamenta e segue o drama familiar através de epistolas pregadas em jornais. Não li.
Sou da esquerda internacionalista, e nas presentes circunstâncias deixo aqui a minha solidariedade com o heróico povo brasileiro, desde 1974 a sofrer por nós, ao menos o Marcelo Caetano não cantava, estão feitos ao bife.
Sabe o que é o “rolezinho”?
“É flashmob de pobre.” Ou os ex-excluídos “metendo o pé na porta”.
Natal do outro lado do mar
Sem reflexões ou programas prévios. De supetão, embarquei no avião – embarcar em meio aéreo baralha-me. Pelo sentido etimológico, sempre entendi embarcar como significado de entrar e viajar em barco. Porém, do ar fizeram mar e, nos tempos actuais, passámos a embarcar e navegar em máquina voadora, impulsionada por turbina de gás (a jacto, diz a malta).
Deixe-se de lado esta reflexão sobre a semântica do embarcar e use-se um relato mais simples: voei para a minha terra adoptiva, Rio de Janeiro, onde tenho familiares próximos e amigos, primos direitos. Vivem em Jacarepaguá. Lá longe, tenho quarto privativo, com janela virada para a Tijuca. Sempre disponível e arrumado. Como vivesse ali todo o ano, de Janeiro a Dezembro, D. Neide encarrega-se de o aprumar. As velhas fotografias dos meus pais e outras dos pais deles, todos falecidos, integram a decoração como imagens de saudade ilimitada e incomensurável próprias do luso sentimento.
Deixei para trás o frio, a malfadada crise e os pensamentos adversos, assim como a cambada promotora da nossa vida caótica: Passos, Portas, Cavaco, Merkel, Draghi, Barroso e a ‘troika’, entre outros. O avião afastou-me da peçonha. Sinto-me livre e limpo foi o que me veio à cabeça quando cheguei ao aeroporto do Rio.
A Mulher-Petróleo
Talvez a mulher brasileira pudesse ser um novo petróleo para Bento dos Santos Kanganba. Quando, e se!, for encontrado pelas autoridades brasileiras, saberemos.
“O que significa ser escritor num país situado na periferia do mundo,
um lugar onde o termo capitalismo selvagem definitivamente não é uma metáfora? Para mim, escrever é compromisso.” O brasileiro Luiz Ruffato, na abertura da Feira de Frankfurt.
Os donos da língua
Pinda Simão, que se reuniu hoje em Lisboa com o ministro da Educação português, Nuno Crato, afirmou que Angola quer “fazer incidir esforços” na qualidade do ensino, referindo que em três províncias, Namibe, Benguela e Cabinda, há professores portugueses que estão envolvidos na formação de professores, em Língua Portuguesa, Matemática e Educação Física.
O texto é da Lusa, escrito, portanto, segundo o chamado acordo ortográfico. Por acaso, foi publicado no jornal i, que não adopta o chamado acordo ortográfico. Os professores portugueses, em Portugal, são forçados a aplicar, nas escolas portuguesas, o chamado acordo ortográfico.
Alguns professores portugueses estão em Angola, participando na formação de professores angolanos. Angola não aplica o chamado acordo ortográfico, continuando a utilizar a ortografia de 1945. Deduzo, portanto, que os professores portugueses não possam utilizar, em Angola, o chamado acordo ortográfico que são obrigados a utilizar em Portugal, pela simples razão de que não seria aceitável esses mesmos professores imporem uma ortografia portuguesa a uma escrita que é angolana. [Read more…]
Batalha das Línguas
A afirmação do Português no Sistema Solar corre paralelamente à prosperidade, ao trabalho e à felicidade de quem o utilize. Nas Redes Sociais e muito para além delas. Mas com rigor ortográfico e elegância de estilo.
Reviver o Relvas no Brasil, o vídeo
Não, não acabou. Até que sejam julgados deverá ser sempre assim.
Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’
Daqui a doze horas, a Selecção vai defrontar a Seleção.

Doug Pensinger/Getty Images (http://bit.ly/14GWFWR)
















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