Nos últimos meses, Donald Trump disse que ia construir um muro para separar a América do México e que ia pôr este último a pagá-lo. Chamou criminosos, violadores e traficantes aos mexicanos. Queixou-se de ver negros «a contar o meu dinheiro». Disse que ia expulsar liminarmente 11 milhões de imigrantes ilegais. Que ia proibir a entrada de muçulmanos. Que os atentados de Paris só provam que a posse de armas devia ser liberalizada. Que o aquecimento global foi inventado pelos chineses para prejudicar a América. Que ia atacar o Médio Oriente para lhes ficar com o petróleo, destruindo tudo e mandando empresas americanas para fazer a reconstrução.
Defendeu o regresso de métodos de tortura mais agressivos nos Estados Unidos, atacou os pais de um militar americano morto no Iraque, expulsou uma jornalista mexicana de uma conferência, uma muçulmana de uma acção de campanha e um bebé que chorava num comício. Disse tudo e mais alguma coisa e sempre publicamente e em directo para milhões de espectadores.
Foi preciso ir buscar uma conversa privada com mais de 10 anos [Read more…]
Donald Trump tem razão – são uns hipócritas
Bill Maher, o Diário da República e a alergia
enquanto eu farejava e media o espaço em volta, me habituava aos rumores estranhos e às invisíveis presenças desconhecidas da casa, aos estrondos das caldeiras, às fungadelas do fogão e à bronquite dos cachorros
— António Lobo Antunes, “Auto dos Danados“
Tive pena de não poder almoçar lá fora só para poder acompanhar a discussão. Mas não tinha tempo a perder e era dia de tripas.
— Carla Romualdo, “O bonezinho“
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Acerca de um episódio ocorrido durante o recente debate entre Hillary Clinton e Donald Trump, Bill Maher disse o seguinte:
I hope it’s not true. He was sniffing a lot. It’s either that or he’s allergic to facts.
De facto, há um ponto comum entre uma das hipóteses de Maher sobre as fungadelas de Trump e o Diário da República: a alergia aos factos.

Continuação de uma óptima semana, isto é, sem estrangulamentos e sem constrangimentos.
O erotismo do medo
Helena Ferro de Gouveia

É difícil entender os Estados Unidos sem olhar para a sua relação com o medo. Não é por acaso que este é o país que glorifica super-heróis em roupas coloridas que no último segundo e com as últimas forças salvam o mundo do apocalipse. Ou tem uma admiração pelos militares incompreensível para muitos no Velho Continente.
O presidente mais perigoso da história

A trampa que o Trump diz é tal, Noémia, que um grupo de 50 peritos em segurança nacional do partido Republicano assinou uma carta aberta que afirma que esta aberração será “o presidente mais perigoso da história dos EUA”. E estamos a falar de tipos que trabalharam e elogiaram a forma como George W. Bush filho conduziu a política externa norte-americana. Ignorância, incompetência, carácter instável ou falta de valores são alguns dos motivos que levam este grupo de pessoas, que trabalhou com outras aberrações como Nixon e Bush, a antever a catástrofe Trump. Mas o gajo não é burro: em resposta às críticas, Trump acusa os signatários de serem autores de decisões desastrosas como a invasão do Iraque. E não é que a coisa até tem razão? Com adversários destes…
A Trampa que o Trump diz
O Sr. Trump já nos habituou – felizmente, mais aos americanos do que a nós – à porcaria que aquela lixeira em forma de boca vomita. Ultimamente, não raras vezes com a posterior justificação de que estava a brincar, tem atacado de forma violenta Hillary Clinton. Se na semana passada, já os limites do razoável foram mais uma vez atingidos com a sugestão de que a Rússia deveria espiar a conta de email da adversária, ontem, 3ª feira, dia 9/8/2016, a coisa foi muito para além do aceitável. Este nojo com duas patas, este ser do mais podre que há, apelou a que, se Hillary ganhasse as eleições, os defensores da 2ª emenda a abatessem. Esta coisa devia ser impedida de continuar a concorrer à presidência dos EUA.
Que nojo!
A Cristas estava lá
Ninguém me tira da cabeça que aquele bebé do Trump estava ao colo da Cristas. É um palpite. Ou, talvez, até mais do que isso. Depois de ouvir a maezinha a falar sobre o IMI e a taxa sobre o sol, o puto desatou a chorar com tanta coerência. Foi isso.
Otários

Num momento em que Donald Trump parece um “sério” candidato a ocupar o lugar que Obama deixará livre dentro de oito meses, com promessas eleitorais que giram em torno de muros, política externa hostil e perseguição de emigrantes, o anúncio da candidatura ao Senado norte-americano do antigo líder dos Knights of the Ku Klux Klan, um franchise modernaço mas igualmente repugnante do movimento racista, terrorista e fanático que se diverte, desde o século XIX, a discriminar, agredir e matar pessoas, não causa particular surpresa. Basta ver as notícias para perceber que estes otários ainda representam uns quantos otários. Ferguson, Charleston, Dallas ou mais recentemente Baton Rouge são apenas alguns exemplos que insistem em relembrar-nos que a violência racial continua viva e de boa saúde na “terra da liberdade”, e que a ascensão do otário Trump inspira otários como David Duke. Mas não se preocupem: apesar de otários, estes terroristas assumem-se cristãos, pelo que não devem ser tão maus como os gajos do Alá.
Imagem via Flowers for Socrates
Antigo vice do partido de Passos Coelho apoia Donald Trump

Pois é caro leitor. Desci ao nível de parte significativa da imprensa nacional e usei um truque para chamar a sua atenção. Por momentos, talvez o tenha convencido de que um dos vices neoliberalóides de Pedro Passos Coelho teria finalmente saído do armário e declarado o seu apoio ao terrorista Trump. Não foi bem assim.
Porém, e apesar de não ter sido bem assim, também não foi muito diferente. É que o PSD, à semelhança de todos os partidos portugueses com assento no Parlamento Europeu, integra um partido europeu, no caso o PPE. Quem também integra o PPE é o Fidesz, o partido de extrema-direita que actualmente governa a Hungria, constantemente nas bocas do mundo pelo discurso violento e fundamentalista. Até há pouco tempo, o fanático que lidera o Fidesz, Viktor Orbán, era vice-presidente do PPE, portanto vice do partido europeu de Pedro Passos Coelho. Foi um truque mas não foi mentira nenhuma. [Read more…]
Basicamente, é isto
Trump disse que os imigrantes vieram para roubar. “A tua mulher é um óptimo exemplo. Ela roubou o meu discurso.”
Conservador mais conservador, não há!

Os canais de informação portugueses estão a passar incessantemente o discurso da senhora Trump, uma modelo eslovena (irónico) com idade para ser filha do lunático, que pouco mais fez que ler um plágio do discurso de Michelle Obama em 2008. Deve ser uma existência interessante, a de uma modelo emigrante casada com um fundamentalista anti-emigração, cuja existência não deverá ir muito além de centros comerciais, cocktails interessantíssimos e roupas chiques a valer, tudo isto na companhia dos amigos racistas e xenófobos do marido, entretidos a fazer piadas sobre muros e emigrantes corridos ao biqueiro. O botox até estala mas a malta agradece. Na ausência de um discurso sensato e mentalmente são, teremos sempre as curvas da única potencial próxima primeira-dama do centro do império para nos distrair. A seita do chá deve estar a adorar. Conservador mais conservador, não há!
Ditador e aspirante: uma história de amor

O beijo será uma consequência natural do namoro de longa data. Putin não foi poupado nos elogios feitos ao potencial próximo ditador neoliberal, Trump devolveu a gentileza. O mundo será um lugar mais bonito com Putin e Trump nas duas extremidades do telefone vermelho.
Na imagem: mural na Lituânia, via Futurpop
O tamanho do pénis de Donald Trump
Acontece na América.
Há um tipo com muito dinheiro que não tem mãos pequenas e que pode vir a ser próximo e último presidente dos Estados Unidos da América.
Incontestavelmente, um país onde todas as mais fálicas fantasias podem acontecer.
Ui que indignação se isto tivesse acontecido na Rússia ou na Venezuela…
jornalista da Time agredido com extrema violência por elemento dos serviços secretos norte-americanos quando tentava furar o perímetro de uma manifestação anti-Trump. O que vale é que eles por lá são muito democratas.
As palavras mais tristes da língua inglesa

Gore Vidal dizia que eram “Joyce Carol Oates” (uma maldade à Vidal). Se fosse vivo, talvez dissesse agora que as mais aterradoras são “President Donald Trump”.
Pela defesa da tortura
Donald Trump compromete-se a trazer de volta as simulações de afogamento e “fazer bem pior que isso“, num discurso em que acusa os terroristas de práticas medievais. Se falhar nos EUA, Trump bem pode tentar suceder o rei da Arábia Saudita.
Como qualquer merda pode ser nomeada para o Prémio Nobel da Paz
este ano temos Donald Trump. Qual foi a parte de “Paz” que o idiota que o nomeou não percebeu?
Donald Trump imita Passos Coelho
e recusa participar em debate político pré-eleitoral. Muito mais é o chá que os une, que aquilo que os separa.
Meet the Palins

A propósito de uma festa de chá da extrema-direita que teve esta semana lugar no Iowa, e enquanto Sarah Palin pedia aleluias à audiência, Donald Trump mostrava-se agradecido pela presença da amiga fundamentalista:
É uma pessoa que conheço e respeito há muito, que tem um marido e uma família incríveis. Não fazem ideia do quão honrado me senti quando soube que ela me iria apoiar. Uma pessoa muito especial.
Os fanáticos do chá

O liberalismo selvagem, o populismo parolo, o belicismo fanático e a extrema-direita têm desde ontem mais um belo motivo para celebrar: entre aleluias e manifestações de virilidade, Sarah Palin declarou o seu apoio à corrida de Donald Trump à Casa Branca:
Ele está na posição ideal para fazer da América um país grande de novo. Estão prontos para isso? Chega de cobardia. As nossas tropas merecem o melhor e vocês merecem o melhor.
A especulação financeira e indústria do armamento esfregam as mãos, extasiadas. O saque e as violações de soberania seguem dentro de momentos.












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