Fernanda Câncio sobre Sócrates

Só sabe que nada sabia. Ou para mau entendedor nem dez anos chegam.

Tiro nos pés

Os bloqueios ditados por Trump poderão ser, para não dizer que irão ser, um forte impulso no sentido contrário àquele supostamente apontado pelo slogan da candidatura de Trump à presidência, Make America Great Again.

Veja-se o caso ZTE e Huawei, dois fabricantes de telemóveis com restrições de comercialização nos EUA. Antes destas, a ZTE era o quinto maior fabricante mundial de telemóveis e a Huawei tinha forte possibilidades de chegar a número um, especialmente com os modelos P10 e, agora, P20 Pro, este último com a câmara fotográfica mais avançada da actualidade, a qual já ganhou o prémio TIPA de melhor smartphone fotográfico*.

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Manual de jornalismo – ou, vá lá, de produção de parangonas

Depois de repetirem 11 vezes a mesma pergunta, mais palavra, menos palavra, a dupla David Dinis e Eunice Lourenço, lá consegui sacar um título para a peça. Não era a parangona aparentemente desejada, como por exemplo “Presidente demitirá Governo se a tragédia se repetir”, mas lá teve que servir.

Incêndios. Marcelo não se recandidata se falhar tudo outra vez

9 anos de Aventar

Em Março passado, no dia 9, o Aventar fez 9 anos. O blog deve estar a chegar àquela idade em que não se fala de aniversários, já que a data não passou de uma brisa, que se sente, mas sem merecer grande reparo. Talvez voltemos a falar no assunto quando chegar a data redonda, quiçá cunhada no livro de que falamos há anos.

Por hoje, fica este apontamento e uma nota sobre o dia 4 de Abril de 2014 onde, num único dia, o Aventar foi lido por mais de 133 mil visitantes. Aproveitando para para partilhar mais um pouco sobre a vida interna do blog, desde que estamos nesta plataforma, há 7 anos, foram publicados 32 mil posts, que trouxeram 16.6 milhões de visitas por parte de 6.4 milhões de visitantes.

Obrigado a todos os que fazem diariamente este espaço, leitores e autores.

Boa questão!

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E então, malta? É para meter o Marega?

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Espero que tenham apreciado os ritmos malianos. O Usain Bolt dos relvados portugueses voltará dentro de poucos meses, isto se entretanto não aparecer nenhum clube disposto a meter uns quantos milhões nos cofres do FC Porto para o levar para outras paragens. Até já!

És tu

Este é o primeiro vídeo do projecto musical que tenho em mãos.

Trata-se de uma mudança algo radical do que costuma (ou costumava) ser o âmbito das minhas publicações, mas, sinceramente, já estou cansado das agendas mediáticas e das conjunturas.

Feliz Dia da Mãe.

Onde estavas tu, passista, quando o teu herói elogiou Dias Loureiro?

Uma turba passista encheu as redes sociais de indignação, por haver uns quantos socialistas a lamentar a saída de Sócrates do PS, socialistas esses que até elogiaram a governação do ex-recluso. Onde é que já se viu tamanha falta de respeito pelos portugueses?

Importa, contudo, saber onde estava esta malta quando Pedro Passos Coelho cumprimentou Dias Loureiro “de forma muito amiga e especial”, durante uma inauguração em Aguiar da Beira, a que se seguiu uma sequência de elogios do então primeiro-ministro a um dos dois grandes responsáveis por uma das maiores fraudes bancárias da história de Portugal, que custou aos contribuintes alguns milhares de milhões de euros. Estariam ocupados a empreender? Estariam a manipular o Fórum da TSF ou a parir perfis falsos no Facebook? Estariam a observar desde o centro de operações liberal-fascista? Estariam no Panamá a contar notas desviadas através de matrioskas de paraísos fiscais? Estariam a visitar a campa de Salazar? Estariam numa acção de formação sobre como escapar ao pagamento da Segurança Social, ministrada pela Tecnoforma?.

Ninguém sabe.

É tudo demagogia

Por um lado:

Clara Marques Mendes [PSD] vive em Oeiras com a sua família e declara uma morada em Fafe; Heitor Sousa [BE] tem casa em Lisboa e deu morada de Leiria; Elza Pais [PS] vive a sete minutos da Assembleia da República e deu endereço de Mangualde; Duarte Pacheco [PSD] tem casa no Parque das Nações e declara viver em Sobral de Monte Agraço. Estes são alguns dos exemplos. Segundo as contas da RTP, por viverem fora de Lisboa, os deputados recebem, em alguns casos, mais 1500 euros do que teriam direito se o valor do subsídio fosse calculado com base nas casas que efectivamente detêm em Lisboa. [Público]

Por outro lado:

Mas isto é tudo demagogia, claro. Os senhores deputados ganham pouco e se não for assim ninguém os convence ao duro trabalho no Parlamento.

Não tens nada que agradecer, Sporting

Nunca falta dinheiro para salvar bancos. Nunca. Pode faltar na Saúde, na Educação, na Acção Social ou na Cultura, mas para salvar bancos, o que muitas vezes significa assumir calotes de devedores multimilionários que, pela posição que ocupam, poucos ousam incomodar, nunca falta um cêntimo.

De igual forma, nunca falta nos bancos dinheiro para salvar clubes de futebol. Pode faltar para as famílias, pode faltar para as empresas de outros sectores de actividade, mas para salvar clubes de futebol, o que muitas vezes significa assumir os custos de operações que, por mero acaso do destino, encheram os bolsos de meia-dúzia de agentes e dirigentes desportivos, também não falta um cêntimo que seja. [Read more…]

CGD não revela lista de devedores

Emília Pestana

A Caixa Geral de Depósitos diz que não revela a lista dos 50 maiores devedores, por causa do sigilo bancário. Não tem nenhum problema, contudo, em ameaçar com contencioso, e queixa ao Banco de Portugal, um cliente que deve 15 cêntimos.

Isto, sim, é gestão!

 

 

Sócrates e o financiamento do PS

Agora que a direção do PS está finalmente a demarcar-se das práticas de José Sócrates, avancemos para a questão seguinte que interessa ao PS:

Sócrates financiou ou não financiou o partido e/ou respetivas campanhas com os milhões que circulavam através das contas de Carlos Santos Silva?

Por exemplo, os eventos glamour das campanhas de Sócrates que atraíram tanta gente genuinamente bem intencionada (inclusivamente alguns que agora legitimamente condenam Sócrates), foram ou não financiados pelo esquema de Sócrates e Carlos Santos Silva? As respostas a estas perguntas são seguramente conhecidas ao mais alto nível do PS. E convém que sejam esclarecidas ou, mais tarde ou mais cedo, poderão cair que nem um trovão em cima do PS. É muito estranho que os problemas financeiros do PS pareçam estar correlacionados com a agenda da Operação Marquês. O que parece – sublinho parece – é que a partir da detenção de Sócrates uma torneira deixou de verter dinheiro no PS e de um momento para o outro descobrimos que o PS tinha problemas financeiros graves. Haverá uma correlação entre o caso Sócrates e os problemas financeiros do PS ou será pura coincidência?

Shakespeare sem Acordo Ortográfico de 1990

Hamlet e Macbeth. Efectivamente, há esperança.

Quando António Costa não distingue velocidade de toucinho

[Santana Castilho*]

O 25 de Abril está a ficar como o Natal: celebra-se uma vez por ano, com doces afectos, e esquece-se todos os dias, com amargas realidades. Em matéria de Educação, a história dos 44 anos que passaram é a história de alterações sucessivas, num faz, desfaz, ditado por caprichos partidários de reduzida dimensão política e menor conhecimento técnico. Como observador atento e persistente do fenómeno, atribuo a António Costa e aos incompetentes a quem confiou a Educação a maior pobreza de ideias e políticas de sempre. Quando julgava que já não era possível ver pior, acabo ainda surpreendido.

 

  1. Alexandra Leitão conseguiu trazer António Costa para a cruzada da soberba. Após perder no Parlamento, soltou o ódio de que vive o seu sectarismo e veio acusar de não serem Centeno os que se lhe opõem. Por conhecer os factos em pormenor, custa-me não lhe responder como merecia. Mas depois de escrever sem o controlo do meu superego, apaguei, contei até dez e ficou isto, o mínimo que se pode dizer de quem não tem escrúpulos para manipular a opinião pública.

É deprimente a actual trapalhada dos concursos. O Governo começou por publicar no Diário da República um aviso de abertura de concurso extraordinário externo, que permitia que a ele concorressem professores do privado que nunca tivessem leccionado em escolas públicas. Fê-lo em flagrante incumprimento da Lei nº 35/2014 (Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas), que o obrigava a negociar com os sindicatos, e da Lei nº 114/2017 (Orçamento do Estado para 2018), que dispõe ser o concurso em análise exclusivamente para docentes “dos estabelecimentos públicos”. Para corrigir este erro grosseiro, o Governo alterou as regras, já com o concurso a correr, sem anular o aviso de abertura, e deu instruções particulares para proceder ao arrepio do que ele diz.

Mas esta enormidade afigurou-se coisa de somenos ao primeiro-ministro António Costa, que resolveu ampliá-la pedindo ao Tribunal Constitucional que trave o concurso interno para os professores do quadro, nos moldes decididos pelo Parlamento. Recordemos a génese do problema: no ano transacto, mudando arbitrariamente e em segredo procedimentos de uma década, Alexandra Leitão enganou e prejudicou centenas de professores (estão pendentes 799 recursos hierárquicos e duas centenas de acções em tribunal) que concorreram de boa-fé; depois de um ano de meritória luta, o parlamento substituiu a razão da força totalitária da secretária de Estado pela força da razão democrática dos professores. [Read more…]

Manuel Pinho: a minha humilde homenagem a um trabalhador singular

mp

No dia em que se celebra o Trabalhador, poucos portugueses serão tão dignos de homenagem como Manuel Pinho. O homem, o académico, o político independente, que se entregou de corpo e alma às funções ministeriais para as quais foi chamado, que desempenhou com mérito e distinção.

Porém, o ex-ministro foi mais do que um político excepcional. Durante o seu mandato, conta-nos a revista Visão, Manuel Pinho não se rendeu ao ócio ou à preguiça, nem nos raros momentos que lhe restavam, depois de toda a azáfama governativa e das coisas do dia-a-dia de um homem normal. Não. Nos tempos mortos, tão mortos que quase não se encontrava registo deles, Manuel Pinho trabalhava para ajudar a desenvolver e a elevar a banca portuguesa. Ministro durante o dia, consultor do BES nas horas vagas. Pela módica pechincha de 14 mil e tal euros mensais. O Ronaldo faz isso em duas horas. E o Capelo Rego está ali no canto a rir-se. [Read more…]